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Archive for the ‘Educação’


Você exercita seu cérebro?

Em razão da preocupação constante com a preparação física freqüenta-se academia; porém não vemos, na mesma intensidade, o freqüentar atividades que desenvolvam o saber, a concentração, a criatividade, enfim exercícios de rede neural provocando o treinamento do comportamento cognitivo.

O cérebro, inclusive, é o responsável pelo sucesso de todas estas atividades descritas acima, porém não podemos privá-lo de exercer a sua principal atividade, o raciocínio.

Está provado que quanto mais ele for exercitado tanto melhor será o seu desempenho. Em contrapartida um cérebro decadente é a morada perfeita de diversas doenças degenerativas como, por exemplo, o mal de Alzheimer.

A Nintendo, preocupada com o melhor desempenho do cérebro, desenvolveu o software Brain Age 2 um videogame que estimula através de problemas lúdicos e de matemática o raciocínio do jogador. Tem também quebra-cabeças e atividades que buscam testar a memória do jogador propondo que treinem seus cérebros com alguns minutos de exercícios diários.

Há também os exercícios de treinamento comportamental cognitivo da Posit Science objetivando a boa forma mental, e o Mindfit que é um software que oferece a possibilidade de um treinamento personalizado através de uma avaliação cognitiva.

Para os que querem levar o treinamento cerebral a sério podem se inscrever e freqüentar a “Academia cerebral” em sua própria casa assinando site como o HappyNeuron.com no valor aproximado de US$10 mensais que oferece exercícios de treinamento cognitivo.

Para os que desejam exercitar o cérebro, porém não fazem questão de freqüentar a Academia Cerebral podem exercitar seus neurônios brincando de Memória nos diversos sites gratuitos existentes na Net bem como, resolver palavras cruzadas e sudoku.

Todas estas atividades podem ser muito bem conciliadas à leitura de um bom livro que além de exercitar a concentração, desenvolve o raciocínio, aumenta o vocabulário e lhe proporciona o prazer de conhecer novos personagens, de viajar por lugares exóticos, distantes, e ainda por cima lhe fazer companhia nas horas de lazer.

Ter um belo corpo, vesti-lo com roupas maravilhosas é tudo que se quer, porém se puder conciliar a bela aparência com uma boa conversa, será perfeito!

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Orkut em sala de aula, você adotaria esta didática?

Sabemos que o Orkut e o MSN são sites de relacionamento muito usados na Web principalmente pela garotada embora haja no Orkut o limite mínimo de 18 anos para ingressar, porém isso não é seguido haja vista a quantidade de menores que dele participa.

Este é o resultado da cosmovisão inata nos jovens que se arriscam a navegar em “mares nunca dantes navegados”.

Qual será a magia que envolve este ciberespaço e que arrebata jovens dos quatro cantos do nosso país? Uns dizem que é o imediatismo do retorno, outros que se torna mais atraente em razão de se ter a foto da pessoa sempre presente. Dá uma sensação de afetividade.

Razões à parte, acredito ser um excelente recurso para se construir colaborativamente o conhecimento bem como a produção coletiva de informações. É a junção da eficácia (fazer a coisa certa) com a eficiência (fazer a coisa bem feita) em prol da aprendizagem. É falar a “língua” do aluno. É a veiculação do saber uma vez que os alunos estão presentes, em sua maioria, no Orkut e o professor ao se utilizar deste veículo atinge a todos através tanto da interatividade quanto dos fóruns e enquetes.

Outro fator importante é que através das comunidades que os alunos se associam, dos textos compartilhados, das fotos, vídeos, gifs e tudo o mais que o Orkut permite, o professor tem atributos para conhecer o perfil do seu aluno podendo, caso necessário, orientá-lo, informá-lo sobre as conseqüências de determinadas atitudes, sobre os perigos que certas comunidades oferecem.

Na era da informação em que vivemos não podemos continuar com o comportamento protecionista de “tirar as tomadas da casa para que o filho não leve choque”. Temos sim que permitir o acesso à informação com a devida orientação para que ele saiba como se comportar e se defender alertando sobre as conseqüências de atitudes radicais ou permissivas.

As ferramentas do Orkut estão em constante aprimoramento colocando o professor que o utiliza, sempre muito bem informado quanto às postagens bem como as atualizações de fotos. Qualquer atitude fora dos padrões combinados, o aluno pode ser excluído pelo professor arcando com as conseqüências das suas atitudes.

Este é um assunto que tem que ser tratado com a maior responsabilidade uma vez que o Projeto UCA (um computador por aluno) chegou para ficar e não haverá como fugir do uso dos recursos disponibilizados pela Web. Temos que preparar nossos jovens para o convívio digital e para isso temos que mudar o conceito tradicional de escola que num futuro/presente transcenderá os muros da escola e esta terá que acompanhar tornando-se compromissada com a nova face da aprendizagem.

O desafio está lançado. Você aceita?

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II Encontro de Laptops na Educação

Na sexta-feira dia 25 de abril de 2008 aconteceu na maravilhosa cidade do Rio de Janeiro o II encontro de Laptop na Educação e eu fui conferir de perto os resultados obtidos pelas escolas pilotos no TO, SP, RS, DF e RJ.

