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Archive for November, 2007


Cinema Esquizofrênico!

Se a arte imita a vida, podemos nos considerar chegando a um lugar muito, mas muito escuro mesmo! Ou não!Nos últimos anos, o cinema tem se debruçado sobre um tema que aparece, volta e meia, como os surtos, de maneira forte e consistente, nos roteiros de seus filmes. A esquizofrenia tem sido retratada em vários filmes produzidos em Hollywood. Algumas vezes vista como apenas como um ponto de partida, outras como o motor que alimenta o filme, outras ainda como um processo irreversível pelo qual humanidade atravessa.

Caracterizada pela fragmentação da personalidade, é uma doença crônica que se caracteriza por distúrbios de pensamento, com idéias de perseguição e perda das conexões lógicas. As classificações modernas, como o DSM-IV (Diagnostical and Statistical Manual of Mental Disorders) levam em conta tanto as manifestações das fases ativas, como sua fase crônica com progressiva deteriorização mental como critérios para definir a esquizofrenia. No DSM-IV a esquizofrenia é definida nas suas características essenciais com presença de sintomas psicóticos (delírios, alucinações, dissociação do pensamento, comportamento catatônico, afetividade embotada).

Passada esta “apresentação” (corrijam-me se cometi algum equívoco), voltemos nosso foco para alguns filmes que apresentam personagens com algumas dessas características:

Uma Mente Brilhante

(A Beautiful Mind, 2001, Ron Howard): Adaptação da biografia do matemático John Forbes Nash Jr, da escritora Sylvia Nasser, o filme retrata um caso clássico de esquizofrenia, interpretado brilhantemente por Russel Crowe. A luta entre a genialidade do personagem e sua convivência com a doença, chegando a ser internado em várias instituições psiquiátricas, até o momento em que recebe o prêmio Nobel de Economia, em 1994. Filme com muitas lágrimas, mas que vale a pena ser visto, com certeza! (more…)

Administrando Inteligências Múltiplas

Durante muito tempo, o conceito de inteligência foi caracterizado por possuir um padrão único: acreditava-se que as pessoas nasciam com uma determinada quantidade de inteligência; dificilmente essa quantidade poderia ser alterada, em virtude de seu caráter genético; e essa inteligência era mensurável, podendo ser medida através de testes de QI ou instrumentos similares. Em fins da década de 1970 e início da de 1980, Howard Gardner, notório psicólogo e pesquisador da universidade de Harvard, quebrou essa noção desenvolvendo uma nova perspectiva, a qual chamou ?teoria das inteligências múltiplas?.As bases para as conclusões de Gardner envolvem evidências antropológicas e evidências do estudo da mente humana. Através de uma investigação multidisciplinar, o autor chegou à seguinte definição: a inteligência é ?um potencial biopsicológico para processar informações que pode ser ativado num cenário cultural para solucionar problemas ou criar produtos que sejam valorizados por uma cultura?. A essas capacidades diversas de processamento da informação, Gardner chamou de ?inteligências?, no plural. Segundo o autor, existem, pelo menos, sete tipos de inteligências, quais sejam:

1. Inteligência lingüística ? envolve a sensibilidade para a língua falada e escrita e tem origem na esfera auditivo-oral. Inclui-se nesse campo a habilidade de aprender línguas estrangeiras, a capacidade de construir narrativas e o uso da língua para atingir determinados objetivos. Podemos, por exemplo, identificar pessoas de inteligência lingüística elevada entre os escritores, poetas, advogados e os locutores.
2. Inteligência lógico-matemática ? denota a capacidade de analisar problemas com lógica, realizar cálculos e operações matemáticas, e mover-se no mundo dos números. ÿ a inteligência dos matemáticos, dos físicos, dos engenheiros e de outros profissionais que exercem atividades afins.
3. Inteligência musical ? envolve uma especial habilidade na atuação, na composição e, também, na apreciação da música e de padrões musicais. Gardner acredita que essa inteligência tem uma estrutura quase paralela à da inteligência lingüística, não havendo sentido caracterizar uma de inteligência (a lingüística) e a outra de talento.
4. Inteligência espacial ? trata-se da capacidade de reconhecer e manipular os padrões do espaço, envolvendo também a criação de representações ou imagens mentais espaciais. ÿ a inteligência dos pilotos de avião, dos arquitetos, pintores, escultores, jogadores de xadrez, entre outros.
5. Inteligência corporal-cinestésica ? essa quinta representação mental acarreta a capacidade, ou potencial, de resolver problemas ou criar produtos utilizando partes do corpo, como as mãos ou a boca. Esse tipo de inteligência é fundamental para artesãos, cirurgiões, mecânicos, atletas, atores e dançarinos, por exemplo.
6. Inteligência interpessoal ? é a capacidade de compreender as intenções, as motivações e os desejos dos outros, sabendo, conseqüentemente, trabalhar de modo eficiente com terceiros. ÿ a inteligência do relacionamento social efetivo, da empatia, da liderança, da diplomacia e da influência social. De fato, é a inteligência que encontramos nos bons professores, vendedores, líderes políticos e religiosos, para citar alguns exemplos.
7. Inteligência intrapessoal ? complementando a interpessoal, a inteligência intrapessoal dirige-se à própria pessoa, ao seu interior. Trata-se da capacidade de conhecer a si próprio, identificar seus sentimentos, objetivos, medos, forças e fraquezas pessoais e, ao mesmo tempo, ter domínio sobre suas emoções e sobre si mesmo.

