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Archive for the ‘Sexo e Relacionamentos’


Dia dos namorados

Ontem eu estava voltando para casa no metrô e escutei parte da conversa de dois caras que estavam ao meu lado no vagão.

- “Dia dos namorados, esta data - e ele acrescentou uma expressão chula aqui - é uma coisa de marketeiro para enganar trouxas”.

- “É mesmo - disse o outro - é só uma data comercial. Amanhã é dia de sair e beber como sempre, normal, todo dia é dia do solteiro e de estar com os amigos.

Na estação seguinte vi o meu amor que estava esperando o metrô. Voltamos juntos para casa e fiquei pensando no quanto esta data é chata para quem não tem um amor para encontrar, presentear e amar. Mas mesmo quem tem se sente frustrado e ansioso com o que comprar, como presentar e que surpresa incrível deve fazer para o seu amor. E é complicado ficar satisfeito com o presente que se ganha, porque com tanta expectativa o paradigma do bom ou ruim fica cada vez mais alto. Será que o excesso de propagandas está maculando nossa felicidade nestas ocasiões?

A data brasileira foi criada pelo comércio paulista e repete o sucesso do Dia de São Valentim, o equivalente nos países do hemisfério norte. Li num fórum que em 1949 o publicitário João Dória, da Agência Standard de Propaganda, criou uma promoção para uma rede de lojas com o slogan: “nem só de beijos vive o amor”. Em seguida a Confederação do Comércio de São Paulo aproveitou esta época de baixa nas vendas e a incorporou. História ou lenda, o fato é que pegou e hoje o dia dos namorados é uma data comemorada pelo comércio do país todo.

Neste dia provamos, através de manifestaçoes de afeto para o outro e para a sociedade (na medida em que ostentamos presentes que oferecemos e recebemos), que achamos o par perfeito, de toda vida, aquele que durará para sempre. Esta é a mensagem que eu depreendo nos comerciais e no fato de no Brasil o dia dos namorados ser véspera do 13 de junho, dia do Santo Casamenteiro. Dizem que Santo Antônio fazia repetidas pregações a respeito da importância da união familiar, enaltecendo o casamento numa época - a Idade Média - em que casar era promover a união carnal, considerada pecado naquele período em que se valorizava a vida espiritual celibatária.

Independente do santo a idéia - e a exploração comercial dos nossos sentimentos - é a mesma. Por mais boba que a data possa parecer, aposto que hoje está pensando em alguma coisa especial que fará (ou faria) hoje. Eu estou fazendo meus planos, mas fiquei matutando que realmente gosto mais da idéia do Dia de São Valentino porque, mesmo sendo tão comercial quanto a nossa, ela tem um leque de seres amados ampliado: oferece-se cartões ou chocolates de Valentine’s Day aos bons amigos além dos namorados.

Seria ótimo poder dizer a quem se gosta hoje: feliz dia dos namorados, estou feliz porque tenho você na minha vida. :)

P.S. No Japão comemora-se o Valentine’s Day e, um mês depois, o White Day, quando as mulheres retribuem os chocolates que receberam dos namorados. Contei sobre eles aqui.

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O prato do dia

“Como arroz e feijão,
é feita de grão em grão
Nossa felicidade
Como arroz e feijão
A perfeita combinação
Soma de duas metades”

O Teatro Mágico - Prato do dia

Volto a bater na tecla sobre a dependência social do homem. Sim, somos socialmente dependentes e isso não é um aspecto apenas cultural, mas também genético. Diz respeito não apenas ao nosso comportamento, mas a nossa sobrevivência.

Num de seus principais textos, “Uma categoria do espírito humano: a noção de pessoa, a noção de ‘eu’”, Marcel Mauss, antropólogo francês, demonstra como a idéia de indivíduo é recente, moderna. Em sociedades ditas primitivas, a associação máxima de indivíduo era o papel determinado a ele desde o seu nascimento, para o bem daquela sociedade. Sua função era atribuída desde cedo. Num paralelo com os dias de hoje é como se escolhessem sua profissão desde criança e desde então você fosse treinado para exercer esse papel. Ou seja, as pessoas não existiam como formas únicas e ímpares do ser. A consciência era coletiva e a razão da existência de todos era o bem maior deste grupo.

A idéia de “pessoa” surgiu entre os gregos, inicialmente associado com máscaras utilizadas nas encenações teatrais. Portanto, “pessoa” era nada mais que a interpretação de um personagem. Vale lembrar que os atos desse personagem não eram de autoria do seu intérprete. (leia o texto sobre Máscaras, rótulos e essênciais, do Gustavo Gitti)

Somente na Roma Antiga a idéia de uma consciência individual tomou forma. Surgia então a noção jurídica de “pessoa” que respondia por seus atos moralmente, principalmente pela influência do cristianismo que tomava força. Contudo, essa noção ainda não se aplicava aos escravos, estrangeiros e mulheres. Mas até a modernidade, a delimitação do que era cada indivíduo dependia de fatores sociais.

