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É Proibido Falar do Holocausto aos Jovens?

Coincidência ou não, o fato é que essa semana após ter levado fotos para abrir um fórum no Orkut, meu perfil ficou marcado como ‘impróprio’ - perfil adulto. Como se não fosse exigido ter mais de 18 anos de idade para fazer parte de lá. Tudo porque, ao nomear as fotos com a palavra ‘holocausto’, ela caiu no filtro de censura que ele está usando. Sem apelação. Deveria ter um caminho para a pessoa explicar onde as fotos serão usadas. Nesse critério adotado por eles então, cai nessa malha fina, os que querem mostrar que o Holocausto existiu sim - que foi o meu caso -, como também, os neo-nazistas. Mais, também a turma do Revisionismo. Bem, ainda bem que viram que sou mesmo adulta …rsrs E já que fiquei ‘marcada’, aproveito para trazer alguns Filmes, Séries e Documentários, onde adultos e adolescentes verão o que foi essa bárbarie. Vem comigo!

Seguindo alguns, com uma pequena sinopse em cada um.

Olga“. 2004. Adaptado de um romance, que é a novelização de um caso real, conta a história da alemã Olga Benário, comunista que acabou se envolvendo com o grande líder também comunista Luís Carlos Prestes. Durante o governo de Getúlio Vargas, Olga foi presa e deportada para sua terra natal, indo parar na mão dos nazistas.

A Vida é Bela“. 1997. O filme pode ser dividido em duas partes muito bem definidas: a luta de Guido (vivido pelo também diretor Benigni) para conquistar seu amor Dora (interpretada por Braschi, mulher de Benigni na vida real) na primeira parte e a luta pela sobrevivência de sua família durante a Segunda Guerra Mundial na segunda metade do filme.

A Escolha de Sofia” (Sophie’s Choice. 1982). Para uma mãe, o destino fora cruel. Ela teve que escolher qual dos seus dois iria viver. É. Esse título, saiu das telas para as Emergências de Hospitais Públicos, onde a falta de material, leva aos abenegados médicos, escolherem qual paciente terá a chance de sobreviver.

Bent“. 1997. Na Alemanha nazista, no período que antecedeu a guerra, o gay Max é enviado para o campo de concentração de Dachau. Ele tenta esconder sua homossexualidade usando uma estrela amarela, que era a forma de identificar judeus, em vez do triângulo rosa usado para “marcar” os homossexuais. No campo se apaixona por Horst, um prisioneiro homossexual que usa com orgulho seu triângulo rosa.

Noite e Nevoeiro” (Nuit et Brouillard, 1955) monta um painel realista e comovente sobre os sofrimentos causados pelos campos nazistas, mesclando cenas coloridas e imagens de arquivo. É uma aula cruel de história, com toda a força que a realidade dos acontecimentos exigem.

Em “Uma Mulher Contra Hitler” (Sophie Scholl. 2005), alguns jovens, entre eles, dois irmãos lutaram contra a ditadura nazista por princípios éticos e religiosos. Presa juntamente com seu irmão, nega sua participação na distribuição de panfletos contra o regime, mas que deixa de mentir quando descobre que Hans Scholl confessou a verdade.

Um Homem Bom” (Good. 2008). Na Alemanha nazista, o professor universitário John Halder é um dedicado pai de família que divide a atenção entre seus dois filhos, sua mulher e sua mãe senil. Prestes a se aposentar, ele escreve um livro em que defende a eutanásia. Os nazistas se interessam pelo trabalho e John passa a pesquisar sobre o tema para o regime. Aos poucos, ele troca a jaqueta de professor pelo fardo do partido. Quando seu melhor amigo, um psiquiatra judeu, começa a ser perseguido, John percebe as devastadoras conseqüências de suas pequenas decisões.

O Pianista” (The Pianist, 2002) também enfoca uma história real. No caso, a de Wladyslaw Szpilman (Adrien Brody), um pianista judeu polonês que mora em Varsóvia quando os nazistas invadem seu pais. Ao poucos ele vê as pessoas ao seu redor serem mortas ou sumirem nos campos de concentração. Mas, por sorte, destino ou mero acaso, Wladyslaw consegue sair com vida da Segunda Guerra Mundial.

