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CSS é apenas diversão pura

CSS

Quando surgiram em 2003, com certeza, eles não imaginavam que iriam fazer tanto sucesso, principalmente, no mercado internacional. A banda mais despretensiosa (ou não?) do Brasil atualmente é o CSS. Nosso Pop nacional morreu, pois não há nenhuma banda popular e boa que saiba mesclar grandes influências do rock ou eletrônico cantando em português.  Los Hermanos (Em reforma para balanço por tempo indeterminado) representava uma novidade, mas  foi se aproximando cada vez mais da MPB cult-cabeça.  O jeito é apelar para o inglês e fazer do som que os hypes queiram ouvir, dessa maneira o CSS ocupou o espaço tornando-se a melhor banda indie pop do Brasil.

O primeiro disco da banda é incrível e recebe influência de diversas vertentes do Pop como quadrinhos, moda, pop arte, e é claro, música. Sobretudo da música eletrônica e do rock 80’s sempre ao lado de letras bem humoradas.  O meu vídeo preferido deles é “Alala”, mas no álbum há outras pérolas como “Let’s Make Love and Listen to Death From Above”; “Art Bitch”; “Meeting Paris Hilton”; “Off the Hook”; “Music Is My Hot Hot Sex” e a minha preferida, a divertida “Alcohol”. Recentemente, eles lançaram o novo álbum “Donkey” que mantém a sonoridade do grupo e aposta na fórmula que os fizeram conhecidos internacionalmente. Já que o mercado indie lá fora dá para viver com shows e videos. Em tempos de parada nacional cheia de “Dinhos” sem camisa cantando “Tchururu” e mineirinhos criativos dando sinais de cansaço, o CSS é uma agradável surpresa despretensiosamente original.   

Orquestra Imperial

Osquestra Imperial

Formada em 2002, a big band brasileira faz qualquer um gostar de gafiera carioca mesmo sem nunca ter se interessado por ela. O grupo reúne: Thalma de Freitas • Nina Becker • Moreno Veloso • Rodrigo Amarante • Nelson Jacobina • Pedro Sá • Bartolo • Rubinho Jacobina • Berna Ceppas • Kassin • Domenico • Leo Monteiro • Stephane San Juan • César Farias “Bodão” • Wilson Das Neves • Felipe Pinaud • Max Sette • Bidu Cordeiro • Mauro Zacharias. Em 2007 lançaram o álbum “Carnaval Só No Ano Que Vem” e conquistaram os fãs mordenosos da MPB típica do tradicional boemia carioca do bairro da Lapa.

O som da Orquestra Imperial é  um charme  e poderia estar dentro de qualquer filme sobre o universo carioca. As letras, claro, falam de amor, poesia, mar, sexo e tudo o que a vida boêmia pode oferecer. As cantoras Nina Becker e Thalma de Freitas dão o tom feminino e delicado as composições. Em “Carnaval…” destacam-se  “Não foi em vão”;  “O mar e o ar”; a  bem humorada “Ereção”;  “Rue des Mes Souvernirs” e “Era bom”. No  Myspace os interessados podem ouvir o disco que tem potencial para emplacar nas boas rádios que tocam MPB. Orquestra Imperial tem sonoridade antiga e um visual tão agradável quanto um pôr-do-sol no Rio de Janeiro.  

Rihanna não é mais uma no mundo pop

Rihanna

Eu sei que irei me arriscar falando isso, principalmente, quando vivemos em uma era em que boa parte do meio musical parece ter a mesma cara e o mesmo produtor. Mas como conheço Rihanna antes dela estourar de fato, acredito que ela veio para ficar. Essa belíssima negra/mestiça de olhos verdes ganhou outra roupagem em seu som através do megaprodutor Jay-Z com o lançamento “Good Girl, Bad Girl”. Não somente no som, mas o seu visual ficou mais sofisticado e o seu cabelo a La Beckman lançou moda entre os fashionistas. O seu  primeiro álbum “A girl like me” lançou alguns hits, mas foi de fato o segundo que a tornou celebridade. Ok, você pode torcer o nariz para meninas bonitas dançando na MTV e associá-la a inaudível “Umbrella”, mas se ouvir o restante do álbum, certamente, mudará de opinião.

