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Archive for the ‘Bate-Papo’


Tudo se copia?

A Sam Shiraishi me sugeriu escrever um artigo sobre um fato bem comum nos dias atuais, sobretudo, na internet: a cópia e uso não autorizado de conteúdo escrito. Assim que me vi diante dessa proposta comecei a pesquisar sobre o tema. Sinceramente nunca me incomodou ser copiada, nem mesmo após ter conhecimento de que um texto escrito por mim havia sido copiado e publicado na Wikipédia, meu pensamento não sofreu nenhuma alteração quanto a essa questão.

Então ouso indagar aqui: ?você tem alguma idéia do que (more…)

Sobre a felicidade

“A felicidade é a única coisa que podemos dar sem possuir.” (Voltaire)

Muitos dizem que o amor é o sentimento mais valioso, bonito. Mas eu aposto minhas moedas na felicidade. Se existe um Deus, uma entidade, ele é paz, felicidade pura e não amor. Porque o amor também pode ser destrutivo, intenso, devastador, se confundido, mas a felicidade não.

Ao contrário do amor, a felicidade é um sentimento simples, sem muitos mistérios. Aliás, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora simplesmente por não perceber sua simplicidade. ÿ tão fácil que você não precisa de um motivo. E ser feliz sem motivo é a forma mais autêntica da felicidade.

?As vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido.? (Fernando Pessoa)

No contraponto, temos o sofrimento, esse sim complicado. E o sofrimento, na maioria das vezes, não vem de coisas que fizemos, mas que deixamos de fazer. Você não sofre por trabalhar demais e ganhar pouco, mas pelo tempo que perdeu e pelas coisas que vai deixar de fazer, como curtir um cinema, nadar, namorar, viajar. Não sofre pela derrota, mas pelo grito de vitória que ficou engasgado na garganta. Não sofre por ficar velho, mas pelo tempo ter te privado do direito de viver tudo aquilo que não conseguiu e agora não pode mais.

“A meta da existência é encontrar felicidade, o que significa encontrar interesse.” (Alexandre Sutherland Neill)

Mas existem aqueles que não querem encontrar a felicidade, como quem sofre de depressão. Depressão é aquela doença que te obriga a ser infeliz, só para poder confirmar sua posição como depressivo. Porque ?se fossem felizes, não podiam mais ser deprimidos. Eles teriam que entrar de sola no mundo e viver e isso é deprimente.? *

O homem é talvez o único animal que pensa que pode ser feliz, enquanto todos os outros simplesmente o são. Ser feliz muitas vezes é só uma questão de atitude. ÿ se iludir menos e viver mais, sem se esquivar das provações, do sofrimento, porque nesse desvio podemos perder também a felicidade.

Qual é o caminho para a felicidade?

?Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho.? (Mahatma Gandhi)

* Retirado do filme Closer ? perto demais

Amadurecer é difícil, mas necessário.

Chega um momento na vida em que você olha para suas ações e pensa: - Por que estou repetindo isso? Eu já não deveria ter deixado de fazer certas coisas? Pois é… deveria, mas ainda não fez.

Se por um lado há o “peso” de estar repetindo certas ações, por outro podemos pensar que a simples possibilidade de começar a perceber a repetição dos próprios erros já é uma vantagem que começamos a ter. Sim porque, às vezes, nem percebemos o quanto repetitivos e equivocados somos. Muitas vezes “reagimos” a certas situações sem pensar na “maneira” (poderia dizer “forma” também) como reagimos.

Se pensarmos que toda “forma” pressupõe um “conteúdo” podemos facilmente imaginar que a maneira que reagimos está inteiramente ligada à maneira como vemos o mundo e a idéia que temos dele, ou seja, nosso conteúdo!

Logo, para se mudar a “maneira” de reagir, teremos que mudar a maneira de ver o mundo. Fácil, né? Bom, talvez só teoricamente. A maneira como vemos o mundo não é composta somente de nossas idéias (inteligência mental / racionalidade). A maneira como vemos o mundo é o conjunto de nossos históricos… de nossas vivências, que imprimem em “nós” (corpo e mente, como uma coisa só) suas marcas e raciocínios.