Nuremberg” (Nuremberg, 2000) é uma minissérie que mostra o julgamento dos principais lideres nazistas ocorrido em Nuremberg em 1946. Basicamente é o duelo ideológico entre o promotor americano Robert Jackson (Alec Baldwin) e o Marechal do Reich Hermann Goering (Brian Cox). No meio está o psiquiatra Gustav M. Gilbert (Matt Craven), que tenta entender como os réus puderam ser capazes de cometer tamanhas atrocidades. Mas quem rouba o filme é Colm Feore vivendo Rudolf Hoss, o infame chefe do campo de concentração de Auschwitz, que confessa sem arrependimento o assassinato de mais dois milhões de judeus ocorrido no local.

Os Falsificadores” (Die Falscher) conta a história verídica de Solomon Soeowitsch que em 1936 era considerado o rei das falsificações e portanto muito requisitado por muitos vigaristas de Berlim. A temível Gestapo de Hitler o prendeu. Graças aos seus talentos únicos foi poupado da câmara de gás, desde que colaborasse numa mega operação que envolvia outros falsificadores de renome e que consistia em produzir séries de notas para alimentar a guerra. Obviamente que Solomon e os outros falsificadores estavam perante um dilema moral - se não ajudassem os seus inimigos seriam mortos sem piedade, mas se ajudassem prolongariam a guerra e compactuariam com a morte de milhares de pessoas.

Holocausto” (Holocaust. EUA. 1978) - As atrocidades dos tempos de guerra contadas pela saga de duas famílias. Uma, judia, que vai sendo destruída pela violência do jugo nazista e outra, alemã, que alcança proeminência e riqueza durante os anos da Segunda Guerra Mundial.

Sobreviventes do Holocausto” (Survivors of the Holocaust. 1995). Documentário. Conta os eventos do Holocausto através do testemunho daqueles que sobreviveram ao terror. São registros e imagens de pessoas que sofreram o vasto impacto do nazismo e a vida contada 50 anos depois. Ao reviverem sua história, a emoção não pode ser contida. Aqueles que assistirem a este filme ficarão profundamente tocados.

É essencial que vejamos suas faces, ouçamos suas vozes e que entendamos que os terríveis acontecimentos do holocausto foram para pessoas“. (Steven Spielberg)

História de Auschwitz - A fábrica da morte do império nazista“. Documentário produzido sobre Auschwitz pela BBC. O campo de concentração e extermínio, onde 1,5 milhão de pessoas foram assassinadas durante a 2ª Guerra Mundial. O filme traz depoimentos de sobreviventes, entrevistas com soldados e oficiais alemães que participaram de execuções em massa, imagens das câmaras de gás e revelações sobre o cotidiano de Auschwitz.

Olhos Do Holocausto” (A Holocaust szemei. 2000). Intercala recordações de sobreviventes com imagens de arquivo que ilustram os depoimentos. O foco é a infância nos tempos do nazismo. Como ponto de partida para dividir o documentário por assunto, filmaram uma menina lendo verbetes de uma enciclopédia chamada “Eyes of the Holocaust”. Depois da definição de termos como anti-semitismo, gueto, deportação e crematório, cada entrevistado dá o seu depoimento pessoal sobre o significado da palavra.

Julia“. 1977. Duas amigas de infância trilham caminhos diferentes: a mais rica, Julia (Vanessa Redgrave), foi estudar em Viena e a outra, Lillian Hellman (Jane Fonda), se tornou escritora, que quando alcança a fama é convidada para ir a União Soviética. Julia, que vive na Europa, lhe pede que contrabandeie dinheiro através da Alemanha para ajudar as vítimas do nazismo, que se encontrava em ascensão meteórica. A missão apresentava perigo, pois Lillian era uma intelectual judia que rumava para a Rússia comunista. As duas têm um rápido encontro e a escritora fica sabendo que Julia tinha uma filha. Logo após retornar para a América do Norte, Lillian fica sabendo que sua rica amiga foi assassinada. Ela então viaja para a Inglaterra na esperança de encontrar a filha de Julia, a quem tinha prometido cuidar.

Cinzas da Guerra” (The Grey Zone, 2001) mostra um fato obscuro da Segunda Guerra: a atuação dos Sonderkomando. Eram os judeus que tinham a trágica missão de conduzir seu povo para dentro da câmara de gás. Depois, recolhiam os pertences dos cadáveres e os levavam ao forno crematório. Como prêmio, viviam um pouco mais. Mas um destes grupos no campo de concentração Auschwitz resolve se rebelar e explodir o forno crematório. Realista por demais, Cinzas da Guerra, é para quem tem estômago forte.