Apenas no século XVII e XVIII a crença na racionalidade científica e na liberdade de consciências individuais foi fortalecida.

EspetáculoPer-sonare significa “soar através de”, ou seja, através do orifício da máscara. Afinal, é o que fazemos ainda hoje. Vestimos nossas máscaras e interpretamos esses personagens que ainda hoje, de certa forma, são impostos pela sociedade e pelas pessoas que convivem conosco. Impostos não de forma autoritária, pois não é feito a contragosto. Interpretamos esses papéis para não decepcionarnos as expectativas das pessoas, pois não vivemos nossas vidas apenas para nós mesmos. Vivemos para os outros.

No trabalho sou o personagem que sabe tudo de blogs, mídia social e inventa músicas bizarras. Em casa sou o filho carinhoso saindo da adolescência e tentando encontrar seu rumo. Em cada espaço social diferente que me encontro preciso de uma nova máscara.

Aqui acabo entrando um pouco na discussão que a Samantha já comentou antes sobre as pessoas que existem dentro de você. Essas pessoas dentro de você vivem cada uma com sua intensidade e é por isso que se torna tão doloroso quando fracassamos dentro de algum ambiente social. É o momento que um desses personagens morre.

Explicando melhor; quando você é demitido do trabalho, o seu “eu profissional” fracassa. Aquela máscara cai e aquele personagem morre. Quando você termina um namoro ou depeciona um amigo, outra pessoa morre. Às vezes pode doer tanto quanto dói perder um ente querido, afinal, o ente querido que você está perdendo é você mesmo!

Ouço algumas pessoas dizerem que são naturais, são sempre elas mesmas, não importa onde se encontram. Ora, mas ao vestir minha máscara não deixei de ser eu mesmo. São faces de uma mesma pessoa. E afinal o que é “ser natural”?

Enxergando por um ponto de vista diferente, na verdade não “somos” nada. Talvez o verbo apropriado seja “estar”.

Com o perdão do gerundismo, hoje você está sendo o profissional que trabalha na empresa X, amanhã você estará sendo o namorado da pessoa Y. E essa é a beleza da coisa. Sem essa base, sem a necessidade de SER nada, você pode absolutamente ESTAR na forma que quiser. Assim, não precisamos dedicar nossas vidas numa busca incansável do melhor personagem que podemos nos tornar, pois podemos modificá-lo a qualquer momento. E no momento que compreendermos que não há um personagem melhor ou pior que o outro, aí sim estaremos livres das algemas que uma determinada filosofia ou religião nos impõe. Poderemos ser todas as filosofias, todas as religiões, todas as crenças e pessoas, abraçá-las e determinarmos quem somos além de qualquer rótulo ou visão preconceituosa além do papel que nos foi empregado pela sociedade.

E será também nesse momento que perceberemos as infinitas possibilidades, o banquete cheio de sabores diferenciados que está na nossa frente. E o melhor, podemos comer de tudo aos poucos.

A idéia do indivíduo apesar de ser moderna, não quer dizer necessariamente que esteja errada. Particularmente me agrada muito mais do que uma visão generalista social. Me agrada tanto que me permite discordar do refrão da música citada no começo desse post.

Não somos apenas feijão ou apenas arroz. Somos todos pratos completos que podem tornar o banquete mais saboroso quando juntos. Contudo, se alguém tirar um dos pratos da mesa o almoço não acaba. O que estou querendo dizer é que ninguém é dependente de uma outra pessoa em particular. Sua cara metade não existe e você não é a metade de outro alguém. Somos todos pessoas inteiras, com suas qualidades e defeitos, mas ainda ímpares no que fazemos.

Mas como assim, afirmo que somos dependentes socialmente, e logo depois afirmo que somos independentes de uma “cara metade”? É difícil explicar.

De certa forma todos os indivíduos são únicos e insubstituíveis. Perder alguém amado deixa um vazio no peito que não será preenchido da mesma maneira por ninguém mais. Mas esse vazio pode ser preenchido de outra forma com outros sentimentos, outras qualidades e outras pessoas. Como já disse antes, “temos que saber que o ser amado não é uma muleta que sustenta suas fracas pernas, mas sim alguém que pode tornar sua caminhada mais prazerosa.”

