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Archive for the ‘Desenvolvimento Pessoal’


Oh razão, onde habitas senão em meu coração?

Há algum tempo, neste post aqui, eu coloquei a seguinte frase:

Não se trata aqui de falar do famoso embate razão/emoção. Visto que, em minha opinião, esse embate não existe (mas isso é assunto para outro post!)

E, o leitor Vava fez o seguinte comentário:

Você falou que não existe o conflito razão vs. emoção? Discordo totalmente de você, claro que existe, estou ansioso para ver esse tal post que explicará essa teoria…

Então.. vamos a ele:

Há muito tempo atrás, alguns caras que eram muito inteligentes, acreditavam que existia um “mundo das idéias”…

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A arte da prudência

Baltasar Gracián y Morales foi um importante prosador espanhol do século XVI ao lado de autores como Francisco Quevedo e Miguel de Cervantes, além de teólogo e filósofo. Seu estilo literário é caracterizado pela sobriedade e concisão. Sua obra inclui seis livros: alguns sobre a arte da escrita e outros sobre a ética da vida.  Os textos a seguir foram selecionados do seu livro A Arte da Prudência, editora Sextante.

Conhecer sua melhor qualidade

Deve-se cultivar a mais relevante e aperfeiçoar as outras. Todos poderiam triunfar se conhecessem seu maior talento. Identifique sua principal qualidade e dobre seu uso: em uns domina o discernimento, em outros a coragem. A maioria violenta sua capacidade e por isso não se destaca em nada. O que é exaltado rapidamente pela paixão será mais tarde desenganado pelo tempo.

O esforço e a capacidade

Não há excelência sem ambos, e se estão juntos o resultado é ainda melhor. A mediocridade com esforço consegue mais que a superioridade sem ele. A reputação se compra com trabalho: pouco vale o que pouco custa.

Temperamento jovial

Com moderação, é uma qualidade e não um defeito. Um pouco de graça tudo tempera. Os grandes homens também têm a arte de jovialidade, que atrai a simpatia de todos, mas sempre respeitando a prudência e guardando o decoro. Alguns fazem da simpatia um atalho para sair-se bem de um problema, porque é preciso levar certas coisas na brincadeira, mesmo aquelas que outros levariam ainda mais a sério. Este tipo de temperamento indica amabilidade e cativa os corações.

Ir direto ao assunto

Muitos dão cem voltas ao redor do mesmo ponto e se perdem num falatório sem fim, cansando a si mesmos e os outros, sem nunca chegar ao âmago da questão. Quem procede assim tem pouca clareza de idéias. São pessoas confusas, que desperdiçam tempo e paciência no que não deviam e, depois, ficam sem ambos para o que realmente importa.

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Há algo pior do que um gerente pessimista?

Uma pessoa jamais deve ser indicada para um cargo gerencial se sua visão foca as deficiências das pessoas em vez dos pontos fortes.

Peter Drucker

Nosso pessoal é o nosso mais valioso patrimônio. Quantas vezes você já ouviu este chavão? Toda empresa “moderna” se sente na obrigação de incluir uma variante desta frase nas suas declarações de políticas e princípios. No entanto, com muita freqüência, não passam de frases vazias, conversa fiada.

Peter Drucker tocou num ponto crítico. A escolha dos gerentes, líderes de equipes, é uma das decisões mais importantes para a empresa demonstrar, ou não, seu genuíno compromisso com a valorização de seu patrimônio humano.

Pelo meu entendimento, o verdadeiro líder encoraja e ajuda aqueles que lidera a se tornarem o melhor que eles podem ser. Ele une as pessoas e faz com que cada habilidade individual contribua para a realização do objetivo comum. O gerente-líder identifica os talentos da sua equipe e a orienta no aprimoramento destes talentos. Ele é uma fonte de inspiração e motivação de atitudes de dedicação, cooperação e de aprendizado permanente.

Um gerente que só vê defeitos e é cego para os pontos fortes das pessoas é incapaz obter e manter um alto desempenho em qualidade e produtividade. Pior do que isso, ele se torna um fator de desvalorização e de desatualização do patrimônio humano, uma fonte de estresse e desagregação. Como gerente, ele pode realizar as tarefas, mas com resultados que dificilmente compensarão os estragos sobre o moral e auto-estima de sua equipe.

Qual o remédio? O que as empresas podem fazer é investir no desenvolvimento das competências gerenciais de seus gerentes potenciais, especialmente nas habilidades de liderança.

