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Archive for the ‘Bate-Papo’


Oh razão, onde habitas senão em meu coração?

Há algum tempo, neste post aqui, eu coloquei a seguinte frase:

Não se trata aqui de falar do famoso embate razão/emoção. Visto que, em minha opinião, esse embate não existe (mas isso é assunto para outro post!)

E, o leitor Vava fez o seguinte comentário:

Você falou que não existe o conflito razão vs. emoção? Discordo totalmente de você, claro que existe, estou ansioso para ver esse tal post que explicará essa teoria…

Então.. vamos a ele:

Há muito tempo atrás, alguns caras que eram muito inteligentes, acreditavam que existia um “mundo das idéias”…

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Fazendo mudança… ou… Inventário de quinquilharias que carrego!

Socorro!!!!

Você é daquele tipo de pessoa que guarda tudo e mais um pouco?

Eu achava que não era. Mudei de apartamento nesta semana e acabei descobrindo que, pelo menos em parte, sou. São pilhas e pilhas de contas pagas, lembrancinhas, roupas que estão só guardadas no armário e muitos, mas muitos mesmo, etceteras.

Nem tudo era lixo puro. Com certeza não…

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Guarda compartilhada

mãos pai e filho

No ano passado, quando soube que tramitava no Congresso um projeto sobre Guarda Compartilhada, escrevi um post no Blog do Desabafo de Mãe sobre o tema. Na época, ainda como editora de cultura infantil do portal colaborativo e colunista do blog, tinha as notícias ligadas à família muito fortes no meu cotidiano. Não sou separada, mas lá contei minha experiência como “filha de pais que se separaram, mantiveram informalmente uma guarda compartilhada dos 4 filhos e depois de alguns anos de divórcio se casaram novamente.” Tenho amigos que vivem experiências semelhantes (ou opostas) com suas separações e o que observo é que o importante é a forma como se encara e se vive a família apesar da separação.

Eis que seis meses depois o projeto virou lei, modificando o Código Civil e estabelecendo oficialmente a guarda compartilhada. Vi nesta decisão oportunidades para que o homem, que geração após geração tem assumido um papel de maior como co-gestor da educação dos filhos, pudesse exercer uma paternidade mais presente, independente do casamento. Não está tão longe a época em que o homem se contentava com o papel de provedor da família e de papai sabe-tudo, sendo no entanto uma pessoa nunca está disponível em casa.

Entendo esta lei como a percepção de que o homem se tornou mais participativo na vida familiar e agora é alguém que deseja um contato mais próximo com os filhos, mesmo se (ou depois) de separado.

Em novembro, quando escrevi sobre o tema, a Época citou projetos interessantes sobre a guarda. No orkut, por exemplo, há várias comunidades de pai que vive longe do filho, nas quais os homens compartilham a dificuldade de viver sem a presença efetiva na vida dos filhos. Após a aprovação da lei, em maio, o post que fiz voltou a ser muito procurado e tem recebido comentários diários, de mães reclamando da má-vontade dos pais de seus filhos e -pasmem!- sobretudo de homens que cobram o direito de estar presentes na vida dos filhos e de serem mais do pagadores de pensão que fazem visitas a cada 15 dias. Um dos testemunhos me pareceu sintetizar o que estes novos homens tentam dizer, pois o pai dizia que queria “o direito de poder visitar, buscar e ter opinião mais ativa no que diz respeito a saúde e educação dos filhos, decisão tomadas em conjunto para um bem maior, OS FILHOS.” Este rapaz, de 25 anos, se diz pai de uma bebê de seis meses e imagino que nem teve contato suficiente com a filha, mas quer amá-la, quer estar presente.

Com o caso Isabella Nardoni aumentaram as preocupações das mães sobre a cobrança de pensão alimentícia ou o direito de que a criança durma na casa do pai, temendo maus-tratos (psicológicos ou físicos) à criança. Sempre há este risco, infelizmente, e a mãe terá que provar que o pai não tem condições de conviver com o filho. Mas esta mudança na lei permitirá aos pais que estiverem aptos a esta convivência uma oportunidade que pode, a médio prazo, trazer consequências positivas para a sociedade, por reduzir a sobrecarga das “mães solteiras” e trazer maior segurança emocional à criança.

