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Archive for the ‘Automobilismo’


Uma brasileira brilha nos Estados Unidos

Bia Figueiredo estréia no automobilismo americanoNa semana passada, Bia Figueiredo foi confirmada pela equipe Sam Schmidt Motorsport como sua piloto para a temporada 2008 na Indy Pro Series, a principal categoria de acesso à IRL. A equipe é a atual campeã e recordista de vitórias da IPS. Sabia como Bia conseguiu chegar lá.

Depois de 9 temporadas no kart e com o sonho de chegar à Fórmula 1, a piloto partiu para os monopostos na então bem sucedida Fórmula Renault. A categoria era apontada como um grande celeiro de novos talentos e, como prêmio, o vencedor da temporada corria um ano na Europa com tudo pago. Em 2003, Bia foi a melhor estreante, bateu o recorde da pista de Londrina, fez a melhor volta em Campo Grande e também marcou presença no kart, vencendo a Copa Sorriso Petrobrás e chegando em segundo lugar na Seletiva Petrobrás.

Em 2004 e 2005, Bia continuou na F-Renault e chegou a conquistar o terceiro lugar na classificação geral, registrando 3 vitórias e também poles. No ano seguinte, a piloto partiu para novos desafios e correu em diversas categorias, como a F-3 Sul-Americana – na qual registrou uma pole na última etapa em Interlagos, Stock Car Light e 500 milhas de Granja Viana.

Já no ano passado, a vida de Bia não foi tão fácil. Sem correr, ela apenas participou de treinos rookies na A1GP. Mas isso não foi nenhum motivo para a piloto desistir do seu sonho e da sua carreira. Ela treinou intensamente durante esse período e teve mais tempo para avaliar as suas opções e os locais nos quais poderia correr.

O primeiro treino oficial será no dia 28 de fevereiro, também em Homestrad, e junto com a Indy. O campeonato terá início no dia 29 de março e, com certeza, a presença de Bia trará ainda mais brilho para a categoria que já conta com a musa Danica Patrick. Aproveito para registrar os meus votos de boa sorte e sucesso para essa piloto que é exemplo de profissionalismo e perseverança em uma carreira tão difícil de se seguir hoje em dia.

*Foto retirada do site GP Total

O Museu do Automobilismo

Se tem um lugar que eu quero conhecer, ele fica em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. Lá está o único Museu do Automobilismo, um espaço especializado na exposição e conservação de carros de competição e um centro de referência na preservação do esporte no País.

Ao todo são 76 carros expostos, sendo a grande maioria deles do automobilismo nacional da década de 70, além de fotos, documentos, filmes, troféus, reportagens e depoimentos. Porém, e infelizmente, o Museu não é aberto ao público. Por falta de investimentos na estrutura de som e imagem do local, ele ainda não está adequado para receber os visitantes. Como diz em seu site oficial, “quando a estrutura estiver avançada, valorizando os carros apresentados e propiciando o impacto buscado, poderá abrir as suas portas”. Atualmente, o Museu só recebe convidados e grupos especiais agendados.

É impressionante notar o trabalho da recuperação dos carros. Certa vez, ouvi em um programa, que muitos pilotos e equipes não têm o mínimo cuidado na conservação de seus carros. Um dos primeiros usados pelo Barrichello foi achado todo deteriorado em um barracão. Mais um ponto para o Museu, que conta com uma equipe de mecânicos especializados no ramo para reconhecer e recuperar os carros. Atualmente, 80% do acervo do local foi testado e em condições de pista.

No Museu há preciosidades como o Fórmula Fitti Vê, único bólido original recuperado e usado na extinta Fórmula Vê em 1967, um Fórmula Ford, pilotado por Barrichello durante a temporada de 1988, chegando nos mais recentes Fórmula Chevrolet, de 1992. Além dos Fórmulas, há também um Opala dirigido por ninguém menos que Ingo Hoffman bem no começo da Stock Car, dois belos Chevrolet Corvette e três Ford Edelbrook. Veja algumas imagens abaixo. Todas foram retiradas do site oficial do Museu.

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Só nos resta torcer para que o Museu seja logo aberto ao público e todos possam desfrutar desse maravilhoso passeio. Onde estão os patrocinadores para apoiarem essa causa?

Autódromo de Jacarepaguá será demolido

 

Traçado antigo do circuito. Fonte: Wikipédia

No começo dessa semana, o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arhur Nuzman, anunciou o que muitos temiam: o fim definitivo do Autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Essa decisão foi tomada por conta da candidatura da cidade para sediar as olimpíadas de 2016 e o desejo de construir um centro olímpico no local. Tudo isso sem levar em conta se o Rio será escolhido ou não para o evento.

Esse fato foi a gota d’água para um autódromo que estava remendado e praticamente condenado desde a disputa do Jogos Panamericanos, no ano passado. Grande parte do traçado da pista foi alterado para dar lugar a um moderno complexo aquático. Como nunca tive a oportunidade de visitar o local, o que me espanta mais ainda é saber que em Jacarepaguá há inúmeros terrenos e espaços vazios, os quais poderiam ser facilmente usados para criar qualquer tipo de estrutura esportiva sem nem atrapalhar o autódromo.

A certeza de saber que a pista será destruída me deixa chateada por dois motivos: a tradição de anos de disputas emocionantes em diversas categorias irá pelo ralo e a luta de muitos pilotos e admiradores para impedir as obras do Panamericano não deu em nada.

