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Archive for the ‘COMPORTAMENTO’


O Universo Masculino pelos Filmes

ÿ, em minhas críticas costumo ressaltar que há muito mais Filmes, e belos por sinal, mostrando o universo masculino; e pelo foco deles. E esteriotipando ou não, os personagens na maioria das vezes são apaixonantes. Dai, um convite a um mergulho na mente desses moços. Vem comigo!

Quando criança, eu reclamava que havia muito mais ‘brincadeiras de meninos’: bola de gude, pião, pipa, futebol nos campinhos, bafo-bafo, rolimã… achando que era meio injusto para nós meninas. Mas como havia um quê de Luluzinha em mim, me atrevia sempre a entrar nos Clubinhos do Bolinha. Talvez também por não ter tido irmãs, e sim dois irmãos. E os filmes onde mostram a infância masculina, também em sua maioria trazem não apenas a diversidade das brincadeiras, mas principalmente a liberdade em usufruir de todas.

Ziraldo presenteou a molecada brasileira com o “O Menino Maluquinho“. Pena que no Brasil não tenham feito o mesmo que a Disney faz. Pois poderiam levar para a Telona o Pedrinho e os outros personagens masculinos do Sítio do Picapau Amarelo. Com a relevância, o respeito, que o Cinema Brasileiro vem conquistando mundo a fora, fica uma esperança de que ainda homenageiem as obras de Monteiro Lobato. Além do que eu acho que as crianças de hoje deveriam conhecer todo esse universo que encantou diversas gerações. Pois Monteiro Lobato nos levava a raciocinar em suas histórias. Ele foi um grande Mentor. Assim como Merlim o fora para o Arthur em “A Espada era Lei“. Ou a Pantera Baguera, num contraponto com o Urso Balu, em “Mogli“.

Mas nem tudo são flores ainda dentro dessa fase: infância. Se bem que deveria. Aqui no Nossa Via, em outros textos, já deixei sugestões de filmes, onde também pesa um lance ruim, ou até trágico a esses pequeninos. Eu até trarei um texto calcado na infância, aí englobando crianças como um todo. ÿ que estou esperando ver primeiro o “Tartarugas Podem Voar“. Até lá, deixo nesse, um filme que ficou na minha memória afetiva. O “Meu Pé de Laranja Lima“. O Zezé apesar de todas as adversidades, tinha nele algo especial. Algo que o amigo Portuga identificou. Ele foi mais que um amigo, foi um Mentor que com certeza aflorou o norte do menino. Esse é um outro filme que as crianças de hoje deveriam conhecer.

Saindo da infância… Ainda em dar valor aos amigos, há um filme belíssimo. ÿ o “Conta Comigo” (Stand By Me). Esse traz até algo cruel. Numa de em vez de tentar tirar um jovem do desvio, um adulto imputa nele um crime seu. E que vem de uma professora.

Com a adolescência vem a descoberta da sexualidade… “Ah! Esses moços, pobres moços. Oh! Se soubessem o que sei. Não amavam, não passavam, aquilo que já passei…” Será? Ou, porque tirar deles todas as dores, os prazeres… Mais, porque os privar dessa fase. Que uns adultos esquecendo que já passaram por elas, denominam-os de aborrecentes. Os hormônios, as espinhas nos rostos, as revistas de nus, a masturbação… Um universo novo, que dependendo da mente de uns adultos, o que seria natural, vira algo pecador.

Sobre a iniciação na vida sexual, não dá para não esquecer de “A Primeira Noite de Um Homem” (The Graduate). Agora, esse para uma outra geração. Porque para a turma de agora, terminam recebendo os do tipo “American Pie“. Eu confesso que preciso me inteirar nos que estão abordando isso atualmente. Agora, mostrando o falarem apenas de sexo, das transas na adolescência, indico “O Balconista” (Clerks) e “O Balconista 2” (Clerks 2). Kevin Smith tem um jeito ótimo de contar essas histórias.

