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Archive for the ‘Educação’


É Proibido Falar do Holocausto aos Jovens?

Coincidência ou não, o fato é que essa semana após ter levado fotos para abrir um fórum no Orkut, meu perfil ficou marcado como ‘impróprio’ - perfil adulto. Como se não fosse exigido ter mais de 18 anos de idade para fazer parte de lá. Tudo porque, ao nomear as fotos com a palavra ‘holocausto’, ela caiu no filtro de censura que ele está usando. Sem apelação. Deveria ter um caminho para a pessoa explicar onde as fotos serão usadas. Nesse critério adotado por eles então, cai nessa malha fina, os que querem mostrar que o Holocausto existiu sim - que foi o meu caso -, como também, os neo-nazistas. Mais, também a turma do Revisionismo. Bem, ainda bem que viram que sou mesmo adulta …rsrs E já que fiquei ‘marcada’, aproveito para trazer alguns Filmes, Séries e Documentários, onde adultos e adolescentes verão o que foi essa bárbarie. Vem comigo!

Seguindo alguns, com uma pequena sinopse em cada um.

Olga“. 2004. Adaptado de um romance, que é a novelização de um caso real, conta a história da alemã Olga Benário, comunista que acabou se envolvendo com o grande líder também comunista Luís Carlos Prestes. Durante o governo de Getúlio Vargas, Olga foi presa e deportada para sua terra natal, indo parar na mão dos nazistas.

A Vida é Bela“. 1997. O filme pode ser dividido em duas partes muito bem definidas: a luta de Guido (vivido pelo também diretor Benigni) para conquistar seu amor Dora (interpretada por Braschi, mulher de Benigni na vida real) na primeira parte e a luta pela sobrevivência de sua família durante a Segunda Guerra Mundial na segunda metade do filme.

A Escolha de Sofia” (Sophie’s Choice. 1982). Para uma mãe, o destino fora cruel. Ela teve que escolher qual dos seus dois iria viver. É. Esse título, saiu das telas para as Emergências de Hospitais Públicos, onde a falta de material, leva aos abenegados médicos, escolherem qual paciente terá a chance de sobreviver.

Bent“. 1997. Na Alemanha nazista, no período que antecedeu a guerra, o gay Max é enviado para o campo de concentração de Dachau. Ele tenta esconder sua homossexualidade usando uma estrela amarela, que era a forma de identificar judeus, em vez do triângulo rosa usado para “marcar” os homossexuais. No campo se apaixona por Horst, um prisioneiro homossexual que usa com orgulho seu triângulo rosa.

Noite e Nevoeiro” (Nuit et Brouillard, 1955) monta um painel realista e comovente sobre os sofrimentos causados pelos campos nazistas, mesclando cenas coloridas e imagens de arquivo. É uma aula cruel de história, com toda a força que a realidade dos acontecimentos exigem.

Em “Uma Mulher Contra Hitler” (Sophie Scholl. 2005), alguns jovens, entre eles, dois irmãos lutaram contra a ditadura nazista por princípios éticos e religiosos. Presa juntamente com seu irmão, nega sua participação na distribuição de panfletos contra o regime, mas que deixa de mentir quando descobre que Hans Scholl confessou a verdade.

Um Homem Bom” (Good. 2008). Na Alemanha nazista, o professor universitário John Halder é um dedicado pai de família que divide a atenção entre seus dois filhos, sua mulher e sua mãe senil. Prestes a se aposentar, ele escreve um livro em que defende a eutanásia. Os nazistas se interessam pelo trabalho e John passa a pesquisar sobre o tema para o regime. Aos poucos, ele troca a jaqueta de professor pelo fardo do partido. Quando seu melhor amigo, um psiquiatra judeu, começa a ser perseguido, John percebe as devastadoras conseqüências de suas pequenas decisões.

O Pianista” (The Pianist, 2002) também enfoca uma história real. No caso, a de Wladyslaw Szpilman (Adrien Brody), um pianista judeu polonês que mora em Varsóvia quando os nazistas invadem seu pais. Ao poucos ele vê as pessoas ao seu redor serem mortas ou sumirem nos campos de concentração. Mas, por sorte, destino ou mero acaso, Wladyslaw consegue sair com vida da Segunda Guerra Mundial.

