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Archive for the ‘Agenda Cultural’


“LA FIN DES TERRES” da Cie. Philippe Genty (França) passa por Floripa e segue rumo à SP e RJ. Imperdível!

Cena do espetáculo

Termina hoje o FITA Floripa - Segunda edição do Festival Internacional de Teatro de Animação de Florianópolis, que trouxe à cidade inúmeras companhias com espetáculos das mais diversas linguagens e tamanhos. Grupos do Brasil e do exterior apresentaram seus trabalhos em vários espaços da cidade, oferecendo uma programação variada e interessante.

Dentro dessas atrações estava o espetáculo “LA FIN DES TERRES” da Cie. Philippe Genty (França) que segue agora (fazendo o contrário do caminho habitual e após haver passado por Belo Horizonte e Londrina) rumo à São Paulo e Rio de Janeiro (veja serviço abaixo).

Donos de uma técnica impecável, o elenco da Cie. surpreende por apresentar um trabalho que rompe com os limites impostos entre teatro/dança/música/animação e proporciona um espetáculo único no que diz respeito à linguagem. Seu trabalho habita um espaço que brinca com os sentidos do espectador proporcionando imagens de forte apelo visual que nos conduzem por caminhos que não sabemos aos certo quais são mas que, ao mesmo tempo, nos mantém ligados e interessados pelo que está passando no palco nos seus aproximados 110 minutos.

Objetos que se movem sozinhos, seres com rosto de humano e corpo de inseto, imagens que se transformam à nossa vista sem que possamos nos dar conta de como foi feito são artifícios usados para que um clima insólito se instale e nós (espectadores) deixemos a lógica cartesiana de lado e acreditemos que tudo que nos é apresentado é possível e essencialmente belo.

Essencialmente o espetáculo fala de um casal que atravessa o mundo e chega aos limites entre o sonho e realidade, adentrando um espaço onírico habitado por estes seres que poderiam ter saído das pinturas de Dali e Magritte (referências fortes do surrealismo). Mas não vá esperando um discurso lógico e linear… as cenas articulam-se através de linhas de tensão ligados ao subconsciente, projetando emoções que vão desde a alegria e o jogo, passando pelo medo e a rejeição.

De qualquer forma, é um espetáculo imperdível!

SERVIÇO:

Em São Paulo, no SESC Vila Mariana
Dias 25 e 26/06. Quarta e quinta, às 21h.
R$ 40,00 (inteira); R$ 20,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino); R$ 10,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes);
Teatro (608 lugares)

No Rio de Janeiro, no Teatro João Caetano
Abertura do Festival Intercâmbio de Linguagens no Teatro para Crianças
Dias 28 e 29/06. Sábado e domingo, às 20h.
R$ 10,00 (criança) e R$ 20,00 (adulto). Bilheteria: 18h/21h (qui. e sex.); a partir de 10h (sáb. e dom.).
Teatro (1 222 lugares)

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Rufus Wainwright no Brasil!!!

Intenso, barroco, ícone gay, teatral, melancólico, Kitsch! Esses são alguns adjetivos que sempre vemos utilizados para definir Rufus Wainwright, esse americano criado no Canadá que realiza quatro shows no Brasil, no início de maio (SP, RJ, BH e Brasília). Mais conhecido por interpretar músicas presentes em vários filmes (Moulin Rouge, Shrek e Across the Universe), Rufus ultimamente virou referência para todos os interessados em cultura pop e, embora não seja muito conhecido no Brasil, está em muitas listas dos modernos de plantão.

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Cores japonesas em São Paulo

Pelo meu sobrenome, é fácil imaginar que sou meio oriental. Meu pai é filho de japoneses e fui criada com muita intimidade com esta cultura, que posteriormente aprendi a apreciar com olhos mais maduros e sobre a qual estudo sem parar. No entanto, até eu, apaixonada pelo Japão, me surpreendo quando vejo como a sociedade brasileira está assumindo os festejos do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil. Apesar de ser um dos grupos de imigrantes que chegou mais tarde ao Brasil (quase cem anos depois dos alemães e décadas depois dos italianos, para fazer apenas duas comparações), os japoneses sempre chamaram atenção. O idioma, que as primeiras gerações mantiveram a todo custo, os hábitos e especialmente sua aparência diferente sempre os distinguiram dos outros grupos brasileiros.

Mas o que faz dos festejos do centenário uma festa popular é a curiosidade e o interesse pela cultura japonesa. Seja pelo tradicional ou o hitech, o Japão é interessante.

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Marília Gabriela entrevista… e bem!