Ainda com um das antigas, mostrando um envolvimento por uma mulher bem mais velha, há o “Ensina-me a Viver” (Harold and Maude). Aqui, até para contrariar a mãe. Mas a relação o fez partir para novos horizontes; o fez crescer. Agora, quando essa primeira transa vem muito mais tarde, fica a sugestão de um bom sessão pipoca, o “O Virgem de 40 Anos” (The 40-Year-Old Virgin). A cena com a camisinha é divertidíssima! Por falar nisso, um filme que até elogiei por mostrar a paradinha onde ele coloca o preservativo, é o “Na Cama” (En La Cama). Uma cena que deveria ser rotina em filmes onde há transas.

Agora, citando um que aborda a descoberta da homossexualidade com maturidade e sensibilidade é o “Café da Manhã em Plutão“. ÿ mais um a tentar diminuir com o preconceito que ainda existe no mundo fora das telas. Nesse, o filme aborda desde a infância. Um outro que já conta numa outra fase, já saindo até da adolescência, mas também com sensibilidade é o “As Canções de Amor“. Nesse, uma frase mostra um receio ante a um novo amor, por não querer sofrer outra vez. Eis: ‘Ama-me menos, mas me ame por muito tempo.‘. Em relação a preconceitos, mas não em relação a sexualidade, embora ela pese por conta do talento vocacional, e que eu até gostaria de rever é “Billy Elliot“. Um menino que queria ser bailarino. Algo que ainda hoje não seria visto com bons olhos, nem aceito em algumas famílias.

Eis que chega a hora de cortar o ‘cordão umbilical’ por já estarem crescidos. Por querer se emancipar. Até naqueles que ainda terá um obstáculo maior por conta de uma deficiência, há esse desejo. Nesse tocante há  um filme que eu gostaria muito de rever, é o “Liberdade para as Borboletas” (Butterflies Are Free). O personagem principal é deficiente visual, que decide ir morar sozinho. Saindo da superproteção da mãe. Fico na torcida para que o coloque em Dvd. O filme é de 1972.

Por hora, fico por aqui. Voltarei a focar esse tema, o universo masculino, outras vezes. Para finalizar, o da foto que inicia esse texto, o “Clube da Luta“, um filme que aborda também o se sentir humilhado por não ter conquistado o que desejou. Se sentir o peso de uma sociedade que valoriza, e muito, o vencedor.

See You!

p.s: Um agradecimento a Sam! Que entendeu e aguardou em eu sair de um período down. Estou de volta!
Beijo no coração!

O Tempo que NOS resta!

Assisti ontem ao filme O Tempo que Resta (Le Temps qui Reste - 2005) do diretor francês François Ozon. Nele, o diretor conta a história de um fotógrafo em ascensão (Romain) que se descobre paciente terminal de câncer de uma hora para a outra. Uma simples e trágica história.

Não pretendo aqui escrever uma resenha sobre o filme (embora ele mereça uma!) e, por isso, caso você tenha interesse recomendo essa crítica aqui!

O caso é que eu já havia ouvido falar muitíssimo nesse filme. Havia visto vários trailers e lido várias coisas também. (Sim, sou fã do diretor!) E, é claro que depois de tanta expectativa, assistir ao filme foi meio “brochante”. Não que o filme seja ruim… não é, de maneira nenhuma! Mas talvez até mesmo por sua própria natureza.

Oras, o filme é tudo, menos melodramático… ele não nos oferece uma possível “catarse” sobre a morte. Não nos oferece “rios de lágrimas” sobre um tema tão “fácil” de emocionar. François Ozon e ator Melvin Poupad nos oferecem um tema difícil, de uma maneira radical e sem sentimentalidades. Sabemos que o personagem vai morrer e mesmo assim temos vontade de pegá-lo pelo pescoço e dizer “Pára”. Acompanhamos suas últimas ações e pensamos “o que eu faria?”, “porque ele não se abre com todos?” ou ainda “por que tem de ser assim?”.

Mas o grande trunfo do filme (para mim, obviamente!) é nos fazer pensar sobre o Tempo! Sobre essa grande  força da natureza. Sobre como ele age em nossas vidas e muitas vezes nem nos damos conta. Sobre como, às vezes, é necessário que algo aconteça (dead lines - seja de que natureza for) para que nós tenhamos que colocar nossas vidas em movimento (Não é por acaso que o personagem do filme só consegue falar que está para morrer com sua avó que, segundo ele, está numa situação igual à sua!). Ou, por outro lado, como temos uma necessidade urgente de resolver coisas “no calor do momento”… coisas que só se resolverão com a ação inevitável do tempo.

