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Archive for April, 2008


A desculpa esfarrada do governador do Ceará

O “pedido de desculpas” feito pelo governador do Ceará por ter levado sua sogra em viagem ao exterior às custas do erário público ilustra com o fugir de uma desculpa sincera e tentar enganar a população. Ao dizer que pedia desculpas, mas que tinha a consciência limpa e a certeza de que não tinha feito nada de errado, ele ignorou deliberadamente os três elementos de uma desculpa sincera e genuína, conforme discutido em artigo anterior, A arte da desculpa:

  1. O reconhecimento do erro.
  2. A manifestação de pesar pelos danos causados.
  3. O reconhecimento da responsabilidade pelo erro cometido.

Além de não reconhecer que usou o dinheiro público indevidamente, ele não mostra arrependimento e coloca a culpa na sua assessoria. Pelo visto, está pronto para cometer erros semelhantes no trato da coisa pública. Na sua arrogância, ele faz pouco caso da inteligência do povo cearense. Com esta atitude, seria mais coerente que ele fosse à televisão e cantasse o grande sucesso de Edith Piaf “Non, Je Ne Regrette Rien” (Não, Eu Não Lamento Nada).

É mais um político que vem se juntar à camarilha que vê o estado como um meio de alimentar seus privilégios, de seus parentes, amigos e comparsas. Ao povo, as sobras. Até quando abusarão de nossa paciência? Até que ponto toleraremos ser tratados como imbecis dóceis?

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Smartphones: liberdade, simplicidade e inovação

Com as várias opções de celulares e smartphones disponíveis no mercado, fica difícil até para quem entende de tecnologia decidir qual celular escolher, eu por exemplo demorei um bom tempo até decidir qual smartphone comprar, acabei optando por um com tela sensível ao toque de 3 polegadas e teclado QWERTY.

Depois de ter escolhido o aparelho, você tem mais uma decisão: a da operadora. Neste mês uma nova operadora, a Oi, chegará em SP prometendo trazer mais liberdade, simplicidade e inovação. Qualidades que todos os smartphones devem ter e que todos os usuários merecem: liberdade na escolha, simplicidade na hora de usar e inovação tecnológica para otimizar o seu trabalho.

Como já escrevi outro dia e a minha amiga Sam replicou, a empresa está oferecendo vagas de estágio. Para aproveitar a oportunidade cadastre-se e envie seus dados. Lembrando que a data final é dia 11 de maio. ;)

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Riot on an empty street

Kings Of Convenience – Riot On An Empty Street (2005)

Eu achei engraçado o nome do álbum (em uma tradução livre, “bagunça em uma rua vazia”) porque eles fazem de tudo menos barulho. Eirik Glambek Bøe e Erlend Øye são noruegueses - também pudera, com um nome desses - com cara de nerd que compõem músicas praticamente acústicas e extretamente calmas. Nesse álbum, para deixar as canções ainda mais prazerosas de se ouvir, os garotos convidaram a canadense quase-pop Feist para cantar em algumas faixas (ela gostou tanto que retribuiu, em seus próprios shows, as músicas que participou).

O dueto começou a tocar despretenciosamente em uma banda que não foi a lugar algum. Cada um seguiu seu próprio caminho: Erlend ainda se arriscou em uma outra banda como guitarrista (os óculos se tornaram sua marca registrada) e Eirik resolveu se dedicar à psicologia. Depois de um tempo se reencontrando em Londres, resolveram unir forças, ir atrás de uma gravadora e realizar o sonho de serem os “reis” do violão. Tudo veio à tona com bastante conveniência – que me perdoem o trocadilho.

Eles não são famosos - pelo menos eu não conheço muitas pessoas que os conheçam. Contudo, fiquei surpreso quando descobri que eles deram o ar da graça em território brasileiro. Eles voaram até a cidade maravilhosa e deixaram uma palhinha, bem no meio da praia de Ipanema, para quem quisesse escutar. Quem sabe eles não voltam para um bis.

