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Archive for the ‘Meio Ambiente’


O Velho Chico Cansado!

Crédito: Renato Jr

Um derruído conceito nos alertava sobre os freios e entraves que os assuntos ambientais provocam, definhando o desenvolvimento. Prova disso é o mais novo piquete ecológico que ressuscitou, Brasil afora, aquilo que já é praticado com freqüência nos átrios do capitalismo (fr)ágil e preocupado com as calças ambientais.

Conheci esse flanco ambiental quando militei em organização não governamental acreditando ?fazer a minha parte? na luta inflamada pelo planeta Terra. Alguns meses e o que descobri foi distância, arrogância, burocracia e parasitismo social: um bando de gente concretando status na mídia ? falada, virtual, escrita, falida! ? numa exposição articulada que levanta fundos patrocinadores dos mais variados atos. Eram meus primeiros contatos com o eco-business.

Dessa experiência enxergo dúvida em quase tudo, pois uma dose cavalar de frustrações desenvolve no ser humano as mais variadas posições políticas, econômicas e sociais. Assim descobri a ética ambiental, constituída de pactos a serem cumpridos por todos objetivando evitar que os conflitos sejam resolvidos da maneira que o humanóide mais gosta; violentamente.

Não estou nem um pouco afim de pegar em armas, mas o mundo cansou e eu, particularmente, estou de saco cheio da poluição intelectual produzida pelo eco-business. Jogue lixo no lixo, latinhas no Carlinhos Brown e ovos na Marta Suplicy enquanto o planeta se aqueceu e posteriormente resfriou numa infinidade de vezes!

Noutra esfera tiro minha camiseta, curvo minha coluna vertebral e escrevo sem parar, com apenas três dedos de cada mão, aquilo que perturbou a mim e ao Brasil da 25 de março com seus familiares, lá longe, num espaço geográfico esquecido desde o acéfalo alargamento do território brasileiro pelos bandeirantes e a lei das prioridades orçamentárias. Preciso escrever algo! O silêncio empobrece envelhecendo minhas pálpebras mal dormidas. Preciso escrever algo! Acovardar agora é meu espelho mais maléfico. Preciso escrever algo… e acabo dando minha dedada também:

Não tenho a menor idéia se a transposição vai fazer bem, ou não! ÿ que toda a pesquisa que fiz versava com palavras técnicas e numa chatice intolerante.

Inútil agora, pois a transposição do Velho Chico já não é mais debate. Um exercício de eficácia da máquina pública provou para que serve o poder executivo. Os meandros encantos da política a alguém sempre serve! Ele vai lá, praquela gente inteligente que ficou assistindo o regime do frei Cáppio, em duas fases: primeiro o Eixo Leste, dando de beber ao Pernambuco e à Paraíba, depois o Eixo Norte, banhando o Ceará até o Rio Grande do Norte.

Mas essa água, enchendo piscinas de políticos ou não, me irritou mais ainda quando o excelentíssimo ministro preocupado com a integração nacional, Geddel Vieira Lima, disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim que vão ?inaugurar o Eixo Leste ainda no Governo do Presidente Lula. E vamos deixar o Eixo Norte de tal forma avançado que se torne irreversível e obrigatório ser concluído qualquer que seja o Presidente da República.? Isso que é eco-business de qualidade!

Graças à iniciativa e inteligência de alguns poucos indivíduos nós temos hoje na sociedade projetos interessantes voltados para a sustentabilidade. No entanto, a apropriação da causa ambiental por interesses particulares pode deixar em segundo plano o interesse coletivo, negando assim o principio norteador da eco-ação.

Assim como a cultura ou a espiritualidade se transformaram em grandes negócios, que movimenta vultosos recursos financeiros, os negócios verdes também têm seus princípios. O eco-business se equivale ao spiritual business na qual, por trás de um discurso pró-natureza ou ainda pró-deus, estão interesses econômicos e comerciais. Sendo assim, entre idas e vindas, dá-lhe canseira no Velho Chico!

Alex Pinheiro, para o Via Aberta

Vamos mudar o mundo?

Eu não uma pessoa muito chegada a grandes revoluções. Por mais que possa parecer estranho, só acredito que grandes transformações nasçam pela mudança de hábitos simples. Ultimamente, o que mais tem me assustado, é a falta de perspectiva das pessoas (minha inclusive!) sobre o futuro. O mundo parece ter enlouquecido e a gente, dentro dele, entrou na onda e vive à deriva, esperando por um tsunami salvador ou devastador.

Nesse cenário triste demais para uma mensagem de fim de ano, eis que encontro o Blog Mude o Mundo! Segundo eles mesmos, o blog se propõe a divulgar e discutir práticas por um mundo sustentável que possam ser adotadas por pessoas comuns. Isso mesmo, eu e você que não entendemos bulhufas da quantidade necessária de gás alguma coisa, da retirada de prata da Serra Leoa ou algo relativo. O blog discute desde consumo consciente, passando pela qualidade de vida, dá água até chegar a indicar “ações concretas” que podemos realizar na esfera que nos pertence. Meu pragmatismo exacerbado, agradece!

Dentre todas as ações desenvolvidas por lá, você vai encontrar também os cartões de Natal e Ano Novo. São cartões que sustentam o discurso do blog e que se tornam uma alternativa interessante para todos aqueles que já desiludiram com os sentidos religiosos e mercadológicos das festas de fim de ano.

Os cartões, criados por Fábio Yabu e registrados sobre Creative Commons, estão disponíveis para dowload em arquivo Pdf e podem ser livremente reproduzidos. São bonitos, de bom gosto e trazem mensagens positivas. Ou seja, bastante diferentes do que as mídias ligadas a este setor costumam fazer.