Cada pessoa possui uma mistura singular de inteligências. Uma vez que se sabe que as pessoas apresentam enormes diferenças nas formas como adquirem e representam o conhecimento, o grande desafio dos administradores passa a ser o de fazer com que essas diferenças sejam o ponto central na gestão de pessoas. Cada um é inteligente à sua maneira e o respeito às diferentes formas de apreensão cognitiva é a chave para uma liderança eficaz e uma administração bem sucedida. O maior desafio, entretanto, é o que se coloca à humanidade, colocado pelo próprio Howard Gardner: como aproveitar a singularidade a nós conferida na qualidade de espécie que exibe várias inteligências?

Mais uma disputa estrelada de kart

O fim do ano vai chegando e as pessoas já começam a pensar nas suas confraternizações. Amigo secreto, festa, happy hour e por aí vai… No automobilismo não é diferente, mas já fazem duas semanas que vemos os pilotos se encontrando em diversos eventos. O que eles fazem? Correm, é claro. E de kart, para relembrar os velhos tempos e nos mostrar disputas emocionantes.

No post anterior, falei sobre o Desafio das Estrelas. Assisti um trecho da prova e o resultado me lembrou uma época não muito distante da F-1. “Schumacher é o líder com uma boa vantagem para o segundo colocado”, disse Galvão. ÿ, dava para imaginar. A boa surpresa foi a troca de posições a cada volta e o pódio, formado por pilotos experientes, mas também por promessas, como Lucas di Grassi.

E nesse fim de semana tem mais corrida. Dessa vez é hora da tradicional 500 milhas de Granja Viana. Os pilotos formam equipes de três componentes cada e partem com seus karts para a prova que começa meia-noite de sábado e termina meio dia de domingo.

O mais legal é que qualquer um pode formar a sua equipe e participar. Já imaginou correr ao lado de feras como Tony Kanaan, Nelsinho Piquet, Ricardo Zonta, Felipe Massa e Rubens Barrichello?

Sua empresa tem horário flexível de trabalho?

Existem certos tipos de empregos que necessitam ter hora marcada de início e fim do expediente. Outros não. Especialmente na área de desenvolvimento de software, onde não há contato com o público e os meios de comunicação online muitas vezes substituem a necessidade de se estar presente para estar a par de determinado assunto.Sou a favor de que o funcionário tenha liberdade para fazer o horário de seu expediente, desde que cumpra suas horas de trabalho diárias. Acredito que esta flexibilidade permite uma maior produtividade, satisfação e eficiência.

Por exemplo, muitos desenvolvedores tem um melhor desempenho cedinho pela manhã, então prefeririam chegar bem cedo ao trabalho e poder voltar cedo para casa. Como consequência, escapariam do inferno do trânsito na hora do rush e teriam uma qualidade de vida melhor. Outros são mais noturnos, preferem acordar mais tarde e trabalhar até de noite, pois estão mais “ligados”. E se o funcionário tiver que ir comprar algo no shopping na hora do almoço ou precisar se ausentar da empresa para resolver assuntos pessoais? Sem problema, quando ele voltar ele cumpre as horas de trabalho que lhe faltam, sem prejuízo de seu emprego.

Com a produtividade alta, o custo de um projeto de desenvolvimento de software diminui e proporcionalmente o lucro líquido aumenta. Uma relação de ganha-ganha. Claro que em uma situação como esta, é importante ter um bom controle para saber se o colaborador está cumprindo sua jornada de trabalho corretamente - sempre há os “espertinhos”.

Mas nem todos os cargos da TI se encaixariam neste horário flexível. Equipes de suporte, por exemplo, dificilmente conseguiriam se adequar ao modelo, devido ao contato direto com as pessoas. Ao menos na minha opinião.

E na sua empresa, o horário é flexível ou ainda é fixo?

RapaduraCast 52 - Jukebox do Amor

Um programa especial com músicas românicas clássicas que passaram por vários filmes da história. Um emocionante e engraçado relato de experiências em um Jukebox, o primeiro de uma série que será lançada.

Quando o poeta Luiz Vaz de Camões escreveu que ?amor é fogo que arde; é ferida que dói e não se sente; é um contentamento descontente; é dor que desatina sem doer…? com certeza estava ouvindo o RapaduraCast de número 53. Afinal, depois da depravação explícita no RapaduraCast 50 sobre filmes pornôs e do ?clube do bolinha? no RapaduraCast sobre futebol, chegou a vez do amor, da singeleza e do carinho pairando entre os membros do programa, para ouvintes do sexo feminino nenhuma colocar defeito.

Jurandir Filho (Juras de Mel), Raphael Santos (PH de Fel) e Maurício Saldanha (um verdadeiro céu) bailaram no RapaduraCast, literalmente. As músicas de bailes e românticas usadas em famosíssimos filmes foram o tema da vez. Vocês que pensaram que as mentes do trio eram impuras, escutem a leveza com que eles falam sobre as canções, sobre seus romances e sobre os filmes em si.

Essa edição marca o lançamento da versão Jukebox do RapaduraCast. (more…)