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Será que voltaremos a ser queimadas em praça pública?

Cidade do Vaticano, 29 de maio de 2008 ? ?O Vaticano estabeleceu hoje a excomunhão de todas as mulheres que forem ordenadas sacerdotisas, assim como a dos padres que as ordenarem segundo um documento da Congregação para a Doutrina da Fé tornado público hoje.?

Esta notícia, confesso, me provocou grande indignação diante de tamanha arbitrariedade e preconceito do representante maior da Igreja Católica.

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Você exercita seu cérebro?

Em razão da preocupação constante com a preparação física freqüenta-se academia; porém não vemos, na mesma intensidade, o freqüentar atividades que desenvolvam o saber, a concentração, a criatividade, enfim exercícios de rede neural provocando o treinamento do comportamento cognitivo.

O cérebro, inclusive, é o responsável pelo sucesso de todas estas atividades descritas acima, porém não podemos privá-lo de exercer a sua principal atividade, o raciocínio.

Está provado que quanto mais ele for exercitado tanto melhor será o seu desempenho. Em contrapartida um cérebro decadente é a morada perfeita de diversas doenças degenerativas como, por exemplo, o mal de Alzheimer.

A Nintendo, preocupada com o melhor desempenho do cérebro, desenvolveu o software Brain Age 2 um videogame que estimula através de problemas lúdicos e de matemática o raciocínio do jogador. Tem também quebra-cabeças e atividades que buscam testar a memória do jogador propondo que treinem seus cérebros com alguns minutos de exercícios diários.

Há também os exercícios de treinamento comportamental cognitivo da Posit Science objetivando a boa forma mental, e o Mindfit que é um software que oferece a possibilidade de um treinamento personalizado através de uma avaliação cognitiva.

Para os que querem levar o treinamento cerebral a sério podem se inscrever e freqüentar a ?Academia cerebral? em sua própria casa assinando site como o HappyNeuron.com no valor aproximado de US$10 mensais que oferece exercícios de treinamento cognitivo.

Para os que desejam exercitar o cérebro, porém não fazem questão de freqüentar a Academia Cerebral podem exercitar seus neurônios brincando de Memória nos diversos sites gratuitos existentes na Net bem como, resolver palavras cruzadas e sudoku.

Todas estas atividades podem ser muito bem conciliadas à leitura de um bom livro que além de exercitar a concentração, desenvolve o raciocínio, aumenta o vocabulário e lhe proporciona o prazer de conhecer novos personagens, de viajar por lugares exóticos, distantes, e ainda por cima lhe fazer companhia nas horas de lazer.

Ter um belo corpo, vesti-lo com roupas maravilhosas é tudo que se quer, porém se puder conciliar a bela aparência com uma boa conversa, será perfeito!

Orkut em sala de aula, você adotaria esta didática?

Sabemos que o Orkut e o MSN são sites de relacionamento muito usados na Web principalmente pela garotada embora haja no Orkut o limite mínimo de 18 anos para ingressar, porém isso não é seguido haja vista a quantidade de menores que dele participa.

Este é o resultado da cosmovisão inata nos jovens que se arriscam a navegar em ?mares nunca dantes navegados?.

Qual será a magia que envolve este ciberespaço e que arrebata jovens dos quatro cantos do nosso país? Uns dizem que é o imediatismo do retorno, outros que se torna mais atraente em razão de se ter a foto da pessoa sempre presente. Dá uma sensação de afetividade.

Razões à parte, acredito ser um excelente recurso para se construir colaborativamente o conhecimento bem como a produção coletiva de informações. ÿ a junção da eficácia (fazer a coisa certa) com a eficiência (fazer a coisa bem feita) em prol da aprendizagem. ÿ falar a ?língua? do aluno. ÿ a veiculação do saber uma vez que os alunos estão presentes, em sua maioria, no Orkut e o professor ao se utilizar deste veículo atinge a todos através tanto da interatividade quanto dos fóruns e enquetes.

Outro fator importante é que através das comunidades que os alunos se associam, dos textos compartilhados, das fotos, vídeos, gifs e tudo o mais que o Orkut permite, o professor tem atributos para conhecer o perfil do seu aluno podendo, caso necessário, orientá-lo, informá-lo sobre as conseqüências de determinadas atitudes, sobre os perigos que certas comunidades oferecem.

