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Archive for the ‘DESTAQUE’


Mia Doi Todd

Mia Doi Todd – Gea (2008)

Por incrível que pareça, Mia Doi Todd não é indiana ou outra nacionalidade que seu nome lhe faça pensar. Nascida e crescida na cidade de Los Angeles, Mia sempre teve o belo dom de compor músicas. Talvez pela influência de seus amigos que estavam na onda do indie rock no começo dos anos 90, ela resolveu segui-los, porém por um caminho mais calmo e pacífico.

Além dos dotes vocais – sua voz é graciosa, fina e delicada como uma seda -, ela também tem o dom de tocar violão. Unindo o útil ao agradável, Mia lançou seu primeiro trabalho, “The Ewe & The Eye”, em 1997, um álbum extremamente acústico e rústico. Foi assim, inclusive, com os dois próximos discos, “Come Out Of Your Mine” e “Zeroone”. Somente com “The Golden State” é que ela conseguiu uma produção digna de gravadora, assim como foi o primeiro álbum a chamar a atenção da crítica – no lado positivo, claro.

Mesmo assim, Mia não deixou para trás seu jeito simples de tocar e cantar. Suas letras, ricamente escritas (apesar do sotaque, mesmo nativo, não ajudar muito), descrevem o encanto que ela tem com a natureza, além das desavenças corriqueiras que acontecem entre os seres humanos. Nesse último disco, Mia parece voltar nos tempos de faculdade, quando escreveu suas primeiras canções. Ela parece expor com mais veemência seus sentimentos, as emoções à flor da pele quando se aprecia, digamos, o pôr do sol no topo de uma montanha. Os atritos pessoais também surgem entre uma música e outra, o que nos faz refletir até quando (e quão longe) vale a pena persistir em um relacionamento.

É ouvir e se apaixonar pela delicadeza de sua voz e pela sutileza em suas letras.

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Saiba o segredo da Grazi. Curioso?

Nos últimos tempos tenho ouvido falar muito sobre a Grazi. A Grazi, sabe? É, aquela atriz famosa mesmo. Dizem que ela tem um super segredo para contar pra você, pra mim e pra todo mundo. Aliás, aposto que algum conhecido seu já deve ter recebido uma ligação dela. Não? Como assim?

O que está acontecendo com a Grazi?
Vamos lá: o segredo dela faz parte de uma campanha publicitária, mas não deixa de ser divertido por causa disso. Você acessa o site www.oqestaacontecendocomagrazi.com.br e assiste ao vídeo de uma amiga comentando que também sabe da novidade. E aí você começa a se questionar: mas como assim só eu não fiquei sabendo disso ainda? Que angústia!

Bem, a espera é pouca, o vídeo passa rapidinho e logo depois você já pode colocar seu telefone para conhecer, finalmente, o tal segredo. E, por incrível que pareça, a Grazi realmente te liga. Ah, não saia da frente do computador nessa hora, pois é muito bacana observar a sincronia com o site. A interação fica muito real.

Está esperando o que para a Grazi te ligar? Eu não perdi tempo. Aliás, em um teste rápido, deixei o link para o site no meu MSN. Acreditam que quatro pessoas vieram me perguntar só de manhã? Isso que é ser famosa, popular e ter um público curioso. ;)

Este é um post publieditorial

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Beck Hansen é o cara mais legal do mundo

Beck Hansen

Parafreseando a sua principal comunidade/homenagem no orkut, definitivamente, Beck Hansen é o cara mais legal do mundo. Não somente por ser fã de música brasileira (como Mutantes e Caetano Veloso), mas por estar sempre estar na lista dos artistas mais “cool” desde os meados da década de 90. O primeiro sucesso de Beck, o  melancólico e irônico “Loser” chamou atenção da mídia brasileira por tem palavras em português no qual ele canta “Soy un mal perdedor. I’m a loser baby, so why don’t you kill me? . Na época, Beck trabalhava numa locadora de vídeos pornográficos e morava num galpão cheio de ratos. O vídeoclipe (bastante tosco) mostra Beck numa espécie de “vale da morte” com garotas mal vestidas de cheeleaders.  Lançado em 1993 e aclamado pela crítica, o single “Loser” integrou o álbum “Mellow Gold” posto nas lojas no inicio de 1994.

Após o “Mellow Gold” as perguntas se voltaram para o novo álbum de Beck o excepcional “Odelay” no qual ele mostrou sua genialidade musical e o caldeirão de influências que resultou em um dos principais álbuns de 1996. Com a produção dos Dust Brothers, “Odelay” foi bem recebido e Beck se tornou mais popular. As faixas de maior repercussão foram “Devils Haircut” e a sensacional “The New Pollution” . Abaixo o videoclipe mostra com quantos elementos funk, pop, rap e vintage se faz um vídeo para divulgar uma música tão intensa quanto divertida.