Uma idéia interessante. O que vocês acham? Vamos mudar o mundo? Aos poucos?

      

PS: O post de Natal eu fiz lá no Pequeno Inventário!

Aquecimento global? A Groelândia agradece

A Groenlândia é a maior ilha do mundo. Um imenso território de 2 166 086 km² coberto de gelo e praticamente inabitado. Até agora.

Com o aquecimento global, o clima está mudando. O ar polar vindo do norte, que varria o território groenlandês não está mais aparecendo e o gelo está derretendo. Com isso, no verão, na sul da ilha, a temperatura chega a atingir por diversas vezes os 15ºC.

Em pouco tempo, a população da ilha passou de poucos milhares de pessoas para 56,3 mil habitantes. Já se fala até em independência da ilha, que ainda é uma província da Dinamarca, coisa impensável tempos atrás pela fragilidade econômica.

Groenlândia

Com o derretimento do gelo, a exploração dos minerais que se encontram abaixo do solo torna-se mais fácil. Já existem negociações com 9 multinacionais que gostariam de explorar petróleo na região. Acredita-se que lá pode haver um novo Eldorado, ainda desconhecido.

A implantação de apenas uma siderúrgica poderia empregar três mil pessoas, ou um décimo de toda a força de trabalho da ilha. A pesca também está dando um retorno record e o turismo vem contribuindo cada vez mais para o crescimento do PIB do país.

Todos esses acontecimentos podem mudar a história do país e fazer o mundo enxergar possibilidades que nunca haviam imaginado por lá. Mas .. a custo de quê?

Aqqaluk Lynge, um “famoso” poeta groenlandês, fez o apelo:

“Muitos animais desapareceram, outros apareceram, os mares e gelos mudaram, as correntes marítimas se alteraram. Nosso mundo, como o conhecíamos, está chegando ao fim.”

Groenlândia

Esse é o mapa da Groenlândia. As áreas com tons avermelhados são as mais afetadas pelo aquecimento global. O gelo está derretendo e todo ambiente do local está se alterando, o que abre margem para outras espécies aparecerem, como os linguado-gigante, mas destrói o equilíbrio ambiental matando espécie que dependem do frio. Equanto a economia comemora, o ciclo da vida sai dos eixos.

Os países já começaram a brigar pela sua fatia do bolo.

A Rússia já enviou um submarino. Os EUA querem ratificar a Lei da Convenção dos Mares, que dá direito à Dinamarca de explorar a costa marítma.

Canadá e Noruega querem realizar acordos para reivindicar sua autonomia no Ártico. E eu também quero meu pedacinho de terra.

Enquanto o mundo fala de diminuir os efeitos do aquecimento global e de suas consequências, vemos mais uma vez o dinheiro falar mais alto e o oportunismo tomar conta da situação.

Fonte: Revista Planeta - Novembro 2007

Groenlândia, país emergente graças ao aquecimento global

Ensinando os valores ambientais nas escolas

Os professores são de extrema importância nas nossas vidas e na formação como cidadãos.ÿ desde o jardim da infância que formamos nossos valores e princípios, e é por isso que creio que a consciência ambiental deve ser ensinada nas escolas.

Existe uma grande discussão sobre se esse tema deve tornar-se uma disciplina a parte ou se deve ser inserida em pequenas doses em todas as matérias. E se tornar-se uma área específica, quem deveria ministrar as aulas? Biólogos, pedagogos?

Não, na minha opinião, uma disciplina de educação ambiental não é a solução. Mas acredito que todo professor deve ser preparado para repassar esses valores. Valores, porque é isso que são, assim como o respeito, disciplina e educação são hoje inseridos no contexto de cada aula. Não devem ser decorados para provas, mas sim fazer parte do caráter do cidadão.

Carta da Terra

Alguns trabalhos realizados nessa linha defendem, por exemplo, a execução de aulas ao ar livre. Parte do princípio de que dados científicos e gráficos sobre o aquecimento global não são suficiente para estimular a transformação da sociedade. Por isso, aproximar os alunos do meio ambiente é fundamental.Mas talvez, para que isso ocorra, precisaremos ensinar nossos professores.

O maior programa de reflorestamento urbano desde Dom Pedro II

Por volta de por volta de 1760, a floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro, foi desmatada para o plantio de cafezais. D. Pedro II então, em 1861, decidiu acabar com a brincadeira e reflorestar a área. Hoje, o Parque Nacional da Tijuca (PNT), composto pela Floresta da Tijuca, Pedra da Gávea, Pedra Bonita, Paineiras e Corcovado, é um oásis dentro da cidade maravilhosa.D. Pedro II era um cara de visão. Já devia prever os efeitos do aquecimento global! Ou então ele só queria uma árvore pra poder deitar na sombra.

Desde então, nenhum outro grande programa de reflorestamento urbano foi realizado no Brasil.

Mas a multinacional inglesa ICI, que em 1996 comprou a Tintas Coral, iniciará em Dezembro o reflorestamento de 70 hectares ao redor de sua fábrica, em Mauá, São Paulo. Isso mesmo, Mauá, aquela que dizem ser a cidade que mais cresce… mato! (piada regional)

tangará

Com a ajuda da USP e da ONG SOS Mata Atlântica, a empresa vai substituir os eucaliptos plantados pelos antigos donos do terreno, por espécies nativas.

O programa se dará ao longo de 3 anos e terá um custo baixíssimo, já que boa parte será custeada com a venda do próprio eucalipto da região. Bem inteligente, não?

O nome do projeto é Reserva Tangará, em homenagem ao pássaro de sete cores que você poder ver logo acima.

ÿ desse tipo de projeto que precisamos. Custo baixo, retorno alto.

Leia mais:

Portal Exame - Floresta urbana em são Paulo

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