Na era da informação em que vivemos não podemos continuar com o comportamento protecionista de ?tirar as tomadas da casa para que o filho não leve choque?. Temos sim que permitir o acesso à informação com a devida orientação para que ele saiba como se comportar e se defender alertando sobre as conseqüências de atitudes radicais ou permissivas.

As ferramentas do Orkut estão em constante aprimoramento colocando o professor que o utiliza, sempre muito bem informado quanto às postagens bem como as atualizações de fotos. Qualquer atitude fora dos padrões combinados, o aluno pode ser excluído pelo professor arcando com as conseqüências das suas atitudes.

Este é um assunto que tem que ser tratado com a maior responsabilidade uma vez que o Projeto UCA (um computador por aluno) chegou para ficar e não haverá como fugir do uso dos recursos disponibilizados pela Web. Temos que preparar nossos jovens para o convívio digital e para isso temos que mudar o conceito tradicional de escola que num futuro/presente transcenderá os muros da escola e esta terá que acompanhar tornando-se compromissada com a nova face da aprendizagem.

O desafio está lançado. Você aceita?

II Encontro de Laptops na Educação

Na sexta-feira dia 25 de abril de 2008 aconteceu na maravilhosa cidade do Rio de Janeiro o II encontro de Laptop na Educação e eu fui conferir de perto os resultados obtidos pelas escolas pilotos no TO, SP, RS, DF e RJ.

Embora o Projeto UCA (Projeto UCA ? As Múltiplas Inteligências conduzindo as Tecnologias Múltiplas) pregue Um Computador por Aluno não é o que acontece na maioria das Escolas Pilotos. Por esta razão as mesmas tiveram que desenvolver estratégias de uso para que a maioria das crianças pudesse dispor dos laptops.

Diversos fatores tiveram que ser considerados como a recarga da bateria que propicia um tempo de uso de aproximadamente quatro horas, e como o mesmo laptop seria utilizado por dois períodos (manhã e tarde), a bateria teria que ser carregada e estar abastecida para o uso da turma seguinte.

Cada escola tentou adaptar estas dificuldades da melhor forma possível levando em conta o não prejuízo do aluno/usuário. Tiveram que providenciar um local prático para guardá-los bem como possibilitar a cada aluno o uso do ?seu? laptop uma vez que este procedimento era muito cobrado pelos alunos que não aceitavam outro que não o dele. ?Eu quero o meu? ou ?Este não é o meu? argumentavam os alunos.

Esclarecimentos funcionais à parte vamos para a utilização dos PCs em sala de aula. Tanto os professores quanto os alunos não sabiam nada sobre como usar os laptops. O primeiro manuseio serviu para a exploração e já de início deu-se a colaboração, pois a cada descoberta havia um compartilhar tanto entre os alunos quanto com o professor.

Alguns professores compartilharam conosco a sua aflição: ?Não havia manual mostrando para que servia cada botãozinho ali existente, então tudo que os alunos iam descobrindo eu ia anotando no meu caderninho e de noite eu treinava em casa?.

Veja a maravilha da parceria que se formava entre professor/aluno no qual o professor também se disponibilizava a aprender com seu aluno.

Aqueles alunos com mais facilidade no manuseio foram designados monitores com a responsabilidade de auxiliar aqueles que apresentavam maior dificuldade. Ao professor cabia a preocupação de que forma utilizaria este instrumento em sala de aula.

Uma das escolas Piloto optou por utilizar o laptop durante todo o período escolar não estabelecendo dia da semana e horário de uso. O laptop seria utilizado toda vez que fosse necessário. Assim durante a aula, a cada pergunta feita pelo aluno lhe era sugerido que pesquisasse e encontrasse a resposta. Sua criatividade estava sendo estimulada bem como o processo de leitura e escrita estava sendo potencializado.

Algumas simulações começam a ser realizadas e o fator mobilidade foi de fundamental importância uma vez que quando o assunto envolvia alguma situação externa, como o estudo das formigas por exemplo, cada aluno, de posse do seu pc ia para o pátio e lá colhia imagens, pesquisava robustecendo o assunto em pauta.

Em razão desta postura, muitos projetos foram colocados em prática e como resultado se constatou atitudes éticas e colaborativas de alunos autônomos e críticos.

Um Projeto executado por um grupo era imediatamente compartilhado com os outros grupos da classe, caso estes assim o quisessem, propiciando o intercâmbio das informações bem como fortalecendo a formação de opinião.