As minhas músicas preferidas são o Hip Hop “Sell me candy”; a baladinha perfeita para terminar com alguém intulada “Rehab”; “Shut up and drive” um rock pop bem feito e “Dont stop the music” perfeita para as pistas, tanto que já ganhou mais versões em remix. Novas Mariahs irão sempre surgir com hits perfeitos para as rádios, mas é aí que entra o bom Pop Rock R&B que ela canta. Ela se diferencia, pois sua voz não é de graves ensurdecedores e nem fica restrita as baladinhas açucaradas . Além disso, suas letras são mais ousadas e o seu comportamento não é de diva intocável. Ah! Esquece o preconceito e se jogue no som da menina, ela tem talento e veio para ficar. Eu espero.

Black Kids é o melhor do POP dos últimos tempos…

Black Kids

A melhor banda dos últimos tempos da última semana” é assim que cantou os Titãs ao se referir o culto dos jovens assíduos por novidades a cada estação. É sempre aquela situação: um amigo conta para outro sobre uma banda e esse divulga em seu blog  ou em outras redes sociais, o endereço do myspace. Imediatamente, ela se torna conhecida entre os descolados geeks. Em pouco tempo vem o estouro e o grupo que só era conhecido por demos grava um disco e se torna mais popular. Essa história irá se repetir, pois hoje o indie tem mais espaço e  eu estou me referindo ao Black Kids. Banda americana nascida há dois anos na Flórida que mistura rock com influências do pop da década de 80, como Erasure. A banda multiracial é bem vinda em tempos onde Obama tem influenciado grandes resenhas em nome da diversidade, mas o que é interessante aqui não é a aparência e sim a música.

Como explicou Raphael Caffarena em Partie Traumatic, o primeiro álbum, a banda tirou o pouco do som sujo que carregava no EP e se tornou mais leve. Todavia, acho que o Black Kids não perdeu a identidade e representa uma boa novidade para os ouvidos sedentos de experimentalismo pop. Talvez não tenham o mesmo sucesso numa parada lotada por Britneys e cachorrões do Hip Hop, mas é, sem dúvida, “o melhor disco dos últimos anos de sucessos do passado”.

Faixas destaque:”Hit The Heatbrakes“; a música que dá nome ao disco: “Partie Traumatic”; a radiofônica e deliciosa “Listen To Your Body Tonight”; “Hurricane Jane”; “I’ve Underestimated My Charm”; o hit bem humorado  “I’m Not Gonna Teach Your Boyfriend How To Dance With You”; a minha preferida “Love Me Already”; “I Wanna Be Your Limousine” e a outra preferida que eu não consigo parar de ouvir “Look At Me (When I Rock Wichoo)”.

Boa música pop é isso aí!

Róisín Murphy

Róis�n Murphy

Os pobres mortais da década de 90 conheceram de perto o burburinho em torno do movimento Trip-Hop. Foram inúmeros os artistas classificados  como pertencentes ao gênero que nasciam da bem sucedida mistura do jazz, Hip Hop e house na charmosa Londres. Um deles foi o festejado Moloko com seu maior hit, o  “Fun for me“. O videoclipe permeava constantemente o extinto “Non Stop”, ótimo programa da MTV onde os descolados viam na madrugada o que de melhor havia no underground inglês e americano. No programa rolava MaxWell, Jamiroquai antes de estourar, Smoke City, dentre outros.

Bem, mas o assunto aqui é Róisín Murphy, a ex-vocalista do Moloko. Fashion e incrivelmente bonita com seu ar vintage, Róisín Murphy desponta como uma das melhores cantoras do Reino Unido. José falou no inicio da semana sobre o Moloko e sua fase inicial, mas o último álbum solo de Róisín Murphy, o “Overpowered”, mostra com quantas batidas eletrônicas, vozes sexys e arranjos pop fazem um bom disco que representa bem a música inglesa jovem desse milênio.

Não há como se apaixonar pelo som de “You Know me Better”, “Overpowered”, “Foolish”, “Sweet Nothings”, aliás, todas as músicas do álbum são boas e eu nem me atrevo a esquecer de nenhuma . Veja o vídeo dela apresentando ao vivo o hit “You Know me Better” numa rua de Londres. Em seu Myspace ou no LastFm é possível ouvir as músicas de “Overpowered”, além disso recomendo o álbum anterior intitulado “Ruby Blue” você vai virar fã com certeza.