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Archive for May, 2008


Você exercita seu cérebro?

Em razão da preocupação constante com a preparação física freqüenta-se academia; porém não vemos, na mesma intensidade, o freqüentar atividades que desenvolvam o saber, a concentração, a criatividade, enfim exercícios de rede neural provocando o treinamento do comportamento cognitivo.

O cérebro, inclusive, é o responsável pelo sucesso de todas estas atividades descritas acima, porém não podemos privá-lo de exercer a sua principal atividade, o raciocínio.

Está provado que quanto mais ele for exercitado tanto melhor será o seu desempenho. Em contrapartida um cérebro decadente é a morada perfeita de diversas doenças degenerativas como, por exemplo, o mal de Alzheimer.

A Nintendo, preocupada com o melhor desempenho do cérebro, desenvolveu o software Brain Age 2 um videogame que estimula através de problemas lúdicos e de matemática o raciocínio do jogador. Tem também quebra-cabeças e atividades que buscam testar a memória do jogador propondo que treinem seus cérebros com alguns minutos de exercícios diários.

Há também os exercícios de treinamento comportamental cognitivo da Posit Science objetivando a boa forma mental, e o Mindfit que é um software que oferece a possibilidade de um treinamento personalizado através de uma avaliação cognitiva.

Para os que querem levar o treinamento cerebral a sério podem se inscrever e freqüentar a “Academia cerebral” em sua própria casa assinando site como o HappyNeuron.com no valor aproximado de US$10 mensais que oferece exercícios de treinamento cognitivo.

Para os que desejam exercitar o cérebro, porém não fazem questão de freqüentar a Academia Cerebral podem exercitar seus neurônios brincando de Memória nos diversos sites gratuitos existentes na Net bem como, resolver palavras cruzadas e sudoku.

Todas estas atividades podem ser muito bem conciliadas à leitura de um bom livro que além de exercitar a concentração, desenvolve o raciocínio, aumenta o vocabulário e lhe proporciona o prazer de conhecer novos personagens, de viajar por lugares exóticos, distantes, e ainda por cima lhe fazer companhia nas horas de lazer.

Ter um belo corpo, vesti-lo com roupas maravilhosas é tudo que se quer, porém se puder conciliar a bela aparência com uma boa conversa, será perfeito!

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Gus Gus

Gus Gus – Forever (2007)

Já passei da fase de dançar, pular e gritar ao som de techno, house e gêneros eletrônicos similares. Contudo, ainda há resquícios dessa época agitada em minhas veias (a nostalgia fica por conta da minha pobre e fraca memória). Gus Gus é o típico grupo que me faz lembrar dos bons tempos de música eletrônica, especialmente no início da década de 90 - a década atual significou para mim o início de um assassinato à verdadeira música.

“Forever” expressa exatamente essa sensação de que ainda há o que salvar desse mundo perdido. Vocais agudos, versos pequenos e estrofes curtíssimas; às vezes basta uma palavra ou duas para preencher a melodia inteira (mesmo que não faça sentido algum), seguindo seu percurso com batidas rápidas e efeitos especiais os quais só os computadores podem oferecer – claro que eventualmente um instrumento convencional ajuda a complementar o ritmo robotizado. (aí você faz aquela cara de paisagem e me pergunta: é isso que você chama de verdadeira música?)

Gus Gus agora conta com só três pessoas: Biggi Veira (Birgir Thorarinsson), Earth (é a vocalista, já que o nome original também não ajuda muito a definir o sexo: Urður Hákonardóttir) e President Bongo (Stephan Stephensen). A formação original, com nove integrantes, tinha como vocalistas a novíssima Hafdís Huld – ela tinha 15 anos quando ingressou no grupo – e Emiliana Torrini, que colaborou com uma música para o segundo filme da trilogia Senhor dos Anéis.

Com nomes tão estranhos, não é difícil de adivinhar que todos são da mesma terra de Björk, a Islândia. Talvez pelo sucesso dela, tanto pela sua inovação musical como pelas roupas (quem se lembra do “cisne” no Oscar?), Gus Gus surgiu como uma revelação experimental, mas que aos poucos conseguiu edificar sua identidade – nem que para isso tivesse evasão da maioria dos colaboradores - fazendo da música eletrônica algo mais acessível para ouvidos acostumados só com o pop chato e sem graça de sempre.

