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Quantos planetas são necessários para suprir nossas necessidades?

Dia mundial do meio ambiente

Já parou para pensar um pouco nas pegadas que você deixa na sua ?caminhada? pela Terra?

A Pegada Ecológica é um conceito desenvolvido por Mathis Wackernagel e William Rees, autores do livro ?Our Ecological Footprint - Reducing Human Impact on the Earth? (1996), para poder quantificar o impacto do estilo de vida das pessoas hoje, no meio ambiente.

Digamos assim: o homem consome mais do que a terra produz. O rastro que deixamos ultrapassa a capacidade ecológica de produzir novos recursos renováveis e de absorver resíduos em 21%. Ou seja, precisamos de 1,21 planetas para manter o que temos hoje.

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Sobre a felicidade

“A felicidade é a única coisa que podemos dar sem possuir.” (Voltaire)

Muitos dizem que o amor é o sentimento mais valioso, bonito. Mas eu aposto minhas moedas na felicidade. Se existe um Deus, uma entidade, ele é paz, felicidade pura e não amor. Porque o amor também pode ser destrutivo, intenso, devastador, se confundido, mas a felicidade não.

Ao contrário do amor, a felicidade é um sentimento simples, sem muitos mistérios. Aliás, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora simplesmente por não perceber sua simplicidade. ÿ tão fácil que você não precisa de um motivo. E ser feliz sem motivo é a forma mais autêntica da felicidade.

?As vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido.? (Fernando Pessoa)

No contraponto, temos o sofrimento, esse sim complicado. E o sofrimento, na maioria das vezes, não vem de coisas que fizemos, mas que deixamos de fazer. Você não sofre por trabalhar demais e ganhar pouco, mas pelo tempo que perdeu e pelas coisas que vai deixar de fazer, como curtir um cinema, nadar, namorar, viajar. Não sofre pela derrota, mas pelo grito de vitória que ficou engasgado na garganta. Não sofre por ficar velho, mas pelo tempo ter te privado do direito de viver tudo aquilo que não conseguiu e agora não pode mais.

“A meta da existência é encontrar felicidade, o que significa encontrar interesse.” (Alexandre Sutherland Neill)

Mas existem aqueles que não querem encontrar a felicidade, como quem sofre de depressão. Depressão é aquela doença que te obriga a ser infeliz, só para poder confirmar sua posição como depressivo. Porque ?se fossem felizes, não podiam mais ser deprimidos. Eles teriam que entrar de sola no mundo e viver e isso é deprimente.? *

O homem é talvez o único animal que pensa que pode ser feliz, enquanto todos os outros simplesmente o são. Ser feliz muitas vezes é só uma questão de atitude. ÿ se iludir menos e viver mais, sem se esquivar das provações, do sofrimento, porque nesse desvio podemos perder também a felicidade.

Qual é o caminho para a felicidade?

?Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho.? (Mahatma Gandhi)

* Retirado do filme Closer ? perto demais

Entenda o terremoto em São Paulo

Ontem, dia 22 de Abril de 2008, um terremoto de 5,2 graus na escala Richter foi sentido em São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro. Apesar de ter durado apenas 5 segundos, o tremor conseguiu assustar muita gente, principalmente parentes de fora do Estado que ligavam para saber se estava tudo bem, já que em São Paulo muita gente nem mesmo sentiu a vibração, ou então achou que a cadeira tinha iniciado um modo ?rumble pack? qualquer.

Muita gente comentou, houve quem fez um Timeline bizarro sobre o andar das conversas no Twitter sobre o assunto, outros aproveitaram para criar camisetas, comunidades no Orkut, etc.

Terremoto SP

Mas o que há de verdade e mito sobre o terremoto? Até que ponto ele pode ter sido mesmo perigoso? Precisamos nos preocupar? São Paulo está preparada para esse tipo de ?evento??

Não foi o primeiro
O abalo sísmico da noite passada pode ter sido o maior em muito tempo, mas não foi o único. Em 2005, um terremoto no Chile, que resultou na morte de 8 pessoas e destruiu 17 casas, teve reflexos em diversos estados do Brasil. Em Fevereiro de 2008, oscilações em São Paulo atingiram até 3,9 na escala Richter.

A razão dos mini-tremores
Acontecem diversos tipos de tremores na cidade de São Paulo. Em algumas áreas onde foram construídos prédios altos e estreitos, ocorrem vibrações freqüentes chamadas de flambagens, que pode afetar os andares mais altos desses prédios, principalmente em ventanias mais fortes.
E sabe o que pode ser pior que muito terremoto? As explosões subterrâneas para a construção do metrô. Algumas empresas, por questão de economia, autorizam a detonações fortíssimas de rochas duras encontradas no caminho da linha do metrô. Quem já ouviu essas explosões pode dizer como elas podem ser tão ou mais assustadores que um terremoto 5,2 na escola Richter.

Não estamos preparados
Especialista afirmam então que a região de São Paulo, onde uma placa tectônica dos fins do período Terciário pôde ser ponto de irradiação sísmica de epicentros, e é completamente possível, embora não provável, que venha a acontecer novamente. Portanto, convém lembrar que a arquitetura das casas e prédios no Brasil não são preparadas para fenômenos naturais como tremores.

Vibrações como essa amedrontam principalmente moradores de edifícios altos, portanto, talvez tenha chegado a hora dos prefeitos da Grande São Paulo começar a se preocuparem com altos espigões tanto no litoral como nas colinas das bacias.

Enquete terremoto

Enquete: O que causou o tremor?

Não há razão para pânico
O Brasil está localizado no meio de uma placa tectônica. Por isso os abalos aqui praticamente não são sentidos. E isso não vai mudar! Acontecem no Brasil em média 10 tremores por ano, com média de 3 graus. A cada 5 anos, em média, ocorre um tremor nível 5. Nunca houve nenhum acidente sério ou feridos.

