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Rally Dakar é cancelado

A coluna desta semana já começa com um clima diferente. Escrevo de Ilhabela, um dos locais mais bonitos que conheço aqui em São Paulo. Engraçado como no fim das contas tudo tem a ver com automobilismo. Um taxista, seu Roberto, contou que o pai de Felipe Massa tem uma casa aqui na Ilha, em uma parte mais isolada. Várias vezes já topou com o piloto. Imagina se andando por uma praia eu dou de cara com ele? Bom, se isso acontecer mesmo, eu só vou poder contar depois.

Vamos andando que o ano já começou acelerado. Amanhã começaria o tradicional Rally Dacar, na cidade de Lisboa, Portugal. Essa é uma das competições mais conhecidas em todo o mundo, pois os pilotos enfrentam condições extremas ao atravessarem o deserto do Saara até chegarem ao Senegal. Porém, pela primeira vez em toda a sua história, a prova foi cancelada por medidas de segurança. Com tudo pronto para a aventura começar, a organização divulgou um comunicado afirmando temer pela segurança de pilotos, navegadores e equipe técnica a ponto de não realizar o rally.

Nas palavras dos organizadores da prova: ?A A.S.O. condena a ameaça terrorista que anula um ano de trabalho, de inscrições e de paixão para todos os participantes do maior rali. Consciente da imensa frustração, vivida, em particular, em Portugal, Marrocos, Mauritânia e Senegal, (…) a A.S.O. continuará a defender os valores que caracterizam os grandes acontecimentos desportivos?. Os principais motivos para o cancelamento da prova foram o assassinato de quatro turistas franceses, no dia 24 de dezembro, fato atribuído à Al Quaeda, e as ameaças diretas de grupos terroristas lançadas à competição.

Esse é um fato para deixar qualquer um de queixo caído. Em quase 30 anos, o Rally Dakar nunca tinha sido cancelado. Acredito que essa foi uma decisão acertada, porém bem em cima da hora. No blog do jornalista Fernando Solano, no Estadão, o piloto Jean Azevedo comenta sobre toda a expectativa para a prova e a frustração de saber que a mesma não acontecerá. Imagino o tormento que foi para a direção do rally tomar essa difícil decisão. Por outro lado, acredito que se a prova está ameaçada há um certo tempo, por que não cancelá-la um pouco antes? Enfim, o leite já foi derramado e o que fica ? além de mais um reforço do domínio do terrorismo ? é a tradição da prova. A organização garante que no próximo ano ela volta com força total. Vamos torcer realmente para que isso aconteça.

Como fica o mundo da Fórmula 1 em 2008

Quem disse que a vida de piloto titular é fácil? Nelsinho acompanhava a rotina da Renault de perto, já que passou o último ano testando o carro da equipe. Mas agora, ele já começa a sentir a pressão de ser mais um representante do automobilismo brasileiro na Fórmula 1.Nelsinho PiquetNa última semana, vi entrevistas de Nelsinho em veículos renomados e também o seu encontro com o presidente Lula. Será que ele está preparado para agüentar toda essa pressão? Ele não é apenas jovem ? como a maioria dos recém-chegados à categoria ? como tem um sobrenome de peso para carregar. Muitos acreditam que o Nelsinho possui a mesma personalidade de seu pai. Meu palpite é: mesmo que isso seja verdade, a F-1 do século XXI protege tanto os seus pilotos, que seria difícil termos uma reedição da briga ?Senna X Piquet?.

Um detalhe muito importante é a presença de Alonso na equipe e como contratado a peso de ouro. Pelo relacionamento com Hamilton esse ano, o espanhol mostra que não está disposto a perder tempo fazendo amizade com seus companheiros de escuderia. E agora? Bem, só poderemos saber a resposta para essa pergunta quando os carros alinharem no grid para a corrida de abertura do campeonato, na Austrália, em março.

Equipes trabalhando pesado. Não tem folga!

E bem antes disso, as equipes já estarão trabalhando arduamente nos testes dos modelos 2008 dos seus carros. A principal diferença para os bólidos desse ano é a saída do controle de tração. Com isso, os pilotos terão muito mais trabalho na hora de pilotarem e, literalmente, terão que segurar os seus carros no braço.

Esse é apenas um item da série de modificações que Bernie Ecclestone pretende fazer na categoria. Além da volta dos pneus slick, em 2009, o chefão da F-1 ainda estuda uma série de modificações na pontuação do campeonato, privilegiando assim, quem vencer mais corridas. ÿ esperar para ver!

Para todos que fazem parte da comunidade do NossaVia, um ótimo Ano Novo, com muitas alegrias, desejos, saúde e votos do melhor para 2008.

Corrida dos campeões

Essa é a Corrida dos Campeões, criada em 1988 por Fredrik Johnsson e Michèle Mouton. A disputa é bem simples: com os mesmos equipamentos e pista, os pilotos precisam mostrar que são realmente talentosos. Há diversas rodadas eliminatórias e depois a grande final. Quem vence é proclamado o ?Campeão dos Campeões?.Nos últimos três anos, a corrida foi disputada no Stade de France, em Paris, e agora mudou para a Inglaterra. Olha só quem participou da edição do domingo passado: Michael Schumacher, Jenson Button, Sebastien Bourdais, da Champ Car, Marcus Grönholm, campeão de Rally, Mattias Ekström, da DTM. No total, foram 16 participantes.