Diante de uma dúvida levantada por um aluno se toda a classe se interessasse, formava-se um grande grupo de pesquisas com partilha de informações. Quando a pergunta interessava somente a um determinado grupo, formavam-se muitos grupos com interesses distintos que ao final partilhavam os resultados.

Houve a inclusão do uso dos laptops no Projeto Político Pedagógico das escolas.

Nas escolas que propiciavam um laptop por aluno, estes levavam para a casa havendo a inclusão digital da família. Este fator se tornou muito importante uma vez que acabou integrando todos numa mesma aprendizagem. Houve o relato de um aluno de que o pai chegou a passar a noite em claro manuseando o laptop.

Houve, de uma maneira geral, a elevação da auto-estima dos alunos. As faltas diminuíram consideravelmente, a evasão escolar não aconteceu nestas escolas Pilotos. E os alunos que levaram os laptops para casa não queriam entrar de férias porque teriam que deixar o PC na escola. Muitos choraram quando as aulas acabaram!

Você ficaria um dia inteiro ?offline??

Li num artigo uma proposta feita por Sharon Sarmiento (Los Angeles) fez ao perceber que até em seus sonhos publicava posts em seu blog e enviava mensagens instantâneas. Situação parecida envolveu Ariel Meadows Stallings (Seattle), que após longas horas checando e-mails se sentia como que retornando de um coma alcoólico. Tentava lembrar-se dos assuntos abordados e não conseguia se recordava de nenhum. Era como se tivesse deixado de existir nesse período.

Será que este comportamento é provocado pela ?malvada internet?? Ou será que é o indivíduo que não sabe se auto-impor limites?

Assim que surgiu a televisão no Brasil, os comentários eram os mesmos. Ela era a grande vilã que ?prendia? a criancinha na frente da sua tela durante horas, impedindo-a de brincar. Adultos perdiam a hora de trabalhar porque haviam dormido tarde por culpa do filme que terminou de madrugada.

Na Itália até foi criado um Sindicato, que existe até hoje, no qual incentiva a não utilização da TV exibindo fotos de televisões amontoadas em Praça Pública. O mesmo se fala respeito dos videogames e jogos eletrônicos. O curioso é que nunca se atribui este excesso ao comportamento humano. ÿ sempre a máquina a culpada.

Na verdade, para tudo que se vá fazer é necessário se ter um objetivo seguido de um método de ação. Ao se sentar na frente da televisão é para assistir a algum programa. Se já se sabe qual o programa a assistir então é só sintonizar e desfrutar.

Quando se senta frente à TV sem qualquer objetivo pré-estabelecido pode-se visitar vários canais à procura de algum programa interessante. Porém há aquele telespectador que fica segurando o controle remoto e a cada minuto muda de canal. Normalmente este tipo de pessoa não se importa com o outro que também está sentado ao seu lado tentando assistir algum programa.

Este indivíduo ficará na frente da TV por horas e não assistirá a nenhum programa inteiro, pois a cada clique estará em um programa diferente. Quando se levantar não se lembrará de nada que assistiu, porque não assistiu nada.

O mesmo acontece na internet. Aquele que navega sem um objetivo definido irá saltar de link em link e ao final de horas nem se lembrará do por que esteve ali sentado, navegando. Porém aquele que determina qual o tema trabalhado, até poderá dar umas escapadelas pelo e-mail, MSN e outros, mas não se distanciará do objetivo proposto. Ao concluí-lo, terá a certeza de que o objetivo foi atingido e não se sentirá como se tivesse saído do coma alcoólico.

Caso semelhante é o protesto das Agencias de Publicidade que coloca muito bem ao dizer que o fato de divulgar uma determinada marca de cerveja, não se está induzindo o consumidor a se embebedar ou a dirigir alcoolizado.

Quem já se comporta dessa maneira não precisa de propaganda para agir assim. O faz por livre escolha.

O que precisa ocorrer é a conscientização e revisão de valores e hábitos comportamentais antes de imputar a culpa nos veículos que o indivíduo utiliza por livre e espontânea vontade.

Se este tipo de comportamento continuar será necessário estabelecer vários dias de OFF:

?Off cerveja?, ?Off TV?, Off Vídeo-game?, off novela, off laptop, off churrasco, off McDonald?s, off line? e teremos por fim que aumentar os dias do ano, pois estes serão poucos para tantos offs.