Ou seja, ao termos “consciência” das mudanças necessárias, criamos uma contradição aparente: por mais que saibamos da necessidade de modificar alguns comportamentos, nosso corpo (físico e racional) resiste às mudanças.

Não se trata aqui de falar do famoso embate razão/emoção. Visto que, em minha opinião, esse embate não existe (mas isso é assunto para outro post!). Falo da dificuldade de deixar de realizar certas ações incorporadas ao nosso cotidiano. Aquelas que comumente chamamos de “normais”. Essas ações devem ser diferentes para cada pessoa. No meu caso pessoal, tenho um “problema” nas relações com as pessoas: oscilo facilmente da desconfiança total a entrega absoluta (maldito gênio escorpianino!)… e também, claro, o famoso ciúme (que, às vezes, beira o doentio).

De qualquer forma, amadurecer é um processo que envolve diversas mudanças de comportamento ou, melhor dizendo, de perspectiva. Talvez uma das maiores dificuldades seja querer fazer essas “mudanças” de maneira drástica, definitiva. Para mim já percebi que não funciona. Eu necessito de tempo para poder ir incorporando novas atitudes. E para você, como é?

Uma segunda chance

Se tem um assunto que me deixa quase doente, de alegria ou desespero, são os animais. Esses bichinhos contam muito mais com a minha simpatia do que alguns humanos que sou obrigada a conviver. Cresci entre cachorros e gatos e não vejo a minha vida sem eles. Como são mais frágeis, já chorei a partida de muitos… mas logo em seguida preenchi esse espaço com um novo habitante para casa e com muita alegria também.

Bem, comecei o post para falar de uma coisa que aconteceu comigo há umas duas semanas. Estava na casa do meu namorado e acordamos subitamente com os berros de uma cachorra. Fiquei extremamente nervosa na hora e descobrimos que uma cachorra de rua tinha entrado na casa da vizinha dele e não queria sair. Eles dizem que estavam batendo com uma tampa na grade para ver se ela ia embora. Pelos ganidos, ela tinha minha milhões de dúvidas da informação. Estava quase indo embora para minha casa ? não ia agüentar ficar lá e presenciar tal situação ? quando minha sogra avisou que a cachorra tinha deixado a casa. Disse que a cachorra era bonitinha e quando fui ver pela janela, aconteceu: não me agüentei quando vi a pequenina e queria ajudá-la de qualquer forma. Egoisticamente torcendo para a bichinha ir embora, tomei uma decisão. Perguntei para a minha sogra se poderia deixá-la na sua casa durante o fim de semana e levá-la embora no dia seguinte para adoção. Com certeza, alguém iria querer ficar com ela.

Com a permissão da dona da casa, acolhi a cachorrinha. Fui dar comida para ela, que não parou um minuto sequer de abanar o rabinho. Esses são muitos dos momentos que valem a pena para mim. Esse simples gesto significa um verdadeiro oceano, sem fim de agradecimento. Tarefa número um cumprida, corri para falar com minha madrinha, que é uma verdadeira ativista da causa animal e, com certeza, iria me ajudar a doar a cachorra.

A primeira dica foi a de tirar uma foto e encaminhar para alguns sites na internet. Comecei a fazer uma busca por comunidades do Orkut de doação, sites que faziam anúncios, blogs. Como boa jornalista atuante nas mídias sociais, pensei que minha ?divulgação? faria o maior sucesso. Nada disso. Descobri uma rede extremamente organizada para tentar ajudar os bichanos e eles são muitos. Cachorros de raças, como pitbulls, poodles, cockers e até labradores estão lá, ao lado de lindos gatos siameses esperando um lar para acolhê-los. Pensei que a minha situação se tornaria ainda mais difícil, pois a cachorrinha já era um pouco grandinha e era ?sem raça definida?, a vulga vira-lata. Mas mesmo assim não desisti. Passei o fim de semana todinho caçando formas de ajudá-la e descobri histórias emocionantes e assustadoras. Desde verdadeiros anjos que não ganham absolutamente nada ? muito pelo contrário, gastam bastante, mas ajudam infinitamente esses animais, até pessoas cruéis e egoístas, que só pensam em si próprias e ainda conseguem machucar lindos e indefesos seres.