Vejam como foi a final desse ano, disputada entre Schumacher e Ekström:

Algumas curiosidades:
- A prova atrai espectadores de toda a Europa. Nas últimas edições, a média de público ficou em torno de 50 mil pessoas.
- A corrida do ano passado foi transmitida em mais de 200 países e vista por mais de 186 milhões de espectadores.
*Dados do site oficial da competição.

A segurança no automobilismo

O acidente que tirou a vida de Rafael Sperafico no último domingo na Stock Car reacendeu por mais uma vez a discussão da segurança no automobilismo. Foi triste o que aconteceu, uma fatalidade, mas acredito que se fosse em uma rua ou avenida, as conseqüências do acidente seriam as mesmas ou até piores.

Vamos voltar um pouco no tempo. Quando a Fórmula 1 começou, lá na década de 50, os pilotos ficavam bem mais expostos nos carros e usavam apenas um capacete. O que teve de gente morrendo até a década de 80 não está escrito. Para vocês terem uma idéia, durante as filmagens do longa Grand Prix, com trama sobre a F-1 e seus pilotos, vários competidores participaram como figurantes. Alguns anos depois, mais da metade do elenco tinha morrido nas pistas.

Os brasileiros não se esquecem do acidente que matou Ayrton Senna, em 1994, durante o GP de San Marino, em Ímola. Porém, um dia antes, nos treinos para o GP, o piloto Roland Ratzenberger também faleceu após uma forte batida.

Esses foram os últimos acidentes fatais da categoria, que investiu pesado na segurança dos pilotos. Uma prova disso foi o grave acidente de Robert Kubica, no GP do Canadá deste ano. A batida impressionou, pois somente a célula de sobrevivência ficou intacta, dava até para ver os pés do polonês balançando. Resultado: nenhuma fratura. A combinação de acessórios como o hans, que protege pescoço e coluna, balaclavas e capacetes mais resistentes, a própria célula de sobrevivência ? praticamente indestrutível - e o uso da fibra de carbono na construção dos carros são os segredos para uma categoria tão segura e protegida.

Para trazer essas tecnologias mais próximas da realidade da Stock Car, podemos usar o acidente de Gualter Salles no ano passado como exemplo. Foi uma batida impressionante, que começou com o toque de outro competidor. Depois, Gualter foi para a grama e acabou passando por um monte de terra. Seu carro decolou e foi praticamente estilhaçado. Mais uma vez, não houve nenhuma fratura e poucos dias depois Gualter estava em casa.

São momentos como esse que mostram que realmente o ocorrido com Rafael foi uma triste fatalidade. Uma das soluções a curto prazo seria limitar o número de carros no grid. Talvez, se não tivessem tantos pilotos no mesmo local naquele momento, o acidente poderia ser um pouco menos grave. Mas acredito que ainda é muito prematuro para iniciar um julgamento do que realmente aconteceu.

Quem aposta no automobilismo como carreira e estilo de vida sabe quais são os seus riscos. Independentemente desses fatores, a tristeza é geral. A família Sperafico colabora muito com o automobilismo e é penoso acreditar no que aconteceu.

Stock Car encerra temporada

Para começar, a Stock é dividida em três categorias: a Stock Jr, criada em 2006, Light, que surgiu em 1993 e V8, com motor potente e grid de aproximadamente 40 carros. O público que vai ao autódromo tem a oportunidade de assistir a três corridas com perfis diferentes.A Júnior, em sua 2ª temporada, dá a oportunidade de jovens pilotos mostrarem seus talentos. Inclusive, alguns recebem aporte financeiro de nomes famosos, como Tony Kanaan. Já a Stock Light pode ser vista como uma categoria intermediária, que garante acesso para a vedete Stock V8 e serve de experiência e adaptação para quem acaba de embarcar no universo do turismo.

Antes de falar do sucesso da Stock Car, quero contar para vocês como tudo começou, quando a categoria tinha os possantes Opalas alinhando em seu grid, na década de 70.

História

Foto do site oficial da Stock Car

Paulo Gomes dirige o Stock em 1979. Fotos: Lemyr Martins

A Stock Car Foi criada em 1979 para ser uma alternativa à extinta Divisão 1 (D1), que corria com as marcas Chevrolet (Opala) e Ford (Maverick). Isso ocorreu porque a D1 vinha perdendo o interesse do público e dos patrocinadores por estar se tornando uma categoria monomarca devido à superioridade dos modelos Chevrolet. Para que isso não ocorresse, a General Motors criou uma nova categoria, que unisse desempenho e sofisticação. O nome foi um golpe de mestre: além de emular o nome da famosa categoria americana, desviava a atenção de que era uma monomarca, fato que foi comprovado na prática somente neste ano. (more…)