Romain leva sua vida como quer, nunca havia parado para pensar nessas situações (creio eu!). Acha medíocre a vida levada por sua irmã com filhos e obrigações. Mas quando se dá conta de sua condição e após a “fúria” inicial, surge a necessidade (talvez ainda bastante confusa) de deixar um legado. Sobreviver ao tempo. Romain não terá “tempo” para isso. Ele sabe que o filho virá, mas não chegará a vê-lo.

O tempo é sucessivo porque, tendo saído do eterno, quer voltar ao eterno. Quer dizer, a idéia de futuro corresponde ao nosso desejo de voltar ao princípio. Deus criou o mundo. E todo o mundo, todo o universo das criaturas, quer voltar a este manancial eterno que é intemporal, não anterior nem posterior ao tempo, mas que está fora do tempo. (Jorge Luís Borges)

Nosso desejo de eternidade é, por que não dizer, adolescente. O que vai ficar de nós é algo talvez muito menos palpável do que imaginamos. Nosso rastro nessa existência é fugaz. Por outro lado imaginar que não faz diferença a “marca” que deixarmos é assumir uma postura niilista demais. Não somos eternos, é fato… mas não sairemos dessa vida impunes. Só o tempo há de presenciar isto!

“Ouça meu coração: ainda bate!”

Queda nas vendas de smartphones e o iPhone no Brasil

Enquanto estamos todos à espera do “todo poderoso” iPhone que não chega às terras brasileiras, lemos as notícias que fazem sobre o dito cujo. Ontem mesmo li que agora a Claro terá de devolver os 100 reais cobrados de futuros e/ou clientes que entraram na fila de espera pra comprar o aparelho da Apple que chegaria em breve e hoje leio outra notícia de que a Vivo estaria trazendo o aparelho primeiro que a Claro e que seria lançado ainda em setembro; e como se já não fosse o suficiente: saiu outra matéria mostrando que a venda de smartphones tem caído por causa da vinda do iPhone! Inacreditável, porém real.

Quando a única opção aqui no Brasil era o iPhone 2G vindo do exterior e desbloqueado, vários amigos compraram e estão felizes e satisfeitos com seus aparelhos, com exceção de alguns bugs que novas versões causam em aparelhos desbloqueados… mas isso já merece outro post. O iPhone 3G que todos esperamos e que até os paraguaios podem comprar, não tem uma forma fácil, segura e totalmente funcional de desbloquear, até onde tenho informações a nova versão do aparelho funciona como um celular de luxo apenas, já que suas funções 3G como GPS integrado com Google Maps não funciona. Mas porquê dessa espera? Simples: praticidade, modernidade. O iPhone é o celular com mais recursos interativos e práticos que já vi, tem apenas 1 botão na frontal do aparelho e o restante é a base de toques na tela.

Com a possibilidade de instalar diversos outros aplicativos, conhecidos como Apps, o iPhone pode e com certeza revolucionará a forma como o brasileiro acessa a internet, todos os grandes sites já estão se preparando para serem compatíveis com o aparelho, que dizem chegará ao Brasil custando em torno de 700 reais (o que eu duvido, a não ser que o plano seja “aquele camarada” de 7.000 minutos/mes).

Enquanto o celular mais esperado do ano no Brasil e o mais vendido dos Estados Unidos não chega, esperamos a Ordem e o Progresso das operadoras…

Conexões urbanas

Vejo muita TV e não escondo isso. Um dos programas de TV que eu mais curti acompanhar foi uma viagem do Zeca Camargo por países que falavam português. Algum tempo depois, uma proposta parecida foi feita por Regina Casé quando ela visitava periferias e mostrava o que temos em comum.

Estes pontos em comum, que são tão fáceis de encontrar no brasileiro e são motivo de um imenso orgulho que tenho mais do que do meu país, do meu povo, promete ser o mot de um novo programa de TV. Aí juntou TV, inclusão e gente.

