Nossa Via

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Archive for December, 2007


Editorial

2007 foi o ano em que os blogs começaram de fato a se integrar à mídia no Brasil; viraram instrumentos de mídia, deixando, definitivamente, de ser apenas “diários virtuais” - embora não esteja escrito em lugar nenhum que não poderão mais sê-lo caso se queira assim. E o Nossa Via veio corroborar com essa tendência.

Para 2008 estamos preparando boas novidades pra você que tem nos prestigiado com o acompanhamento de perto dos nossos passos, contribuindo para que cheguemos a ser, no menor espaço de tempo possível, aquilo que nos motivou desde sempre: uma ótima referência de conteúdo relevante pra você.

Não é um caminho fácil, dado que somos um grupo de profissionais de áreas e ocupações diversas que tocam esse projeto nos nossos intervalos de tempo, por puro amor à proposta de colaborar com esse novo cenário que se apresenta, de uma mídia colaborativa, interativa, ao alcance do usuário.

Hoje, na véspera do ano novo, quero, em nome dos demais autores e editores do site, agradecer pela sua companhia e expressar nossos votos de um 2008 de luz e sucesso pra você e pra cada um de nós, que nos propusemos a construir algo de novo, de bom, sem medo de errar, na expectativa de estarmos, assim, fazendo algo de realmente útil e relevante.

Feliz 2008! Um brinde ao sucesso! Que comecemos a colher esse ano tudo o que vimos plantando ao longo dos últimos tempos! E que o façamos juntos. E, enquanto isso, que não deixemos de continuar semeando tudo aquilo no que acreditamos e que queremos de bom para o nosso mundo.

Grande abraço!

Wagner Fontoura
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Praias de Floripa - Inferno e paraíso, lado a lado!

Numa tentativa desesperada de parecer menos freak para os amigos, resolvi ir, nesse dia 30, para uma praia. Florianópolis tem um monte de praias. Para todos os gostos, para todos os públicos e para todos os objetivos. Desde o mais simples passeios familiares, passando por quem está interessado em surfar e até mesmo aos que estão interessados na boa e velha paquera à beira-mar!

Umas das belas imagens de Floripa!Essa parte de estar na praia é o paraíso da história. Bom, pelo menos pra quem não se importa muito com dividir seu espaço com muitas pessoas (muitas mesmo!), ouvir conversas alheias (às vezes, bastante desagradáveis) e tem muita paciência com crianças (elas estão em todos os lugares e não desistem nunca!).

As praias de Floripa não perdem em infra-estrutura e beleza para nenhuma outra no país! Bom, pelo menos as que eu conheço.  Aliás, essa é uma das coisas que os catarinenses, e os turistas que por aqui passam, não podem reclamar. Florianópolis é uma cidade linda! Tem inúmeros lugares que valem a visita.

O inferno acontece mesmo antes de chegar à praia. Uma hora e meia pra se chegar a qualquer lugar em que, normalmente você chegaria em trinta minutos! Inferno!!! Inferno e Inferno!!!!

Quer uma dica? Se você vai andar de carro por Floripa, entre uma praia e outra… venha com um carro com ar-condicionado! Senão, o inferno deixa de ser uma metáfora e passa a ser presente e real!

Longe de mim dizer que a viajem não vale a pena! Vale e muito! Só que seria bom ter um requisito básico: Gostar de praia! O que, realmente, não é o meu caso!

Tudo depende do ponto de vista!!!

Tudo é uma questão de ponto e vista!

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Fique mais rico em 2008: atitudes simples que fazem diferença.

Toda jornada começa com o primeiro passo. E grandes fortunas podem começar com alguns centavos e reais a mais que, juntados e bem aplicados ao longo do tempo, podem se transformar em milhões e na base de riquezas. 

Aproveitando o início do novo ano, com o ambiente promissor, com o mercado em crescimento, com oportunidades de negócio e ganhos financeiros animadores e com o astral positivo, é hora de tirar proveito das conspirações do Universo, como dizem os adeptos da teoria de “O segredo”, arregaçar as mangas e começar a virada financeira

Ficar mais rico a cada ano, a cada dia, é mais simples do que alguns imaginam. E mais fácil. A receita não tem novidade: basta fugir das dívidas, ganhar mais e gastar menos. Não é ironia, não. Algumas pessoas desprezam pequenos valores e não percebem que desperdiçam oportunidades. Temos que ficar atentos a elas e aproveitá-las da melhor forma possível. Fazer o patrimônio – econômico, social e intelectual – crescer a cada ano é condição sine qua non para atingir a sonhada independência financeira. 