Contudo, isso não nos torna ainda livres de uma consciência coletiva. Podemos dizer que a consciência individual é primordial para a vivência, enquanto a consciência coletiva é primordial para a sobrevivência. O personagem que você criou é seu e ninguém a não ser você mesmo pode criar, modificar, alterar ou adicionar nada a ele. Mas ele ainda é um personagem criado para interpretar um papel numa peça maior, escrita pela tal sociedade.

E o personagem sempre muda. Seja por pequenos detalhes ou grandes distúrbios, ele muda. É por isso que às vezes nos impressionamos com reações de pessoas que conhecemos há décadas: “Não acredito que você fez isso, eu achei que te conhecia”. Ora, é claro que conhecia! Trate de conhecer de novo agora. Quão tedioso não seria se eu fosse sempre o mesmo? Como diz Gabriel O Pensador: “Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo”.

Também é por isso que sempre achei difícil acreditar no amor eterno. Acredito sim no poema de Vinícius de Moraes:

“Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure.”

Soneto do amor eterno. Frase que tempos depois foi banalizada pela música “Que dure para sempre”, em versão pagode.

Se a vida que por tantas vezes já foi comparada a uma peça de teatro for mesmo um grande e eterno ensaio, que façamos uma obra de arte a melhor peça já vista, com choros, risos e alegrias, um banquete de emoções.

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Um bicho social

O homem é um bicho sociável. E digo mais, o homem é um bicho totalmente dependente da sociedade. Não sou só eu que digo, isso já foi objeto de inúmeros estudos.

A necessidade de se relacionar não é uma questão apenas de sobrevivência, mas de vivência. Todas as nossas ações, desejos e conquistas são compartilhados com a comunidade. Corremos atrás, batalhamos para ter coisas que, aos olhos do próximo, sejam bem julgadas. Só então nossa satisfação está completa, quando percebemos que passamos a ser admirados e prestigiados por outra pessoa.

Não almejamos o cargo de diretor de multinacional para gozar dos privilégios e do bom salário apenas, mas principalmente porque sabemos que a partir desse momento as pessoas passarão a nos olhar de uma maneira diferente. A satisfação pessoal não está no simples fato de ter alcançado o objeto de desejo, mas também em exibir aos outros essa vitória.

Um artista toca para ser ouvido. Se não houvesse ninguém por ali, a solidão da melodia o faria parar. De que adiantaria se arrumar, tentar ficar bonito, se não houvesse ninguém para olhar?
E é por isso que o homem só passa a existir no momento em que ele participa da vida de outro.

É isso o que imagino quando vejo filmes como “Eu sou a lenda”, que retrata Will Smith como sendo o último sobrevivente da Terra. O que importava, naquele momento em que ele se deparava sozinho, o cargo de coronel, o carro ou a casa?

Eu sou a lenda

Naquele momento, os prédios, o comércio, todas as grandes invenções que o homem um dia criou pareciam apenas uma tentativa frustrada de dar algum sentido à vida. Sua única companheira era uma cachorra e quem ainda lhe dava a idéia de que havia algum sentido em sua existência. Sua última chance de se relacionar.

Em um certo momento, Robert Neville (personagem vivido por Will Smith) começa a conversar com alguns manequins que posicionou dentro de uma locadora. Você pode dizer que esse é o momento em que ele perde a razão e começa a alucinar. Eu diria que esse é o momento que ele recupera a razão e volta a se relacionar, pois é a única maneira de continuar tendo uma vida.

E esse não é um papo espiritualista, tentando mostrar como os bens materiais não deveriam dar sentido à nossa vida. Naquele momento, não eram só os bens que não importavam, mas todas as crenças não faziam mais muito sentido. Se ele decidisse cometer uma heresia, por pior que fosse o pecado, não haveria ninguém para julgá-lo, apontar o dedo e mirar um olhar desaprovador. Nesse momento seu Deus estava morto. A noção de certo ou errado estava perdida. O único momento que Robert recupera sua fé, é o momento que descobre não estar sozinho no mundo, como imaginava, quando consegue por um momento tomar fôlego, mesmo demorando para se reacostumar a ter alguém por perto.

Durante todo o filme, o protagonista tenta encontrar a cura para o vírus que transformou toda a humanidade em zumbis. Mas em nenhum momento esse ato de extrema dedicação foi altruísta. Salvar a raça humana era salvar sua própria vida, era voltar a ter esperanças, sentimento e compartilhar experiência, porque suas experiências nunca são apenas suas.

Não há o que dizer, não há como fugir, o homem é um bicho sociável. Mesmo aquele que decidir negar isso e se isolar, no momento de sua negação, de certa forma estará interagindo com a sociedade. Todos os dias, ao acordar, ele precisará reafirmar sua negação, e ao fazer isso a sociedade continuará tendo partido na sua vida, pois se assim não fosse, não precisaria negar ou afirmar nada a ninguém. Nem a si mesmo.

