São Francisco, Macworld 2008. Um dia de muita agitação entre os aficcionados por tecnologia, como eu. O mundo todo volta seus olhos para o palco de onde Steve Jobs apresenta as novidades da Apple, empresa de computadores mais antenada do mundo, para o ano de 2008.
O Macworld do ano passado foi marcado pela revelação (ou confirmação) do produto que viria a ser o mais falado de 2007: o iPhone. Então não se podia esperar menos do que isso. Durante alguns dias, especulações se espalhavam pela internet como rastro de pólvora, incendiando e contaminando blogueiros com os mais diversos - e espetaculares - rumores.
O mais comentado, sem dúvida, era o Macbook Air. Falou-se de tudo: que seria um laptop totalmente wireless, que seria o mais fino do mundo, que funcionaria como um tablet, que teria multi-touch… virou um hype.
Todos esperavam o anúncio durante o Macworld. Veio o primeiro anúncio: o Time Capsule (Cápsula do Tempo), um servidor de backup wireless; Depois foi a atualização do iPhone, onde a decepção geral foi pela falta do suporte à 3G; Então, confirmou-se que a Apple alugará filmes online pelo iTunes, como o site NetFlix. Nenhuma revolução, até então.
Até que, finalmente, Steve Jobs anuncia o Macbook Air. Momento de prender a respiração, uma sensação de frio percorre a barriga de quem aguarda ansiosamente o que vem pela frente. Será que os rumores irão se concretizar? Será que finalmente teremos algo chocante?
Segue a primeira imagem. Uau, ele é muito fino mesmo! Como é possível? Com 1,93 cm na parte mais espessa, o Macbook Air é capaz de caber em um envelope comum. A aparência que dá é de que muito frágil. Será que resistiria a uma pancada acidental?
A configuração é boa, mas não é tão espetacular que o torne ponta de linha: Intel Core 2 Duo Inside, 1.6 GHz, 2 entradas USB, 802.11, Bluetooth, 80GB de HD e 2GB de memória. E touchpad sensível a múltiplos toques (multi-touch). O show ficou por conta de como a Intel conseguiu reduzir o processador em 60% do seu tamanho para que se adaptasse ao notebook. O monitor de 13,3 polegadas ajuda a dar um aspecto menor. Por outro lado, deve ser um incômodo para quem quer assistir um filme no laptop.
Ei, eu disse assistir um filme? Pois esqueça seus velhos DVD empoeirados. O Macbook Air não tem drive de CD. Nem de DVD. Nem de coisa nenhuma. Também, com algo tão fino assim, como caberia um drive? Jobs ao apresentar o laptop comparou-o ao Sony TZ, dizendo que era mais fino do que este. Só que o concorrente tem leitor e gravador de DVD. Mas lembre-se que a Apple diz: Não compre DVD, alugue online!
Aí que está a questão. CD/DVD são tão importantes assim?
São. Hoje ainda o são. Daqui a um tempo talvez percam sua utilidade e virem peças de museu. Mas hoje é possível pensar em abandonar completamente esses meios de arquivamento? E os backups? E os CDs de instalação? E os de jogos? E os filmes?
Ainda é cedo para dizer o que vai acontecer. Sinceramente, hoje eu não iria adquirir um notebook com estas configurações por US$ 1.799,00. A menos que permanecesse com meu Dell como laptop principal. Afinal, ao menos na minha opinião, design não é tudo.