Adoro gente, quem me conhece sabe que sou uma conversadeira que acha papo com todo mundo num instantinho e tenho mania de ficar olhando as pessoas só pelo prazer de ver a vida acontecer.

Fiquei sabendo do Conexões Urbanas no Saber é bom demais. Ester falou bem e eu fui pesquisar. O programa, que vai passar no canal Multishow, “é o braço televisivo de um movimento social”. Apresentado por José Junior, líder e coordenador do AfroReggae, o programa objetiva “acabar com apartheid social, criar elos de conhecimento, cultura e afetividade entre os diversos guetos em que a sociedade se dividiu: ricos e pobres, brancos e pretos”.

Faço votos de que amarelos, verdes, geeks, mulheres, gays, enfim, toda atual fauna humana esteja contemplada e que não seja só mais um programa de morro.

E deve ser assim, pois o programa promete estar conectado com os mais recentes pensamentos de sustentabilidade, tecnologia, cidadania, saúde e paz. Junior vai apresentar empresas e pessoas que vêm experimentando transformações sociais ousadas e bem sucedidas no Brasil, América Latina, Europa e Ásia.

Exposição Entre Amigos & Amores abre dia 09/09 em SP.

“Não somos todos iguais” parece gritar a exposição Entre Amigos & Amores - os espaços de socialização GLS do Rio do fotógrafo Pedro Stephan, em cartaz no MAC-USP-IBIRAPUERA ? um dos mais importantes salões dedicados ás artes visuais no Brasil, a partir do dia 09 de setembro.

A exposição que irá até o dia 19 de outubro, fará parte de um grande salão com três exposições dedicadas á temática GLBTT, uma delas da Espanha, a “Colección Visible” traz obras de artistas internacionais consagrados, com trabalhos que se remetem ao relacionamento afetivo entre casais glbtt. A outra é do inglês Barry Wolf sobre os transgêneros de São Paulo. Stephan será o único artista brasileiro a participar desse grande evento.

Com esta exposição, o fotógrafo especializado na temática homossexual, compõe um painel realístico e atual do cenário GLBTT do Rio de Janeiro, fotografando a pluralidade dentro de um segmento social estigmatizado. A exposição fotográfica multimídia se originou de mais de 100 fotos, de ensaios realizados em diferentes espaços de socialização GLS no Rio.

As imagens percorrem a ampla gama de estilos de vida e comportamento, que algumas vezes passam desapercebidos aos olhos da sociedade. Indo da zona norte à zona sul, dos lugares elitizados aos mais populares e com público de todas as idades, “Entre amigos & Amores” é um convite à reflexão sobre a temática homossexual cada dia mais presente no cotidiano brasileiro.

“ÿ uma conquista GLBTT ter uma exposição que mostra de maneira simpática e realista seus locais de convívio e diversão, além de contribuir para desmistificar o estigma que paira sobre a comunidade homossexual”, constata Pedro Stephan, revelando que pretende levar a exposição para outras cidades do Brasil.

Pelo fato ser uma “obra em progresso” Stephan continua fotografando os espaços gays do Rio e na edição paulista do “Entre Amigos & Amores” vai incluir ensaios inéditos recentemente realizados sobre o subúrbio e a baixada fluminense. O fotógrafo mostrará imagens desconhecidas do grande publico e mesmo do publico gay, acostumado a ver na mídia apenas o que acontece na badalada zona sul carioca.

SERVIÿO
Exposição “Entre Amigos & Amores” de Pedro Stephan
Local: Pavilhão Ciccillo Matarazzo Sº. - 3º. andar - Parque Ibirapuera
Quando: 09/09 a 19/10- de terça-feira a domingo, das 9 às 18 horas
Abertura: dia 09/09 ? 19 horas / Entrada gratuita

O IV Congresso da ABEH acontece de 9 a 12 de setembro de 2008 e é promovido pelo Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, nas Áreas de Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa e Literatura Portuguesa, com o tema “Retratos do Brasil Homossexual: Fronteiras, Subjetividades e Desejos”. Mais informações acesse o site.