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Archive for the ‘Educação’


Faça o que quiser, mas faça com camisinha!

O Ministério da Saúde está lançando um novo programa nacional para combater a disseminação do vírus HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis. Este novo programa, batizado de Plano Nacional HSH, está voltado principalmente para a disseminação entre gays, travestis e HSH (homens que fazem sexo com homens!).

Um dos cartazes do programa!Mal foi lançado e já pude perceber algumas reações negativas entre as pessoas, de distintas orientações sexuais. Já ouvi falarem de “preconceito”, “falta de informação” e “privilégios”. Pura balela.

Me parece que, como todo bom projeto, ele tem seus objetivos bem definidos e está focado em um determinado público alvo. Devemos partir do pressuposto de que este não é o único programa de  combate promovido pelo Ministério. Outras ações estão sendo realizadas e informação sobre as formas de contágio existem aos montes.

Uma outra ação que me pareceu inovadora, como comentei no NoGhetto, foi a inclusão e visibilidade dada ao termo HSH (homens que fazem sexo com homens!). A partir do momento em que um órgão governamental assume falar sobre esse assunto, toca num ponto que me parece bastante interessante: a quebra da hipocrisia nas relações que acontecem diariamente.

Cheguei a ler em alguns blogs que o plano era para gays e simpatizantes (?). Não sei onde as pessoas lêem essas coisas. O plano é claro: além dos gays e travestis, é voltado para Homens que fazem Sexo com Homens! Afinal, nada melhor do que um pouco de clareza nas discussões para poder implementar ações que obtenham os resultados esperados.

Se você estiver interessado em saber um pouco mais sobre o plano e o programa, acesse o site do Ministério . Além de informações sobre o mesmo você pode dar uma olhada num amplo material de pesquisa e conscientização.

Como diz o próprio slogan do programa: Faça o que quiser, mas faça com camisinha!

Ciberbullying: como lidar com ele

cyberbulling.jpgO Bullying, como muitos sabem, é o termo utilizado para descrever atitudes de agressão física ou psicológica no qual o autor tem a intenção de fazê-lo sem qualquer motivação do agredido. Esta violência se dá diariamente e repetidas vezes tornando impossível a permanência do agredido no meio em que isso ocorre. O Bullying pode ser praticado por uma pessoa ou um grupo com o objetivo de intimidar, debochar, agredir um ou mais indivíduos incapazes de se defender. Normalmente o autor do Bullying se sente poderoso e é justamente esta sensação que o impele a repetir a prática.

Há também o ciberbullying cujo objetivo é o mesmo só que os meios de atuação se dão através de textos escritos no celular, blogs, orkut, MSN, YouTube e tantos outros. O Ciberbullying tem um grande motivador para a sua prática que é o anonimato. O autor/agressor se vale das mais variadas TICs (tecnologia de informação e comunicação) para ameaçar, humilhar, maltratar e constranger de forma perversa transpondo os limites físicos da escola, local onde normalmente se dá o exercício do Bullying, criando uma verdadeira guerra de nervos.

O Bullying é praticado no mundo real e o ofendido conhece o seu ofensor. Teme que a humilhação chegue à agressão física, intimidando-se, e muita vez, chega a abandonar a escola por medo.

Quanto ao Ciberbullying o autor se esconde atrás de nomes falsos ou mesmo do anonimato provocando um estresse ainda maior em razão de não se conhecer o inimigo. Como normalmente a vítima não dá motivos para a agressão fica difícil identificar o agressor.

Normalmente o Bullying e o Ciberbullying são praticados por adolescentes com tendência à liderança de gangues e que se valem destes artifícios para se auto-afirmar e ganhar o ?respeito/medo? dos seus seguidores. O campo de ação é normalmente o da escola sendo que o Ciberbullying atinge também os professores, como sendo as maiores vítimas, justamente em razão do anonimato.

As conseqüências psicológicas dos ataques sofridos tanto pelo Bullying quanto pelo Ciberbullying são nefastas. O ofendido diante de tanto constrangimento sem motivos e sem a repreensão do ofensor, acaba por desacreditar do convívio social afastando-se dos lugares que freqüentava inclusive a escola.