Embora o Projeto UCA (Projeto UCA – As Múltiplas Inteligências conduzindo as Tecnologias Múltiplas) pregue Um Computador por Aluno não é o que acontece na maioria das Escolas Pilotos. Por esta razão as mesmas tiveram que desenvolver estratégias de uso para que a maioria das crianças pudesse dispor dos laptops.

Diversos fatores tiveram que ser considerados como a recarga da bateria que propicia um tempo de uso de aproximadamente quatro horas, e como o mesmo laptop seria utilizado por dois períodos (manhã e tarde), a bateria teria que ser carregada e estar abastecida para o uso da turma seguinte.

Cada escola tentou adaptar estas dificuldades da melhor forma possível levando em conta o não prejuízo do aluno/usuário. Tiveram que providenciar um local prático para guardá-los bem como possibilitar a cada aluno o uso do “seu” laptop uma vez que este procedimento era muito cobrado pelos alunos que não aceitavam outro que não o dele. “Eu quero o meu” ou “Este não é o meu” argumentavam os alunos.

Esclarecimentos funcionais à parte vamos para a utilização dos PCs em sala de aula. Tanto os professores quanto os alunos não sabiam nada sobre como usar os laptops. O primeiro manuseio serviu para a exploração e já de início deu-se a colaboração, pois a cada descoberta havia um compartilhar tanto entre os alunos quanto com o professor.

Alguns professores compartilharam conosco a sua aflição: “Não havia manual mostrando para que servia cada botãozinho ali existente, então tudo que os alunos iam descobrindo eu ia anotando no meu caderninho e de noite eu treinava em casa”.

Veja a maravilha da parceria que se formava entre professor/aluno no qual o professor também se disponibilizava a aprender com seu aluno.

Aqueles alunos com mais facilidade no manuseio foram designados monitores com a responsabilidade de auxiliar aqueles que apresentavam maior dificuldade. Ao professor cabia a preocupação de que forma utilizaria este instrumento em sala de aula.

Uma das escolas Piloto optou por utilizar o laptop durante todo o período escolar não estabelecendo dia da semana e horário de uso. O laptop seria utilizado toda vez que fosse necessário. Assim durante a aula, a cada pergunta feita pelo aluno lhe era sugerido que pesquisasse e encontrasse a resposta. Sua criatividade estava sendo estimulada bem como o processo de leitura e escrita estava sendo potencializado.

Algumas simulações começam a ser realizadas e o fator mobilidade foi de fundamental importância uma vez que quando o assunto envolvia alguma situação externa, como o estudo das formigas por exemplo, cada aluno, de posse do seu pc ia para o pátio e lá colhia imagens, pesquisava robustecendo o assunto em pauta.

Em razão desta postura, muitos projetos foram colocados em prática e como resultado se constatou atitudes éticas e colaborativas de alunos autônomos e críticos.

Um Projeto executado por um grupo era imediatamente compartilhado com os outros grupos da classe, caso estes assim o quisessem, propiciando o intercâmbio das informações bem como fortalecendo a formação de opinião.

Diante de uma dúvida levantada por um aluno se toda a classe se interessasse, formava-se um grande grupo de pesquisas com partilha de informações. Quando a pergunta interessava somente a um determinado grupo, formavam-se muitos grupos com interesses distintos que ao final partilhavam os resultados.

Houve a inclusão do uso dos laptops no Projeto Político Pedagógico das escolas.

Nas escolas que propiciavam um laptop por aluno, estes levavam para a casa havendo a inclusão digital da família. Este fator se tornou muito importante uma vez que acabou integrando todos numa mesma aprendizagem. Houve o relato de um aluno de que o pai chegou a passar a noite em claro manuseando o laptop.

Houve, de uma maneira geral, a elevação da auto-estima dos alunos. As faltas diminuíram consideravelmente, a evasão escolar não aconteceu nestas escolas Pilotos. E os alunos que levaram os laptops para casa não queriam entrar de férias porque teriam que deixar o PC na escola. Muitos choraram quando as aulas acabaram!

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Faça o que quiser, mas faça com camisinha!

O Ministério da Saúde está lançando um novo programa nacional para combater a disseminação do vírus HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis. Este novo programa, batizado de Plano Nacional HSH, está voltado principalmente para a disseminação entre gays, travestis e HSH (homens que fazem sexo com homens!).

Um dos cartazes do programa!Mal foi lançado e já pude perceber algumas reações negativas entre as pessoas, de distintas orientações sexuais. Já ouvi falarem de “preconceito”, “falta de informação” e “privilégios”. Pura balela.

Me parece que, como todo bom projeto, ele tem seus objetivos bem definidos e está focado em um determinado público alvo. Devemos partir do pressuposto de que este não é o único programa de  combate promovido pelo Ministério. Outras ações estão sendo realizadas e informação sobre as formas de contágio existem aos montes.

