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Kaká calou minha boca nesse Domingo

Kaká começou a jogar no São Paulo há muitos e muitos anos atrás. Eu, como bom Cruzeirense, nunca fui de dar maior atenção ao futebol paulista. No ano em que Kaká estourou e foi vendido para algum clube europeu por uma quantidade obscena de dinheiro, resolvi me dispor a assistir algum jogo do São Paulo antes que o “menino-prodígio” fosse embora.kaka

Tá, mas ele joga bola?

Cadê o tal?

Em vão. Assisti três ou quatro fragmentos de partidas, sempre com Kaká em campo. O detalhe é que ele nunca parecia estar em campo. E quando efetivamente recebia a bola, não acontecia nada espetacular. Não saíam chutes milagrosos rumo ao gol, e muito menos passes dignos de um mestre.

Até onde meus olhos, e confio muito em meus olhos, podiam acompanhar, era só mais um garoto que havia tirado a sorte grande. Afinal, ia pra Europa, e com uma conta bancária capaz de me causar um infarto prematuro.

Kaká seguiu em sua trajetória ascendente. Cada vez mais famoso, mais cobiçado. Um filho da puta um ano mais novo do que eu e com tudo que qualquer um em sã consciência poderia sonhar alcançar.

A única coisa comparável a velocidade de seu estrelato era a insistência com que as televisões se recusavam a me apresentar o “Kaká-estrela”. Sempre que sentava em frente a um aparelho televisivo, só me mostravam o jogador que erra passes, dá boas entrevistas e promete melhoras para o jogo seguinte.

Até ontem.

Acordei com o despertador de meu celular, ainda baqueado com a ressaca da noite de Sábado latejando forte. Tirei a coberta, me levantei e liguei a TV. Final do mundial, em Tóquio, Boca Juniors e Milan. Jogão.

Não pelo Kaká, mas por Seedorf, Inzaghi, Palermo, o bom velhinho Maldini, meu glorioso Dida, dentre outros.

Cocei os olhos, me recostei na cama, peguei uma garrafa dágua bem gelada para me hidratar e lá fomos. Bola rolando.

Noventa minutos depois,

Dois passes decisivos e um gol próprio na conta do garoto-prodígio. 4 x 2. Milan sobrou em campo.

ÿ, calei minha boca. Dunga, coloca o menino na frente que ele sabe o que faz.

E você, em quem acredita e quem acha que está na Seleção só de fachada?

Como usar seu blog para pegar Mulher

O que mais me chamou a atenção foi a facilidade com que um grupo de pessoas tão diverso se entrosou, e tão rapidamente. Apesar de termos nossos blogs como ponto em comum, os backgrounds são os mais diversos.Temos entre nós engenheiros, publicitários, enfermeiras, cientistas, professores e atoas-de-plantão. Quem esteve por aqui fez questão de ressaltar a união dos participantes. Não poderia ser diferente, quem nasce em Minas é hospitaleiro por natureza.

Se começar a falar do networking e das infames rodadas de cerveja no bar, vou chover no molhado. Deixo aqui o momento chave, o pico de todo o evento. A palestra de Ian Black, registrada por Bruno Dulcetti e com participação especial de Fugita. Já foi divulgada em vários blogs, mas vale o bis. A imagem não está das melhores, mas é só aumentar o som pra compensar.

ps: como o vídeo estava com problemas para entrar aqui, vou dar o link direto para a palestra - http://nao2nao1.com.br/blog-para-comer-mulher/

E vocês, já conheceram “alguém” via blog?

Quanto você já gastou usando o Twitter?

gnv“No oceano da Web 2.0, nunca foi tão fácil navegar, navegar, navegar… e não chegar a lugar algum…”

A discussão aqui não é sobre internet, é sobre tempo. Já faz alguns dias que ando debatendo comigo mesmo se devo ou não usar o Twitter. Dei uma olhada nos Twitters do Ian, do Ziggy, do Gitti, do Inagaki, do Bruno, de uma porrada de gente.

twitter

Ontem em uma conversa de Msn, o Cabianca virou pra mim e falou:

- Tá esperando o que para criar um Twitter para a PapodeHomem?

A verdade é que preciso saber o valor prático dessa ferramenta. Pode ser apenas uma onda daquelas em todo mundo entra sem saber direito pra onde vai.

O sujeito com maior quantidade de seguidores tem pouco mais de 6000.

Os blogueiros grandes do Brasil estão na casa dos seus 200, 300 seguidores.

