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Archive for the ‘MUNDO’


Vamos cuidar do nosso formigueiro?

Falar em trabalho de formiguinha supõe um esforço imenso para pouco resultado. Ou a necessidade de uma mega equipe organizadíssima para chegar a algum lugar - em termos de sucesso da empreitada - e ter alguma visibilidade. 

Bem, o trabalho de formiguinha vem sendo feito num setor da sociedade que não vemos, mas começa a dar frutos. ÿ na educação das novas geraçoes. Está entrando nas famílias, através do trabalho de conscientização que os pequenos fazem em seus lares, uma mudança de paradigma sobre cidadania, comportamento consciente no trânsito, hábitos saudáveis e o reaproveitamento do lixo.

São os 5 erres: reduzir, reutilizar, reciclar, replantar e renovar.

Esta evangelização da molecada acontece nos veículos que tocam mais facilmente a geração de nativos digitais: uma mescla de TV, celular, internet.  Foi este último o escolhido pela GM para divulgar o reposicionamento de sua marca na campanha Reinventamos caminhos. No hotsite http://www.reinventamoscaminhos.com.br a empresa nos convida a participar do seu manifesto em busca de uma vida diferente (um novo caminho) e a contar o que temos feito para viver melhor e de forma mais sustentável dizendo:

“Juntos, evoluímos mais depressa do que sozinhos. Quem tem o PODER de organizar e de EVOLUIR TEM o poder de MUDAR.” 

Fui convidada a conhecer o hotsite e testar o jogo que eles criaram para a galerinha mudar os caminhos das suas famílias. O formigame é simples, despretencioso, como na verdade é a ação que precisamos tomar diariamente para mudar nossa postura quanto ao planeta.  São os cinco erres que a turma do meu filho estuda na escola, com ênfase no uso consciente da água, no descarte adequado de lixo tóxico, na opção  por carona sempre que possível, no uso de combustíveis alternativos e no cultivo de plantas e árvores para melhorar a qualidade do ar que respiramos. 

Como jogo, lembrou o Atari da infância dos pais e aqui em casa uniu gerações numa busca em comum: salvar nosso formigueiro. O formigator luta com raios e dentes para defender sua casa e sua família de vários vilões que poderiam ser lixo reciclado, mas lá são figuras com as quais eles terão que conviver por dezenas ou centenas de anos porque não se decompõem facilmente na natureza.  Lutar juntos contra o Shocker (pilha), Alumininja (anel da latinha), Tutti-Grudi (goma de mascar), Smokey (bituca de cigarro), Trash-Cola (garrafa pet) e Diaborracha (borracha) passa a sensação de que podemos fazer algo para salvar a nossa casa, o planeta Terra. 

Experimente entrar lá e jogar como uma criança - ou convide seu filho, sobrinho, amiguinho, seus alunos - e garanto que será bem divertido. Aprenda lições de cidadania com eles e descubram vocês também novos caminhos. 

Este post é um publieditorial.

Exposição Entre Amigos & Amores abre dia 09/09 em SP.

“Não somos todos iguais” parece gritar a exposição Entre Amigos & Amores - os espaços de socialização GLS do Rio do fotógrafo Pedro Stephan, em cartaz no MAC-USP-IBIRAPUERA ? um dos mais importantes salões dedicados ás artes visuais no Brasil, a partir do dia 09 de setembro.

A exposição que irá até o dia 19 de outubro, fará parte de um grande salão com três exposições dedicadas á temática GLBTT, uma delas da Espanha, a “Colección Visible” traz obras de artistas internacionais consagrados, com trabalhos que se remetem ao relacionamento afetivo entre casais glbtt. A outra é do inglês Barry Wolf sobre os transgêneros de São Paulo. Stephan será o único artista brasileiro a participar desse grande evento.

Com esta exposição, o fotógrafo especializado na temática homossexual, compõe um painel realístico e atual do cenário GLBTT do Rio de Janeiro, fotografando a pluralidade dentro de um segmento social estigmatizado. A exposição fotográfica multimídia se originou de mais de 100 fotos, de ensaios realizados em diferentes espaços de socialização GLS no Rio.

