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Archive for January, 2008


Fashion Rio: os sapatos dos desfiles

Normalmente em desfiles prestamos muita atenção nas roupas e pensamos que os sapatos são apenas para complementar o visual. Muito engana-se, porque em muitos desfiles alguns grifes de calçados investem em algumas tendências que podem se tornar muito forte na próxima estação.

Vamos ver alguns modelos apresentados no último Fashion Rio.

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Você pode notar, botas peep-toe e sandálias, sapatos fechados e meias grossas, botas pesadas e sandálias gladiador querendo se parecer com botas, e os sapatos bicolores e os ankle boots, sempre privilegiando o preto e branco.

Portugal fora do eixo!

Estou em Portugal desde o dia 11 de janeiro e, por motivos profissionais, eis que acabei não visitando, ainda, as duas maiores cidades daqui. Porto eu passei somente na chegada ao país. Quando digo “passei” não é força de expressão. Pousei no aeroporto internacional, entrei no carro e vim direto para Braga. Neste final de semana devo voltar lá para, desta vez de verdade, dar umas voltas e conhecer um pouco a cidade. Lisboa ainda é uma incognita. Não fui e nem sei se terei a oportunidade de ir. Mais trabalho do que eu esperava e acabei ficando pela região do Minho.

Mas, o que poderia parecer uma coisa ruim, acabou sendo uma benção. Estou conhecendo um outro país: o Portugal que não está nas revistas de turismo. Bom, pelo menos, não tão frequentemente.

Umas das antigas entradas da cidade de Braga que foi incorporada à vida cotidiana!Conhecido como o berço da nação portuguesa, a região do Minho inclui duas das mais históricas cidades daqui: Guimarães (primeira capital) e Braga ( a capital eclesiástica). A região é de uma beleza impar. Com um ritmo bastante provinciano, oferece outra relação com as pessoas, muito educadas e prestativas.

Ainda não tive a oportunidade de conhecer Guimarães (devo fazê-lo em breve e volto pra contar!), mas pude visitar lugares completamente desconhecidos para mim e que recebem milhares de turistas de todas as regiões da Europa, principalmente no verão, para passar suas férias e aproveitar as belezas naturais, as águas termais, as festas populares, as feiras, entre outras coisas.

A cidade de Braga é rica em igrejas medievais, barrocas, neo-clássicas… à sua escolha! O Museu dos Biscainhos é uma aula da vida cotidiana no período barroco. O santuário de Bom Jesus do Monte com sua escadaria é outro ponto que vale a pena uma visita. O Rossio da Sé é um convite a meditação (e atenção, eu nem sou católico!), sem falar na beleza do Museu de Arte Sacra que está instalado anexo.

Umas das inúmeras igrejas da cidade de Braga!Outro lugar que vale a pena uma visita é a Vila do Gerês! Durante o verão é um dos maiores balneários da região, com os seus rios limpíssimos e suas águas termais para “desopilar” o fígado (entre outras coisas!). Entre outras coisas ainda oferece os esportes radicais no Parque Nacional da Peneda-Gerês. Temos ainda o santuário de São Bento da Porta Aberta  e a Póvoa do Lanhoso.

As opções são muitas! Se você tiver a sorte de encontrar alguém que lhe sirva de guia, como é o meu caso, será melhor ainda… Agora, nos próximos dias, vem o carnaval. Bom, nem estou esperando nada parecido com o Brasil, mas será interessante passar por um “carnaval europeu”.  De qualquer forma, vou aproveitar de forma diferente: vou visitar o Caminho de Santiago de Compostela. Depois, escrevo um livro de “à la” Paulo Coelho, junto uma grana e vou viver a vida mais tranquilo!

Com mil raios! Queimei o meu modem!

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Nesta semana houve uma chuva torrencial em Fortaleza, onde moro. Foi a mais forte que houve este ano, com seus fortes trovões e relâmpagos, um barulho que metia medo. Em casa, deixei meu notebook devidamente guardado, mas o modem estava na tomada. Porém, desligado. Isso não impediu que a constante oscilação de energia causada pela chuva resultasse no modem queimado, e eu triste, sem poder acessar a internet.

