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Archive for the ‘Meio Ambiente’


Você se contentaria com meia Amazônia?

A Amazônia e outras florestas brasileiras estão ameaçadas por um projeto de lei que, se aprovado, autorizará a derrubada de até 50% da vegetação nativa e legalizará praticamente todos os desmatamentos que, nos últimos 40 anos, derrubaram o equivalente a quase três estados de São Paulo!

Estima-se que, em 20 anos, 31% da floresta estará derrubada e outros 24% totalmente degradados, tornando a Amazônia uma imensa savana até o final do século. Com a aprovação do projeto, que já passou no Senado e tramita agora na Câmara dos Deputados, aceleramos e legalizamos esse processo.

O impacto não é só na flora, mas também nas culturas e povos locais.

Para impedir essa derrubada em massa, o Greenpeace iniciou uma campanha – Meia Amazônia não! – com o apoio da Riot, para juntar assinaturas suficientes que possam barrar essa aprovação. Vamos dizer aos deputados e senadores que 50% é igual a zero e queremos uma Amazônia por inteiro!

Como ajudar?

Blogueiros: Se você é blogueiro, participe da nossa ação! A ação consiste em cortar sua logomarca pela metade, linkando para o hotsite da campanha, assim como fizemos aqui (veja o logo lá em cima), durante pelo menos 1 semana. Se possível, faça um post mencionando a campanha, divulgue, convide todos a assinarem.

Todos: Mande por e-mail para seus amigos, na sua comunidade do Orkut, divulgue como preferir.

Contamos com a sua participação.

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Quantos planetas são necessários para suprir nossas necessidades?

Dia mundial do meio ambiente

Já parou para pensar um pouco nas pegadas que você deixa na sua ‘caminhada’ pela Terra?

A Pegada Ecológica é um conceito desenvolvido por Mathis Wackernagel e William Rees, autores do livro “Our Ecological Footprint - Reducing Human Impact on the Earth” (1996), para poder quantificar o impacto do estilo de vida das pessoas hoje, no meio ambiente.

Digamos assim: o homem consome mais do que a terra produz. O rastro que deixamos ultrapassa a capacidade ecológica de produzir novos recursos renováveis e de absorver resíduos em 21%. Ou seja, precisamos de 1,21 planetas para manter o que temos hoje.

(more…)

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Masdar – Cidade ecológica

Energia solar

Masdar é uma “cidade-conceito”, se assim podemos dizer, iniciativa da empresa de energia árabe Masdar Initiative e arquitetos britânicos da Foster and Partners. Masdar será construída aos arredores de Abu Dhabi e será, de fato, uma experiência que deve ser acompanhada de perto.

A proposta do projeto é criar uma cidade 100% ecológica, sem desperdícios. Ela será livre de emissão de carbono e 99% do seu lixo será reciclado ou transformado em compostos. Abrigará também a maior fonte de energia fotoelétrica do mundo.

Toda a energia de Masdar virá de fontes renováveis. Além disso, uma novidade é que a cidade não terá carros. E não haverá necessidade, já que nenhum pedestre ficará a mais de 200m do transporte público. As ruas da cidade terão apenas 3 metros de largura e 70 de comprimento para facilitar a passagem do ar e incentivar a caminhada.

A primeira vista, parece o começo dos conceitos de cidade-futuro tão defendidos por Jacques Fresco. Mas olhando de maneira mais crítica, o termo “cidade-conceito” encaixa perfeitamente.

Masdar não será uma cidade de verdade. Assim como carros que voam que são criados para serem mostrados em grandes salões do automóvel, Masdar parece ser uma cidade criada para ser uma grande experiência.

A começar, a cidade terá 6km2. Deve ser menor que muito bairro em São Paulo. É menos da metade do tamanho de São Caetano, cidade do Grande ABC que dizem que o síndico ter o mesmo poder do prefeito, de tão pequena que é. Para atravessar Masdar de um extremo a outro a pé, não leva mais do que 30 minutos. Será habitada por 50 mil pessoas.