Não posso dizer que os programas de entrevista sejam os meus favoritos. Primeiro porque, dependendo do convidado, os temas podem me interessar mais ou menos. Depois, porque a maioria dos entrevistadores costuma ter algum tipo de desvio aparente! A maioria deles quer aparecer mais do que o entrevistado. Nessa categoria Jô Soares e o próprio Fausto Silva são praticamente imbatíveis. E também tem aqueles que são interessados no que o entrevistado tem a dizer, mas possuem carisma zero.

Entre mortos e feridos na guerra da audiência, destaca-se Marília Gabriela! Com inteligência e muito carisma ela comanda, desde 96 seu programa no GNT. Inicialmente com o nome de Aquela Mulher, e a partir de 98 como Marília Gabriela Entrevista.

Nascida em Campinas e formada em Psicologia e Artes Plásticas, além de ser professora primária, começou a trabalhar nas organizações Globo em 1969. Começou como estagiária do Jornal Nacional e desempenhou inúmeros papéis, passando por apresentadora de noticiário, repórter, fazendo coberturas e trabalhando como enviada especial. Hoje em dia, desenvolve paralelamente seu trabalho como atriz, tanto no teatro, como no cinema e na televisão.

Sua presença em frente das câmeras é marcante! E a lista de pessoas interessantes que já passaram por seu programa tem a mesma medida. Óbvio que as celebridades acabam ganhando mais atenção da mídia, mas não é raro que ela leve alguém não tão famoso para falar sobre algo realmente interessante. Nem preciso dizer que essas são minhas entrevistas preferidas.

No último dia 16, as entrevistadas eram a juíza Luciana Fiala e a diretora de cinema Maria Augusta Ramos que realizaram juntas o documentário Juízo que estreou recentemente. (Assim que assistir, volto para falar! ;))

Como sempre faz, Marília se colocou a disposição de seus entrevistados, tentando obter mais pensamento do que sensacionalismo. Com opiniões embasadas e longe de se colocar numa posição cheia de “achismos” ela consegue discutir diferentes pontos de vista com seus entrevistados. Não é raro que os entrevistados sejam vistos “pensando” para responder as perguntas, prova de que Marília consegue sair dos questionamentos óbvios e costumeiros.

Óbvio que ela não faz o programa sozinha. Fica evidente o cuidado da direção (Maria Helena Amaral) e do roteiro (Maria Thereza Pinheiro), além de uma ficha técnica imensa e cheia de pessoas interessantes. Se você ainda não assistiu, não perca…. vale a pena! O programa passa no GNT e você consegue consultar dias e horários aqui!

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Brazil Next Top Model chega à final sem emplacar.

A Sony tentou! Isso não se pode negar. Ela foi lá, copiou a forma do programa americano (como todos os reality shows!) e colocou boca abaixo da galera mais esta competiçãozinha furréca como se fosse uma super atração! Mas, não dá. Sinceramente, não dá!

... e parece que vai haver continuação!

O equívoco começou com a escolha da apresentadora. Fernanda Motta não tem o carisma suficiente para manter o espetáculo em pé. Ela comete gafes uma atrás da outra. Horas tropeçando na língua portuguesa, horas com sua péssima dicção. Sem contar quando ela tenta ser espontânea e acaba se tornando a rainha do bola fora: - Olha ‘daonde’ você veio e aonde você chegou!!! - Diz ela para um das candidatas selecionadas.

Os jurados também não convencem muito! Ser mal-humorado é regra para trabalhar com moda? Ou será que é vontade de imitar os americanos e dizer ‘Olha  como somos cruéis e exigentes!’. Por favor!!! Paulo Borges, de todos parece ser o mais coerente. Alexandre Herchcovitch é mais ausente do que presente. Volta e meia some e colocam um convidado no seu lugar. Erika Palomino é a rainha do ‘não gostei’. Nunca espera nada de ninguém e sempre que uma das candidatas é eliminada parece que tirou um peso dos ombros.

As candidatas também, é verdade, não ajudam muito. A maioria se demonstrou mal preparada. Para quem quer ser uma Top Model, faltou bastante conhecimento. E nem estou falando em cultura geral não. Faltaram conhecimentos básicos da profissão e de como se comportar de maneira profissional.

Para a finalíssima, que acontece nesta quarta-feira próxima, chegaram Mariana Velho, Livia Maria e Ana Paula Bertola. Mais ou menos nessa ordem, me parecem ser as melhores.

Agora é esperar para ver quem ganha! E torcer para que na próxima edição seja dada uma melhorada total…. sim, meus amigos, provavelmente haverá próxima edição. Lá mesmo no site da Sony já consta ‘ano um’. Outros virão. Fazer o que, né?

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