É claro que nem todos nasceram para ser grandes líderes, mas pelo menos podem aprender a tratar seus colaboradores e colegas com respeito, dignidade e mais confiança no potencial de cada um. É claro também que nada disso tem algum valor se a alta direção não adotar a mesma postura em relação a seus gerentes. O exemplo que vem de cima é sempre a lição que realmente vale e permanece. O discurso deve ser confirmado pela prática.

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Fazendo mudança… ou… Inventário de quinquilharias que carrego!

Socorro!!!!

Você é daquele tipo de pessoa que guarda tudo e mais um pouco?

Eu achava que não era. Mudei de apartamento nesta semana e acabei descobrindo que, pelo menos em parte, sou. São pilhas e pilhas de contas pagas, lembrancinhas, roupas que estão só guardadas no armário e muitos, mas muitos mesmo, etceteras.

Nem tudo era lixo puro. Com certeza não…

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Guarda compartilhada

mãos pai e filho

No ano passado, quando soube que tramitava no Congresso um projeto sobre Guarda Compartilhada, escrevi um post no Blog do Desabafo de Mãe sobre o tema. Na época, ainda como editora de cultura infantil do portal colaborativo e colunista do blog, tinha as notícias ligadas à família muito fortes no meu cotidiano. Não sou separada, mas lá contei minha experiência como “filha de pais que se separaram, mantiveram informalmente uma guarda compartilhada dos 4 filhos e depois de alguns anos de divórcio se casaram novamente.” Tenho amigos que vivem experiências semelhantes (ou opostas) com suas separações e o que observo é que o importante é a forma como se encara e se vive a família apesar da separação.

Eis que seis meses depois o projeto virou lei, modificando o Código Civil e estabelecendo oficialmente a guarda compartilhada. Vi nesta decisão oportunidades para que o homem, que geração após geração tem assumido um papel de maior como co-gestor da educação dos filhos, pudesse exercer uma paternidade mais presente, independente do casamento. Não está tão longe a época em que o homem se contentava com o papel de provedor da família e de papai sabe-tudo, sendo no entanto uma pessoa nunca está disponível em casa.

Entendo esta lei como a percepção de que o homem se tornou mais participativo na vida familiar e agora é alguém que deseja um contato mais próximo com os filhos, mesmo se (ou depois) de separado.

Em novembro, quando escrevi sobre o tema, a Época citou projetos interessantes sobre a guarda. No orkut, por exemplo, há várias comunidades de pai que vive longe do filho, nas quais os homens compartilham a dificuldade de viver sem a presença efetiva na vida dos filhos. Após a aprovação da lei, em maio, o post que fiz voltou a ser muito procurado e tem recebido comentários diários, de mães reclamando da má-vontade dos pais de seus filhos e -pasmem!- sobretudo de homens que cobram o direito de estar presentes na vida dos filhos e de serem mais do pagadores de pensão que fazem visitas a cada 15 dias. Um dos testemunhos me pareceu sintetizar o que estes novos homens tentam dizer, pois o pai dizia que queria “o direito de poder visitar, buscar e ter opinião mais ativa no que diz respeito a saúde e educação dos filhos, decisão tomadas em conjunto para um bem maior, OS FILHOS.” Este rapaz, de 25 anos, se diz pai de uma bebê de seis meses e imagino que nem teve contato suficiente com a filha, mas quer amá-la, quer estar presente.

Com o caso Isabella Nardoni aumentaram as preocupações das mães sobre a cobrança de pensão alimentícia ou o direito de que a criança durma na casa do pai, temendo maus-tratos (psicológicos ou físicos) à criança. Sempre há este risco, infelizmente, e a mãe terá que provar que o pai não tem condições de conviver com o filho. Mas esta mudança na lei permitirá aos pais que estiverem aptos a esta convivência uma oportunidade que pode, a médio prazo, trazer consequências positivas para a sociedade, por reduzir a sobrecarga das “mães solteiras” e trazer maior segurança emocional à criança.

Com a guarda unilateral, até agora a mais comum no Brasil, quem fica com a criança é o responsável por tomar todas as decisões referentes a sua educação e dia-a-dia.

A guarda compartilhada traz a idéia - e a prática - da participação de ambos os pais em todas as decisões sobre a vida da criança. Não parece que este é o ideal? O tempo e a experiência destas primeiras famílias que optam formalmente por compartilhar os direitos e deveres nos mostrará. ;)

P.S. A conscientização da sociedade sobre o tema contou com entidades como a Apase (Associação de Pais e Mães Separados), de Florianópolis. No site deles é possível encontrar boas informações sobre o assunto.

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