Sentimos que a doação não seria nada fácil e de uma brincadeira saiu o nome da cachorra ?Spam?. Anderson explica: ?Spam chega para todo mundo, mas ninguém quer?. ÿ, isso mesmo. Com esse gancho, começamos a divulgar a doação no twitter para, quem sabe, chamar a atenção dos blogueiros e profissionais de comunicação que habitam o microblog. No domingo, a então batizada Spam veio definitivamente para minha casa. Vocês precisavam ver que fofura dormindo no caminho. Instalamos a pequena por aqui e continuamos na batalha. Nesse meio tempo, minha cabeça começou a entrar em um ligeiro parafuso. Queria ajudar a Spam, mas já estava apegada a ela e não queria deixá-la. E agora o que fazer? Moro com meus pais, seria complicado convencê-los de que queria ficar com a cachorra. Já tinha sido uma vitória deixar ela vir para casa. Não que eu esteja reclamando deles, muito pelo contrário. No ano passado, adotamos uma gatinha linda que apareceu aqui em casa. Ela era muito assustada e tinha medo de tudo e todos. Depois de uns seis meses ela começou a se adaptar e hoje é mais do que querida por aqui.

Bem, voltando à Spam, era segunda-feira e eu perguntava em mais alguns lugares onde poderia conseguir ajudar para doar a Spam. Uma pessoa se ofereceu para acolhê-la, mas eu não senti confiança. E quando não viu, xiii, aí não tem jeito mesmo. Cheguei em casa decidida a conversar com meus pais para ver se existia a possibilidade da Spam integrar a nossa família definitivamente. A conversa foi bem mais light do que imaginava. Meu pai disse que faríamos um teste para ver se ela se adaptava, mas eu conheço essa história dele. Isso queria dizer um sim, a Spam faria parte da nossa família.

Passaram-se quase duas semanas e ela está cada dia se adaptando melhor aqui. Por enquanto, fica separada da minha cachorra e da gata, que é muito assustadinha, para ficar mais calminha e começar a entender que sempre terá comida, uma casinha e muito amor. Fomos ao veterinário e descobrimos que a Spam tem apenas 4 meses. E pensar que esse bebezinho estava na rua, é muita judiação.

A história da Spam teve um final feliz e ela ganhou uma segunda chance. Mas não é assim com todos. Muitos chegam mal tratados e não resistem ou esperam anos e anos por uma oportunidade. Longe de mim colocar imagens que vi e me dão extrema repulsa por aqui. Na verdade, quero despertar em vocês o mesmo desejo que vi despertar em mim, o de querer ajudar esses pequenos que são tão indefesos. Por isso, separei alguns links de pessoas que realmente fazem a diferença nesse mundo. Como ajudar, fica a critério de cada um. Vocês podem fazer um post, como a própria Sam fez para ajudar a Spam. Pode-se adotar um cachorrinho ou ajudar uma instituição. Eu descobri que não sou a melhor para acolher cachorros para adoção, então decidi que quero ajudar doando uma pequena quantia em dinheiro por mês e divulgando mensagens como essa. Sempre vale a premissa de que: se cada um fizer a sua parte, o mundo ficará melhor a cada dia.