Nuremberg” (Nuremberg, 2000) é uma minissérie que mostra o julgamento dos principais lideres nazistas ocorrido em Nuremberg em 1946. Basicamente é o duelo ideológico entre o promotor americano Robert Jackson (Alec Baldwin) e o Marechal do Reich Hermann Goering (Brian Cox). No meio está o psiquiatra Gustav M. Gilbert (Matt Craven), que tenta entender como os réus puderam ser capazes de cometer tamanhas atrocidades. Mas quem rouba o filme é Colm Feore vivendo Rudolf Hoss, o infame chefe do campo de concentração de Auschwitz, que confessa sem arrependimento o assassinato de mais dois milhões de judeus ocorrido no local.

Os Falsificadores” (Die Falscher) conta a história verídica de Solomon Soeowitsch que em 1936 era considerado o rei das falsificações e portanto muito requisitado por muitos vigaristas de Berlim. A temível Gestapo de Hitler o prendeu. Graças aos seus talentos únicos foi poupado da câmara de gás, desde que colaborasse numa mega operação que envolvia outros falsificadores de renome e que consistia em produzir séries de notas para alimentar a guerra. Obviamente que Solomon e os outros falsificadores estavam perante um dilema moral - se não ajudassem os seus inimigos seriam mortos sem piedade, mas se ajudassem prolongariam a guerra e compactuariam com a morte de milhares de pessoas.

Holocausto” (Holocaust. EUA. 1978) - As atrocidades dos tempos de guerra contadas pela saga de duas famílias. Uma, judia, que vai sendo destruída pela violência do jugo nazista e outra, alemã, que alcança proeminência e riqueza durante os anos da Segunda Guerra Mundial.

Sobreviventes do Holocausto” (Survivors of the Holocaust. 1995). Documentário. Conta os eventos do Holocausto através do testemunho daqueles que sobreviveram ao terror. São registros e imagens de pessoas que sofreram o vasto impacto do nazismo e a vida contada 50 anos depois. Ao reviverem sua história, a emoção não pode ser contida. Aqueles que assistirem a este filme ficarão profundamente tocados.

É essencial que vejamos suas faces, ouçamos suas vozes e que entendamos que os terríveis acontecimentos do holocausto foram para pessoas“. (Steven Spielberg)

História de Auschwitz - A fábrica da morte do império nazista“. Documentário produzido sobre Auschwitz pela BBC. O campo de concentração e extermínio, onde 1,5 milhão de pessoas foram assassinadas durante a 2ª Guerra Mundial. O filme traz depoimentos de sobreviventes, entrevistas com soldados e oficiais alemães que participaram de execuções em massa, imagens das câmaras de gás e revelações sobre o cotidiano de Auschwitz.

Olhos Do Holocausto” (A Holocaust szemei. 2000). Intercala recordações de sobreviventes com imagens de arquivo que ilustram os depoimentos. O foco é a infância nos tempos do nazismo. Como ponto de partida para dividir o documentário por assunto, filmaram uma menina lendo verbetes de uma enciclopédia chamada “Eyes of the Holocaust”. Depois da definição de termos como anti-semitismo, gueto, deportação e crematório, cada entrevistado dá o seu depoimento pessoal sobre o significado da palavra.

Julia“. 1977. Duas amigas de infância trilham caminhos diferentes: a mais rica, Julia (Vanessa Redgrave), foi estudar em Viena e a outra, Lillian Hellman (Jane Fonda), se tornou escritora, que quando alcança a fama é convidada para ir a União Soviética. Julia, que vive na Europa, lhe pede que contrabandeie dinheiro através da Alemanha para ajudar as vítimas do nazismo, que se encontrava em ascensão meteórica. A missão apresentava perigo, pois Lillian era uma intelectual judia que rumava para a Rússia comunista. As duas têm um rápido encontro e a escritora fica sabendo que Julia tinha uma filha. Logo após retornar para a América do Norte, Lillian fica sabendo que sua rica amiga foi assassinada. Ela então viaja para a Inglaterra na esperança de encontrar a filha de Julia, a quem tinha prometido cuidar.

