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Japão aposta em humanóides “domésticos”

IREX 2007 banner

Os japoneses não têm mais o que inventar mesmo, então lhes restam aperfeiçoar o que já está inventado.Começou em 28 último a maior feira de robótica do mundo, a “2007 International Robot Exhibition”, em Tóquio, Japão, até o dia 1 de dezembro.Apesar do lema da feira ser “Tecnologia Robótica Pioneira do Futuro - Da Indústria até a Vida Diária”, as grandes vedetes dessa feira são mesmo os robôs serviçais, idealizados para automação residencial: limpeza e segurança.
Por aqui, empregados domésticos são fora da realidade da maioria dos japoneses normais, talvez por isso esse tipo de robô norteie tanto os anseios de consumo para o futuro dos nipônicos.
Há ainda robôs cobaias para estudantes de medicina: a sensação desse ano é a humanóide Simroid, concebida para servir de cobaia aos estudantes de odontologia; robôs-bebês; robôs-animais-de-estimação…Jetsons e Rose robô
Com menor destaque ao público leigo mas esperados ansiosamente pelos industriários, a maioria dos estandes são mesmo voltados aos robôs-operários.

A feira é realizada bi-anualmente desde 1973, considerada a maior do mundo com foco em robótica e reconhecida mundialmente. Participam dela tanto fabricantes de robôs como empresas de negócios relacionados.

Exibição Internacional de Robôs 2007 (IREX 2007)

Local: Tokyo Big Sight http://www.bigsight.jp/
Período: 28/11 a 1/12
Horário: 10h às 17h (até 16h30 no sábado)
Entrada: ¥ 1.000 adultos
Informações: http://www.irex2007.jp

Desorganização Federal: agora, o apagão pode ser nos CORREIOS

correios

Apagão de Energia Elétrica. Apagão aéreo. Racionamento de gás natural.
Agora, vem aí o Apagão Postal.
Por quantos apagões passaremos ainda?

Mensalão, Palocci, Dirceu, Calheiros.
ÿ, o Presidente Lula e toda a bancada governista tem coisa mais importante para se preocupar pelo visto.

No meio de tantos escândalos e tentativas de boicotes na Câmara e Plenário, os políticos foram empurrando com a barriga (ou não se deram conta?) do prazo dos contratos com as franqueadas dos CORREIOS.

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos teve contrato firmado com os franqueados dos Correios no início dos anos 90. Esse contrato expira dia 27 de novembro, terça-feira próxima. O fantasma do Apagão ronda os brasileiros mais uma vez.

Isso mostra mais uma vez a desorganização em que se encontra nossa casa. O Executivo planeja entrar com uma MP (Medida Provisória), com o objetivo de “prorrogar” o contrato vingente, evitando assim o caos a curto prazo. Porém, essa manobra é inconstitucional: não se pode firmar contrato de prestação de serviços ao governo simplesmente baixando MP. O processo correto é a licitação. Prorrogar o contrato não é diferente, nesse caso, de renovar contrato. Sem licitação, o governo não pode firmar contrato. Ao menos, não deveria.

-Esse absurdo demonstra a completa falta de planejamento e de gerenciamento do atual governo - protestou Álvaro Dias, PSDB-PR, em pronunciamento no Plenário na manhã de hoje, 23 de novembro.

Eu, como brasileira e cidadã, não sei o que pensar.

Se o governo seguir o protocolo, o apagão é certo: até abrir licitação, as empresas se candidatarem e o governo se decidir por uma, vai levar um tempo.
Mesmo que tudo isso fosse feito numa operação-relâmpago, de digamos, 3 dias, esses 3 dias parados sem empresa postal servindo nosso país poderiam ser catastróficos.

Mas o governo pode baixar a tal MP. Todos seríamos felizes para sempre…
… e essa brecha que se abre? Fazer uma manobra inconstitucional para evitar o CAOS pode até ser um motivo nobre, mas é inegável que com concessões como essa a probabilidade dos políticos abrirem mão do correto para darem os seus “jeitinhos” será cada vez mais presente.

ÿ fato que o senador Álvaro Dias é da oposição. Aliás, ele é o líder da oposição. Claro que vai apontar os erros da “situação” (do governo).Quando o governo atual era oposição, não fazia o mesmo? Se o governo atual fosse oposição, faria o mesmo.