Vamos aos links:
- http://adotacao.blogspot.com/ - Blog super sério da Nanci, que divulga animais a procura de lares. Ela liga para todos confirmando se realmente o animal está naquele endereço, informações etc.
- http://www.guiavegano.com/adote/index.html - Um site vegetariano, que tem espaço para adoção de animais. Vale a pena visitar, há umas fofuras por lá.
- Para completar, eu queria colocar o link de uma família que faz um trabalho muito bonito com os animais, mas infelizmente perdi a URL (assim que achar posto aqui). No lugar, fica um post do InForum que traz vários sites para quem quer ajudar os animais na busca de uma vida melhor: http://inforum.insite.com.br/650/links

Esses são apenas alguns dos sites que pesquisei durante a busca de um lar para a Spam. Procure na sua cidade também e compartilhe nos comentários. Tenho certeza que trocaremos muitas mensagens bacanas e experiências positivas. Mas sem mal tratos, por favor, que isso acaba comigo!

Você ficaria um dia inteiro ?offline??

Li num artigo uma proposta feita por Sharon Sarmiento (Los Angeles) fez ao perceber que até em seus sonhos publicava posts em seu blog e enviava mensagens instantâneas. Situação parecida envolveu Ariel Meadows Stallings (Seattle), que após longas horas checando e-mails se sentia como que retornando de um coma alcoólico. Tentava lembrar-se dos assuntos abordados e não conseguia se recordava de nenhum. Era como se tivesse deixado de existir nesse período.

Será que este comportamento é provocado pela ?malvada internet?? Ou será que é o indivíduo que não sabe se auto-impor limites?

Assim que surgiu a televisão no Brasil, os comentários eram os mesmos. Ela era a grande vilã que ?prendia? a criancinha na frente da sua tela durante horas, impedindo-a de brincar. Adultos perdiam a hora de trabalhar porque haviam dormido tarde por culpa do filme que terminou de madrugada.

Na Itália até foi criado um Sindicato, que existe até hoje, no qual incentiva a não utilização da TV exibindo fotos de televisões amontoadas em Praça Pública. O mesmo se fala respeito dos videogames e jogos eletrônicos. O curioso é que nunca se atribui este excesso ao comportamento humano. ÿ sempre a máquina a culpada.

Na verdade, para tudo que se vá fazer é necessário se ter um objetivo seguido de um método de ação. Ao se sentar na frente da televisão é para assistir a algum programa. Se já se sabe qual o programa a assistir então é só sintonizar e desfrutar.

Quando se senta frente à TV sem qualquer objetivo pré-estabelecido pode-se visitar vários canais à procura de algum programa interessante. Porém há aquele telespectador que fica segurando o controle remoto e a cada minuto muda de canal. Normalmente este tipo de pessoa não se importa com o outro que também está sentado ao seu lado tentando assistir algum programa.

Este indivíduo ficará na frente da TV por horas e não assistirá a nenhum programa inteiro, pois a cada clique estará em um programa diferente. Quando se levantar não se lembrará de nada que assistiu, porque não assistiu nada.

O mesmo acontece na internet. Aquele que navega sem um objetivo definido irá saltar de link em link e ao final de horas nem se lembrará do por que esteve ali sentado, navegando. Porém aquele que determina qual o tema trabalhado, até poderá dar umas escapadelas pelo e-mail, MSN e outros, mas não se distanciará do objetivo proposto. Ao concluí-lo, terá a certeza de que o objetivo foi atingido e não se sentirá como se tivesse saído do coma alcoólico.

Caso semelhante é o protesto das Agencias de Publicidade que coloca muito bem ao dizer que o fato de divulgar uma determinada marca de cerveja, não se está induzindo o consumidor a se embebedar ou a dirigir alcoolizado.

Quem já se comporta dessa maneira não precisa de propaganda para agir assim. O faz por livre escolha.

O que precisa ocorrer é a conscientização e revisão de valores e hábitos comportamentais antes de imputar a culpa nos veículos que o indivíduo utiliza por livre e espontânea vontade.

Se este tipo de comportamento continuar será necessário estabelecer vários dias de OFF:

?Off cerveja?, ?Off TV?, Off Vídeo-game?, off novela, off laptop, off churrasco, off McDonald?s, off line? e teremos por fim que aumentar os dias do ano, pois estes serão poucos para tantos offs.