publicidade

Nossa Via

O conteúdo passa por aqui!

Author Archive


Olimpíadas, abertura, superação, tecnologia e … só se fala nisso!

Tenho que confessar que não sou um homem muito esportivo. Com certeza você não vai me encontrar por aí correndo ou praticando algum esporte. Aliás, ultimamente mal tenho tido tempo de escrever (esse sim meu esporte favorito - rs). Mas, é praticamente impossível escapar ileso da cobertura das olimpíadas. Seja das provas que estão passando durante todo o tempo, seja das imagens da belíssima abertura, repetidas à exaustão. Sim… lavagem cerebral mesmo.

De certa forma, acabo preferindo essa massificação de informação sobre algo que fala de superação de limites, de vitórias e derrotas, de seres humanos tentando realizar algo produtivo do que as costumeiras desgraças brasileiras! Além das discussões políticas que circundam a realização dos jogos na China (e não me peçam para falar sobre isto, não sou comentarista político!) o que mais me chamou a atenção é a quantidade de superações tecnológicas apresentadas.

As imagens produzidas na/para abertura dos jogos são impressionantes. A riqueza de detalhes da cultura oriental encontrou a “ampliação” necessária para se inserir num show visto por 90 mil espectadores (ao vivo) e não sei quantos milhões pelas transmissões no mundo todo. Ao compararmos esta abertura com algumas mais antigas, fica claro que algo de muito inovador está acontecendo. Palmas para o diretor do espetáculo, o cineasta Zhang Yimou, diretor do também brilhante O Clã das Adagas Voadoras“, entre outros filmes. Um show de luzes e nuances que impressiona e marca em nossas retinas imagens belíssimas!

Assistindo ao Jornal Hoje ( no almoço de sábado) vejo as imagens do nadador Michael Phelps. Como não se impressionar com o “quadro a quadro” mostrado durante a reportagem? ÿ possível perceber o exato momento em que o nadador (que já bateu o recorde olímpico nas eliminatórias - imaginem o que vem por aí!) respira! Pra mim que sou um apaixonado por imagens, a olimpíada acaba virando um laboratório de sensações. Sem contar nos “dramas”, nas histórias, nas “sagas” que as reportagens de todas as televisões do mundo estarão criando para tentar surpreender aos espectadores durante essas três semanas intensas.

Sim, senhores… três semanas! A lavagem cerebral começou - oficialmente - nesta sexta. Durante as próximas três semanas teremos que ver as redes de televisão fazerem valer o dinheiro empregado pelos anunciantes. Serão horas e horas de “cobertura”. Horas e horas de “superação de limites”. Horas e horas de “frases clichê”. Horas e horas de torcida em que todos nossos problemas desaparecerão quando nos depararmos com a “glória do esporte”!

ÿ mais ou menos a mesma coisa que a copa do mundo e o carnaval… só que aqui temos uma gama maior de interesses, afinal são diversos esportes para aprendermos as regras e sabermos como e quando torcer. E viva o esporte! Será que falta muito para chegar à cerimônia de encerramento?

Antes que o Diabo saiba que você está morto… de tédio!

Os irmaos!!!

Eu gosto de cinema.  E é impossível não respeitar alguém que já dirigiu “Equus”, “Rede de Intrigas” e “Um dia de Cão”, que são, em minha opinião, filmes que já estão na história do cinema. Ao mesmo tempo, ao assistir ao relativamente novo “Antes que o diabo saiba que você está morto” é impossível, também, deixar de perceber como a carreira do diretor Sidney Lumet e cheia de altos e baixos. Normal… natural… afinal, ir ao cinema e uma aposta: tem dias que o filme te ganha! E tem dias que não!

A história tem tudo pra ser interessante (atenção, aparecem alguns spoilers a partir daqui!): Irmão viciado em drogas e com problemas no casamento faz uma proposta irrecusável para o irmão mais jovem e tão “ferrado” quanto. Realizar o assalto perfeito, exatamente na joalheria dos próprios pais, que receberão a compensação do seguro, ou seja, ninguém sairá perdendo. Simples, fácil, indolor e tranqüilo. Bom, quase… obviamente o assalto não da certo e acontecem duas mortes.  A partir daí o filme começa tratar das culpas que os irmãos carregam, do desejo de vingança do patriarca da família e de uma espiral de ações que empurram o filme para um final trágico.

Seria ótimo, se não fosse tão obvio!Cartaz do filme! A partir dos 20 primeiros minutos do filme já podemos adivinhar praticamente tudo o que vem pela frente. Tudo mesmo! Não sobra nenhum surpresa em que podemos pensar “poxa, nessa o cara me pegou!”. Não! E olha que o filme prossegue por 2 horas e 40 minutos… é muito filme no estilo “Amnésia”! Um ir e vir no tempo que não pára nunca e a repetição de cenas que “deveriam” oferecer outras visões sobre os acontecimentos, quando na verdade acabam sendo somente “mais do mesmo”.
As atuações são um caso à parte. Philip Seymour Hoffman é um bom ator (ponto!). Tem uma atuação correta e sabe o que esta fazendo. Ethan Hawke se esforça… e se esforça… e se esforça… terminei o filme cansado por ele. O diretor esta apaixonado pelos seios de Marisa Tomei (é compreensível!), mas ela protagoniza uma das cenas mais estranhas do filme em sua despedida. E… e só! Nada de brilhante que possamos dizer “Poxa, só isso valeu  o ingresso!”.

A fotografia não sabe pra que lado atira, usando um colorido estranho que estoura em vários momentos e que nos diz… o que é que nos diz mesmo? Ainda estou tentando descobrir. O mesmo vale para a trilha sonora.