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Interior ou interiores?

Antes de mais nada, é um prazer imenso poder escrever neste espaço. Fico feliz cada vez que portas se abrem para que as pessoas expressem suas idéias, e principalmente discutam a informação.

Falando sobre interior…

Um belo dia, juntamente com dois amigos professores, discutíamos sobre a lamentável perda da identidade cultural que varre o interior de São Paulo e de todo o país. Falamos mais especificamente sobre cultura do interior brasileiro, de como é muito rica, cheia de costumes, histórias, lendas, culinária, e que a mídia mesmo com todos os seus recursos não pode apagar.

Muito embora não tenha parentes no interior de São Paulo, tenho histórias de minha família, vindos para o Brasil no início da imigração européia. De um lado italianos, de outro espanhóis. Ambas vieram em uma época difícil para a Europa, e se aventurar por outras terras poderia ser o grande início de se “fazer a América”.

Isso passou, isso mudou. Hoje o interior tem Shopping Centers imensos, carros importados que muitas vezes não se encontram nas capitais, lanchonetes de redes americanas, mas que para minha felicidade não perdem o sotaque dos erres arrastados, que me encantam, pois são frutos da terra onde nasceram.

Falamos então de interiores. Lugares cheios de vida, paisagem, culinária, e que por mais que o cimento e o asfalto possam cobrir as terras de variadas cores, não podem e não conseguem apagar o cheirinho da lenha queimando, do mato molhado, e do friozinho do começo da noite.

Foi assim que montei o Interiorline. Escrever sobre cultura, dar dicas, encontrar pessoas e lugares, e ser talvez mais um apaixonado por esse mundão me instigou a escrever.

Entre uma aula e outra na universidade, uma consultoria ou um site sendo criado, arrumei espaço no coração para não deixar essa identidade se apagar. Pelo menos enquanto eu estiver escrevendo.

Se quiser nos visitar, puxe uma cadeira e se “achegue” a casa é sua no Interiorline.

Abraços

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Os caminhos da escrita…

Encerrando o tema Quinhentismo - começo salientando que os primeiros passos da escrita no Brasil são contestados por muitos que afirmam que os documentos históricos (carta de Pero Vaz - escritos do Padre Anchieta) em nada acrescentam a literatura brasileira. Ao lançar vôo sobre a história do Brasil e os caminhos das escritas brasileira formei uma opinião bem pessoal quanto a isto - uma vez que acredito que não haveria literatura sem tais documentos.

É obvio que os primeiros passos da escrita em solo brasileiro contribuíram para o futuro da literatura no Brasil e para isso, basta dar um salto no tempo e verificar que os escritos produzidos no século XVI serviram de referência para a literatura brasileira como um todo.

As descrições da natureza exuberante e dos hábitos dos nativos podem ser vistas como embrião do Nativismo, decisivo para as manifestações literárias do Barroco e do Arcadismo (que irei abordar nos próximos posts).

A imagem do índio como símbolo nacional, empregada por autores do Romantismo - também remonta às produções desse período. Até a primeira geração modernista, no intuito de apresentar novos padrões para o nacionalismo literário, apropriou-se da obra de autores do século XVI. É o que podemos verificar em Macunaíma, livro em que Mário de Andrade ironiza a carta de Caminha no capítulo Carta prás Icamiabas, e em diversos poemas de Oswald de Andrade.

Estávamos ainda abatidos por termos perdido a nossa muiraquitã, em forma de sáurio, quando talvez por algum influxo metapsíquico, ou, qui lo sá, provocado por algum libido saudoso, como explica o sábio tudesco, doutor Sigmundo Freud (lede Fróide), se nos deparou em sonho um arcanjo maravilhoso. Por ele soubemos que o talismã perdido estava nas diletas mãos do doutor Venceslau Pietro Pietra, súbdito do Vice-Reinado de Peru, e de origem francamente florentina, como os Cavalcantis de Pernambuco. E como o doutor demorasse na ilustre cidade anchietana, sem demora nos partimos para cá, em busca do velocino roubado. As nossas relações actuais com o doutor Venceslau são as mais lisonjeiras possíveis; e sem dúvida mui para breve recebereis a grata nova de que hemos reavido o talismã: e por ela vos pediremos alvíçaras.
(Trecho da “Carta pras Icamiabas” , Mário de Andrade - Macunaíma. São Paulo: Livraria Martins, 1976)

A crônica histórica e os textos de informação produzidos nas primeiras décadas da colonização brasileira talvez não apresentem realmente alguma relevância estética e tão pouco definam a expressão literária de uma época, contudo, é preciso salientar que tal produção é realmente fundamental para os escritores de momentos posteriores interessados em reavaliar o conceito da escrita brasileira e definí-la diante da invasão européia.

