Ontem, dia 22 de Abril de 2008, um terremoto de 5,2 graus na escala Richter foi sentido em São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro. Apesar de ter durado apenas 5 segundos, o tremor conseguiu assustar muita gente, principalmente parentes de fora do Estado que ligavam para saber se estava tudo bem, já que em São Paulo muita gente nem mesmo sentiu a vibração, ou então achou que a cadeira tinha iniciado um modo “rumble pack” qualquer.
Muita gente comentou, houve quem fez um Timeline bizarro sobre o andar das conversas no Twitter sobre o assunto, outros aproveitaram para criar camisetas, comunidades no Orkut, etc.

Mas o que há de verdade e mito sobre o terremoto? Até que ponto ele pode ter sido mesmo perigoso? Precisamos nos preocupar? São Paulo está preparada para esse tipo de “evento”?
Não foi o primeiro
O abalo sísmico da noite passada pode ter sido o maior em muito tempo, mas não foi o único. Em 2005, um terremoto no Chile, que resultou na morte de 8 pessoas e destruiu 17 casas, teve reflexos em diversos estados do Brasil. Em Fevereiro de 2008, oscilações em São Paulo atingiram até 3,9 na escala Richter.
A razão dos mini-tremores
Acontecem diversos tipos de tremores na cidade de São Paulo. Em algumas áreas onde foram construídos prédios altos e estreitos, ocorrem vibrações freqüentes chamadas de flambagens, que pode afetar os andares mais altos desses prédios, principalmente em ventanias mais fortes.
E sabe o que pode ser pior que muito terremoto? As explosões subterrâneas para a construção do metrô. Algumas empresas, por questão de economia, autorizam a detonações fortíssimas de rochas duras encontradas no caminho da linha do metrô. Quem já ouviu essas explosões pode dizer como elas podem ser tão ou mais assustadores que um terremoto 5,2 na escola Richter.
Não estamos preparados
Especialista afirmam então que a região de São Paulo, onde uma placa tectônica dos fins do período Terciário pôde ser ponto de irradiação sísmica de epicentros, e é completamente possível, embora não provável, que venha a acontecer novamente. Portanto, convém lembrar que a arquitetura das casas e prédios no Brasil não são preparadas para fenômenos naturais como tremores.
Vibrações como essa amedrontam principalmente moradores de edifícios altos, portanto, talvez tenha chegado a hora dos prefeitos da Grande São Paulo começar a se preocuparem com altos espigões tanto no litoral como nas colinas das bacias.

Enquete: O que causou o tremor?
Não há razão para pânico
O Brasil está localizado no meio de uma placa tectônica. Por isso os abalos aqui praticamente não são sentidos. E isso não vai mudar! Acontecem no Brasil em média 10 tremores por ano, com média de 3 graus. A cada 5 anos, em média, ocorre um tremor nível 5. Nunca houve nenhum acidente sério ou feridos.
Outras ocorrências de terremotos no Brasil:
Mato Grosso (1955 =6.6 graus),
Litoral do Espírito Santo (1955 = 6.3 graus)
Amazonas (1983 =5.5 graus)
E agora vamos mudar de assunto, o terremoto já passou.
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