O Dossiê de Odessa. 1974. Hamburgo, 22 de novembro de 1963. Peter Miller (Jon Voight) é um repórter que pára seu carro para ouvir notícias sobre o atentado em Dallas, que matou o presidente Kennedy. O simples fato de parar alguns segundos no meio-fio foram o ponto de partida para Miller alterar totalmente sua vida, ao descobrir que Solomon Tauber (Towje Kleiner), um velho judeu, cometera suicídio. Karl Braun (Gunnar Möller), o delegado encarregado do caso, disse que ali não havia história alguma para ser contada, mas pouco tempo depois o mesmo delegado entregou para Miller vários manuscritos de Tauber, que foram encontrados ao lado do seu corpo. Tauber relatou que todos os amigos tinham sido mortos, mas os assassinos continuavam vivos e livres. Tauber narra que quando foi para Riga, um campo de concentração, juntamente com Esther (Mirian Mahler), sua mulher, conheceu Eduard Roschmann (Maximilian Schell), o chefe da SS conhecido como “O Açougueiro”, pois os judeus valiam mais mortos que vivos.

A Lista de Schindler” (The Schindler’s List, 1993) conta a saga de Oskar Schindler (Liam Neeson), um industrial e membro do partido nazista que acabou salvando a vida de 1100 judeus, enquanto driblava a sanha assassina do chefe da SS local (Ralph Fiennes).

Um Dia De Outubro” (A Day In October. 1990). Na II Guerra Mundial, durante a ocupação alemã na Dinamarca, ao acolher um jovem da resistência ferido, uma jovem judia coloca sua família em perigo. Eficiente drama de guerra, que discute o dilema de as pessoas agirem de acordo com suas convicções ou preservarem a segurança pessoal e o conforto.

Trem da Vida” (Trains de Vie. 1998). Com a notícia do avanço dos soldados alemães, um grupo de judeus numa pequena província decidem que devem partir. Mas como? Juntos, seria difícil pois iriam levantar suspeitas. Eis que, o mesmo que trouxera a notícia, também traz a solução: montar um trem de deportação e uns, se passariam por alemães. Assim, teriam uma chance para fugirem da perseguição nazista. E com isso somos brindados com cenas hilárias e emocionantes.

A História De Hanna” (Hanna’s War. 1988) - Jovem judia húngara abraça a causa sionista nos anos 30 e vai para a Palestina. A Segunda Guerra e a perseguição aos judeus a fazem retornar à Europa como agente treinada pelos ingleses, mas ela é presa e enfrenta a tortura e a humilhação dos nazistas. Baseado em fatos reais.

Mais Tarde, Você Vai Entender…” (Plus tard, 2008). Rivka, senhora judia que vive rodeada de objetos do passado, prepara o jantar para seu filho Victor, enquanto acompanha na televisão o julgamento de Klaus Barbie. O ano é 1987, e o ex-líder da Gestapo, conhecido como o “açougueiro de Lyon”, finalmente enfrenta a justiça por seus crimes no Holocausto. Em seu escritório, Victor trabalha organizando os documentos e cartas que contam a história de sua família e também assiste o julgamento. É quando Rivka reconhece na TV a voz de uma das testemunhas, a voz de um sobrevivente, que despertará emoções profundas entre mãe e filho.

O Longo Caminho para Casa” (The Long Way Home. 1997). A trajetória dos sobreviventes do Holocausto, que logo depois lutaram para a fundação do Estado de Israel.

A Onda” (The Wave. 1981). O poder corrompe? Quando a dedicação a um grupo passa da lealdade para o fanatismo? Qual a natureza da propaganda e da persuasão em massa? Pode o nazismo voltar a ocorrer?
A Onda, filme produzido para a televisão e baseado em história verídica de uma experiência realizada em escola norte-americana, induz a estes questionamentos. Durante uma aula sobre o nazismo na Alemanha, quando um aluno insistia em dizer que ‘isso jamais aconteceria aqui’, o professor resolve criar as condições necessárias para o nascimento do grupo, com características nazistas, denominado ” A onda “.

Para encerrar, cito “Escritores da Liberdade” por mostrar que uma parcela da juventude desconhece completamente o que foi o Holocausto. Mas diferente da didática do professor do filme “A Onda”, a professora aqui, deu a eles outro caminho, o do respeito a todos.