Os mais jovens conhecem a Fórmula 1 de Interlagos e muitos nem imaginam que o Autódromo Internacional Nelson Piquet, batizado com o nome do piloto após o tri-mundial em 1988, já foi palco de muitas provas e duelos. Inaugurado em 1966 e adaptado às normas da FIA em 1977, o autódromo do Rio de Janeiro recebeu a categoria máxima do automobilismo até 1989. Inclusive, em 1986, os brasileiros puderam ver uma dobradinha histórica de Senna e Piquet. Os pilotos já eram rivais na época, mas mesmo assim comemoraram juntos no pódio.

Após esses anos dourados, o autódromo foi sede de provas da CART, corrida norte-americana, e da MotoGP. Porém, nos últimos tempos a única categoria com maior visibilidade que correu por lá foi a Stock Car.

E infelizmente após esse anúncio o sonho acabou. Mais de 40 anos de disputas ficarão vivas somente na memória dos espectadores. Para não criar polêmica, dizem que será construído um novo autódromo em outro local do Rio. Aprendi a não acreditar mais nessas promessas, só quando realmente vê-las.

Rally Dakar é cancelado

A coluna desta semana já começa com um clima diferente. Escrevo de Ilhabela, um dos locais mais bonitos que conheço aqui em São Paulo. Engraçado como no fim das contas tudo tem a ver com automobilismo. Um taxista, seu Roberto, contou que o pai de Felipe Massa tem uma casa aqui na Ilha, em uma parte mais isolada. Várias vezes já topou com o piloto. Imagina se andando por uma praia eu dou de cara com ele? Bom, se isso acontecer mesmo, eu só vou poder contar depois.

Vamos andando que o ano já começou acelerado. Amanhã começaria o tradicional Rally Dacar, na cidade de Lisboa, Portugal. Essa é uma das competições mais conhecidas em todo o mundo, pois os pilotos enfrentam condições extremas ao atravessarem o deserto do Saara até chegarem ao Senegal. Porém, pela primeira vez em toda a sua história, a prova foi cancelada por medidas de segurança. Com tudo pronto para a aventura começar, a organização divulgou um comunicado afirmando temer pela segurança de pilotos, navegadores e equipe técnica a ponto de não realizar o rally.

Nas palavras dos organizadores da prova: “A A.S.O. condena a ameaça terrorista que anula um ano de trabalho, de inscrições e de paixão para todos os participantes do maior rali. Consciente da imensa frustração, vivida, em particular, em Portugal, Marrocos, Mauritânia e Senegal, (…) a A.S.O. continuará a defender os valores que caracterizam os grandes acontecimentos desportivos”. Os principais motivos para o cancelamento da prova foram o assassinato de quatro turistas franceses, no dia 24 de dezembro, fato atribuído à Al Quaeda, e as ameaças diretas de grupos terroristas lançadas à competição.

Esse é um fato para deixar qualquer um de queixo caído. Em quase 30 anos, o Rally Dakar nunca tinha sido cancelado. Acredito que essa foi uma decisão acertada, porém bem em cima da hora. No blog do jornalista Fernando Solano, no Estadão, o piloto Jean Azevedo comenta sobre toda a expectativa para a prova e a frustração de saber que a mesma não acontecerá. Imagino o tormento que foi para a direção do rally tomar essa difícil decisão. Por outro lado, acredito que se a prova está ameaçada há um certo tempo, por que não cancelá-la um pouco antes? Enfim, o leite já foi derramado e o que fica – além de mais um reforço do domínio do terrorismo – é a tradição da prova. A organização garante que no próximo ano ela volta com força total. Vamos torcer realmente para que isso aconteça.

Como fica o mundo da Fórmula 1 em 2008

Quem disse que a vida de piloto titular é fácil? Nelsinho acompanhava a rotina da Renault de perto, já que passou o último ano testando o carro da equipe. Mas agora, ele já começa a sentir a pressão de ser mais um representante do automobilismo brasileiro na Fórmula 1.Nelsinho PiquetNa última semana, vi entrevistas de Nelsinho em veículos renomados e também o seu encontro com o presidente Lula. Será que ele está preparado para agüentar toda essa pressão? Ele não é apenas jovem – como a maioria dos recém-chegados à categoria – como tem um sobrenome de peso para carregar. Muitos acreditam que o Nelsinho possui a mesma personalidade de seu pai. Meu palpite é: mesmo que isso seja verdade, a F-1 do século XXI protege tanto os seus pilotos, que seria difícil termos uma reedição da briga “Senna X Piquet”.

Um detalhe muito importante é a presença de Alonso na equipe e como contratado a peso de ouro. Pelo relacionamento com Hamilton esse ano, o espanhol mostra que não está disposto a perder tempo fazendo amizade com seus companheiros de escuderia. E agora? Bem, só poderemos saber a resposta para essa pergunta quando os carros alinharem no grid para a corrida de abertura do campeonato, na Austrália, em março.

Equipes trabalhando pesado. Não tem folga!

E bem antes disso, as equipes já estarão trabalhando arduamente nos testes dos modelos 2008 dos seus carros. A principal diferença para os bólidos desse ano é a saída do controle de tração. Com isso, os pilotos terão muito mais trabalho na hora de pilotarem e, literalmente, terão que segurar os seus carros no braço.

Esse é apenas um item da série de modificações que Bernie Ecclestone pretende fazer na categoria. Além da volta dos pneus slick, em 2009, o chefão da F-1 ainda estuda uma série de modificações na pontuação do campeonato, privilegiando assim, quem vencer mais corridas. É esperar para ver!

Para todos que fazem parte da comunidade do NossaVia, um ótimo Ano Novo, com muitas alegrias, desejos, saúde e votos do melhor para 2008.