Nossa Via

O conteúdo passa por aqui!

Archive for the ‘Beleza e Saúde’


Agá Dois Eca

Impressionante a capacidade da indústria, particularmente da indústria de bebidas, de perceber e se adequar às necessidades do consumidor de uma maneira negativa.

Ao menor sinal de uma certa e amorfa culpa coletiva pelo consumo de refrigerantes, bebidas gasosas e cheias de açúcar, essas empresas não demoraram a lançar produtos que imitam a água e que, no entanto, mantém a mesma característica de doçura, gás e sabor dos refrigerantes.

Estamos em uma época regida pela saúde e pela boa forma. Pelo menos pelo desejo de tê-las. As equipes de marketing e publicidade sabem disso. Eles não vendem água: vendem desejos.

Então, como por encanto, o consumidor médio - esse super-protegido personagem nascido em meados do século passado - esquece a culpa por estar consumindo um refrigerante e se vê, nos olhos de sua imaginação de consumidor médio, a beber uma água puríssima levemente saborizada - quem inventou essa palavra ridícula? - e gaseificada.

Acontece que o consumidor médio prefere se deixar levar.

Porém, basta ler o rótulo de qualquer uma dessas bebidas para entender que se trata de um composto que, se jogado em um desafeto, seria suficiente para uma acusação de guerra química pelos tribunais internacionais de Genebra.

Certa vez eu pedi numa pizzaria - essa pizzaria famosa que todo mundo conhece - uma água com gás. Eu imaginava exatamente isso, uma água com gás, do tipo que há nos rios ou que - sendo mineral - sai da terra.

A garçonete trouxe-me uma dessas bebidas que, por ter no rótulo algo que lembra a fórmula química da água (seguida por uma interjeiçãozinha safada), deveria ser água. No entanto, lembra mais uma soda limonada frustrada. Eu, como consumidor médio que sou, acabei tomando a beberagem ainda que um pouco contrariado.

O que não impediu de, em seguida, pensar no absurdo da situação e de me recusar a beber qualquer refrigerante que não contenha os devidos - e provavelmente prejudiciais - corantes artificiais.

Se é para beber refrigerantes, que eles sejam os sinceros. E não os dissimulados.

Popularity: 13% [?]

Compartilhe: Use os icones para salvar ou compartilhar esse posts nos sites abaixo.
  • Rec6
  • Technorati
  • del.icio.us
  • Digg
  • StumbleUpon
  • YahooMyWeb

Parto Anônimo um retrocesso?

Por Viviane Weingartner para o Via Aberta

http://www.sxc.hu/photo/948948 Passando pelo blog de minha amiga Samantha Shiraishi, deparei com um texto curioso e intrigante sobre adoção, onde ela faz ligação entre o filme Juno e o projeto Parto Anônimo. Como tenho formação jurídica me arrisquei num comentário crítico ao projeto, ao qual sou favorável. Critiquei o retrocesso legal desse projeto, que opta por reviver práticas antigas bem sucedidas, abolidas por nossa legislação, ao invés de utilizar tais experiências para a evolução de nossa legislação.

As experiências vividas no passado demonstram que para o bem das crianças colocadas para adoção a “roda” era uma benção para elas. Colocadas à disposição de pais amorosos nas Santas Casas, as crianças eram adotadas “à brasileira”. O índice de crianças sem amor era zero. Mas e hoje? Esse amor deixou de existir?

A “roda” foi abolida e com ela as adoções “à brasileira”, passando o poder público administrar as adoções legalizando essa prática. Mas as adoções são extremamente burocráticas, cheias de por menores que estendem as adoções por meses. Um verdadeiro prejuízo emocional para a criança e pretendentes a pais. E provavelmente esse é o principal motivo para que o IBDFAM criasse o projeto parto anônimo. Uma tentativa de redução da burocracia. Mas essa redução com retrocesso legal é a melhor saída?

Os requisitos legais para a destituição do pátrio familiar, antigo pátrio poder, são vistos como entraves legais para a adoção na visão do projeto, que tem como objetivo viabilizar essa destituição e agilizar a adoção. Todavia, a forma proposta só vai gerar mais prejuízo emocional para os envolvidos. O governo passa a “roubar” crianças nas salas de parto. Se o objetivo é fazer com que a destituição do poder familiar não leve meses no poder judiciário, porque não evoluir nossa legislação para um patamar superior?

A alternativa seria um trabalho de esclarecimento com as gestantes, desde a primeira consulta, questionando-a sobre o desejo de ter o filho, evitando abortos ilegais e adoções ansiosas. O encaminhamento dessa gestante para o conselho tutelar, que dará início ao processo de destituição de poder familiar, com suporte psicológico mais que necessário, agilizaria o processo de adoção. E ao mesmo tempo em que a gestante entrega seu filho ainda embrião para adoção, as extensas listas de espera de adoção começariam a andar. Dessa forma os futuros pais também gestariam por nove meses e não mais por anos a fio.

Esse trabalho em conjunto desentravaria os processos de adoção sem que houvesse retrocesso legal e prático. As experiências do passado devem enriquecer a evolução legal de nosso país e não um apoio para o retrocesso.

Outras vozes, mesmo tema

Popularity: 21% [?]

Compartilhe: Use os icones para salvar ou compartilhar esse posts nos sites abaixo.
  • Rec6
  • Technorati
  • del.icio.us
  • Digg
  • StumbleUpon
  • YahooMyWeb

Que padrão de beleza é este?

padrao-de-beleza.jpg

O que é ser extraordinário?

É sair do comum, ser diferente, especial, único em algum aspecto, é ser notável e notado. E uma das formas do ser humano ser notado é por sua beleza física, talvez porque a aparência “fale” antes das palavras. Vivemos, infelizmente, uma época em que o culto a certo padrão de beleza se tornou tão doentio que não conseguimos deixar de agir como títeres de uma indústria que, no fundo, não sabe para onde quer nos levar.

Quando morei no Japão me chamava atenção algumas diferenças no padrão de beleza. Em outros lugares (como na Índia, Egito e na China) o padrão consegue seguir mais o biotipo dos autóctones, mas posso falar de lá porque foi onde eu vivi e me vi. (more…)

Popularity: 60% [?]

Compartilhe: Use os icones para salvar ou compartilhar esse posts nos sites abaixo.
  • Rec6
  • Technorati
  • del.icio.us
  • Digg
  • StumbleUpon
  • YahooMyWeb

  • Últimos Comentários

    • Max Reinert: Cristina… Eu não acredito que seja possível separar as coisas… mas tem...
    • myla: oi mocinha, iria dizer pra vc tomar cuidado, mas suas últimas palavras aqui me fizeram...
    • myla: oi Nicole: me desculpe, só agora q li seu comentário. éhhh, acho q o conceito d...
    • Cristina: E qual seria a razão para separarmos as coisas? Não encontro resposta no...
    • Lella: Nunca vi a Série, mas quis ver o Longa. E… eu resumiria o filme desse jeito:...