O Holocausto existiu sim. Se fazem tantos filmes, é para manter viva essa página da História da Humanidade. Mas há quem queira provar que não existiu. E nesse caminho… sobrou para o livro ‘O Diário de Anne Frank‘. Se alguém quiser ler, há um artigo onde contesta a veracidade dessa história, aqui. Bem, se Anne Frank, existiu ou não, o que importa é a história em si. E continuar falando, para que pelo menos sirva de lição as novas gerações. Que façam do mundo um lugar sem fronteiras, sem guetos, sem preconceitos…

Primeiro levaram os negros. Mas não me importei com isso. Eu não era negro. Em seguida levaram alguns operários. Mas não me importei com isso. Eu também não era operário. Depois prenderam os miseráveis. Mas não me importei com isso. Porque eu não sou miserável. Depois agarraram uns desempregados. Mas como tenho meu emprego. Também não me importei. Agora estão me levando. Mas já é tarde. Como eu não me importei com ninguém. Ninguém se importa comigo.” (Bertold Brecht)

Em solidariedade a todas as vítimas, eu não me calarei!
See You!

31 de Outubro - Dia do Saci Pererê

As crianças de hoje deveriam conhecer mais o nosso Folclore. Ele é riquíssimo. Não que eu seja contra a entrada do Halloween, nem poderia, sendo o Brasil tão plural. Mas pertencendo a uma geração que teve como um grande Mentor as Obras de Monteiro Lobato, mais precisamente o Sítio do Picapau Amarelo, me sinto motivada a transmitir esse legado a geração atual.

Pelas as histórias do Sítio, Monteiro Lobato nos levou a todo esse universo. Deixando em nós um carinho especial por cada um dos personagens do nosso Folclore. Inclusive a Cuca. Mas sendo hoje o Dia dele, do Saci, é melhor não falar nem o nome dela …rsrs

Então, mais que trazer sugestões de Filmes, deixo hoje uma homenagem ao Moleque Saci!

Muito divertido e brincalhão, o Saci passa todo tempo aprontando travessuras na matas e nas casas. Assustando viajantes, escondendo objetos domésticos, emitindo ruídos, assustando os animais… Mas com todas essas brincadeiras, ele não as praticava com o objetivo de prejudicar alguém ou fazer o mal.

Doce ou Travessuras!?
See you!

Com os Filmes, um Tour pelo Oriente Médio

Uns dias atrás, li que o Turismo por regiões em conflitos está sendo bem rentável. Eu, mesmo com todas as belezas naturais, não iria. Preferindo conhecer certos lugares através dos filmes. E para quem quiser fazer o mesmo, trago hoje um tour pelo Oriente Médio, e um pouco além. Vem comigo!

Se na infância, o que vinha de toda essa região do planeta, eram as histórias das Mil e Uma Noites, atualmente o que os noticiários nos trazem maciçamente, são as guerras. Internas e externas. Dependendo de quem quer que ela seja divulgada. Me faz lembrar da frase dita por uma jornalista ao seu chefe que abortara a sua reportagens por ordens superiores, essa:

Se ninguém ver, talvez signifique que não tenha acontecido.”

Ou como, querem que seja divulgado a notícia. Às vezes fazem de um cordeiro, um leão. Certeza mesmo, temos que há o interesse material por trás de tudo. As tidas guerras santas, as ideologias são apenas para fazer a cabeça do povão.

Por vezes, ficamos nós presos aos esteriótipos que nos passam. Foi até para clarear a impressão que eu tinha dos homens-bombas, que assisti “Paradise Now“. Limpar, limpou, mas não a ponto de aceitar tal coisa. Fora dos bancos escolares, se quisermos saber mesmo o que de fato ocorre por lá, precisaremos fazer uma filtragem nas News. Ou, usar também um filtro nas histórias que os livros e os filmes contam. No filme “O Preço da Coragem” (A Mighty Heart), uma jornalista, por conta de vivenciar um grande drama - o marido ser seqüestrado por ser americano, judeu, e repórter de um influente jornal -, ela tenta ser imparcial no relato. O filme é baseado num caso real.

Num resgate às lembranças da infância, temos alguns Animações, ou mesmo filmes do tipo sessão-da-tarde, para mostrar um pouco de tão rica são as histórias dessa região. Tais como: “Ali Babá e os Quarenta Ladrões“, “Aladim e a Lâmpada Maravilhosa“, “Simbad, o Marujo“, “As Mil e Uma Noites” (Nights Arabian)… Assim, a Sherazade que há em nós, pode passar aos mais jovens que com criatividade podemos ir longe. E numa visão bíblica, o “O Príncipe do Egito“.

Ao fazer uma pesquisa, eu encontrei um, que fiquei com vontade de ver. ÿ esse: “As Aventuras de Azur e Asmar“. ‘A história de Azur e Asmar é disfarçadamente armada para fazer ponte com a atual relação entre europeus e africanos/árabes. Durante a ação, situações de choque entre uma cultura e outra, mostrando o quanto a intolerância entre Ocidente e Oriente é absurda. ÿ antes de tudo um filme sobre descobertas. Sobre abrir a cortina que esconde a beleza de uma cultura e desvendar seu colorido, sua estranheza e complexidade.‘ Tem mais aqui.

