Oficialmente: Um homem de meia idade!
Sim… eu já imaginava isso há um tempo… mas agora é oficial! De acordo com o IBGE a média de vida dos brasileiros é de 71,9 anos…para arredondar 72!!! E como eu faço aniversário nesse domingo, oficialmente 36… cheguei à CRISE DA MEIA IDADE! Na verdade não sei se posso realmente chamar de crise. Mas, não posso dizer que não me assusta a idéia que estou começando a viver a “segunda” metade da minha vida.
Se bem que, o mesmo IBGE prevê que a expectativa é diferente de acordo com cada estado /região do país. Aqui no sul (para quem não sabe escrevo de Florianópolis) esse número é um pouquinho mais alto, chegando a 74… já no nordeste é 69!
De qualquer forma, foi uma data que me levou a pensar (como sempre, eu penso demais!) sobre todas as coisas que já realizei - ou deixei de realizar - na vida. Obviamente a lista de coisas que eu gostaria de ter feito é imensamente maior das que eu realizei. Todo mundo se sente assim? Ao mesmo tempo, posso dizer que estou extremamente satisfeito com algumas escolhas que fiz durante a vida.
Escolher viver de arte neste país é uma tarefa fadada a um certo tipo de resultado que é muito mais gratificante do que lucrativa. Ou seja, quando decidi viver como artista (fazendo teatro ou escrevendo) já sabia que não ficaria rico (Estou falando de arte e não de show business!). Mas, ao estrear de cada espetáculo - como aconteceu no último dia 06 aqui em SC - tenho a felicidade de poder mostrar às pessoas um pouco das coisas que acredito. Falar da sociedade em que vivo e tentar dar minha contribuição para que mudanças aconteçam.
Nesta última estréia, em um debate com psicólogos e estudantes logo após a apresentação, a atriz que trabalha comigo (Denise da Luz) respondeu a pergunta “No que o teatro mudou sua vida?” da seguinte forma: O teatro me salvou! Ele me ensinou a ver o mundo de uma forma completamente diferente do que eu pudesse imaginar. Ao fazer teatro acabo sempre aprendendo sobre eu mesma. Reflito e realizo mudanças em minhas atitudes.
E eu acredito piamente nisso. Quem conheceu aquele menino tímido que nasceu na cidade pequeniníssima do interior de Santa Catarina (São João Batista), não imaginaria nunca que ele pudesse ter sido ator e realizado as coisas que realizou. Talvez isso não faça diferença para muitas pessoas, nem contribua para diminuir a fome na África… mas foi alguém que tentou viver de maneira ética e realizar coisas boas.
Sim, eu sei… de boas intenções o inferno está cheio! Mas se não for para viver tentando realizar alguma utopia, para que serve tudo isso então? O mundo que eu “tento” construir é muito mais feliz tendo as pessoas trabalhando em profissões que além de lhes oferecer o sustento também lhes dê imenso prazer. Esse mundo dá espaço para que as pessoas mostrem muito mais amor do que raiva. Dá espaço para que as pessoas não mantenham outras em cativeiro. Dá espaço para uma lista imensa de coisas que auxiliam a “construção” de relações, obras de arte, objetos, amizades, amor. E não a “destruição”.
Espero que nos próximos 36 anos da minha vida eu consiga manter esse pensamento. Não desista nunca. E que cada vez mais outras pessoas unam-se a esta idéia! Amém!







Sim, eu sei! Assunto velho, mas que foi requentado por minha indignação nessa quarta-feira passada durante o show de Elza Soares no Centro Integrado de Cultura (CIC), aqui em Florianópolis, SC.
A mão precisa do diretor está presente em todas as etapas do processo (a fotografia de César Charlone, a montagem de Daniel Rezende, a trilha de Marco Antônio Rodrigues /
E, se ainda não bastasse todo esse acabamento técnico incrível, ainda existe a história! Você sabe qual é, né? Não? Onde esteve nas últimas semanas? (rs)