A verdade é que o governo atual é mesmo desorganizado.
Se o planejamento fosse mais competente, eu como brasileira não teria motivos para pensar ser contra ou a favor de seguir protocolos ou baixar MPs inconstitucionais. A licitação já teria terminado, e nosso sistema postal já estaria com a bala na agulha para o próximo contrato.

Esse governo nos põe em cada saia-justa, não?

Leitura Relacionada: Álvaro Dias prevê apagão postal no país - Agência Senado

Debate Brasil - Políticas para a Primeira Infância

EricaFórum visa debater políticas para quebra do ciclo da violência:dedicar maior atenção à Primeira Infância é contribuir para a formação de um indivíduo mais apto à convivência social e à cultura da paz.

Nos dias 28 e 29 de novembro próximo acontecerá o 3º Fórum Debate Brasil, cujo tema é Políticas para a Primeira Infância. O objetivo desse fórum é debater sobre soluções para quebrar esse círculo de violência que vivenciamos hoje.
Mas se é para debater sobre a violência, por que o tema é a primeira infância?

3º Fórum Debate Brasil

Nesse ano, os organizadores do fórum chegaram a um consenso de que não adianta discutir o problema da violência superficialmente. A violência hoje no Brasil não está sendo mais encarada apenas como causa de outros problemas: a sociedade está acordando para o fato dela ser, por inúmeras vezes, conseqüência de outros problemas. Algumas dessas causas se encontram justamente na infância. A proposta do fórum não é debater a violência instalada, mas suas raízes, e formas de agirmos radicalmente.

Apesar da vontade dos organizadores em não simplificar demais a questão violência x causas, a verdade é que se a sociedade conhecer os fatores que predispõem a violência, mais preparada estará para eliminar essas causas, o que contribuirá para uma melhor qualidade de vida geral a médio e longo prazo.

Eu, como mãe, não posso negar a preocupação com a violência de um modo mais imediatista, torcendo e pedindo por punições exemplares, melhor preparo da Polícia, entre outros desejos.
Porém ao olhar para minhas filhas vejo que um dia elas crescerão, e esse mundo que hoje é de nossa geração será o mundo delas. Ao pensar por essa perspectiva, vejo que iniciativas como a desse debate são muito importantes.

Como cidadãos, temos o direito de requerer mais segurança; porém temos o dever de prezar pela educação dos cidadãos do amanhã. (more…)

Relatório sobre CPMF será apresentado

Erica“Senadora Kátia Abreu recomendará a rejeição do projeto e apontará fontes para cobrir a “perda”.
Marco Maciel solicita prorrogação do prazo de tramitação da PEC.
Senadores governistas estudam a possibilidade de esvaziar a reunião alegando que o prazo de tramitação expirou, impedindo assim parecer da relatora de ser apresentado.”

CCJ - PEC-CPMF

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) fará uma reunião extraordinária logo mais, às 14 horas, para examinar a Proposta de Emenda à Constituição que prorroga a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

A PEC 89/07 prorroga a cobrança da CPMF até o dia 31 de dezembro de 2011, e mantém o percentual de 0,38% sobre movimentações bancárias.

Prorrogação do prazo de tramitação

O Senador Marco Maciel (DEM-PE), presidente da CCJ, enviou pedido de prorrogação do prazo de tramitação da PEC à Mesa do Senado na manhã do dia 9.
Marco Maciel fundamentou sua decisão no artigo 118 do Regimento Interno do Senado Federal, segundo o qual, “se a comissão não puder proferir o parecer no prazo, tê-lo-á prorrogado, por igual período, desde que o seu presidente envie à Mesa, antes de seu término, comunicação escrita, que será lida na Hora do Expediente e publicada no Diário do Senado Federal“.
A verdade é que o prazo para apresentação do parecer da relatora expirou no mesmo dia 9 de novembro, sexta-feira passada.

Com a prorrogação, o objetivo de Maciel é fazer apresentar o parecer da relatora do projeto, senadora Kátia Abreu (DEM-TO).

Relatora é pela rejeição do projeto

CCJ- Katia Abreu

O parecer de Abreu, a ser apresentado na reunião de hoje, recomendará a rejeição do projeto, e apontará as fontes para cobrir a perda da arrecadação do tributo.
- O artigo 100 da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) demonstra qual o caminho o governo deve adotar no caso de faltar arrecadação. ÿ aí que vamos nos concentrar. Precisamos lembrar ao governo que ele próprio nos enviou esse artigo, e é baseado nele que ele terá que encontrar as fontes para cobrir a CPMF - afirmou a senadora.A senadora citou dados que apontam para um aumento da arrecadação da ordem de R$ 70 bilhões entre os anos de 2000 e 2006. Por outro lado, os gastos públicos, segundo ela, também não param de crescer. Se a gastança pública continuar aumentando desse jeito, nós nunca iremos conseguir abaixar os impostos.