Erlend se aventurou em um projeto solo totalmente eletrônico – com a ajudinha de alguns amigos DJs -, mas não deixa de lado a amizade que tem com seu rei companheiro. Sempre que podem, seja na casa de um ou no apartamento de outro, eles se sentam, preparam um chá e começam a fazer o que mais gostam: compor música e tocar violão.

Ouça o MySpace dos garotos para conhecer um pouco mais da música deles.

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Ano de centenário é sinônimo de festa?

Eu já vi um filme parecido. Era o ano de 1995, centenário do Flamengo. Kleber Leite era o presidente da época e queria a todo custo montar um super time. Recursos para tal, não haviam muitos, claro. Afinal, aqui no Brasil não temos nenhum Manchester United da vida.

Com a ajuda do patrocínio de uma cervejaria, trouxe Romário (na época melhor jogador do mundo) de volta ao Brasil. Juntamente com Edmundo e Sávio formava o “ataque dos sonhos”, que era na época um dos mais caros do mundo. Para completar, o técnico Vanderlei Luxemburgo foi chamado para ser o comandante.

Ficou tudo muito bonito, muito bacana e promessas de títulos no ano do centenário foram várias. Mas, infelizmente, tudo não passou de promessa. Lembra do famoso gol de barriga do Renato Gaúcho, então jogador do Fluminense? Pois é, tudo começou muito mal. O Estadual foi ganho pelo time das Laranjeiras e o Campeonato Brasileiro daquele ano, melhor nem comentar.

O Flamengo virou motivo de chacota e piada.

Passados treze anos, pareço estar vendo tudo outra vez.

Em 2008, o Atlético Mineiro chegou ao seu centenário. Cheio de otimismo o presidente também afirmou que este seria o “Ano do Galo”. Trouxe de volta um ídolo da torcida, o jogador Marques e contratou o sérvio Petkovic. Tudo bem que não foi uma extravagância como foi a do Flamengo, mas a torcida não quer nem saber. Ano de centenário é ano de título!

Mas o Atlético parece estar longe de um ano de glórias.

Derrota do Atletico no Mineirao

Tudo começou a dar errado na última quarta feira, com uma derrota para o Náutico (fora de casa). Mas como o Atlético conseguiu marcar dois gols no campo do adversário, o prejuízo pode não ter sido tão grande assim.

Mas como estará o time na próxima Quarta, quando enfrentará o Náutico novamente depois da goleada sofrida no primeiro jogo da final do Campeonato Mineiro?

O alvinegro até que começou bem a partida, mas depois dos dois primeiros gols cruzeirenses, o time parecia não estar mesmo em seu dia.

A missão é difícil, muito difícil. Alguém consegue acreditar que o Galo Mineiro conseguirá marcar seis vezes contra o Cruzeiro (que vive uma boa fase) no próximo domingo?

Resta ao Atlético concentrar suas forças no jogo da próxima quarta feira e tentar manter-se vivo na Copa do Brasil, para quem sabe, dar uma alegria a sua torcida.

O que podemos concluir com tudo isso? O ano do centenário de um clube que era para ser só motivo de festas, acaba se tornando o período mais tenebroso de sua história, que ao invés de trazer alegrias, só nos trazem grandes pesadelos…

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II Encontro de Laptops na Educação

Na sexta-feira dia 25 de abril de 2008 aconteceu na maravilhosa cidade do Rio de Janeiro o II encontro de Laptop na Educação e eu fui conferir de perto os resultados obtidos pelas escolas pilotos no TO, SP, RS, DF e RJ.

Embora o Projeto UCA (Projeto UCA – As Múltiplas Inteligências conduzindo as Tecnologias Múltiplas) pregue Um Computador por Aluno não é o que acontece na maioria das Escolas Pilotos. Por esta razão as mesmas tiveram que desenvolver estratégias de uso para que a maioria das crianças pudesse dispor dos laptops.