Com a guarda unilateral, até agora a mais comum no Brasil, quem fica com a criança é o responsável por tomar todas as decisões referentes a sua educação e dia-a-dia.

A guarda compartilhada traz a idéia - e a prática - da participação de ambos os pais em todas as decisões sobre a vida da criança. Não parece que este é o ideal? O tempo e a experiência destas primeiras famílias que optam formalmente por compartilhar os direitos e deveres nos mostrará. ;)

P.S. A conscientização da sociedade sobre o tema contou com entidades como a Apase (Associação de Pais e Mães Separados), de Florianópolis. No site deles é possível encontrar boas informações sobre o assunto.

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Às vezes, o silêncio!

Aprendi com as primaveras a me deixar cortar para poder voltar sempre inteira.

Cecília Meireles

Andei sumido, mas esse post não é somente um pedido de desculpas, é também uma ode ao silêncio reparador.

No nosso dia-a-dia convivemos com todos os tipos de ruído. A vida contemporânea tornou-se um caos (que na maioria das vezes adoramos!) que nos inunda de informações sobre os sentidos. É uma confusão de ofertas de todos os tipos. É muito. É excesso. É tudo ao mesmo tempo agora! O caso é que estamos tão acostumados a isso que acabamos por deixar de perceber que nosso cérebro (conseqüentemente nós mesmos!) também necessita do oposto disso tudo.

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Anti-tabaco

Cigarros

Não sou fumante por exclusiva opção que eu não propago por aí - apesar de ser contra o tabagismo, não gosto de me meter na vida dos outros. Mas admito com naturalidade e sinceridade: mesmo sem nunca ter fumado, já fui dependente do cigarro. Como meus pais fumavam desde quando eu nasci - minha mãe fumou até meus 13 anos e meu pai fuma até hoje - eu fui uma fumante passiva por muito tempo. A faculdade de comunicação social, o trabalho em redações, enfim, todos os ambientes me forçavam a fumar passivamente.

É isso que acontece com quem força outras pessoas a conviverem com sua opção de fumar: o outro se vicia, inevitavelmente, sem estar de fato escolhendo.

Foi assim até minha “alforria” profissional, pois Gui e eu não fumamos e com meu home office me dou o direito de escapar da fumaça. No entanto, quando estou em ambientes de fumantes confesso que inalo a fumaça e sinto que meu corpo aprecia a sensação - que horror! - mas me mantenho forte na determinação de não ser mais um número para a indústria do tabaco.

Na semana passada a mídia falou com insistência neste tema e eu levantei alguns argumentos contra o cigarro porque 31 de maio é o Dia Mundial contra o Tabaco. Foram várias notícias, esclarecedoras e assustadoras também.

Um desafio e um alento para quem quer largar ou cuidar mais das pessoas que ama e que, de alguma forma (como acontecia comigo) convivem com o cigarro: um estudo publicado há algumas semanas no New England Journal of Medicine mostra que a atitude individual de parar de fumar cria uma onda de influência sobre outras pessoas do convívio direto. Os resultados foram animadores: quando um dos cônjuges cessa o tabagismo, o outro tem as chances de parar aumentadas em 67%. No caso de irmãos, o fato de um abandonar o vício potencializa em 25% as possibilidades do outro seguir o mesmo caminho. Entre amigos, as chances crescem 36% e, entre colegas de trabalho, 34%.

Não parecem ser boas razões para pensar em deixar o cigarro? Levar consigo para um caminho mais saudável seu amor, seus irmãos, amigos, filhos deve ser o maior motivador para largar o cigarro. Mas se não for suficiente pense que o tabagismo é a principal causa evitável de câncer e que o cigarro mata 50% de seus adeptos. Segundo relatório da Organização Mundial da Saúde o cigarro matará 1 bilhão de pessoas neste século pois está relacionado a 6 das 8 principais causas de morte.

N. da E. A blogosfera fez sua manifestação com uma blogagem coletiva contra o tabagismo.

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