Há casos mais drásticos em que o jovem acaba optando pelo suicídio como única forma de se livrar das humilhações. Há também aqueles que resolvem por fim a este tormento provocando o homicídio dos seus agressores e em seguida pondo fim à própria vida como foi o caso do sul-coreano Cho Seung-Hui que atirou matando 32 estudantes da universidade Virginia Tech. No bilhete que deixou ele cita ter sido alvo constante de bullying porque era tímido e por causa do seu sotaque sul-coreano.

Muitas vezes pode parecer aos olhos dos outros se tratar de uma brincadeira sem importância, porém a constância das atitudes gera insatisfação e sofrimento. Pior ainda quando se trata de acentuar um defeito físico ou de se colocar apelidos constrangedores motivando um sofrimento, muitas vezes calado e recluso, resultando na evasão escolar.

O comportamento mais preocupante é que tanto a escola quanto os pais não dão a devida importância a estes fatos, simplesmente dizendo para que não levem em consideração e que se afastem destes importunadores. Acontece, que os praticantes do Bullying não esperam que suas vítimas se aproximem, eles é que vão ao encontro delas. E no caso do ciberbullying disparam, a todo momento, mensagens intimidativas.

Por esta razão, ainda a melhor maneira de se combater o Ciberbullying é a prevenção. As escolas podem e devem trabalhar valores, ética, solidariedade enfatizando o respeito e o bem viver. Estes Projetos devem iniciar desde o primeiro ano do Ensino Fundamental. De nada adianta o professor, quando acontece um caso de Bullying ou ciberbullying, entrar em classe e discursar sobre o assunto. Este assunto é para ser tratado com a mesma importância que as outras matérias curriculares, e por esta razão deve acompanhar o estudante desde o início até a finalização dos seus estudos no Ensino Médio. A escola também deve ter uma postura de comportamento e atitudes que respalde, de forma definitiva, a exclusão de toda e qualquer forma de Bullying.

 

Outras vozes, mesmo tema:

 

Escravo das próprias regras

Cybele Meyer para o Via Aberta

http://www.sxc.hu/O homem cria as regras e depois acaba escravo delas. Sufocado por elas. E mesmo assim, não consegue desatar os nós, e se livrar delas.

Prega-se a criatividade e se obriga o aluno a ter um comportamento mecânico, sentando um atrás do outro, todos os dias, no mesmo lugar.

Há escolas que marcam o nome do aluno na carteira e caso ele queira mudar de lugar tem que entrar com um pedido junto a Direção.

Se o aluno não pode escolher nem o próprio lugar, e ao lado de quem ele quer se sentar, como agirá no momento que tiver que tomar decisões em sua vida!

O que estamos fazendo com nossos alunos?

Imagine que as regras para se poder jogar videogame seja a de que todos os dias se têm que, naquele mesmo horário, pegar o videogame, sentar no mesmo lugar sem poder escolher, enfileirado, olhando para a nuca do seu companheiro e que só pode começar a jogar quando soar o sinal. Novamente, a um novo sinal, tem que desligar o videogame, não importando a fase em que esteja.

Será que as crianças e os jovens jogariam com o mesmo entusiasmo e prazer?

Estamos vivendo a explosão digital. As escolas estão começando a aderir ao uso da Web como ferramenta de aprendizagem. Há escolas que já utilizam o computador em sala de aula, tendo um para cada aluno. ÿ a inclusão digital. Porém, usam o laptop, sentados, enfileirados, um atrás do outro.

Posso exemplificar este comportamento com o daquela professora que ?recita? a tabuada com seus alunos para que eles a decorem. ÿ sugerido à professora que utilize o laptop como ferramenta de aprendizagem para trabalhar a tabuada. Ela então, prepara o material em Power Point , ilustra, grava em áudio e ?recita? com seus alunos. A única diferença é que ao invés de ela apontar a tabuada na lousa com a régua, eles acompanham, cada um em seu micro, apontando com o cursor.

Isto é inclusão digital?

Está na hora de rompermos estas regras criadas na era industrial que massificam o indivíduo, que inibem sua criatividade e lhe roubam a livre escolha.

Tomemos como modelo o evento Campus Party que reuniu mais de 3 000 jovens sendo que praticamente 70% acamparam no Ibirapuera, durante toda a semana, juntamente com seus micros, videogames, muita interação e entusiasmo.