Além disso, ficará perto de Dubai, que tem pretensões de ser a cidade mais visitada turisticamente do mundo. Coincidência?

Também a questão do carro deve ser avaliada. É claro que numa cidade com 6km2 você pode se virar sem um automóvel, mas qualquer pessoa que saia de lá para outra cidade, irá motorizado.

O modelo de sustentabilidade de Masdar é ótimo para ser estudado e visto como referência, mas é óbvio que não pode ser aplicado a uma cidade grande. Masdar pode se denominar “a primeira cidade sustentável”, ecologicamente, claro, porque ela ainda dependerá de outras tantas cidades economica e politicamente. Cidades as quais não possuem o mesmo modelo sustentável, nem de perto.

Leia a reportagem completa sobre Masdar
Site oficial do projeto

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Quem lucra com o aquecimento global?

Onde uns vêem catástrofe, outros vêem oportunidade.

Digamos que você tivesse uma fábrica de carroças no fim do século XIX, pouco antes de um tal Henry Ford começar a fabricar os primeiros modelos T. Seria o fim da sua pequena fábrica de carroças? Ou quem sabe a oportunidade de ganhar mais dinheiro com uma fábrica de carros?

Sendo assim, por que não lucrar também com o suposto fim do mundo?

Quer evitar o aquecimento? Uma geladeira mais moderna que polui menos. Não deu certo e sua casa está quente? Ar-condicionado. O mar invadiu sua casa na praia? Compra um caiaque. O mundo está acabando? Who cares? O importante é passar esse momento em estilo, com roupas novas.

Provavelmente é compartilhando dessa visão que os países desenvolvidos encaram o mercado de crédito de carbono.

Depois de assinado o Protocolo de Quioto, em 1997, nasceu um grande mercado de crédito de carbono, que hoje já virou ações na bolsa.

Alguns países sentem dificuldade em reduzir as emissões de poluentes, pois a tecnologia existente já possui dispositivos que controlam e mantém a emissão a baixos níveis.

Diminuir a poluição que um Fiat 147 causa é fácil, é só trocar por um carro mais novo. Mas em um país onde as coisas já são novas, é mais complicado desenvolver novas tecnologias para baixar ainda mais.

Portanto, alguns países buscam cumprir suas metas em outras regiões e nações, comprando a redução em outros parques industriais que permitam isso.

O Brasil é um país com grande potencial nesse mercado e algumas empresas já conseguiram reduzir drasticamente o nível de CO2 emitido. O CO2 “recuperado” é medido em toneladas e então quantifica-se seu valor no mercado e vende-se para empresas estrangeiras. Em outras palavras, o gás carbônico virou moeda de troca.

É como se essas indústrias comprassem o direito de poluir na sua área, pagando o desenvolvimento tecnológico necessário nos países emergentes. É cumprir o que foi assinado no protocolo, sem fazer exatamente o que era esperado.

Mais uma vez, o que deveria ser um programa para ajudar o planeta virou mercado. O que parece muito interessante pra uns, e duvidoso para outros, afinal não é de hoje que questiona-se se a teoria do aquecimento global é realmente verdadeira, como mostrado nesse vídeo.

Mas se o aquecimento global é uma farsa, quem estaria sustentando essa idéia? Para quem é interessante causar o pânico nas pessoas? Ora, o medo sempre foi um dos melhores métodos de manipulação do povo. Nesse blog o autor faz uma lista de algumas das empresas que poderiam estar “patrocinando” o aquecimento global.

De fato, isso lembra o alarde feito anos atrás sobre o buraco na camada de ozônio. Hoje sabe-se que o buraco está diminuindo, quase fechando, e tenho certeza que não é graças às geladeiras que emitem pouco CFC que foram vendidas, nem ao fato do Mc Donalds não usar mais embalagens de isopor.

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O Velho Chico Cansado!