Há desperdícios mais valiosos do que o de dinheiro: tempo, saúde e energia são exemplos disso. Pessoas que passam muito tempo reclamando da vida, da situação, do governo, do emprego, da chuva, do sol, mas não adotam atitudes que possam reverter o quadro, possivelmente passarão as próximas viradas de ano na mesma situação. E reclamando das mesmas coisas, como fizeram nos últimos anos. Faça diferente em 2008.  

Veja atitudes simples que podem ajudar a melhorar sua situação financeira de maneira duradoura. 

- Afaste-se das dívidas. Coloque em dia e quite aquelas eventualmente existentes e não se permita contrair novas dívidas. Seja inteligente e disciplinado. Os juros que você paga aos outros poderiam estar engordando seus investimentos e gerando riqueza para o seu futuro. 

- Use o cartão de crédito apenas como meio de pagamento, não como fonte de financiamento. Os excessos de facilidades que os cartões e o comércio oferecem acabam envolvendo e iludindo os menos atentos. Autorize o débito automático em sua conta e pague todas faturas rigorosamente em dia. Mantenha o limite do seu cartão abaixo do valor da sua renda mensal. 

- Diga adeus a cheques pré-datados, carnês, crediários e prestações. Essas formas de pagamento exigem muito controle, escondem os custos reais, expõem você a riscos de inadimplência, mascaram a situação financeira e geralmente são os princípios dos endividamentos crônicos.

- Pague a si mesmo regularmente. Defina quanto você merece e separe uma parte de todos os seus ganhos (salários, comissões, aluguéis, etc.) no ato que receber e transfira imediatamente para a sua conta de investimentos. Não espere para fazer isso no dia seguinte, geralmente não sobra o suficiente. 

- Invista em você. Valorize seu passe. Faça o seu trabalho e os seus pareceres valerem mais. Busque capacitação; diversifique seus conhecimentos; cultive sua rede de relacionamentos; incremente seu currículo; melhore sua imagem; realize ações que demonstrem sua capacidade. Busque diferenciação e seja inovador.  

- Use o tempo a seu favor. Os acomodados dificilmente progridem. Trabalhe mais do que o necessário. Estude mais do que o exigido. Fique pronto antes da hora. Faça diferente. Faça melhor. Plante e cultive mais para poder colher mais. 

- Busque educação financeira. Saber economizar e ganhar dinheiro não é suficiente. É importante aprender a multiplicá-lo. Não creia em receitas mirabolantes e em milagres financeiros. Fique atento aos fundamentos e dê vida longa ao seu dinheiro. 

- Descubra, crie e vá atrás de novas fontes de renda. Valorize seu tempo e seu trabalho. Explore suas habilidades. Valorize seus contatos. Seja útil e necessário. Não desanime. Seja perseverante. 

- Pare para pensar e analise a grande diferença que seria terminar o ano e ao invés de preocupar-se com as contas a pagar estar preocupado com seus investimentos, com o desempenho da bolsa, com os rendimentos dos fundos e com a viagem dos seus sonhos. A diferença entre dever R$ 1 mil para o banco ou ter R$ 1 mil aplicados é infinitamente maior do que míseros R$ 2 mil. Podemos dizer que é o caminho da tranqüilidade financeira. E tenha certeza absoluta: isso não tem preço. 

- Pense em como fazer o dinheiro trabalhar por você. Gere fontes de renda passiva. Faça investimentos. Use o poder dos juros compostos a seu favor. Crie, invente, componha, escreva, desenhe, pinte, ensine, arrume, monte, cozinhe, compre, venda, pesquise, descubra, negocie, pechinche. Aproveite seus talentos.   

Acima de tudo, crie mentalidade positiva. Vá atrás dos seus objetivos. Alguns sacrifícios serão necessários, mas os resultados valerão à pena. Comece em 2008 a grande virada da sua vida. Não espere que o dinheiro caia do céu. Prepare-se para comemorar a chegada de 2009 em alto estilo.  Um brinde à prosperidade!  

Álvaro Modernell

www.edufinanceira.com.br

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Sirigüelas

vp_sirigs.jpgSe existe um ponto chave de minha vida que me remete à infância são as sirigüelas. São essas frutas, mais que qualquer jogo de bola, mais que qualquer brinquedo, mais que os passarinhos que os meninos da roça matavam a baladeira (*) para lhes comer vivos os corações, mais que qualquer outra coisa, que ligam minha alma à alma da criança que um dia fui. É que no antigo sítio do meu avô, que levava o nome de outra fruta - Muçambê, no distrito cearense de Maracanaú, havia dois grandes pés de sirigüela e eles eram o quartel general das brincadeiras das crianças, eu, meu irmão e meus primos mais velhos. Para quem nunca viu, uma sirigüela é uma fruta do tamanho aproximado de uma azeitona daquelas chilenas, grandes. Tem uma casca fina e amarga e uma polpa suculenta, entre doce e azedinha. Ela nasce em cachos em uma árvore típida da caatinga: retorcida e espalhada e desse modo, assim como os cajueiros, perfeita para subir. No pé que ficava na varanda da frente da casa do sítio, as crianças passavam as manhãs inteiras, comendo as frutas e brincando e assim foi por anos e anos, até o dia em que o sítio foi vendido e eu nunca mais soube o que era o gosto das sirigüelas. Pelo menos daquelas.