Odelay é um banho de experimentalismo e conta com  grandes faixas como “Jack-Ass”, “Where it’s At”, “Minus”, “Sissyneck”, esta última um folk eletrônico com elementos da música country. Em 1999, Beck lançou o “Midnite Vultures”, um álbum com bastante influência da soul music. Neste álbum se destacam “Sexx Laws” e o ótimo video que conta com a participação do comediante Jack Black. “Nicotine & Gravy”, “Mixed Bizness”, a eletrônica“Get Read Paid”, o rap “Hollywood Freaks” e “Bronken Train”  são algumas faixas do álbum.
O álbum paralelo “Mutation” (1998) conta com a sonoridade folk e intimista.  Há uma  nítida influência da bossa nova na faixa intitulada “Tropicalia” e o nome do álbum é uma possível homenagem a banda Mutantes. Bem, o multi-instrumentista Beck pode ser sim o músico mais legal do mundo, pois a sua música não é certinha, nem pode ser enquadrada, ele esteve sempre a frente do seu tempo da música pop que hoje  é representada por “talentos”  despreparados saídos do American Idol.  Boa música que marcou uma geração.

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Probably art

Day One – Probably Art (2007)

Não gosto de hip-hop ou qualquer outro gênero que tenha a menor semelhança, porém tenho de tirar o chapéu para o Day One. Phelym Byrne e Donni Hardwidge tocam músicas que misturam um hip-hop amigável (leia-se: dá para entender o que eles cantam, pois não usam gírias de guetos e afins) com música eletrônica, rock e um pouco de folk.

Diria que é uma reinvenção da música eletrônica, o que é muito difícil de se encontrar por aí. Criatividade não falta para eles dois: mesclam vários instrumentos – além do violão e da guitarra, eles arriscam na flauta, na gaita e no saxofone -, com efeitos sonoros bizarros (macacos gritando e cavalos relinchando, por exemplo) e, claro, as batidas de breakbeat que originaram o movimento rap nos anos 80. Esses e outros elementos se harmonizam de uma maneira muito divertida, tornando o álbum legal de se ouvir até o final.

É até difícil de imaginar alguém cantando rap e tocando violão. Simplesmente não combina, mas quando você ouve a dupla britânica em ação, você acaba mudando de idéia. Entretanto, para que sua opinião realmente seja a mesma que a minha (de que é uma boa sugestão musical), remova de sua mente qualquer artista de black music do cenário atual (50 Cent, Snoopy Dog, P. Diddy e outros os quais me recuso a lembrar o nome). A partir daí você estará plenamente apto a escutar o som inovador do Day One.

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Nós nascemos para mudar*

Faz pouco mais de um mês que completei meus 24 anos. Nessa idade nós geralmente tiramos o maior sarro da cara dos garotos - é geralmente o ano do “vai ou racha”. Independente das brincadeiras, para mim esse aniversário também foi repleto de mudanças.

Depois de um tempo bem desligada do mundo e do que poderia fazer para torná-lo melhor, entrei em uma verdadeira crise dos 20 anos e me questionei o porque de estar aqui. Seria apenas para trabalhar, ganhar dinheiro e comprar os meus bens? Que graça a vida teria dessa forma? E cada dia que passava eu ficava mais e mais preocupada com essa questão e comecei a buscar conforto e respostas em Deus.

Eu não sou religiosa - quem me conhece que o diga - mas ler a Bíblia e o Evangelho do Espiritismo me ajudaram bastante nesse processo. A cada dia, eu encontro uma frase mais interessante que a outra e, mesmo sem querer, acabo sendo direcionada para um bom caminho. Não posso dizer que a crise toda já passou, muito pelo contrário, dizem que a dos 30 é pior ainda. Mas sinto que percorri um caminho bem extenso em apenas 2 meses. Daqueles que a gente sofre, aprende bastante e depois pára, pensa e vê que realmente valeu a pena passar por todo o perrengue.

Vocês não devem estar entendendo muita coisa, não é? Na verdade, a idéia de escrever sobre as transformações que estão acontecendo comigo - e todas verdadeiríssimas - veio baseada no slogan do Kuat, que diz “a gente muda, o mundo muda”. Sabe quando a gente acorda e nota que alguma coisa está diferente? São as mudanças, ali, acontecendo na nossa frente e que nem sempre nos damos conta disso. Pare para pensar em quantas casas, ruas, pessoas do seu cotidiano já mudaram e nós reaprendemos a incluí-las em nossas vidas. Um exemplo prático disso é que aqui perto de casa estão construindo umas das novas estações do metrô de São Paulo. Essas obras mudarão para sempre o nosso cotidiano, mas tenho certeza absoluta que em um mês já estaremos acostumados a elas. Isso prova que nós sempre vamos evoluindo, mesmo sem nos darmos efetivamente conta disso.

Tá, mas e por que raios citar Kuat? Porque ele está de cara nova, uma embalagem dourada e muito bonita, mostrando como a marca evoluiu até chegar aqui. O site deles acompanha toda a temática da campanha e o que eu achei mais bacana foi o blog Colectivo. Lá estão reunidas pessoas como eu e você, que vamos sempre evoluindo puxando uma coisa daqui e outra acolá. De cada particularidade que encontramos pela frente, vamos criando uma coisa única, que somos nós mesmos. Vai ficar de fora dessa? Bora clicar lá e mostrar pra todo mundo o quanto você já evoluiu! Eu aproveitei esse post para contar um pouquinho disso. ;)

*O título é uma tradução literal de um trecho da música Changes, que faz a abertura do terceiro cd de Joss Stone. Na letra, Vinnie Jones explica que todos nós mudamos, o tempo todo, mas que temos de ser bem fortes para isso. Veja a letra aqui.

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