Nem sempre o melhor é sempre o melhor
O Fluminense foi de longe o time que mais investiu em contratações este ano. Trouxe jogadores de nome como Leandro Amaral, Dario Conca, Washington e Dodô. O presidente do clube desde o início manteve o discurso de que este ano o projeto era não ganhar apenas o torneio mais importante das Américas, mas também todos os campeonatos disputados pelo clube.
No primeiro teste do ano, o Fluminense fracassou. Por duas vezes. Deixou a chance escapar tanto no primeiro quanto no segundo turno para o mesmo time, o Botafogo. Inclusive, o pênalti perdido no jogo de hoje parece ter doído mais. Se Thiago Neves, Gabriel e Conca são os principais cobradores, por que o Washington resolveu cobrar? A busca pela artilharia já perdida? Perdida porque Wellington Paulista nesta altura do jogo já possuía quatorze gols na sua conta, Washington apenas nove, então, precisava mesmo?
E agora? Fica a pergunta na cabeça do torcedor.
Na Taça Libertadores, tudo tranqüilo, ao menos por enquanto. Terminando a primeira fase como melhor time, o Fluminense corre o sério risco de encarar um time mexicano pela frente. O fato de ser um time mexicano não é o que mais assusta, mas sim uma viagem que é extremamente cansativa. Tarefa dífícil, mas aí está a chance de se redimir perante a torcida.
Mas, ter o melhor elenco é garantia de bons resultados?
A resposta pode parecer óbvia, mas nem sempre ter os melhores jogadores significa ter a melhor equipe e isso ficou bem claro durante o Campeonato Carioca.
O Botafogo foi de longe o time mais regular da competição e hoje foi recompensado pelo trabalho. Garantiu sua vaga na final e agora briga com o Flamengo pelo título.
No Campeonato Paulista vimos algo parecido, o São Paulo no papel também possuía um elenco superior ao Palmeirense, mas no final o “verdão” levou a melhor.
Isso só faz reforçar a tese de que o melhor nem sempre é mesmo o melhor e mais eficiente. Elenco bom ajuda e muito, mas o conjunto ainda faz a diferença no futebol. Tanto no Botafogo como no Palmeiras, a equipe falou mais alto.





Eu não sou e nunca fui fã do Santos. Na linguagem popular podemos dizer que nossos “Santos” não se cruzam. Foi coisa de antipatia à primeira vista. Difícil de explicar.

