Em Piratininga, futura São Paulo, entre 1567 e 1570, Anchieta encenou o auto bilíngüe Pregação Universal, considerado o primeiro trabalho dramático escrito no Brasil. Assim como o dramaturgo português Gil Vicente, Anchieta criou autos religiosos em que convivem diabos e santos, anjos e personificações alegóricas, Cristo e a Virgem, soldados e mercadores, índios e padres jesuítas. Os diabos têm nomes tupis (Saraiúva, Aimbirê, Guaixará) e surgem em cena pintados de vermelho, emplumados e tatuados, falam tupi, fumam e se embriagam, declaram-se antropófagos e assassinos, adúlteros e luteranos.

Anos mais tarde, Mário de Andrade cria um herói brasileiro, “Macunaíma” é um dos livros mais importantes da literatura brasileira: causou rupturas nas narrativas de tempo, espaço e composição de personagem - houve ainda uma ruptura lingüística, misturando o culto e o popular, o urbano e o regional, o escrito e o oral, contribuindo para o estabelecimento de uma “fala brasileira”. O texto ainda permite uma reflexão crítica sobre a personalidade do homem brasileiro.

O fato é que Macunaíma se inscreveu como parte de nossa cultura, incitando polêmicas, desdobramentos em todas as gerações e segue sendo uma literatura atual que embora tenha sido lançada em 1928 - sua história tem inicio juntamente com os primeiros passos da escrita em terras brasileiras.

É fato, portanto, que em mais de um momento a escrita brasileira, procurou nas raízes da terra e do nativo uma forma de reação contra os estilos e tendências que aqui chegavam. Foi através dessa “literatura” tida como brasileira que os cronistas voltaram a ser lidos, e até glosados, tanto por um José de Alencar romântico e saudosista como por um Mario ou um Oswald de Andrade modernistas. Por isso, é totalmente inadequado dizer que não existe valor nessa literatura de informação.

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Camisetas! Eu adoro camisetas!

Após o carê com amigos na casa da Sam, comentei com o Helton que precisava escrever uma matéria no Nossa Via e que precisava de uma pauta. Aí, olhando para ele tive a idéia. Ele adora camisetas, tem coleções e coleções, e sempre adora novidades, então pensei, por que não falar sobre elas?

As camisetas, ou t-shirts em inglês, é um item indispensável nos dias de hoje, por ser versátil e prática. Normalmente, usamos as camisetas com os famosos jeans , mas já que você pode usar também com calça de alfaiataria, blazer, bermudas, saias, etc. Elas podem ser lisas, estampadas, com recortes diferentes, com motivo ideológicos, com bandas de rock ou de qualquer estilo de música ou até mesmo os fofinhos Hello Kitty ou Betty Boop.

E a modelagem pode ser básica ou slim (mais justa), com manga curta ou longa, com gola canoa, gola V simples ou profunda, com botões, lantejoulas, e com o que você tiver em mente. É, uma gama ampla de variações.

Bem, mas eu não vim aqui somente para falar, mas vou mostrar inúmeros modelos e formas de se usar, confira:

1- Estas aqui são da Oh!Shirt, que você pode comprar via internet. Com estampas de rock ou simplesmente com a da marca.

2 - Camisetas masculinas transadas da Sean John

3 - E as femininas da Acervo Pessoal

E os famosos, como usam?

Natalie Portman usando com shorts, blazer e salto alto.

Sarah Jessica Parker e Rachel Bilson usando com jeans. Note que a primeira está de salto! Chique, não?

E o namorado de Drew Barrymore (Hello, I’m a Mac), com jeans camiseta e jaqueta! Simples e estiloso.

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