Outras ocorrências de terremotos no Brasil:
Mato Grosso (1955 =6.6 graus),
Litoral do Espírito Santo (1955 = 6.3 graus)
Amazonas (1983 =5.5 graus)

E agora vamos mudar de assunto, o terremoto já passou.

BME Pain Olympics

Este post possui um conteúdo forte e pode ser considere impróprio para menores. Leia por conta e risco.

Se o Alessandro está certo, o fim do mundo está se aproximando rapidamente. Depois do bizarro, nojento, asqueroso, doentio vídeo 2 girls, 1 cup, mais um hype surgiu no Youtube.

O novo vídeo chama-se BME Pain Olympics, ou Olimpíada da Dor BME e não está sendo linkado aqui propositalmente. Se você já leu ou viu o vídeo 2 girls, 1 cup, acredite, este outro é ainda pior e mais incompreensível, se é que isso é possível. Assistí-lo pode ser uma experiência traumática, sem exageros.

Esse tipo de vídeo faz sucesso na internet não por ter muitos seguidores da prática (graças!), mas sim pelos milhões de vídeos gravados com a reação das pessoas ao assistir às cenas:

Isso me lembra a história de um alemão, alguns anos atrás, que criou um site onde as pessoas podiam se inscrever e se candidatar a virarem lanchinho da tarde. Isso mesmo, você se inscrevia para ser literalmente comido pelo alemão. Acharão estranho? Pois é, mas muito mais estranho que isso é o fato do site ter tido mais de 1000 voluntários!!

Reza a lenda que o tal alemão, após escolher muito bem a carne mais macia, montou a festinha com o escolhido. Os dois tiveram relação sexuais, depois, os dois juntos comeram algumas partes do corpo do candidato (é, ele ainda estava vivo e comendo a si próprio).

Depois, o restante do corpo foi colocado em partes pequenas no congelador, para ser consumido mais tarde.

Ok, você pode argumentar que praticas canibais eram comuns em algumas culturas. Mas acredite, não há nenhuma cultura que consiga dar uma explicação razoável para BME Pain Olympics.

Para quem ainda não sabe sobre o que se trata o vídeo, aqui vai uma explicação:

Agora repita comigo: “Eu não procurarei no Gooogle e não assistirei esse vídeo.”

Idiocracy não era ficção, meu caro.

O mendigo do parque

Essa é a história de um amigo meu, Thales, e um mendigo do parque, Michel.

Logo em frente ao prédio onde trabalhamos meu amigo e eu, há um pequeno parque com algumas poucas árvores, bancos e uma quadra poliesportiva ao canto. Um parque por menor que seja é sempre habitato por algumas ?figuras?. A velhinha que mora sozinha com seu cachorro e alimenta os pombos. O Seu Edison vendedor de cachorro-quente, combustível primordial para os dias em que trabalhamos até tarde. O guri que toma conta dos carros e o seu companheiro, talvez o mais imperceptível deles, Michel.

Ele passa o dia sentado ali à beira do parque, sem rumo. Ninguém nunca teve a curiosidade de saber a sua história, de onde veio, o que viveu, etc. ÿ só mais um mendigo, oras.

Um dia Thales estava conversando com o guri dos carros e dizia algo do tipo; ?a gente vai lá e ….?, quando foi interrompido:

- ?Nós vamos? é o modo correto de dizer ? era o mendigo entrando na conversa.

A pequena demonstração de conhecimento de forma culta despertou o interesse do meu amigo, que o incluiu na conversa. Começaram conversando sobre coisas cotidianas, nada demais. Depois falaram sobre a prefeitura, sobre o caos paulistano, etc.

A conversa foi se alongando e o velho se mostrava muito inteligente, ligado nas atualidades e até bem culto. Foi aí que meu amigo, já curioso, perguntou sobre a história da vida dele e porque ele estava ali agora.

Michel veio para o Brasil quando criança, de família senão rica, com muito dinheiro. Fala três línguas: árabe, francês e português (e até um pouco de inglês). Foi três vezes campeão paulista de xadrez, vice-campeão brasileiro. Tinha uma vida pela frente, mas o vício falou mais forte. Por causa do álcool se afastou da família e de todos.

Uma história incrível. Se é verdadeira ou não, eu não sei. ÿ bem capaz que não seja. Também é bem capaz que não seja assim tão simples: bebida, vício, expulso da família, morador de rua. Na verdade isso não interessa.

Enquanto começava a escrever esse artigo, fiquei me perguntando o porquê dele. Onde eu queria chegar? Porque tanta vontade de contar a história dele? O fato é que todos os dias vemos pessoas a nossa volta e não consideramos muito aqueles desconhecidos como parte da nossa vida.

Basicamente, o mundo se resume naqueles mesmos 50 ou 60 conhecidos seus. São eles que você sempre encontra no shopping, nos bares, no metrô, na padaria da esquina. Eles que modificam sua realidade, que tem participação direta.

Quando você senta no trem ou em outro lugar cheio de pessoas, você coloca um fone e começa a pensar na vida. Vai longe, até o mundo da Lua, pois prefere ficar lá do que voltar ao mundo cheio de pessoas que você simplesmente não quer considerar que existam. Você não quer reconhecê-las como indivíduos, pelo menos não naquele momento. Talvez seja um meio de nos protegermos também. Como encarar os milhares de assassinatos e mortes pelo mundo diariamente, sem ser com indiferença?

Todos os outros 6 bilhões de pessoas são meros figurantes no nosso universo. Acho que às vezes é bom lembrar que mesmo o mendigo do parque ou a senhora que dá milho aos pombos têm uma história tão ou mais grandiosa e complexa que a sua.