Mas até que ponto esse grande de fluxo de micro-informações e palavras literalmente cruzadas gera valor, essa é minha grande dúvida. Afinal, já me desdobro entre trabalho e a condução do PapodeHomem.

Sem falar que a pilha de tarefas acumuladas está cada vez maior. Não quero deslocar meu foco para mais uma distração que não vá me trazer retorno tangível. Tenho certeza de que muitos aqui se identificam com esse caos.

Passo a bola pra vocês, quem aí usa Twitter e o que já conseguiram de bom com ele?

Até quando fazemos amigos de verdade?

Guilherme“Estava numa conversa outro dia e no meio do papo surgiu a polêmica de que os únicos amigos de verdade que um homem possui são os que conheceu quando ainda estava crescendo.”

Ou seja, os que estudaram juntos, mataram aula, jogaram futebol na rua e tomaram todas nas festas. Mas será mesmo? Começamos a debater até que ponto de nossas vidas seria possível fazer novas amizades, deixando bem claro as distinções entre alhos e bugalhos.

Eu sou seu conhecido ou seu amigo, Timão?

E para esclarecer essas distinções e descobrir o grau de amizade que temos com cada pessoa, desenvolvemos ? abastecidos por quantias obscenas de chopp e petiscos ? uma nova e infalível metodologia baseada em uma pergunta chave. Acompanhe.

Teste do Nível de Amizade


Você iria ao funeral do Boriz Yeltsin?

“P: Você iria no funeral do [insira nome qualquer]?
R: Depende, a irmã era gostosa?”
Nível de amizade: conhecido

?P: Você iria ao funeral do [insira nome qualquer]?
R: Claro. Tivemos uma boa convivência. Preciso apenas confirmar se não tenho nenhuma viagem marcada na mesma data.”
Nível de amizade: colega

?P: Você iria ao funeral do [insira nome qualquer]?
R: Com certeza. Já passamos por poucas e boas juntos. Era um parceiro.”
Nível de amizade: amigo

?P: Você iria ao funeral do [insira nome qualquer]?
R: Desgraçado, ele morreu mesmo? Mas que filho da puta! Vou no enterro nem que precise desmarcar meu próprio casamento.”
Nível de amizade: amigo do peito

A quantidade de pessoas que conhecemos em nossas vidas é enorme. Depende muito de nossa personalidade, de nosso trabalho, de nossos amigos, de nossa família. E arrisco dizer que depende muito de nossa idade.

Quanto mais o tempo passa, mais endurecidos nos tornamos. Passamos a usar muitas máscaras diferentes. Vestimos personagens distintos no trabalho, na hora da farra, entre os conhecidos. São uma espécie de camada protetora. Nos impede de nos aproximar muito de outras pessoas.

E criamos o péssimo hábito de ser excessivamente cordiais. Nos tornamos seres polidos e civilizados. Procuramos sempre a melhor alternativa em cada situação e nos preocupamos com que os outros vão pensar que estamos pensando sobre o que eles estão pensando. o_O

A dura realidade é que a maioria vai apenas passar por nós. De cada dez, sete serão conhecidos, dois serão colegas e um, quem sabe, será amigo. No entanto, todos passam.

Mas há um tipo diferente, aquele filho da mãe que te liga no meio da noite e convence você a sair de casa para assistir a final do campeonato e tomar um porre homérico, mesmo sabendo que seu trabalho no dia seguinte começa às seis da manhã. Esse é o tipo de cara que te xinga quando você começa a chorar as pitangas depois de tomar um chute da namorada. E foi ele mesmo quem te levou pro bar.

ÿ o sujeito que nos acompanha nas maiores ? e piores ? roubadas. Amigo de verdade é o cara que te manda tomar no **.

E quando acontece algo horrível e até a polícia é envolvida, não espere que ele vá pagar a sua fiança. Ele vai estar dentro da cela rindo com você.


“E agora, como vamos sair dessa, Willy? Não faço a menor idéia, Paulie?”

A maioria das mulheres nem sonha em saber o quão forte é a verdadeira amizade masculina. Esse é um privilégio de nossa raça. Homens não precisam ficar ligando uns pros outros todo dia. Nem contar as novidades. Podemos ficar anos sem rever um grande amigo e nada muda.

Como costuma dizer meu pai, contamos essas amizades nos dedos da mão. São nossos amigos do peito. Esses não passam, ficam pra sempre.