As imagens percorrem a ampla gama de estilos de vida e comportamento, que algumas vezes passam desapercebidos aos olhos da sociedade. Indo da zona norte à zona sul, dos lugares elitizados aos mais populares e com público de todas as idades, “Entre amigos & Amores” é um convite à reflexão sobre a temática homossexual cada dia mais presente no cotidiano brasileiro.

“ÿ uma conquista GLBTT ter uma exposição que mostra de maneira simpática e realista seus locais de convívio e diversão, além de contribuir para desmistificar o estigma que paira sobre a comunidade homossexual”, constata Pedro Stephan, revelando que pretende levar a exposição para outras cidades do Brasil.

Pelo fato ser uma “obra em progresso” Stephan continua fotografando os espaços gays do Rio e na edição paulista do “Entre Amigos & Amores” vai incluir ensaios inéditos recentemente realizados sobre o subúrbio e a baixada fluminense. O fotógrafo mostrará imagens desconhecidas do grande publico e mesmo do publico gay, acostumado a ver na mídia apenas o que acontece na badalada zona sul carioca.

SERVIÿO
Exposição “Entre Amigos & Amores” de Pedro Stephan
Local: Pavilhão Ciccillo Matarazzo Sº. - 3º. andar - Parque Ibirapuera
Quando: 09/09 a 19/10- de terça-feira a domingo, das 9 às 18 horas
Abertura: dia 09/09 ? 19 horas / Entrada gratuita

O IV Congresso da ABEH acontece de 9 a 12 de setembro de 2008 e é promovido pelo Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, nas Áreas de Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa e Literatura Portuguesa, com o tema “Retratos do Brasil Homossexual: Fronteiras, Subjetividades e Desejos”. Mais informações acesse o site.

Quem paga a conta da conta da violência?

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/foto/0,,12012617-EX,00.jpg

Passei o dia pensando numa notícia que a Simone Zelner me mandou por e-mail. O estado do Paraná considera aplicar um toque de recolher nos bares, obrigando-os a fechar as portas após as 22h. Associações de bares e restaurantes, que já contabilizavam prejuízos com a lei seca, agora afirmam que pagam esta nova conta.

A reportagem de João Natal Bertotti e Adriana Czelusniak conta que “16 cidades da região metropolitana de Curitiba e outras do interior já adotaram o toque de recolher, fechando mais cedo bares, lanchonetes e pontos comerciais similares. Esse é o caso de Colombo (22 horas); Almirante Tamandaré, Fazenda Rio Grande e São José dos Pinhais (23 horas); Araucária (24 horas), entre outras. A idéia veio da cidade de Diadema (SP), que reduziu praticamente pela metade seus índices de criminalidade, especialmente homicídios dolosos, fechando mais cedo esse tipo de comércio.”

Tenho primos que moram em Diadema e já fui em festas de aniversário da família por lá. ÿ apenas diferente: precisamos chegar cedo, porque a festa (com bebida liberada e restaurante aberto) também acaba cedo. Tudo o mais é diversão como em qualquer outro local. Arrisco-me a dizer que é mais intensa, porque esta sensação de tempo contado, de proibição, sempre deixam as coisas mais atraentes e emocionantes.

Não vejo bar como sinônimo de violência, mas não posso dizer que discordo da proposta do Ministério Público Estadual e do governo do estado do Paraná. Mesmo sem adesão e unanimidade, o governo - que atualmente no Paraná parece ser bastante impositivo - pretende estender a lei seca para os botecos de todo o estado.

Dentre os argumentos, estão a queda de 60% no número de homicídios em Fazenda Rio Grande (cidade da Grande Curitiba onde vigora a lei seca para bares) e estatísticas da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) que dão conta de que 36% dos crimes contra a vida ocorrem próximo ou dentro dos bares.