Bom, já deu pra perceber que não me diverti muito com o filme.. nem me impactei, nem… nada. Talvez tenha sentido um pouco de tédio… mas nem isso é 100% certo. Resumo da opera?  Vá assistir, mas só se não tiver nada melhor pra fazer!

Maria do Matué - Uma estória do Rio São Francisco

Capa do livro

“Compositor do primeiro time brasileiro, cantor e instrumentista dos melhores, Tavinho Moura pode se orgulhar de uma carreira artística que prima pelo rigor estético, coerência e fidelidade a si mesmo e ao caminho escolhido. Sua contribuição para nossas vidas ultrapassa mesmo o prazer de ouvir suas belíssimas canções: ele tem sido um infatigável pesquisador, descobridor e divulgador da cultura mineira, e, com isso, tem nos despertado para a enorme riqueza, variedade, e possibilidades desse patrimônio maior de Minas Gerais, sua gente e a cultura que dela se origina.”

Assim define Leonardo Magalhães Gomes a Tavinho Moura, autor do livro Maria do Matué - Uma estória do Rio São Francisco que está sendo lançado hoje (20h) aqui em Florianópolis (no Teatro Álvaro de Carvalho) dentro da programação do Floripa Instrumental. E eu, junto com a atriz da Cia que integro, teremos o imenso prazer de estar partipando deste lançamento. Denise da Luz fará leitura de partes do belíssimo livro durante o show do mineiro, enquanto estarei fazendo a iluminação.

Mas, acima do trabalho artístico, está a satisfação por poder ler esta biografia imaginária, a história dessa mulher, essa “explosão de mineiridade, brasilidade e humanidade que se fixa em nossas retinas como cinema, literatura nova e sabedoria“, como diz Fernando Brant na contracapa do livro.

Um livro belíssimo, carregado de poesia e de uma escrita que cativa pela simplicidade e profundidade de suas letras. Na vida contada na primeira pessoa vemos diversos aspectos da vida de muitos brasileiros, vemos diversos aspectos de nós mesmos. Não que tenhamos passado pelas mesmas estórias, mas porque encontramos nesse movimento de uma vida, diversos movimentos que fazemos na tentativa de encontrarmos nosso lugar no mundo.

“Sempre chefiei minha vida; nenhum tropeço, ninguém, nem nada me tomou das mãos a rédea. Ando assustada com o que o tempo desfaz. Quando incomodada, fico encantoada, jururu feito passarinho na muda. Sempre fui cercada de muito respeito , mas querem me incutir a caduquice. Dizem que não sei falar direito as palavras, que sou Maria do mato, matueira, Maria do Matué, que fui parida numa lapa, junto à sujeira dos esqueletos na pedreira do Sangradouro do Gato. Onde se ajunta muita gente a pessoa perde valor, tem medo de ter opinião formada, é aí que o diabo se esbalda. ÿ lugar pra ter cachorro amarelo, mulher azucrinada, criada na fala alta, para aborrecer a cabeça da gente. (…)

Estou dentro dos meus noventa anos, não posso me levantar de susto nem deitar de uma só vez; um descuido, cochilão pega. ÿs vezes durmo no início da noite, acordo dentro dela. Fico beliscando essa fábrica de mim mesma, que está comigo há uma centena de anos. Ouço rumores, escuto meu coração; ainda no escuro, gosta de falar sozinho. Sinto, vejo, muita coisa vem na direção dos meus sentidos, até que a manhã clareia o dia e tudo esfumaça.”

Junto com o livro acompanha um CD intitulado Rua do Cachorro Sentado que, junto aos trechos do livro, é a base do show apresentado esta noite. O CD segundo as palavras do autor não é trilha sonora para a história de Maria do Matué: ?O CD é um universo paralelo, mas as canções falam sobre coisas de rio… Acaba sendo uma outra coisa dentro da mesma coisa?, explica o compositor. O nome do álbum foi baseado no antigo nome da rua onde Tavinho tem seu rancho, onde morava Maria do Matué.

E esta Maria do Matué existiu? Sim, seu nome também é Maria e viveu no rancho pesqueiro de Tavinho Moura em Barra do Guaicuí e faleceu em 2004, aos 94 anos. ?ÿ uma homenagem a esta senhora detentora de toda uma cultura de subsistência, uma coisa que está praticamente em extinção. Seu marido morreu quando era muito nova e foi ela que criou os filhos, ela que plantava, roçava e fazia tudo. Ela também detém um aspecto cultural porque toda a mitologia do rio (São Francisco) está presente na vida dela? explica o autor.

Outro aspecto que merece menção são as belíssimas ilustrações de Jorge dos Anjos que integrada ao projeto gráfico da Hardy Design, complementa brilhantemente o trabalho.

Wall-E acredita na humanidade!

Poster do filme!

Muitas pessoas já escreveram sobre o filme Wall-E. A maioria delas retratando suas qualidades como cinema de animação, outras o classificando como um filme perfeito. Não sei se chego a essa afirmação, pois desconfio da perfeição (hehehe), mas sou obrigado a dizer que me emocionei bastante com o filme e, como artista, encontro algumas respostas no trabalho da Pixar que me fazem ficar contente e acreditar que a humanidade tem salvação (algum dia!).

Vamos por partes:

(more…)

Existe algo de novo no reino de “A Favorita”?

...esqueçam o Murilo Benício ali do meio!

Sim, vou falar de novela! Se você é daqueles xiitas que acha que tudo que passa na TV aberta brasileira é um grande lixo e nem merece ser mencionado, pode pular para o próximo post. Só não comece um levante para queimar esse blogueiro que vos fala em praça pública…. sinceramente? Não vale a pena!

Pois bem, vejamos a cena:

(more…)