Cinzas da Guerra” (The Grey Zone, 2001) mostra um fato obscuro da Segunda Guerra: a atuação dos Sonderkomando. Eram os judeus que tinham a trágica missão de conduzir seu povo para dentro da câmara de gás. Depois, recolhiam os pertences dos cadáveres e os levavam ao forno crematório. Como prêmio, viviam um pouco mais. Mas um destes grupos no campo de concentração Auschwitz resolve se rebelar e explodir o forno crematório. Realista por demais, Cinzas da Guerra, é para quem tem estômago forte.

O Dossiê de Odessa. 1974. Hamburgo, 22 de novembro de 1963. Peter Miller (Jon Voight) é um repórter que pára seu carro para ouvir notícias sobre o atentado em Dallas, que matou o presidente Kennedy. O simples fato de parar alguns segundos no meio-fio foram o ponto de partida para Miller alterar totalmente sua vida, ao descobrir que Solomon Tauber (Towje Kleiner), um velho judeu, cometera suicídio. Karl Braun (Gunnar Möller), o delegado encarregado do caso, disse que ali não havia história alguma para ser contada, mas pouco tempo depois o mesmo delegado entregou para Miller vários manuscritos de Tauber, que foram encontrados ao lado do seu corpo. Tauber relatou que todos os amigos tinham sido mortos, mas os assassinos continuavam vivos e livres. Tauber narra que quando foi para Riga, um campo de concentração, juntamente com Esther (Mirian Mahler), sua mulher, conheceu Eduard Roschmann (Maximilian Schell), o chefe da SS conhecido como “O Açougueiro”, pois os judeus valiam mais mortos que vivos.

A Lista de Schindler” (The Schindler’s List, 1993) conta a saga de Oskar Schindler (Liam Neeson), um industrial e membro do partido nazista que acabou salvando a vida de 1100 judeus, enquanto driblava a sanha assassina do chefe da SS local (Ralph Fiennes).

Um Dia De Outubro” (A Day In October. 1990). Na II Guerra Mundial, durante a ocupação alemã na Dinamarca, ao acolher um jovem da resistência ferido, uma jovem judia coloca sua família em perigo. Eficiente drama de guerra, que discute o dilema de as pessoas agirem de acordo com suas convicções ou preservarem a segurança pessoal e o conforto.

Trem da Vida” (Trains de Vie. 1998). Com a notícia do avanço dos soldados alemães, um grupo de judeus numa pequena província decidem que devem partir. Mas como? Juntos, seria difícil pois iriam levantar suspeitas. Eis que, o mesmo que trouxera a notícia, também traz a solução: montar um trem de deportação e uns, se passariam por alemães. Assim, teriam uma chance para fugirem da perseguição nazista. E com isso somos brindados com cenas hilárias e emocionantes.

A História De Hanna” (Hanna’s War. 1988) - Jovem judia húngara abraça a causa sionista nos anos 30 e vai para a Palestina. A Segunda Guerra e a perseguição aos judeus a fazem retornar à Europa como agente treinada pelos ingleses, mas ela é presa e enfrenta a tortura e a humilhação dos nazistas. Baseado em fatos reais.

Mais Tarde, Você Vai Entender…” (Plus tard, 2008). Rivka, senhora judia que vive rodeada de objetos do passado, prepara o jantar para seu filho Victor, enquanto acompanha na televisão o julgamento de Klaus Barbie. O ano é 1987, e o ex-líder da Gestapo, conhecido como o “açougueiro de Lyon”, finalmente enfrenta a justiça por seus crimes no Holocausto. Em seu escritório, Victor trabalha organizando os documentos e cartas que contam a história de sua família e também assiste o julgamento. É quando Rivka reconhece na TV a voz de uma das testemunhas, a voz de um sobrevivente, que despertará emoções profundas entre mãe e filho.