Outro filme, que ainda atrairia um público jovem para uma aula de história disfarçada, é o “O Caçador de Pipas“. Com a invasão do Iraque, o Bush achou que tudo terminaria logo, mais ainda há distúrbios. Pior, os talibãs estão ganhando terreno. Para conhecer um pouco mais dos conflitos ocorridos no Afeganistão, que inflamou a esses fanáticos, além de saber como e porque o Congresso dos Estados Unidos ‘cooperam’ com os que estão em guerra, cito dois: “Jogos do Poder” e “Tiros em Columbine“.

Também onde podemos ver um passado mítico daquela região, seriam em alguns Clássicos, tais como: “O Rei dos Reis“, “Os Dez Mandamentos“, “José e Seus Irmãos“, “Ben-Hur“, “Cleópatra“, “David e Betsabá“, “Spartacus“… São filmes que as televisões costumam passar próximo ao Natal. Mas já fica um adendo em conferir também a geografia do local.

Se a geo-política dessa região já era uma babel no passado longínquo, atualmente é um barril de pólvora. Mais que conquistar territórios como na época das Cruzadas, o agora é marcar o território com companhias petrolíferas. Com acordos entre nações que nem vizinhas são. Essa paz sedimentada pelo ouro negro, foi o que ocorreu entre os Estados Unidos e a Arábia Saudita. Mas até quando essa paz resistirá? Eu já listei para ver o “Syriana - A Indústria do Petróleo“.

Na guerra, o único heroísmo é sobreviver“. (Samuel Fuller)

Há uma safra de filmes que estou pretendendo ver. Um deles, é o “O Suspeito” (Rendition), onde um egípcio é torturado, de acordo com a lei Extreme Rendition, por ser suspeito de ser terrorista. Baseado em fatos reais. Outro, “O Reino” (The Kingdom), quando um terrorista detona uma bomba no interior de uma zona residencial americana em Riad, na Arábia Saudita, desencadeia um incidente internacional. Agentes do FBI e oficiais sauditas na caça ao terroristas. Juntos? Irei conferir. Também o Documentário “Caminho para Guantánamo” (Road to Guantanamo), onde três jovens britânicos com origem paquistanesa são levados presos por suspeita de terrorismo. E eles eram inocentes. Esse outro, o “Rede de Mentiras” (Body of Lies), no qual um ex-jornalista ferido na Guerra do Iraque é contratado pela CIA para ajudar na captura de um líder da Al Qaeda na Jordânia. Mais um seria o “Nesse Mundo” (In This World), onde dois refugiados do Afeganistão que viviam em um campo em Peshawar tentam escapar para a Grã-Bretanha, procurando uma vida melhor. A perigosa jornada os leva até a “rota da seda”, passando pelo Paquistão, Irã e Turquia, até chegarem a Londres.

Fiquei com vontade de também ver esse filme documentário: “Onde no mundo está Osama Bin Landen?“. ‘O Diretor Morgan Spurlock está decidido a encontrar SOZINHO a pessoa mais ?não encontrável? do planeta. Se o FBI e a CIA não conseguiram ainda, talvez ele seja nossa última esperança não é?  Usando uma narrativa documental repleta de humor ácido, semelhante ao quem vemos nas produção de Michael Moore, o filme mostra a jornada de Morgan pelos locais que possam servir de esconderijo do terrorista mais procurado do mundo.‘ Tem mais aqui.

Ainda na linha de comédia, deixo a sugestão do “A Banda“, onde egípcios e israelenses para se entenderem fazem uso da língua inglesa. Mas também mostra que o que realmente nos difere, são os muros das fronteiras. Isso claro, para nós seres pacíficos.

E para terminar, um que envolve guerras por etnia e religião, onde uma mãe abdica de seu único filho, o único que o horror da guerra não matou, para que ele sobreviva. Mais, para dar a ele a chance de ser alguém. O filme é “Um Herói do Nosso Tempo” (Va, Vis et Deviens). Ele foi um dos sobreviventes da Operação Moisés, que o governo israelense resgatou em 1984, no Sudão.

Por fim, quem sabe um dia, uma Sherazade surja a cada um desses fomentadores de guerras, e os façam parar, por mil e uma noites, como também mil e um dias. E então, os outdoors com paisagens bucólicas virão nos mostrar e convidarmos a conhecer um Novo Oriente Médio. Um reino de paz e fantasias!
See You!

