Eu tento não ser preconceituoso! ÿ difícil… Na maioria das vezes, nosso primeiro impulso é julgar aquilo e aqueles que não entendemos de acordo com nossa visão de mundo. Ao mesmo tempo, não posso dizer que sou uma pessoa conservadora. Já tive minhas experiências pessoais e tenho amigos que necessitam de certas substâncias para poder seguir levando a vida da maneira, que eles acreditam ser, ideal.
Ultimamente voltamos a ouvir falar de um certo comportamento que já esteve na moda, deixou de estar e parece estar voltando com força! A utilização de remédios “tarja preta” para obter efeitos além dos descritos da bula ou no tratamento de doenças.
Nem vou me ater aos aspectos e terminologias médicas, até porque não domino esse assunto e poderia incorrer em erros graves. Na verdade, não sei claramente o porque de estar escrevendo este post! Mas, assistindo TV, lendo alguns sites e comunidades da Web, fiquei impressionado com a desinformação de muitos dos participantes.
Frases como “Consegui!!! Consegui arrumar minha anfetamina, e ainda de quebra tres caixas de Rohypnol… Vou ficar magrinha e dormir na sexta e acordar no domingo!!! Oba…” ou “Rivotril! como ja disse no topico anterior! parei com todos por conta propria! mas minha mae toma rivotril! ja tomei o remedio dela! é muito bom!e bem melhor que baseado! qualquer dia vou tomar outro! beijos a todos!” me deixaram, como posso dizer, no mínimo, alarmado com a situação!
Nestes momentos eu chego a sentir saudade dos tempos em que o maior pecado era fumar um baseado ou se entupir de xarope para ficar feliz e “chapado”.
Eu realmente fico abismado com a capacidade humana de encontrar usos “diferentes” para coisas criadas para ajudar nossas vidas. Talvez essa nossa inclinação seja uma resposta ao fato do homem buscar respostas em “substâncias químicas” para todos os problemas que temos.
Se, por uma lado, o desenvolvimento desses medicamentos são uma tentativa da melhora da qualidade de vida da população, por outro, pode-se questionar toda uma questão mercadológica que induz a “necessidade” de tais medicamentos. Argumentos simplistas como “nossos avós não precisavam disso” são facilmente rebatidos com “os tempos são outros”!
A promessa da felicidade interminável já gerou muitas discussões e até obras de arte interessantes como Geração Prozac, filme que reflete a sociedade estadunidense na época da criação deste poderoso medicamento. Milhares de pessoas se utilizando de uma droga que posteriormente foi extremamente questionada e até contra-indicada por muitos profissionais.
Quanto mais eu leio sobre esses medicamentos e suas contra-indicações, menos confiança tenho neles. Agora, imagine ingerir essas substâncias sem a necessidade médica! Não tenho nada contra a busca do prazer, mas ainda acredito que existem outras possibilidades menos arriscadas para obtê-lo.