O Longo Caminho para Casa” (The Long Way Home. 1997). A trajetória dos sobreviventes do Holocausto, que logo depois lutaram para a fundação do Estado de Israel.

A Onda” (The Wave. 1981). O poder corrompe? Quando a dedicação a um grupo passa da lealdade para o fanatismo? Qual a natureza da propaganda e da persuasão em massa? Pode o nazismo voltar a ocorrer?
A Onda, filme produzido para a televisão e baseado em história verídica de uma experiência realizada em escola norte-americana, induz a estes questionamentos. Durante uma aula sobre o nazismo na Alemanha, quando um aluno insistia em dizer que ‘isso jamais aconteceria aqui’, o professor resolve criar as condições necessárias para o nascimento do grupo, com características nazistas, denominado ” A onda “.

Para encerrar, cito “Escritores da Liberdade” por mostrar que uma parcela da juventude desconhece completamente o que foi o Holocausto. Mas diferente da didática do professor do filme “A Onda”, a professora aqui, deu a eles outro caminho, o do respeito a todos.

O Holocausto existiu sim. Se fazem tantos filmes, é para manter viva essa página da História da Humanidade. Mas há quem queira provar que não existiu. E nesse caminho… sobrou para o livro ‘O Diário de Anne Frank‘. Se alguém quiser ler, há um artigo onde contesta a veracidade dessa história, aqui. Bem, se Anne Frank, existiu ou não, o que importa é a história em si. E continuar falando, para que pelo menos sirva de lição as novas gerações. Que façam do mundo um lugar sem fronteiras, sem guetos, sem preconceitos…

Primeiro levaram os negros. Mas não me importei com isso. Eu não era negro. Em seguida levaram alguns operários. Mas não me importei com isso. Eu também não era operário. Depois prenderam os miseráveis. Mas não me importei com isso. Porque eu não sou miserável. Depois agarraram uns desempregados. Mas como tenho meu emprego. Também não me importei. Agora estão me levando. Mas já é tarde. Como eu não me importei com ninguém. Ninguém se importa comigo.” (Bertold Brecht)

Em solidariedade a todas as vítimas, eu não me calarei!
See You!

Será que um dia o bullying terá um fim?

Onde tudo isso começa? Se já vem de berço e com o tempo ganha forma. Se é por não saber como lidar com suas próprias emoções. Nesse tocante ela pode ser por revolta, frustração, medo, raiva… ou um mix de tudo. Se é por não saber canalizar toda a força que traz dentro de si, e com isso sai cometendo barbaridades. Se o meio influi… Por conta disso, e muito mais, eis o tema da conversa de agora. E que mais que descobrir o que se passa dentro dos que praticam o bullying, também em ver se há um fim para isso. Vem comigo!

O tema reacendeu em mim após assistir “Ben X - A Fase Final“. Nele, o personagem Ben padece desde os primeiros anos escolares nas mãos dos colegas de classe. Por não o aceitarem no grupo, por ele ser ‘diferente’. O rapaz sofre da Síndrome de Asperger, um tipo leve de autismo. Freqüenta o mesmo colégio dos tidos como normais porque a doença não lhe tirou o entendimento das coisas. ÿ até muito inteligente, com notas altas. Mas em vez de ter solidariedade, recebe é hostilidade. O de ficarem atirarem bolinhas de papel o tempo todo é até algo menor diante das outras agressões. A ponto dele querer dar um fim a tanto sofrimento. Pois seu limite chegara ao fim. Tal qual o jogo de RPG que usava como uma válvula de escape. ÿ revoltante o que fazem. Não deixem de ver esse filme.

O filme também deveria ser visto por educadores, que o levassem para sala de aula. Que colocassem em discussão esse fenômeno bullying. Se já recebeu até um nome próprio, também poderia vir a ser um fato passado. Nossa! Seria bom demais se isso viesse a acontecer. As conseqüências dos que padecem nas mãos desses sociopatas, creio que muitos de nós é sabedor. Ou por experiência própria, ou por ter presenciado. Quando não, por o ter praticado.