Crédito: Renato Jr

Um derruído conceito nos alertava sobre os freios e entraves que os assuntos ambientais provocam, definhando o desenvolvimento. Prova disso é o mais novo piquete ecológico que ressuscitou, Brasil afora, aquilo que já é praticado com freqüência nos átrios do capitalismo (fr)ágil e preocupado com as calças ambientais.

Conheci esse flanco ambiental quando militei em organização não governamental acreditando “fazer a minha parte” na luta inflamada pelo planeta Terra. Alguns meses e o que descobri foi distância, arrogância, burocracia e parasitismo social: um bando de gente concretando status na mídia – falada, virtual, escrita, falida! – numa exposição articulada que levanta fundos patrocinadores dos mais variados atos. Eram meus primeiros contatos com o eco-business.

Dessa experiência enxergo dúvida em quase tudo, pois uma dose cavalar de frustrações desenvolve no ser humano as mais variadas posições políticas, econômicas e sociais. Assim descobri a ética ambiental, constituída de pactos a serem cumpridos por todos objetivando evitar que os conflitos sejam resolvidos da maneira que o humanóide mais gosta; violentamente.

Não estou nem um pouco afim de pegar em armas, mas o mundo cansou e eu, particularmente, estou de saco cheio da poluição intelectual produzida pelo eco-business. Jogue lixo no lixo, latinhas no Carlinhos Brown e ovos na Marta Suplicy enquanto o planeta se aqueceu e posteriormente resfriou numa infinidade de vezes!

Noutra esfera tiro minha camiseta, curvo minha coluna vertebral e escrevo sem parar, com apenas três dedos de cada mão, aquilo que perturbou a mim e ao Brasil da 25 de março com seus familiares, lá longe, num espaço geográfico esquecido desde o acéfalo alargamento do território brasileiro pelos bandeirantes e a lei das prioridades orçamentárias. Preciso escrever algo! O silêncio empobrece envelhecendo minhas pálpebras mal dormidas. Preciso escrever algo! Acovardar agora é meu espelho mais maléfico. Preciso escrever algo… e acabo dando minha dedada também:

Não tenho a menor idéia se a transposição vai fazer bem, ou não! É que toda a pesquisa que fiz versava com palavras técnicas e numa chatice intolerante.

Inútil agora, pois a transposição do Velho Chico já não é mais debate. Um exercício de eficácia da máquina pública provou para que serve o poder executivo. Os meandros encantos da política a alguém sempre serve! Ele vai lá, praquela gente inteligente que ficou assistindo o regime do frei Cáppio, em duas fases: primeiro o Eixo Leste, dando de beber ao Pernambuco e à Paraíba, depois o Eixo Norte, banhando o Ceará até o Rio Grande do Norte.

Mas essa água, enchendo piscinas de políticos ou não, me irritou mais ainda quando o excelentíssimo ministro preocupado com a integração nacional, Geddel Vieira Lima, disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim que vão “inaugurar o Eixo Leste ainda no Governo do Presidente Lula. E vamos deixar o Eixo Norte de tal forma avançado que se torne irreversível e obrigatório ser concluído qualquer que seja o Presidente da República.” Isso que é eco-business de qualidade!

Graças à iniciativa e inteligência de alguns poucos indivíduos nós temos hoje na sociedade projetos interessantes voltados para a sustentabilidade. No entanto, a apropriação da causa ambiental por interesses particulares pode deixar em segundo plano o interesse coletivo, negando assim o principio norteador da eco-ação.

Assim como a cultura ou a espiritualidade se transformaram em grandes negócios, que movimenta vultosos recursos financeiros, os negócios verdes também têm seus princípios. O eco-business se equivale ao spiritual business na qual, por trás de um discurso pró-natureza ou ainda pró-deus, estão interesses econômicos e comerciais. Sendo assim, entre idas e vindas, dá-lhe canseira no Velho Chico!

Alex Pinheiro, para o Via Aberta

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