Governistas tentam impedir relatório

Em reportagem publicada pelo jornal Folha de S. Paulo de sexta-feira foi divulgado que senadores governistas estariam estudando não comparecer à reunião extraordinária de hoje, sob alegação de que o prazo para apresentação do relatório excedeu os 30 dias, forçando assim o encaminhamento da PEC diretamente ao Plenário. O quórum necessário para a leitura do relatório é de 12 senadores (a CCJ possui 23).

Isso porque a PEC já foi aprovada pela Câmara dos Deputados. A manobra mostra claramente a intenção de fazer aprovar a PEC (prorrogando a CPMF), ou ao menos, impedir o parecer negativo da relatora.

Porém, a oposição conseguiu firmar acordo, já que o excesso de reuniões e audiências públicas acabaram por “dilatar” o período: a leitura foi oficialmente transferida de sexta-feira para segunda feira, 12 de novembro.

O líder do governo, Romero Jucá, anunciou que apresentaria um voto em separado e que solicitaria que a decisão final na CCJ fosse tomada ainda na terça-feira (13), porém a prerrogativa do prazo cabe à Maciel.
Marco Maciel conseguiu prorrogar em 30 dias o prazo, mas afirma que na quarta-feira haveria condições de votar o parecer.

Fotos e fontes: Agência Senado

Cotas para exibição de desenhos animados brasileiros: será a solução?

Erica“Pela proposta, no quinto ano de implementação da lei, 50% das transmissões de animações devem ser de origem nacional.

A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados realizou hoje (6, no Brasil) uma audiência pública para discutir o Projeto de Lei 1821/03, que cria cotas para a transmissão de desenhos animados brasileiros.
Vicentinho na Câmara dos Deputados O Deputado Vicentinho (PT-SP), autor do projeto, acredita que essa medida pode acabar com a hegemonia dos desenhos animados extrangeiros no país.
Sou negro, mas meus heróis não eram negros, porque na TV não existem heróis negros“, “…(os desenhos extrangeiros) retratam o Brasil de forma preconceituosa.”

O deputado frisa ainda que a produção de animação nacional seria de grande ajuda para a valorização de nossa própria cultura:
“Nós aprendemos a ver as histórias dos outros. Nós devemos conhecê-las, mas também temos que olhar a nossa”.

Já para o consultor da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Carlos Eduardo Rodrigues, a medida pode prejudicar as emissoras. De acordo com ele, a principal rede comercial de TV do país (plim-plim?) exibe conteúdo nacional em 91% da programação no total; na programação infantil 60% é de origem nacional. “Impor cotas significa intervir em uma função vital das TVs privadas: a de definir a programação segundo o interesse do público”.

Para o diretor do Centro Tecnológico do Audiovisual (CTAV) do Ministério da Cultura, José de Araripe, o projeto vai aquecer o mercado nacional e contribuir para a formação educacional das crianças. Porém, ele lembra: embora muitos profissionais brasileiros de animação hoje trabalhem em estúdios internacionais, não temos ainda um pólo nacional de criação: é preciso criar um. “Nossos talentos estão indo embora porque não têm oportunidade aqui”.

O Projeto de Lei

Entre os objetivos está o incentivo à produção nacional de animações e à formação de cidadãos conscientes. “Só vamos mudar a nossa sociedade através da formação de cidadãos mais críticos e mais exigentes em seus direitos. Para isso, precisamos educar melhor as nossas crianças”.

O projeto estabelece percentuais mínimos graduais. Pela proposta, no quinto ano de implementação da lei, 50% das transmissões de animações devem ser de origem nacional.
Segundo o relator da matéria, a cota ainda será discutida pela comissão e, posteriormente, com profissionais da área.

Conheça o projeto de lei na íntegra, no site da Câmara dos Deputados: http://www2.camara.gov.br/proposicoes/loadFrame.html?link=http://
www.camara.gov.br/internet/sileg/prop_lista.asp?fMode=1&btnPesquis
ar=OK&Ano=2003&Numero=1821&sigla=PL

 

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