O Universo Masculino pelos Filmes

ÿ, em minhas críticas costumo ressaltar que há muito mais Filmes, e belos por sinal, mostrando o universo masculino; e pelo foco deles. E esteriotipando ou não, os personagens na maioria das vezes são apaixonantes. Dai, um convite a um mergulho na mente desses moços. Vem comigo!

Quando criança, eu reclamava que havia muito mais ‘brincadeiras de meninos’: bola de gude, pião, pipa, futebol nos campinhos, bafo-bafo, rolimã… achando que era meio injusto para nós meninas. Mas como havia um quê de Luluzinha em mim, me atrevia sempre a entrar nos Clubinhos do Bolinha. Talvez também por não ter tido irmãs, e sim dois irmãos. E os filmes onde mostram a infância masculina, também em sua maioria trazem não apenas a diversidade das brincadeiras, mas principalmente a liberdade em usufruir de todas.

Ziraldo presenteou a molecada brasileira com o “O Menino Maluquinho“. Pena que no Brasil não tenham feito o mesmo que a Disney faz. Pois poderiam levar para a Telona o Pedrinho e os outros personagens masculinos do Sítio do Picapau Amarelo. Com a relevância, o respeito, que o Cinema Brasileiro vem conquistando mundo a fora, fica uma esperança de que ainda homenageiem as obras de Monteiro Lobato. Além do que eu acho que as crianças de hoje deveriam conhecer todo esse universo que encantou diversas gerações. Pois Monteiro Lobato nos levava a raciocinar em suas histórias. Ele foi um grande Mentor. Assim como Merlim o fora para o Arthur em “A Espada era Lei“. Ou a Pantera Baguera, num contraponto com o Urso Balu, em “Mogli“.

Mas nem tudo são flores ainda dentro dessa fase: infância. Se bem que deveria. Aqui no Nossa Via, em outros textos, já deixei sugestões de filmes, onde também pesa um lance ruim, ou até trágico a esses pequeninos. Eu até trarei um texto calcado na infância, aí englobando crianças como um todo. ÿ que estou esperando ver primeiro o “Tartarugas Podem Voar“. Até lá, deixo nesse, um filme que ficou na minha memória afetiva. O “Meu Pé de Laranja Lima“. O Zezé apesar de todas as adversidades, tinha nele algo especial. Algo que o amigo Portuga identificou. Ele foi mais que um amigo, foi um Mentor que com certeza aflorou o norte do menino. Esse é um outro filme que as crianças de hoje deveriam conhecer.

Saindo da infância… Ainda em dar valor aos amigos, há um filme belíssimo. ÿ o “Conta Comigo” (Stand By Me). Esse traz até algo cruel. Numa de em vez de tentar tirar um jovem do desvio, um adulto imputa nele um crime seu. E que vem de uma professora.

Com a adolescência vem a descoberta da sexualidade… “Ah! Esses moços, pobres moços. Oh! Se soubessem o que sei. Não amavam, não passavam, aquilo que já passei…” Será? Ou, porque tirar deles todas as dores, os prazeres… Mais, porque os privar dessa fase. Que uns adultos esquecendo que já passaram por elas, denominam-os de aborrecentes. Os hormônios, as espinhas nos rostos, as revistas de nus, a masturbação… Um universo novo, que dependendo da mente de uns adultos, o que seria natural, vira algo pecador.

Sobre a iniciação na vida sexual, não dá para não esquecer de “A Primeira Noite de Um Homem” (The Graduate). Agora, esse para uma outra geração. Porque para a turma de agora, terminam recebendo os do tipo “American Pie“. Eu confesso que preciso me inteirar nos que estão abordando isso atualmente. Agora, mostrando o falarem apenas de sexo, das transas na adolescência, indico “O Balconista” (Clerks) e “O Balconista 2” (Clerks 2). Kevin Smith tem um jeito ótimo de contar essas histórias.

Ainda com um das antigas, mostrando um envolvimento por uma mulher bem mais velha, há o “Ensina-me a Viver” (Harold and Maude). Aqui, até para contrariar a mãe. Mas a relação o fez partir para novos horizontes; o fez crescer. Agora, quando essa primeira transa vem muito mais tarde, fica a sugestão de um bom sessão pipoca, o “O Virgem de 40 Anos” (The 40-Year-Old Virgin). A cena com a camisinha é divertidíssima! Por falar nisso, um filme que até elogiei por mostrar a paradinha onde ele coloca o preservativo, é o “Na Cama” (En La Cama). Uma cena que deveria ser rotina em filmes onde há transas.