Diversos fatores tiveram que ser considerados como a recarga da bateria que propicia um tempo de uso de aproximadamente quatro horas, e como o mesmo laptop seria utilizado por dois períodos (manhã e tarde), a bateria teria que ser carregada e estar abastecida para o uso da turma seguinte.

Cada escola tentou adaptar estas dificuldades da melhor forma possível levando em conta o não prejuízo do aluno/usuário. Tiveram que providenciar um local prático para guardá-los bem como possibilitar a cada aluno o uso do “seu” laptop uma vez que este procedimento era muito cobrado pelos alunos que não aceitavam outro que não o dele. “Eu quero o meu” ou “Este não é o meu” argumentavam os alunos.

Esclarecimentos funcionais à parte vamos para a utilização dos PCs em sala de aula. Tanto os professores quanto os alunos não sabiam nada sobre como usar os laptops. O primeiro manuseio serviu para a exploração e já de início deu-se a colaboração, pois a cada descoberta havia um compartilhar tanto entre os alunos quanto com o professor.

Alguns professores compartilharam conosco a sua aflição: “Não havia manual mostrando para que servia cada botãozinho ali existente, então tudo que os alunos iam descobrindo eu ia anotando no meu caderninho e de noite eu treinava em casa”.

Veja a maravilha da parceria que se formava entre professor/aluno no qual o professor também se disponibilizava a aprender com seu aluno.

Aqueles alunos com mais facilidade no manuseio foram designados monitores com a responsabilidade de auxiliar aqueles que apresentavam maior dificuldade. Ao professor cabia a preocupação de que forma utilizaria este instrumento em sala de aula.

Uma das escolas Piloto optou por utilizar o laptop durante todo o período escolar não estabelecendo dia da semana e horário de uso. O laptop seria utilizado toda vez que fosse necessário. Assim durante a aula, a cada pergunta feita pelo aluno lhe era sugerido que pesquisasse e encontrasse a resposta. Sua criatividade estava sendo estimulada bem como o processo de leitura e escrita estava sendo potencializado.

Algumas simulações começam a ser realizadas e o fator mobilidade foi de fundamental importância uma vez que quando o assunto envolvia alguma situação externa, como o estudo das formigas por exemplo, cada aluno, de posse do seu pc ia para o pátio e lá colhia imagens, pesquisava robustecendo o assunto em pauta.

Em razão desta postura, muitos projetos foram colocados em prática e como resultado se constatou atitudes éticas e colaborativas de alunos autônomos e críticos.

Um Projeto executado por um grupo era imediatamente compartilhado com os outros grupos da classe, caso estes assim o quisessem, propiciando o intercâmbio das informações bem como fortalecendo a formação de opinião.

Diante de uma dúvida levantada por um aluno se toda a classe se interessasse, formava-se um grande grupo de pesquisas com partilha de informações. Quando a pergunta interessava somente a um determinado grupo, formavam-se muitos grupos com interesses distintos que ao final partilhavam os resultados.

Houve a inclusão do uso dos laptops no Projeto Político Pedagógico das escolas.

Nas escolas que propiciavam um laptop por aluno, estes levavam para a casa havendo a inclusão digital da família. Este fator se tornou muito importante uma vez que acabou integrando todos numa mesma aprendizagem. Houve o relato de um aluno de que o pai chegou a passar a noite em claro manuseando o laptop.

Houve, de uma maneira geral, a elevação da auto-estima dos alunos. As faltas diminuíram consideravelmente, a evasão escolar não aconteceu nestas escolas Pilotos. E os alunos que levaram os laptops para casa não queriam entrar de férias porque teriam que deixar o PC na escola. Muitos choraram quando as aulas acabaram!

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    • Max Reinert: Cristina… Eu não acredito que seja possível separar as coisas… mas tem...
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