Como passar por isso é muito chato, vou dar umas dicas para que não caiam na mesma armadilha que eu caí:

1) Está chovendo forte? Desligue seu computador e acessórios da tomada. Mesmo televisores (principalmente de plasma e LCD) e outros equipamentos eletrônicos podem ser afetados. Quanto mais componentes eletrônicos, pior.

2) Não deixe carregando seu celular durante a chuva. Ou ao menos evite ao máximo.

3) Procure usar sempre um nobreak ou estabilizador no computador. Ele corrige as variações de tensão de energia. O nobreak é melhor ainda porque garante o computador funcionar por mais alguns minutos mesmo após uma queda de energia.

4) Se tem um notebook, use-o com bateria até a chuva passar, é bem mais seguro.

Ao acontecer de um equipamento queimar, entre em contato com a companhia elétrica para saber como proceder com relação à reembolso do conserto. Muitas vezes este é um processo burocrático e demorado, então vai exigir um pouco de paciência. Estou exatamente nesta fase.

Quer saber mais? Leia esta reportagem do IDG Now.

Uma brasileira brilha nos Estados Unidos

Bia Figueiredo estréia no automobilismo americanoNa semana passada, Bia Figueiredo foi confirmada pela equipe Sam Schmidt Motorsport como sua piloto para a temporada 2008 na Indy Pro Series, a principal categoria de acesso à IRL. A equipe é a atual campeã e recordista de vitórias da IPS. Sabia como Bia conseguiu chegar lá.

Depois de 9 temporadas no kart e com o sonho de chegar à Fórmula 1, a piloto partiu para os monopostos na então bem sucedida Fórmula Renault. A categoria era apontada como um grande celeiro de novos talentos e, como prêmio, o vencedor da temporada corria um ano na Europa com tudo pago. Em 2003, Bia foi a melhor estreante, bateu o recorde da pista de Londrina, fez a melhor volta em Campo Grande e também marcou presença no kart, vencendo a Copa Sorriso Petrobrás e chegando em segundo lugar na Seletiva Petrobrás.

Em 2004 e 2005, Bia continuou na F-Renault e chegou a conquistar o terceiro lugar na classificação geral, registrando 3 vitórias e também poles. No ano seguinte, a piloto partiu para novos desafios e correu em diversas categorias, como a F-3 Sul-Americana ? na qual registrou uma pole na última etapa em Interlagos, Stock Car Light e 500 milhas de Granja Viana.

Já no ano passado, a vida de Bia não foi tão fácil. Sem correr, ela apenas participou de treinos rookies na A1GP. Mas isso não foi nenhum motivo para a piloto desistir do seu sonho e da sua carreira. Ela treinou intensamente durante esse período e teve mais tempo para avaliar as suas opções e os locais nos quais poderia correr.

O primeiro treino oficial será no dia 28 de fevereiro, também em Homestrad, e junto com a Indy. O campeonato terá início no dia 29 de março e, com certeza, a presença de Bia trará ainda mais brilho para a categoria que já conta com a musa Danica Patrick. Aproveito para registrar os meus votos de boa sorte e sucesso para essa piloto que é exemplo de profissionalismo e perseverança em uma carreira tão difícil de se seguir hoje em dia.