Agora, citando um que aborda a descoberta da homossexualidade com maturidade e sensibilidade é o “Café da Manhã em Plutão“. ÿ mais um a tentar diminuir com o preconceito que ainda existe no mundo fora das telas. Nesse, o filme aborda desde a infância. Um outro que já conta numa outra fase, já saindo até da adolescência, mas também com sensibilidade é o “As Canções de Amor“. Nesse, uma frase mostra um receio ante a um novo amor, por não querer sofrer outra vez. Eis: ‘Ama-me menos, mas me ame por muito tempo.‘. Em relação a preconceitos, mas não em relação a sexualidade, embora ela pese por conta do talento vocacional, e que eu até gostaria de rever é “Billy Elliot“. Um menino que queria ser bailarino. Algo que ainda hoje não seria visto com bons olhos, nem aceito em algumas famílias.

Eis que chega a hora de cortar o ‘cordão umbilical’ por já estarem crescidos. Por querer se emancipar. Até naqueles que ainda terá um obstáculo maior por conta de uma deficiência, há esse desejo. Nesse tocante há  um filme que eu gostaria muito de rever, é o “Liberdade para as Borboletas” (Butterflies Are Free). O personagem principal é deficiente visual, que decide ir morar sozinho. Saindo da superproteção da mãe. Fico na torcida para que o coloque em Dvd. O filme é de 1972.

Por hora, fico por aqui. Voltarei a focar esse tema, o universo masculino, outras vezes. Para finalizar, o da foto que inicia esse texto, o “Clube da Luta“, um filme que aborda também o se sentir humilhado por não ter conquistado o que desejou. Se sentir o peso de uma sociedade que valoriza, e muito, o vencedor.

See You!

p.s: Um agradecimento a Sam! Que entendeu e aguardou em eu sair de um período down. Estou de volta!
Beijo no coração!

Será que um dia o bullying terá um fim?

Onde tudo isso começa? Se já vem de berço e com o tempo ganha forma. Se é por não saber como lidar com suas próprias emoções. Nesse tocante ela pode ser por revolta, frustração, medo, raiva… ou um mix de tudo. Se é por não saber canalizar toda a força que traz dentro de si, e com isso sai cometendo barbaridades. Se o meio influi… Por conta disso, e muito mais, eis o tema da conversa de agora. E que mais que descobrir o que se passa dentro dos que praticam o bullying, também em ver se há um fim para isso. Vem comigo!

O tema reacendeu em mim após assistir “Ben X - A Fase Final“. Nele, o personagem Ben padece desde os primeiros anos escolares nas mãos dos colegas de classe. Por não o aceitarem no grupo, por ele ser ‘diferente’. O rapaz sofre da Síndrome de Asperger, um tipo leve de autismo. Freqüenta o mesmo colégio dos tidos como normais porque a doença não lhe tirou o entendimento das coisas. ÿ até muito inteligente, com notas altas. Mas em vez de ter solidariedade, recebe é hostilidade. O de ficarem atirarem bolinhas de papel o tempo todo é até algo menor diante das outras agressões. A ponto dele querer dar um fim a tanto sofrimento. Pois seu limite chegara ao fim. Tal qual o jogo de RPG que usava como uma válvula de escape. ÿ revoltante o que fazem. Não deixem de ver esse filme.

O filme também deveria ser visto por educadores, que o levassem para sala de aula. Que colocassem em discussão esse fenômeno bullying. Se já recebeu até um nome próprio, também poderia vir a ser um fato passado. Nossa! Seria bom demais se isso viesse a acontecer. As conseqüências dos que padecem nas mãos desses sociopatas, creio que muitos de nós é sabedor. Ou por experiência própria, ou por ter presenciado. Quando não, por o ter praticado.

Agora, como cortar esse mal pela raiz? Lembrei da minha avó, em algo que dizia ao ver uma criança fazendo alguma malcriação, pirraça, mal-feito… Ela olhava para o responsável pela criança e apenas dizia: ‘ÿ de pequenino que se endireita o pepino!‘.

Eu já citei em um outro texto aqui no Nossa Via que filme é antes de tudo um entretenimento. Mas se por ele também se pode suscitar uma busca por uma causa maior. Por que não usá-lo? A partir dele, levar o tema à mesa de debates. Eu meio que entrei numa cruzada após ver esse filme. Levei o tema em algumas comunidades no Orkut. Teve depoimentos emocionantes de pessoas que sofreram nas mãos desses valentões.