O jornal conta que o procurador-geral de Justiça, Olympio Sotto Maior, afirma que o objetivo é diminuir a criminalidade e a sociedade é favorável à ação, como comprovam os números positivos da lei seca no trânsito. Sotto Maior diz ainda que o Supremo Tribunal Federal já se manifestou sobre a constitucionalidade de leis municipais nesse sentido.

Não deixo de me perguntar se uma proposta assim ganha força nacional e chega a cidades como o Rio e São Paulo! Veríamos uma reação da sociedade civil ou nos ajustaríamos à novidade?

P.S. Dois trabalhos científicos sobre álcool e drogas mostram a relação entre o uso do álcool e a violência:  “Uso de Álcool por Vítimas de Homicídio no Município de São Paulo”, do pesquisador Gabriel Andreuccetti, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). E o pesquisador da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Sérgio Duailibi, estudou justamente a cidade de Diadema como relatou em “Políticas municipais relacionadas ao álcool: análise da lei de fechamento de bares e outras estratégias comunitárias em Diadema (SP)”. Alguns detalhes aqui.

Crédito da foto: G1

Uma imagem. Uma pergunta

Crédito da imagem original: Jeff Widener.

Olimpíadas, abertura, superação, tecnologia e … só se fala nisso!

Tenho que confessar que não sou um homem muito esportivo. Com certeza você não vai me encontrar por aí correndo ou praticando algum esporte. Aliás, ultimamente mal tenho tido tempo de escrever (esse sim meu esporte favorito - rs). Mas, é praticamente impossível escapar ileso da cobertura das olimpíadas. Seja das provas que estão passando durante todo o tempo, seja das imagens da belíssima abertura, repetidas à exaustão. Sim… lavagem cerebral mesmo.

De certa forma, acabo preferindo essa massificação de informação sobre algo que fala de superação de limites, de vitórias e derrotas, de seres humanos tentando realizar algo produtivo do que as costumeiras desgraças brasileiras! Além das discussões políticas que circundam a realização dos jogos na China (e não me peçam para falar sobre isto, não sou comentarista político!) o que mais me chamou a atenção é a quantidade de superações tecnológicas apresentadas.

As imagens produzidas na/para abertura dos jogos são impressionantes. A riqueza de detalhes da cultura oriental encontrou a “ampliação” necessária para se inserir num show visto por 90 mil espectadores (ao vivo) e não sei quantos milhões pelas transmissões no mundo todo. Ao compararmos esta abertura com algumas mais antigas, fica claro que algo de muito inovador está acontecendo. Palmas para o diretor do espetáculo, o cineasta Zhang Yimou, diretor do também brilhante O Clã das Adagas Voadoras“, entre outros filmes. Um show de luzes e nuances que impressiona e marca em nossas retinas imagens belíssimas!

Assistindo ao Jornal Hoje ( no almoço de sábado) vejo as imagens do nadador Michael Phelps. Como não se impressionar com o “quadro a quadro” mostrado durante a reportagem? ÿ possível perceber o exato momento em que o nadador (que já bateu o recorde olímpico nas eliminatórias - imaginem o que vem por aí!) respira! Pra mim que sou um apaixonado por imagens, a olimpíada acaba virando um laboratório de sensações. Sem contar nos “dramas”, nas histórias, nas “sagas” que as reportagens de todas as televisões do mundo estarão criando para tentar surpreender aos espectadores durante essas três semanas intensas.

Sim, senhores… três semanas! A lavagem cerebral começou - oficialmente - nesta sexta. Durante as próximas três semanas teremos que ver as redes de televisão fazerem valer o dinheiro empregado pelos anunciantes. Serão horas e horas de “cobertura”. Horas e horas de “superação de limites”. Horas e horas de “frases clichê”. Horas e horas de torcida em que todos nossos problemas desaparecerão quando nos depararmos com a “glória do esporte”!

ÿ mais ou menos a mesma coisa que a copa do mundo e o carnaval… só que aqui temos uma gama maior de interesses, afinal são diversos esportes para aprendermos as regras e sabermos como e quando torcer. E viva o esporte! Será que falta muito para chegar à cerimônia de encerramento?