Mulher também gosta de futebol
O futebol está enraizado na cultura brasileira. ÿ um dos (poucos) motivos de orgulho que temos quando viajamos para outros países. ÿ o mais humano dos esportes, pois é uma mistura insana de vários sentimentos: paixão, ódio, orgulho, vergonha, compaixão, rivalidade, sorrisos e lágrimas. Tão vivo na nossa cultura é o futebol, que nós mulheres não podemos simplesmente ignorá-lo: Ou amamos ou odiamos.

Estou no time das que amam. E sofrem. E vibram. E não, não foi influência de meu pai sãopaulino, nem do namorado vascaíno. Me apaixonei por futebol ao ver a torcida do Flamengo inflamada, vibrando em um Maracanã lotado em 1992, ano da conquista de seu pentacampeonato brasileiro (Não, nem pense em discutir isso! :D). Desde então, sou rubro-negra desde que nasci.
De lá para cá aprendi um pouco mais sobre futebol. Conceitos estranhos a muitas mulheres - obviamente devido à falta de interesse, não nos subestime - como escanteio, escalação, impedimento ou tiro livre direto, fazem parte de meu vocabulário cotidiano. Dou palpites na escalação, reclamo do juiz, digo que o bandeirinha é cego, me desespero ao ver o gol adversário e pulo de alegria ao ver um gol do meu time. Jogo de Copa então, é sagrado, me emociona até ouvir o Hino Nacional. Já estou reservando o dinheiro para ver um jogo ao vivo do Brasil na Copa do Mundo de 2014.
Gosto de futebol sim. Leio jornal de esportes, acompanho os debates nas mesas redondas, converso com tios, primos, pai e amigas - sim, também tenho amigas que gostam de futebol. Só evito falar com meu namorado, vocês já devem ter entendido o porquê.
Nem por isso deixo de ser feminina, de ir ao salão, fazer compras no shopping, namorar, falar sobre roupas, bijus, maquiagens… Mulher também pode gostar de futebol, sem perder a feminilidade.