Estavam ali por vontade própria. Assistiam às Palestras deitados no chão, sentados em cadeiras ou no chão, em pé, cada um a seu modo, porém todos sintonizados na mesma freqüência.

Não foi preciso ?fechar as portas do Ibirapuera? para conservar seu público e muito menos ficar arrecadando os jovens para assistirem as Palestras e Oficinas.

Tenho certeza, que ao final da Campus Party cada um levou em conhecimento e experiência muito mais do que se tivesse freqüentado um ano de qualquer curso tradicional sobre o tema.

Não quero que entendam que sou contra as regras de bem viver em sociedade, muito pelo contrário. O professor tem que ensinar e agir prezando os princípios da ética e exercendo a cidadania. Isso tem que ser cobrado sempre que necessário, afinal, um dos pilares da Educação é ?aprender a conviver? (Jacques Delors).

Estou me referindo às regras ultrapassadas, que ao invés de contribuir, atrapalham a aprendizagem. São as regras que diante da realidade contemporânea tornam-se intimidativas.

Temos que ensina/aprender em clima de colaboração, cooperação, interação e não dá para se praticar isso sentado um olhando a nuca do outro.

 

Outras vozes, mesmo tema:

  • O blog webduca foi produzido durante a Campus Party 2008, criado para ajudar os professores do projeto Escola Conectada a aperfeiçoar sua prática educativa em Blogs
  • Internet e Web na Educação que objetiva claramente ensinar aos professores os atalhos para os diferentes usos da Internet e da Web na educação
  • Web para Educadores atualiza e dá motivos para os educadores usarem a web diariamente
  • Se internet e educação são foco de seu interesse, participe do grupo blogs_educativos
  • Projeto Aspiras da Efigênia - que pretende apresentar ferramentas de mídia social a quem não é ainda usuário, partindo das escolas - no Boombust

Queimadura solar: medidas simples (e óbvias) para evitá-las

O primeiro passo é utilizar uma proteção aos raios ultravioletas sobre a pele.

Esta proteção pode ser de barreira (roupa, chapéu, guarda-sol, bloqueadores solares) ou então o já imortalizado na voz de Pedro Bial, Filtro Solar. Entretanto, por incrível que pareça, algumas pessoas não fazem bom uso desta importante ferramenta de proteção à pele, prevenção de queimaduras, do envelhecimento precoce, de manchas cutâneas e do amigerado melanoma, o câncer maligno de pele mais agressivo e freqüentemente fatal. Vamos então a dicas sobre…

Como usar o Filtro Solar Corretamente:

- Quando devemos aplicar?
O ideal é aplicar de 15 a 30 minutos antes da exposição ao Sol

- Quanto é necessário aplicar?
A quantidade de filtro que cabe em um dedo indicador é o suficiente para proteger uma área equivalente ao dorso da mão.

- Como aplicar?
Idealmente, espalha-se o filtro solar suavemente até deixar por toda a pele uma superfície esbranquiçada, não devemos esfregar o produto até ele ficar transparente.

- Quando renovar?
O indicado é renovar a aplicação de filtro solar, no mínimo a cada 2 horas e sempre que entrar na água, mesmo para filtros “que não saem na água”

- Qual o Fator de Proteção que devo usar?
O fator de proteção solar depende do tipo de pele de cada pessoa e uma consulta ao dermatologista é a melhor forma de se assegurar ao fator ideal mas uma proteção adequada seriam fator igual ou superior a 15.

São dicas simples mas importantes, principalmente se acompanhadas da principal: evite expor-se ao Sol entre às 10:00 e às 16:00!

Educação virtual, aprendizagem coletiva, interativa e colaborativa

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Há um novo conceito de sociedade, de economia e de cultura. Há uma sociedade em rede que modifica nossos hábitos, nossos atos, nossos anseios, projetos,trabalho, enfim nosso dia a dia.

Vivenciamos um novo conceito de economia. Uma economia globalizada, informatizada, imediatista que projeta uma visão ampla promovendo ações e reações em tempo real.

A cultura acompanha tais mudanças influindo na maneira de se comunicar, na interação e integração dos indivíduos e consequentemente promovendo grandes mudanças na forma de se ensinar e na aprendizagem como um todo.

Estas mudanças e seus efeitos fazem parte de uma realidade que está alicerçada no mundo interativo e virtual. Porém há alguns renitentes que mantém seu comportamento anterior. Mas estes já começam a sentir os primeiros sinais de isolamento e de uma exclusão muito próxima.