O fato é que, apesar disso, eu perseguia esse gosto antigo de infância desde então. Ora, mas essa fruta é tão rara assim que não se ache para comprar? Bem, sim e não. Acontece que uma das coisas interessantes sobre as sirigüelas é que elas são amadurecem de uma forma estranha. Verdes e duras no início, tornam-se amarelas e depois alaranjadas e macias, até chegarem a um ponto em que estão vermelhas como pitangas. Essa é a melhor hora para comê-las. Contudo, quando a sirigüela chega nesse ponto, ela está quase passada e não é possível comercializá-las nesse estado, não durariam um dia sequer: a polpa se liquefaz e a fruta estraga. Por isso, só se encontram sirigüelas alaranjadas para vender. E nessa cor, a gente sequer encostava nelas no sítio. Estavam praticamente verdes. Por isso, toda sirigüela que eu comi desde então, fora do Muçambê, foi decepcionante.

E eu bem que tentei, bem que procurei. Comprei pelas praias e em supermercados, tomei suco de polpa, sorvete em locais exóticos… nada chegava perto. E eu sempre achei que a questão era achar um pé de sirigüela que me permitisse voltar a saborear uma das frutas maduras e vermelhas da infância. Mas por três vezes eu encontrei outras árvores e nas três vezes a experiência também foi decepcionante. Uma vez, em pleno sertão do Cariri, havia um pé no quintal da casa onde me hospedei. Homem feito, subi sorrateiramente na árvore para saborear as frutinhas. Faltava alguma coisa que eu não sabia o que era. No dia seguinte, tendo contado o que fizera, achei um balde cheio na mesa do café, que segundo a dona da casa, poupar-me-ia o trabalho de colhê-las. Horrorizado, agradeci mas mal consegui tocá-las. Anos depois, em uma festa num sítio próximo a Fortaleza, encontrei outro pé de sirigüela. Por infelicidade, havia poucas na árvore e nem deu para tirar um gosto, apenas uma foto. E no início deste ano, uma surpresa: encontrei um pé feito uma trepadeira numa casa de subúrbio, aqui mesmo no Rio de Janeiro, quando fui buscar os salgadinhos para a festa de aniversário de minha filha mais velha. Levei algumas para casa e até tentei plantá-las. Em vão. Não havia nenhuma rubra e madura.

Só quase no final do ano é que eu fui descobrir porque era tão difícil relembrar a infância no gosto das sirigüelas. Tudo bem, é certo que o gosto doce das frutas maduras não é a mesma coisa do sabor cheio de cica das alaranjadas. E não era só o fato de que elas não eram as sujas e sujeitas às intempéries da natureza, nos cachos da árvore - ao contrário, eram as higienizadas nos pacotinhos de isopor e filtro plástico do supermercado. É que definitivamente faltava algo, algo que eu só percebi o que era quando vi minha filha comendo sirigüelas pela primeira vez na minha frente. Ela nunca tinha visto as frutinhas e adorou. E quando eu vi minha filha comendo de se acabar, babando e pingando sirigüela pelos dedos, eu percebi o que faltava: a companhia. De tanto buscar minhas lembranças nos sentidos egoístas do paladar, tato e olfato, esqueci que durante os poucos e fantásticos anos de fins de semana vividos no sítio, comer sirigüelas encarapitados na árvore nunca tinha sido uma atividade solitária. Era sempre coletiva, sempre com irmão e primos, sempre entre companheiros, entre amigos. Está aí, ao que parece, o que afasta tanto as lembranças infantis dos adultos: a idéia de que essas lembranças, principalmente as felizes, podem ser revividas em pensamentos e atos solitários.

(*) Bodoque

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Faça esportes, tenha uma vida saudável e um bom emprego

Pare para pensar… Se uma pessoa mantém uma vida saudável fisicamente, ela tenae a ter o lado psicológico também saudável. As empresas mais atentas estão começando a obse~var mais essa idéia e, em alguns casos, isso tem se tornado fator decisivo para a escolha de novos funcionários.Outro ponto a se observar é que existem muitos esportes que incentivam o trabalho em equipe, coisa que beneficia diretamente a empresa no que diz respeito aos relacionamentos interpessoais e às integrações entre os funcionários.

Não perca tempo. Arranje um esporte pelo qual você se interesse e dedique-se! Além de ter uma vida mais saudável, isso pode te beneficiar no lado profissional.

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