Uma outra ação que me pareceu inovadora, como comentei no NoGhetto, foi a inclusão e visibilidade dada ao termo HSH (homens que fazem sexo com homens!). A partir do momento em que um órgão governamental assume falar sobre esse assunto, toca num ponto que me parece bastante interessante: a quebra da hipocrisia nas relações que acontecem diariamente.

Cheguei a ler em alguns blogs que o plano era para gays e simpatizantes (?). Não sei onde as pessoas lêem essas coisas. O plano é claro: além dos gays e travestis, é voltado para Homens que fazem Sexo com Homens! Afinal, nada melhor do que um pouco de clareza nas discussões para poder implementar ações que obtenham os resultados esperados.

Se você estiver interessado em saber um pouco mais sobre o plano e o programa, acesse o site do Ministério . Além de informações sobre o mesmo você pode dar uma olhada num amplo material de pesquisa e conscientização.

Como diz o próprio slogan do programa: Faça o que quiser, mas faça com camisinha!

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Ciberbullying: como lidar com ele

cyberbulling.jpgO Bullying, como muitos sabem, é o termo utilizado para descrever atitudes de agressão física ou psicológica no qual o autor tem a intenção de fazê-lo sem qualquer motivação do agredido. Esta violência se dá diariamente e repetidas vezes tornando impossível a permanência do agredido no meio em que isso ocorre. O Bullying pode ser praticado por uma pessoa ou um grupo com o objetivo de intimidar, debochar, agredir um ou mais indivíduos incapazes de se defender. Normalmente o autor do Bullying se sente poderoso e é justamente esta sensação que o impele a repetir a prática.

Há também o ciberbullying cujo objetivo é o mesmo só que os meios de atuação se dão através de textos escritos no celular, blogs, orkut, MSN, YouTube e tantos outros. O Ciberbullying tem um grande motivador para a sua prática que é o anonimato. O autor/agressor se vale das mais variadas TICs (tecnologia de informação e comunicação) para ameaçar, humilhar, maltratar e constranger de forma perversa transpondo os limites físicos da escola, local onde normalmente se dá o exercício do Bullying, criando uma verdadeira guerra de nervos.

O Bullying é praticado no mundo real e o ofendido conhece o seu ofensor. Teme que a humilhação chegue à agressão física, intimidando-se, e muita vez, chega a abandonar a escola por medo.

Quanto ao Ciberbullying o autor se esconde atrás de nomes falsos ou mesmo do anonimato provocando um estresse ainda maior em razão de não se conhecer o inimigo. Como normalmente a vítima não dá motivos para a agressão fica difícil identificar o agressor.

Normalmente o Bullying e o Ciberbullying são praticados por adolescentes com tendência à liderança de gangues e que se valem destes artifícios para se auto-afirmar e ganhar o “respeito/medo” dos seus seguidores. O campo de ação é normalmente o da escola sendo que o Ciberbullying atinge também os professores, como sendo as maiores vítimas, justamente em razão do anonimato.

As conseqüências psicológicas dos ataques sofridos tanto pelo Bullying quanto pelo Ciberbullying são nefastas. O ofendido diante de tanto constrangimento sem motivos e sem a repreensão do ofensor, acaba por desacreditar do convívio social afastando-se dos lugares que freqüentava inclusive a escola.

Há casos mais drásticos em que o jovem acaba optando pelo suicídio como única forma de se livrar das humilhações. Há também aqueles que resolvem por fim a este tormento provocando o homicídio dos seus agressores e em seguida pondo fim à própria vida como foi o caso do sul-coreano Cho Seung-Hui que atirou matando 32 estudantes da universidade Virginia Tech. No bilhete que deixou ele cita ter sido alvo constante de bullying porque era tímido e por causa do seu sotaque sul-coreano.

Muitas vezes pode parecer aos olhos dos outros se tratar de uma brincadeira sem importância, porém a constância das atitudes gera insatisfação e sofrimento. Pior ainda quando se trata de acentuar um defeito físico ou de se colocar apelidos constrangedores motivando um sofrimento, muitas vezes calado e recluso, resultando na evasão escolar.

O comportamento mais preocupante é que tanto a escola quanto os pais não dão a devida importância a estes fatos, simplesmente dizendo para que não levem em consideração e que se afastem destes importunadores. Acontece, que os praticantes do Bullying não esperam que suas vítimas se aproximem, eles é que vão ao encontro delas. E no caso do ciberbullying disparam, a todo momento, mensagens intimidativas.

Por esta razão, ainda a melhor maneira de se combater o Ciberbullying é a prevenção. As escolas podem e devem trabalhar valores, ética, solidariedade enfatizando o respeito e o bem viver. Estes Projetos devem iniciar desde o primeiro ano do Ensino Fundamental. De nada adianta o professor, quando acontece um caso de Bullying ou ciberbullying, entrar em classe e discursar sobre o assunto. Este assunto é para ser tratado com a mesma importância que as outras matérias curriculares, e por esta razão deve acompanhar o estudante desde o início até a finalização dos seus estudos no Ensino Médio. A escola também deve ter uma postura de comportamento e atitudes que respalde, de forma definitiva, a exclusão de toda e qualquer forma de Bullying.

 

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