Como também estou numa de ver e rever filmes onde há esse tipo de agressão entre pessoas de uma mesma geração. Dai, fui buscar primeiro em rever um Clássico. O filme “Juventude Transviada” (Rebel without a cause). Nele, o curto diálogo abaixo traz um indício, ou não. Eis:

_Por que temos que fazer isso?
_Porque temos que fazer alguma coisa.
?

Pois é, antes de iniciarem a tal prova estúpida para provar que não era covarde, o personagem do James Dean pergunta isso. Com a resposta do outro… Não seria apenas por falta do que fazer. Fica mais parecendo que não param nem para questionarem a si próprio. Fazer por fazer é atributo de uma máquina, não de um ser humano. E uma fala da personagem da Natalie Wood, meio que se constata isso. Que se tornam robozinhos. Ela diz mais ou menos assim:

?_Não dê créditos ao que eu falo quando estou com o grupo. Ali ninguém está falando a verdade. Somos fachada.?

Esse lance de ser apenas uma aparência, que é regra geral nesses grupos, tem como um exemplo, o filme “Grease - Nos Tempos da Brilhantina“. Onde não mostram, alguns, o seu verdadeiro ‘eu’. Onde têm sempre que não apenas bancar o durão, como também mostrar que o é de fato. E nesse também há os que são discriminados. Esses, por assumirem o que são de fato. Parece até que só é aceito no grupo se vier com o carimbo de fábrica. De que saíram da mesma linha de montagem. Por que não aceitar a diversidade da vida?

Agora, onde tudo começou? Não dá para aceitar apena de que todos eles vieram de uma família (lar) desestruturada. Embora seja um fator preponderante. Numa de manterem o ciclo de violência. Mas tem que ter algo mais que aflore neles esse lado violento.  Bem, as sociopatias não são a minha praia. Não tenho o conhecimento que me embase. Dai fico nas conjecturas.

Se querem no grupo ‘iguais’, isso viria de copiar os pais, ou alguém que foram eles que elegeram como a figura paterna/materna? E até nisso há exceções. Pois há os que não seguem a mesma carga de preconceitos que vê em seus pais. Ou mesmo num deles. No filme “A Cura” (The Cure), há uma cena onde a mãe de um menino aidético é que mostra a mãe de um outro o quanto o filho dela é humano. Usando uma gíria antiga… O quanto ele é gente paca! Pois ele, por amizade, por carinho ao filho dela, enfrentou o mundo… Gente! A primeira vez que eu vi esse filme, eu chorei muito. Esse é outro filme que deveria ser exibido nos colégios. ÿ lindo demais!

As afinidades entre uns, por ser discriminados por outros. Ou os que discriminam… Me fazem lembrar de alguns filmes que eu vi nas sessões da tarde… Que eu até gostaria de rever. Citando alguns: “Te pego lá fora” (Three O’Clock High); “Manobra Super Radical” (Airbone)… Um outro que eu não consegui lembrar o título, mas se a memória não falhou de todo, nele há a união de dois ‘diferentes’: um é deficiente físico, e o outro, só é bom de briga. Mas como o valentão precisa de notas, há uma troca de favores. Um acordo de cavalheiros.

Um outro que faz os ‘diferentes’ se unirem para mostrar seus valores, é o “Dias Incríveis” (Old School). Esse me pegou de surpresa por fazer a diferença entre outros tão iguais. No caso, refiro-me a trama. Por levar uma história nada rara - em mostrar rixas entre as fraternidades estudantis. Ele é um ótimo sessão pipoca.

Um que, mesmo eu já o tendo sugerido em outro texto, não tem nem como deixar de trazê-lo para esse. Refiro-me ao “Escritores da Liberdade” (Freedom Writers). Onde uma Professora mostra a eles o peso em discriminar um ‘diferente’. E o bom é que entenderam a lição! Pondo um fim nas discriminação.

E para finalizar, um que se não é a solução definitiva para por um fim nesse ‘fenômeno bullying’, pelo menos é um caminho. Por ser um mostrando um Diretor de Escola que traz uma punição adequada a um desses valentões. ÿ o “Um Amor para Recordar” (A Walk to Remember).

Talvez, esse assunto também toquem em velhas feridas… Sorry! Mas não dá para evitar, se o que queremos de fato é não mais ver isso acontecendo. Principalmente com as crianças. Nem para as que poderão vir a sofrerem tal perseguição. Como também as que poderiam continuar perpetuando o bullying. Ficando um desejo de tirá-las disso.
See You!

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