*Foto retirada do site GP Total

O avesso da metrópole

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Janela Aberta - um olhar que se perde em meio a paisagem da cidade. Lá fora o vai e vem de passos - a pressa por tuas esquinas, o silencio que falta em tuas ruas. Trânsito parado - rádio ligado. No ônibus lotado seguem seus sonâmbulos ausentes que não te descobrem - não te sabem…

Essa cidade é um mistério que paira por trás de casa desenho que se forma pelo caminho. O desavisado que vai mais adiante, nem imagina quem foi o tal Brigadeiro Luis Antonio. Não percebe tua história esculpida em cada prédio, estação, mercado, loja erguidos ao longo dos anos, em linhas e contornos de um desenho cheio de vazios…

Em minha janela, eu me perco em tua história. A pequena “Vila” abandonada, esquecida, preterida por aqueles que viram aqui grandes espaços vazios! Ah! Se soubessem o que eu sei…

Tantos anos não sendo muito mais que uma vila. Mas teu destino estava nas mãos de homens fadados a te detruir - te rasgar ao meio, reinventar teu desenho, ampliar seus horizontes, romper com seus caminhos e divisas, dando a ti o valor da grandeza de teu nome.

Cidade de tantos corações pulsando mais forte! Cidade - metrópole - capital do café - da riqueza que te fere - capital dos negócios - mundo insólito que te destrói e te obriga a uma modernidade injusta, ingrata que te impõe ilusões de concreto edificado sobre os ombros de teus marechais. Cidade - que vejo do alto - de assalto - sem medo - de onde imagino meus passos por suas ruas… Essa cidade sem identidade - pedaço do mundo por onde seguem ausentes o passo de tua gente estrangeira.

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Que cidade é essa que vai dormir um dia “Vila” e desperta cidade a bordo de seus 454 anos que não lhe conferem uma só verdade - como disse o poeta que se disse paulistano antes mesmo de ser brasileiro:

“Quando eu morrer quero ficar,
Não contem aos meus inimigos,
Sepultado em minha cidade,
Saudade” (…)

Cidade de poucas palavras - de silêncio pouco ou nenhum - de ironias várias. Andar por tuas ruas é descobrir que teu passado é recente e o teu futuro é agora. Quem espera o amanhã em teus contornos de espaços vagos perde o bonde de tua história. Já disseram em teu coração “essa via irá te conduzir ao teu grandioso destino” - é certo que não sabiam o que hoje eu sei - mas talvez a ilusão dessa cidade soprasse devaneios nos ouvidos de teus heróis que seguiam teus contornos naturais e esboçavam novos horizontes - cenários que se permitiam o novo - o moderno - o inesperado - o criticado pelo pouco que eras… Nem todos visualizavam o muito que serias um dia!

E assim, casualmente, aconteceu essa Cidade - do sonho do desbravador - dos homens que fizeram dessa “Vila” um sonho feliz (?) de cidade que se fez Capital e se reinventou na medida imprecisa de quem não sabe bem para onde vai - apenas vai e no contrapasso do mundo conquista, despreza, repudia, afugenta, espanta, agarra e deixa bem claro “não é qualquer um que aqui fica” sempre foi assim - desde o teu começo de Vila de Ipiratininga até hoje, solo estrangeiro que abriga essa gente estrangeira de idiomas vários…

E eu fecho minha janela com um sorriso inquieto na face e revisito tuas paisagens - te reinvento em minhas palavras, não te faço mais ou menos. Tento não te descontruir - destruir como tantos já fizeram… Tento ver apenas a tua realidade feito ilusão nas minhas margens. Poderias ser qualquer cidade, mas não é - como disse Baudalaire.

“A forma de uma cidade muda mais depressa, lamentavelmente, que o coração de um mortal”

* O trecho do poema “Quando eu Morrer” é de Mário de Andrade , poeta paulistano.

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Lunna Montez´zinny Guedes é italiana, mas tem alma paulistana. Escritora e curadora, dedicou-se especialmente a vasculhar a história de São Paulo nos últimos meses para escrever seu último romance que se passa numa fazenda paulista. E desde 10/01/08 Lunna publica em seu blog 15 artigos escritos por ela que irão abordar a cidade de São Paulo, sob o ponto de vista distinto de quem não é daqui e não está preso pela tradição ao olhar a história de nosso país. Em O avesso de uma Metrópole Lunna organizou recentemente ensaios, poemas, contos e devaneios sobre a maior cidade do Brasil sob a ótica de vários autores.