É por isso que saber se relacionar, saber dar e receber, é primordial para uma vida mais plena. Saber entender as pessoas e olhá-las, de maneira que naquele momento elas comecem a existir, dentro dos seus olhos e compartilhar emoções, porque ninguém vive sua vida plenamente sem viver a vida de outros simultaneamente.

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Em defesa da inocência

Contra pedofilia, em defesa da inocência foi o tema, árduo e corajoso, que reuniu 240 blogs nesta semana. A falta de alguns blogueiros que não se omitiriam (mas estavam ocupados com os contatos offline no Cparty) não prejudicou a proposta da advogada Luma Rosa, do Luz de Luma, e divulgada pelos Amigos da Blogosfera. Não é a primeira vez que blogs se reúnem para falar sobre um tema único - Aleitamento Materno, Ordem e Progresso, Impunidade, Meio Ambiente, Operação Amazon, Um apelo à paz na terra, Religão e Saúde Pública são temas freqüentes das reuniões de pessoas de diferentes profissões que, mesmo estando locais diversos do globo se reúnem unicamente para ter mais força ao falar em conjunto.

Arrisco-me hoje a falar aqui da blogosfera, como quem conversa com amigos sobre amigos, para reforçar este fenômeno que envolve a mudança do texto opinativo - ou informativo - do profissional de mídia para o internauta “leigo”.

(more…)

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O ataque dos fakes assassinos!

Imagine a cena:

Você se corresponde a uns seis meses com uma outra pessoa. Já conversaram um monte de assuntos, algumas intimidades. Já trocaram fotos, talvez até links de vídeos do youtube. De uma hora pra outra, você (seja lá como for…) descobre que essa pessoa não existe. Bom, quer dizer, existe… só que você não sabe como ela é realmente. Não sabe nem mesmo se é um homem ou uma mulher. Não sabe nada mesmo, a não ser que estava se relacionando com uma “personagem”! Como você se sentiria?

couple-022.jpgPois é… essa é uma das novas manias da web. O mundo dos fakes parece ter cansado de suas festas na mansão HSM (High School Musical) entre “famosos”. De seus bailes regados a muito álcool e sexo virtual e resolveu invadir, novamente o mundo real.

Muito em voga nos sites de “relacionamento”, a “mentirinha” institucionalizada já não preenche mais os desejos esquizofrênicos de alguns “web surfers”. Onde antigamente havia uma pequena “correção” estética ou financeira, abriu-se espaço para seres completamente virtuais que desenvolvem “biografias” dignas de roteiristas de seriados americanos. Claro que, um ouvinte real com um pouco de atenção, consegue identificar “falhas” na lógica dessas figuras:

  • Viagens que comumente levam seis horas se transformam em “idas rápidas”. Lógico! Algumas vezes porque o/a personagem mora em uma cidade que o próprio criador não conhece.
  • A presença de antagonistas e “anônimos” que sempre fazem ameaças. Sempre há algum “culpado” para possíveis desaparecimentos, possíveis promessas que não poderão ser cumpridas, possíveis impedimentos que “impedem” o relacionamento virtual de se tornar algo real.
  • Coincidências incríveis. Justamente no dia em que você vai estar na cidade do/a outro/a algo acontece e essa pessoa não vai poder estar lá. Que coincidência, não é?
  • Fotos e perfis mutantes. Claro que, nesses casos, não é possível utilizar fotos verdadeiras… então se recorre à álbuns de estranhos, na maioria das vezes, estrangeiros. Como nem sempre se encontra a situação necessária, não existe pudor em misturar álbuns.

Mas, por que então não se afastar desses tipos de relacionamentos?

Essa é uma boa pergunta. Afinal, os sinais, são bastante evidentes. Mas, acreditem, só se tornam evidentes com o distanciamento crítico da situação. Só se você conseguir olhar atentamente para o que está acontecendo e resistir à tentação de “querer acreditar” no fake. Eles, na maioria das vezes, são muito bons de lábia!

De qualquer forma eles nunca admitem ser um personagem, mas ao mesmo tempo, nunca se mostram completamente. WebCam? Nem pensar. Telefone? Nunca é possível. Um encontro no mundo “real”? Claro, porque não?… mas terá que ser mais adiante, no momento há algum tipo de impedimento. E assim, o tempo passa e você já começa a ser também mais um “ponto” que dá vida a ele.

Desde agosto venho me interessando por estes personagens, inclusive me correspondendo com alguns deles. E, nos últimos seis meses, consegui identificar três fakes desses. Quem são eles? Não sei. Mas sei que não são quem eles diziam ser. Quais as motivações? Não me perguntem: EU SOU REAL!

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