Reações estas naturais uma vez que atuar na sociedade em rede é uma prática que veio para ficar e quem não se integrar a ela acabará ficando totalmente isolado e consequentemente excluído.

Na educação, não é diferente, o dia a dia em rede é uma realidade e não há mais como fugir disso. Quem se mantém irredutível acabará sendo excluído do mundo pedagógico, se distanciando dos professores que olham e enxergam com olhos de interatividade virtual.

Os alunos de hoje aprendem a dar seus primeiros passos ao mesmo tempo em que aprendem a teclar o ?enter?. Para eles navegar na internet é simples e motivador diante da enormidade de ferramentas audiovisuais que lhes são oferecidos.

Para as escolas, integração fácil, pois muitas possuem Laboratório de Informática há alguns anos embora ainda ajam professores que não se utilizam dele para fins didáticos.

A iniciativa de se incorporar à didática recursos tecnológicos como TV, vídeo, data show e outros é antiga. Normalmente eram usados para ilustrações de conteúdos e não como ferramentas apropriadas para criar novos desafios cognitivos. O Professor preferia se valer das aulas dissertativas e utilizar o computador como um instrumento meramente ilustrativo.

Ocorre que, até pouco tempo atrás, a não utilização desses recursos não interferia de maneira decisiva no resultado final da aprendizagem. Porém hoje, a nova linguagem de comunicação invadiu a escola e o professor se vê coagido a integrar a comunicação em rede para poder falar de igual para igual. Esta nova forma de diálogo propicia que o aluno traga para dentro da sala de aula a mesma linguagem que ele domina e usa no seu cotidiano.

Esta nova parceria entre aluno e professor favorece a aprendizagem quando da utilização dos recursos que a Internet propicia para o desenvolvimento de Projetos e estudos temáticos. Ao se utilizar a internet se estabelece uma parceria perfeita entre aluno e professor no qual a troca de conhecimentos é constante havendo uma interação mútua promovendo a aprendizagem de ambos.

Somente disponibilizar micros para que o aluno acesse aleatoriamente a internet não caracteriza o aprendizado, é preciso que o professor proponha significados aos acessos possibilitando assim a construção do conhecimento, levando o aluno
a atingir objetivos e consequentemente a aprendizagem.

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O professor ao se inserir na sociedade em rede vê os limites do espaço físico desaparecer transpondo os muros escolares e passando a agir interativamente com outros espaços que também trabalham o conhecimento.

O professor hoje, face às mudanças rápidas e constantes, sente a necessidade de reaprender a ensinar e se disponibiliza a aprender. O professor trabalha junto com o aluno e o incentiva a colaborar com seus colegas.

A soma das inteligências individuais que se tornam disponíveis através dos veículos de comunicação, como a internet, e que podem ser compartilhadas por pessoas do mundo inteiro resultam na aprendizagem coletiva (Pierre Levy).

Os alunos passam a enxergar seus colegas como colaboradores e não como rivais e competidores.

Na educação, o uso da internet como ferramenta colaborativa coloca o professor como estimulador na troca, no debate e na crítica frente ao conhecimento. Ele deve ser o mediador no reconhecimento do conhecimento que está no outro e na valorização do conhecimento que é adquirido a partir de experiências obtidas dentro e fora da escola.

Finalizando, hoje, rompendo a barreira do espaço físico podemos dizer que a sociedade, como um todo, é um grande centro de aprendizagem, porém a escola continua, e cada vez mais, como a principal responsável pelo processo ensino-aprendizagem.

O conteúdo deste texto não é totalmente verdadeiro. Podemos dizer que é um texto futurista. De um futuro bem próximo, pois a escola, os professores e as aulas não acontecem, hoje, da maneira como foi acima descrita.

Mas acontecerá. Não há como evitar.

Poderia já ser realidade, pois está tudo aí: a internet, as ferramentas, os Laboratórios de Informática e os alunos completamente interados e integrados com o ciberespaço. Só falta a escola e os professores tomarem coragem,
arregaçarem as mangas e colocar a mão na massa, ou melhor dizendo, colocar a mão no mouse.

[Conheça também o blog de Cybele Meyer, Educar Já]