Agora, como cortar esse mal pela raiz? Lembrei da minha avó, em algo que dizia ao ver uma criança fazendo alguma malcriação, pirraça, mal-feito… Ela olhava para o responsável pela criança e apenas dizia: ‘ÿ de pequenino que se endireita o pepino!‘.

Eu já citei em um outro texto aqui no Nossa Via que filme é antes de tudo um entretenimento. Mas se por ele também se pode suscitar uma busca por uma causa maior. Por que não usá-lo? A partir dele, levar o tema à mesa de debates. Eu meio que entrei numa cruzada após ver esse filme. Levei o tema em algumas comunidades no Orkut. Teve depoimentos emocionantes de pessoas que sofreram nas mãos desses valentões.

Como também estou numa de ver e rever filmes onde há esse tipo de agressão entre pessoas de uma mesma geração. Dai, fui buscar primeiro em rever um Clássico. O filme “Juventude Transviada” (Rebel without a cause). Nele, o curto diálogo abaixo traz um indício, ou não. Eis:

_Por que temos que fazer isso?
_Porque temos que fazer alguma coisa.
?

Pois é, antes de iniciarem a tal prova estúpida para provar que não era covarde, o personagem do James Dean pergunta isso. Com a resposta do outro… Não seria apenas por falta do que fazer. Fica mais parecendo que não param nem para questionarem a si próprio. Fazer por fazer é atributo de uma máquina, não de um ser humano. E uma fala da personagem da Natalie Wood, meio que se constata isso. Que se tornam robozinhos. Ela diz mais ou menos assim:

?_Não dê créditos ao que eu falo quando estou com o grupo. Ali ninguém está falando a verdade. Somos fachada.?

Esse lance de ser apenas uma aparência, que é regra geral nesses grupos, tem como um exemplo, o filme “Grease - Nos Tempos da Brilhantina“. Onde não mostram, alguns, o seu verdadeiro ‘eu’. Onde têm sempre que não apenas bancar o durão, como também mostrar que o é de fato. E nesse também há os que são discriminados. Esses, por assumirem o que são de fato. Parece até que só é aceito no grupo se vier com o carimbo de fábrica. De que saíram da mesma linha de montagem. Por que não aceitar a diversidade da vida?

Agora, onde tudo começou? Não dá para aceitar apena de que todos eles vieram de uma família (lar) desestruturada. Embora seja um fator preponderante. Numa de manterem o ciclo de violência. Mas tem que ter algo mais que aflore neles esse lado violento.  Bem, as sociopatias não são a minha praia. Não tenho o conhecimento que me embase. Dai fico nas conjecturas.

Se querem no grupo ‘iguais’, isso viria de copiar os pais, ou alguém que foram eles que elegeram como a figura paterna/materna? E até nisso há exceções. Pois há os que não seguem a mesma carga de preconceitos que vê em seus pais. Ou mesmo num deles. No filme “A Cura” (The Cure), há uma cena onde a mãe de um menino aidético é que mostra a mãe de um outro o quanto o filho dela é humano. Usando uma gíria antiga… O quanto ele é gente paca! Pois ele, por amizade, por carinho ao filho dela, enfrentou o mundo… Gente! A primeira vez que eu vi esse filme, eu chorei muito. Esse é outro filme que deveria ser exibido nos colégios. ÿ lindo demais!

As afinidades entre uns, por ser discriminados por outros. Ou os que discriminam… Me fazem lembrar de alguns filmes que eu vi nas sessões da tarde… Que eu até gostaria de rever. Citando alguns: “Te pego lá fora” (Three O’Clock High); “Manobra Super Radical” (Airbone)… Um outro que eu não consegui lembrar o título, mas se a memória não falhou de todo, nele há a união de dois ‘diferentes’: um é deficiente físico, e o outro, só é bom de briga. Mas como o valentão precisa de notas, há uma troca de favores. Um acordo de cavalheiros.

