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Archive for the ‘Futebol’


Jogar pela Seleção? Que nada, eles querem é jogar na Europa!

Sempre que assisto algum amistoso da Seleção Brasileira, como o desta Quarta, fico pensando: Será que ainda vale a pena ?perder? meu tempo com este jogo?
A princípio a resposta seria sim, pois como uma boa fã do esporte, não gosto de perder oportunidades de assistir craques que hoje, na sua grande maioria, não atuam mais por aqui.

BrasilxSuecia

Mas passado algum tempo, após ver a escalação da equipe que entra em campo, uma outra pergunta domina minha cabeça: Onde estão os craques? A resposta é simples, estão nos seus respectivos clubes.

Desta vez, as maiores estrelas brasileiras, Ronaldinho Gaúcho e Kaká alegaram contusão, mas sejamos sinceros, não é sempre assim.
Hoje, a cada amistoso, a cada competição que não seja a Copa do Mundo, fica no ar a sensação de que os jogadores servem a Seleção Brasileira por mera obrigação e não por prazer.

Seleção Brasileira não paga os salários milionários nem cria oportunidades de marketing que na maioria das vezes são mais rentáveis que os salários oferecidos pelos clubes.

Basta tomar o exemplo de David Beckham, atleta do L.A. Galaxy e da Seleção da Inglaterra. Ele é um bom jogador, mas não está no mesmo nível de Pelé, Maradona e Zidane, para citar apenas alguns. Seu carisma e aparência arrebatadoras, aumentam cada vez mais sua conta bancária.

O que acontece no Brasil hoje é a saída cada vez mais prematura de jovens promessas. O mais importante não é a fidelidade ao clube de formação, mostrar seu talento e conseguir uma vaga na Seleção Nacional, mas sim conseguir um contrato na Europa. Claro que os clubes de maior repercussão como Real Madrid, Barcelona e Manchester United são os maiores desejos dos meninos, mas se de repente aparecer uma proposta no Futebol Russo, Ucraniano, Turco, por que não aceitar? Os empresários, na ânsia de obter lucro rápido fazem o atleta aceitar qualquer proposta, desde que seja para jogar no exterior.

O resultado disso, é um amistoso entre Brasil e Suécia como o de hoje. Um jogo sem estrelas, sem sal, com jogadores sem a menor vontade de atuar, um futebol bem abaixo do esperado e decidido com a ajuda do goleiro adversário.

Quer ver uma boa partida de futebol? Sintonize sua TV em uma partida do Campeonato Inglês, que hoje é sem dúvida o melhor Campeonato do mundo.

Futebol ou showbizz?

Há alguns dias assisti ao filme Garrincha. Já tinha lido o livro de Ruy Castro, Estrela Solitária, que conta a história deste jogador da Seleção Brasileira e ídolo do Botafogo - quando este era um dos maiores times do Brasil, na época aúrea do futebol carioca. Sem entrar nos méritos (ou deméritos) da produção que lembrava uma chanchada, da atuação de André Gonçalves e Taís Araújo (que achei ótima como Elza Soares), o filme mostra como o futebol era amador quando o Brasil foi bicampeão.

Apesar de os jogadores ainda namorarem atrizes ou cantoras famosas, agora o verdadeiro showbizz acontece em torno dos atletas.

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Kaká calou minha boca nesse Domingo

Kaká começou a jogar no São Paulo há muitos e muitos anos atrás. Eu, como bom Cruzeirense, nunca fui de dar maior atenção ao futebol paulista. No ano em que Kaká estourou e foi vendido para algum clube europeu por uma quantidade obscena de dinheiro, resolvi me dispor a assistir algum jogo do São Paulo antes que o “menino-prodígio” fosse embora.kaka

Tá, mas ele joga bola?

Cadê o tal?

Em vão. Assisti três ou quatro fragmentos de partidas, sempre com Kaká em campo. O detalhe é que ele nunca parecia estar em campo. E quando efetivamente recebia a bola, não acontecia nada espetacular. Não saíam chutes milagrosos rumo ao gol, e muito menos passes dignos de um mestre.

Até onde meus olhos, e confio muito em meus olhos, podiam acompanhar, era só mais um garoto que havia tirado a sorte grande. Afinal, ia pra Europa, e com uma conta bancária capaz de me causar um infarto prematuro.

Kaká seguiu em sua trajetória ascendente. Cada vez mais famoso, mais cobiçado. Um filho da puta um ano mais novo do que eu e com tudo que qualquer um em sã consciência poderia sonhar alcançar.

A única coisa comparável a velocidade de seu estrelato era a insistência com que as televisões se recusavam a me apresentar o “Kaká-estrela”. Sempre que sentava em frente a um aparelho televisivo, só me mostravam o jogador que erra passes, dá boas entrevistas e promete melhoras para o jogo seguinte.

Até ontem.

Acordei com o despertador de meu celular, ainda baqueado com a ressaca da noite de Sábado latejando forte. Tirei a coberta, me levantei e liguei a TV. Final do mundial, em Tóquio, Boca Juniors e Milan. Jogão.

Não pelo Kaká, mas por Seedorf, Inzaghi, Palermo, o bom velhinho Maldini, meu glorioso Dida, dentre outros.

Cocei os olhos, me recostei na cama, peguei uma garrafa dágua bem gelada para me hidratar e lá fomos. Bola rolando.

Noventa minutos depois,

Dois passes decisivos e um gol próprio na conta do garoto-prodígio. 4 x 2. Milan sobrou em campo.

ÿ, calei minha boca. Dunga, coloca o menino na frente que ele sabe o que faz.

E você, em quem acredita e quem acha que está na Seleção só de fachada?

Mulher também gosta de futebol

O futebol está enraizado na cultura brasileira. ÿ um dos (poucos) motivos de orgulho que temos quando viajamos para outros países. ÿ o mais humano dos esportes, pois é uma mistura insana de vários sentimentos: paixão, ódio, orgulho, vergonha, compaixão, rivalidade, sorrisos e lágrimas. Tão vivo na nossa cultura é o futebol, que nós mulheres não podemos simplesmente ignorá-lo: Ou amamos ou odiamos.

A maior torcida do mundo

Estou no time das que amam. E sofrem. E vibram. E não, não foi influência de meu pai sãopaulino, nem do namorado vascaíno. Me apaixonei por futebol ao ver a torcida do Flamengo inflamada, vibrando em um Maracanã lotado em 1992, ano da conquista de seu pentacampeonato brasileiro (Não, nem pense em discutir isso! :D). Desde então, sou rubro-negra desde que nasci.

De lá para cá aprendi um pouco mais sobre futebol. Conceitos estranhos a muitas mulheres - obviamente devido à falta de interesse, não nos subestime - como escanteio, escalação, impedimento ou tiro livre direto, fazem parte de meu vocabulário cotidiano. Dou palpites na escalação, reclamo do juiz, digo que o bandeirinha é cego, me desespero ao ver o gol adversário e pulo de alegria ao ver um gol do meu time. Jogo de Copa então, é sagrado, me emociona até ouvir o Hino Nacional. Já estou reservando o dinheiro para ver um jogo ao vivo do Brasil na Copa do Mundo de 2014.

Gosto de futebol sim. Leio jornal de esportes, acompanho os debates nas mesas redondas, converso com tios, primos, pai e amigas - sim, também tenho amigas que gostam de futebol. Só evito falar com meu namorado, vocês já devem ter entendido o porquê. :D

Nem por isso deixo de ser feminina, de ir ao salão, fazer compras no shopping, namorar, falar sobre roupas, bijus, maquiagens… Mulher também pode gostar de futebol, sem perder a feminilidade.