Um outro que faz os ‘diferentes’ se unirem para mostrar seus valores, é o “Dias Incríveis” (Old School). Esse me pegou de surpresa por fazer a diferença entre outros tão iguais. No caso, refiro-me a trama. Por levar uma história nada rara - em mostrar rixas entre as fraternidades estudantis. Ele é um ótimo sessão pipoca.

Um que, mesmo eu já o tendo sugerido em outro texto, não tem nem como deixar de trazê-lo para esse. Refiro-me ao “Escritores da Liberdade” (Freedom Writers). Onde uma Professora mostra a eles o peso em discriminar um ‘diferente’. E o bom é que entenderam a lição! Pondo um fim nas discriminação.

E para finalizar, um que se não é a solução definitiva para por um fim nesse ‘fenômeno bullying’, pelo menos é um caminho. Por ser um mostrando um Diretor de Escola que traz uma punição adequada a um desses valentões. ÿ o “Um Amor para Recordar” (A Walk to Remember).

Talvez, esse assunto também toquem em velhas feridas… Sorry! Mas não dá para evitar, se o que queremos de fato é não mais ver isso acontecendo. Principalmente com as crianças. Nem para as que poderão vir a sofrerem tal perseguição. Como também as que poderiam continuar perpetuando o bullying. Ficando um desejo de tirá-las disso.
See You!

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Qual é o papel de um Professor em Sala de Aula?

Será que por conta de terem mais chances numa carreira profissional no futuro, alguns pais não estariam sobrecarregando as crianças com muitas atividades? Que terminam gerando nelas muito mais o espírito de competição, em detrimento do da solidariedade, por exemplo? Com isso não estariam delegando aos Professores algo que teria que vir mais da parte deles? Nossa viagem de hoje pelo Filmes será essa relação entre o Mestre e seus Pupilos. Vem comigo!

Uns dias atrás, numa das madrugadas insones, revi ‘Ao Mestre com Carinho II‘. Que me fez ficar emocionada por também recordar do primeiro. O professor (Sidney Poitier) desse filme fez o papel também de pais dos seus alunos. Foi além do ensino curricular. Até hábitos de higiene ele transmitiu aos alunos.  Sua sala de aula não se restringiu apenas a um espaço físico. E é isso que também está contido no título desse texto. Ela representa o momento dessa relação. Quase como uma unção. Ou como na canção tema:

Como agradecer a alguém que te fez crescer como gente?

O filme ‘Ao Mestre com Carinho‘ reinava tranqüilo no topo dos filmes com esse tema. Confesso que nem o ‘Sociedade dos Poetas Mortos‘ chegou ao topo. Esse, ensinou sim, os alunos a pensarem, em vez de receberem tudo mastigadinho, mas ao ensinar a quebrarem certas regras não pesou os contras. Nem tampouco mostrou praticidade. E eis que um filme veio ficar ao lado do primeiro mestre:

O filme “Escritores da Liberdade” conta uma história real. De uma jovem Professora que fez mais que ensinar um bê-a-bá aos seus alunos. Eles, sem ela, continuariam um círculo viciante de reagirem com violência por serem violentados pela vida. Conto muito mais desse filme, aqui.

Por vezes, um Professor investe mais num único aluno. O porque disso… talvez, como um pai ou uma mãe que faz o mesmo com um filho. Pois entre os demais, ser esse que necessita mais de atenção. No filme “O Clube do Imperador“, um único aluno ocasionou esse tipo de atenção. Agora, e quando isso acaba prejudicando um outro? Mais, e quando isso foi feito de um modo que fere até a sua lição maior? Lição essa sintetizada nessa frase:

O caráter de um homem é o seu destino.

Esse filme, diferente dos dois outros, mostra o dia-a-dia num colégio para ricos. Logo é uma outra realidade. Tem mais aqui.

Mas ricos ou pobres são jovens e em formação. Onde os princípios básicos já teriam que ser administrado desde a tenra idade. Valores éticos e morais. Como também tendo que aceitar certos limites, como um simples horário para dormir. Abriram um certo fórum, no Orkut, reclamando de uma cena numa novela das 21 horas, por conta do filho (Ou filha.) de 7 anos também estar assistindo. Fui curta e grossa ao dizer: ‘Desligue a tv e vá ler um Livro de Monteiro Lobato com seu filho. Ambos, sairão ganhando com isso.’

Gente! Peço até desculpas por hoje ter trazido tão poucas sugestões de filmes. Mas por conta de um filme que vi essa semana, que me deixou chocada… como entrou um período de férias escolares, logo aqueles que têm filhos estarão com eles por um tempo maior… Conversem, observem, procurem saber o que já assimilaram de bons valores. Principalmente no quesito: respeito ao próximo.

Assistir filmes como esses, por exemplo, juntos. E em seguida conversarem com eles, ver o que ficou retido na mente deles. Dependendo da idade, conversar também sobre a violência que está nas ruas. Enfim, sejam também Mestres, Mentores desses jovens. Para que ao assimilarem uma conduta do bem, possam também transmiti-la como uma corrente. O mundo está carecendo disso.

As pessoas estão se fechando em guetos. E até bem luxuosos, como no tal filme. Esse, o ‘Zona do Crime’, não deixem de ver. Mas dessa vez, sem as crianças. Comento sobre esse aqui.

Para que de fato sejam o futuro da nação, saibamos nós dar-lhes um presente salutar.
See you!
N. da E. Em 2007 um texto aqui no Nossa Via, intitulado Um brinde à esperança, tratava do filme Escritores da Liberdade.

Férias - Felicidade de uns tormento de outros

Nas férias todos aproveitam para fazer tudo o que desejam muito e não têm oportunidade de realizar durante o período de aula em razão dos compromissos escolares.

 

Acordar cedo, fazer lição, olhar para o relógio são verbos não conjugados.

 

 

 

A criançada fica assistindo TV até de madrugada, fica no computador jogando, teclando no Orkut ou no MSN. Algumas vezes vão dormir na casa dos tios e passam a noite inteira jogando Wii ou videogame com os primos e os amigos da vizinhança.

Há os que vão passar férias no sítio dos avós e andam a cavalo, tomam leite de vaca tirado na hora, correm atrás das galinhas tentando pegar os pintinhos e brincam com o cachorro. Mas também há aqueles que por não irem a lugar algum ficam em casa inventando coisas para fazer, e muitas vezes o resultado não é dos melhores.

 

O tormento acontece quando os pais não conseguem conciliar as férias do trabalho com as férias escolares.

Os pais continuam em sua rotina diária, porém seus filhos…

 

Há aquele que liga para o escritório do pai, a todo o momento, para perguntar se é verdade que quando chegar o domingo irão passear no shopping. Depois liga para o trabalho da mãe para pedir que passe na locadora antes de voltar para casa e reabasteça as fitas de games. Meia hora depois lá está o outro filho ligando para o pai só para se certificar de que a resposta dada ao seu irmão é verdadeira ou se ele a inventou.

 

Quando finalmente os pais chegam do trabalho o susto é imenso. Há copos em todas as mesinhas da sala, o pacote de bolachas está aberto sobre o sofá, um pé de tênis está jogado embaixo da mesa e o outro em frente à porta de entrada fazendo com que tropecem nele. Quando entram na cozinha o desespero é ainda maior, pois não há um único copo no armário. Os que não estão na mesinha, estão dentro da pia sujos. Há cascas de bananas do lado de fora do lixinho da pia, pacote vazio de pipoca de microondas, papéis de bala e chocolate e somente uma porta dos armários está fechada.

 

Em seguida escutam a campainha: é o vizinho do andar de baixo que vem reclamar dos pulos e da correria dentro do apartamento, dos gritos no corredor e do volume do videogame.

 

Férias para ser sinônimo de felicidade, tanto para os pais quanto para os filhos, têm que ter entretenimento. Criança entretida não faz bagunça e não fica insatisfeita.

 

Os condomínios e prédios devem proporcionar férias dirigidas contratando grupos especializados em brincadeiras e lazer para as crianças, que no período de férias, ficarão em casa.

Com isso os pais poderão trabalhar tranqüilos, as auxiliares do lar poderão atuar em seus afazeres e a criançada ficará feliz, afinal criança tem que brincar.

Com as energias gastas chegará cansada em casa e dormirá cedo para poder brincar bastante no dia seguinte.

 

Além de saudável, a criança lembrará com saudades dos momentos vividos nas férias programadas.

 

A Sétima arte entra na sala de aula

Conforme comentei no artigo da semana passada, falarei sobre o projeto de lei 185/8 proposto pelo senador Cristovam Buarque propondo que a exibição de filmes brasileiros integre o currículo escolar, como complemento à proposta pedagógica das escolas, tornando obrigatória a exibição de duas horas mensais. (Fonte Estadão)

Segundo Cristovam Buarque ?A única forma de dar liberdade à indústria cinematográfica é criar uma massa de cinéfilos que invada nossos cinemas, dando uma economia de escala à manutenção da indústria cinematográfica. Isso só acontecerá quando conseguirmos criar uma geração com gosto pelo cinema e o único caminho é a escola.?.

Para a aprendizagem ocorrer a mesma tem que ser significativa. O filme é um entretenimento que age diretamente no emocional aflorando o cognitivo propiciando a aprendizagem. Por ser envolvente aguça a concentração, a percepção despertando sentimentos como paixão, amor, repulsa, compaixão além de favorecer a formação de opinião a respeito do assunto em foco.

Podemos afirmar que o filme é uma excelente ferramenta didática. Não há, ao longo destes mais de cem anos de projeção, um assunto que ainda não tenha sido retratado nas telas sobre o cotidiano do homem e seu desempenho nas diferentes áreas.

Cada vez mais a Sétima arte faz parte da vida das pessoas, uma vez que vivemos a era do visual com os mais variados tipos de videogames, televisão, outdoors, computadores, revistas, celulares (com tela), cinema…

Todo dia deparamos com a influência que a televisão promove sob o seu público ditando moda e bordões, abordando assuntos polêmicos gerando discussões e mudanças de comportamento. Ocorre que a própria televisão trabalha estes assuntos promovendo entrevistas com profissionais, disponibilizando enquetes feitas com a opinião pública acabando por passar mensagens, muitas vezes importantes, para o convívio social.

Nada melhor do que exercer este trabalho nas escolas exibindo filmes com embasamento pedagógico utilizando temas pertinentes ao nosso país abordados nos filmes brasileiros.

Há sites educacionais que já utilizam esta didática como é o caso do Planeta Educação na sessão ?Cinema na Educação? que relaciona uma gama de filmes cuja sinopse engloba o foco educacional. Cito aqui o exemplo do filme ?Carlota Joaquina, Princesa do Brasil ? dirigido por Carla Camurati, dentre outros.

A Revista Nova Escola online também disponibiliza o ?Cine professor? no qual exibe o cineroll.

Vale também referenciar o Porta Curtas na Escola que oferece 218 Curtas para uso didáticos sendo que 196 com pareceres pedagógicos apontando o nível de ensino a ser aplicado, as disciplinas e temas transversais, os objetivos de aprendizagem e sugere atividades como a criação de curtas utilizando o Stop Motion com ficha de avaliação e recursos a serem utilizados.

Além de incentivar o hábito de assistir e analisar os filmes pretende despertar o gosto pela produção destes. Há 15.382 escolas e 9.638 professores cadastrados que trabalham com 8.494.640 alunos, sendo que 79% são escolas da rede pública.

O Porta Curtas e o Porta Curtas na Escola apresentam belíssimas produções brasileiras, com diversas premiações nacionais e internacionais. Vale a pena conferir!

Diante de todos estes dados podemos ver que muitas escolas e professores já utilizam esta prática em suas aulas, e pelos relatos que o site disponibiliza podemos constatar o quão importante e proveitoso pode ser o uso desta ferramenta para que a aprendizagem aconteça.

Este projeto de lei não trás nada absolutamente novo, porém a iniciativa é louvável uma vez que há o empenho de que esta prática seja adotada em todas as escolas do nosso país.

Atualmente, o projeto está em debate na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado.