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Archive for the ‘Política’


Formigas com Megafone

O empresário Miguel Abuhab, um empreendedor de mão cheia, é dessa estirpe de quem constrói o Brasil sem esperar favores de ninguém, nem que a sorte o abençoe. Simplesmente vai lá e faz. [por Antônio Machado de Barros, na biografia de Miguel Abuhab - Um homem que não pára, Ed. Saraiva]

A foto acima ilustra o encontro de empresários e blogueiros promovido no aconchegante restaurante Cigana, dia 26 passado, por Miguel Abuhab, empreendedor de sucesso, sócio fundador da Datasul, uma das mais bem-sucedidas empresas de softwares aplicativos da América Latina, por ocasião do lançamento do blog Formigas com Megafone. Encontro que o próprio Miguel chamou de “Experiência Formigas com Megafone“.

Convidados e presentes estavam, além de mim, alguns blogueiros de grande representatividade na mídia social brasileira, dentre os quais, Mário Soma, Guilherme Valadares, Pedro Doria, Eduardo Carvalho, Carol Costa, Cauã Taborda, Fernando Gouveia, Anderson Costa, Eduardo Vasques, Marco Aurélio Santos, Rafael SbaraiAlexandre Inagaki, Edney Souza e Ian Black.

A história de Miguel Abuhab é fascinante! Um modelo de determinação empreendedora recheado de sucesso, ao qual ele mesmo costuma se referir brincando, dizendo que “foi sem querer, desculpe-me, não tive a intenção”.

Acompanhado de dois de seus fiéis escudeiros - Carlos Alberto Campilongo, vice-presidente do Sindicato da Habitação (Secovi) e Maria José Paulin, especialista em consultoria tributária, além de lançar seu livro, com o qual fomos brindados com exemplares, o motivo principal do encontro era mesmo difundir o projeto Formigas com Megafone, ao qual o trio tem se dedicado com afinco, buscando arregimentar seguidores capazes de mobilizar a sociedade para as soluções por ele propostas - um enorme desafio.

Em síntese, sugiro uma simplificação tributária para o país, de maneira que todas as camadas da sociedade contribuam de forma mais equalizada e desfrutem dos benefícios da arrecadação de forma justa. [Miguel Abuhab]

Miguel chama de Projeto Brasil Forte sua proposta de repensar, de se fazer uma reengenharia no Brasil, utilizando a metodologia cujo primeiro passo é identificar onde estão as restrições e resolvê-las.

Aqui nesse link [Projeto Brasil Forte - três estratégias para melhorar o Brasil] você será lançado para um slideshare que detalha melhor sua idéia, mas, em síntese, a idéia passa por:

  1. o número das contas bancárias passariam a ser o CPF/CNPJ;
  2. todo recolhimento de tributos seria feito na data da cobrança pelo destaque do boleto do imposto;
  3. a unificação de tributos numa alíquota única, com determinação do valor geral a ser cobrado.

Pra mim, que não sou especialista em questões tributárias, depois de estudar a proposta do Miguel, não tive nenhuma dificuldade em entende-las e me pareceram factíveis. Se temos o cenário propício no Brasil para propô-las já é outra história. De um modo ou de outro, não é por acaso que o grupo de defensores da idéia se auto-intitula Formigas com Megafone.

Conheço histórias - algumas de perto - em que o sonho de empreendedores como Miguel Abuhab se tornam realidade e mudam a história de um país, ou, ao menos, modelam cenários, cultura,  segmentos da economia. Miguel e sua trupe não são exatamente o que se pode chamar, na realidade, de formigas; seriam, no mínimo, Titanus Giganteus, como se referiu a eles Rafael Sbarai.

Se você gostaria de saber mais sobre o projeto Brasil Forte e suas Formigas com Megafone, junte-se a nós nessa cruzada. Se quiser conhecer mais da vida e obra de Miguel Abuhab, irei sortear entre os comentaristas deste post o livro autografado que ganhei (tenho certeza de que quem o ganhá-lo não há de se importar com o fato dele já estar marcado pelo manuseio durante a minha leitura).

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O lado sombrio da História da Humanidade.

No princípio, quando o homem decidiu viver em grupo, o que seria para compartilhar até tarefas, veio junto o sentimento de posse. Em uns, muito mais exacerbado. Dai, um passo para que sentissem donos do mundo, onde vidas humanas são mercadorias sem o menor valor, descartáveis. O pior é que isso ainda existe. O papo de hoje é mostrar alguns Ditadores, como também guerras, genocídios… Enfim, páginas lastimáveis na História da Humanidade mostradas em Filmes. Vem comigo!

A foto inicial é do filme “Hotel Rwanda“. Um genocídio real e num passado recente. E o que o personagem do Joaquim Phoenix está dizendo, vem com o efeito de um soco no estômago de tão verdadeiro. Assistam. Ainda em território africano, “Lágrimas do Sol” nos mostra a bestialidades de alguns homens quando estão em guerra. O pior, é que fazem as barbáries com inocentes. Tem mais aqui. Saindo do território africano, indo para a Europa, temos um outro que também se mostram selvagens com mulheres, é o “A Vida Secreta das Palavras“. Em ambos, são fatos que chocam. É muita crueldade. Não deixem de ver.

As guerras reais foram parar na tv. E uma dela, muito recentemente. É a da invasão do Iraque pelos Estados Unidos. Para conhecer um pouco do tão sem propósito foi essa guerra, cito “Soldado Anônimo“. Conto mais aqui.

Focando essa região ainda, Oriente Médio, mas voltando o tempo em alguns anos, chegaremos ao Afeganistão. Mostrando um pouco da invasão pelos russos, temos o “Caçador de pipas“. Muito embora o filme trouxe uma versão mais leve do que foi relatado no livro. Dêem uma olhada. Àqueles que têm Orkut, caso queiram ler, aqui tem um fórum que uniu livro e filme. Agora, mostrando como os russos saíram de lá, do Afeganistão, assistam “Jogos do Poder”. Conto mais aqui.

Subindo o mapa… Eu quis muito ver o filme “Paradise Now” para tentar entender um pouco do que se passa na cabeça de um homem-bomba. E como poderão ver, deu um nó na minha cabeça.

Essa outra história ocorreu em 2002. Na apuração dos fatos ao ataque as Torres Gêmeas, um jornalista americano é seqüestrado no Paquistão. O filme é “O Preço da Coragem“, quem conta essa história é sua esposa. O que pesou sobre ele, era o fato de ser judeu. Aqui.

Por falar em judeus… Não dá para esquecer do carrasco-mor desse povo - Hitler. Nesse filme “A Queda - Os Últimos Dias de Hitler” quem conta a história é a sua secretária particular. Esse filme deveria ser passado nas escolas. Até pelo documento histórico. Aqui. Agora, tem quem resolveu contar de um jeito divertido essa terrível perseguição. É no filme “Trem da Vida“. Mais detalhes aqui.

Ainda por conta do nazismo… Uma família vai parar na África. Esse filme é belíssimo: “Lugar Nenhum na África“. Conto mais aqui.

Infelizmente não são poucas essas páginas lastimáveis na história da humanidade. Sendo assim voltarei à elas, mais vezes. Para encerrar, a história contada por um jovem quando conviveu com o ditador Idi Amim. É o “O Último Rei da Escócia“. Ele está entre os ditadores mais cruéis. Aqui, tem mais detalhes.Fica a esperança que as próximas gerações venham com mais humildades para não perpetuarem esses sanguinários que nos enojam.

Uma ótima distração a Todos!
See You!

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Cenas da desordem urbana

Cena 1: Uma questão de autoridade

Como sempre faço depois do almoço, dou uma caminhada pelas ruas do centro do Rio, visitando as livrarias ou simplesmente andando sem rumo. Estava na esquina da Rua do Rosário com Carmo quando vi uma cena típica da desordem administrativa que o Rio vive. O camelô estava tranqüilo vendendo suas bugigangas, quando uma viatura policial se aproximou e parou ao seu lado. O camelô se virou para o policial e gritou: “Se manda rapaz, eu estou na proteção”. O policial ficou parado e o camelô insistiu, aumentando o volume da voz: “Você não me ouviu, eu estou na proteção! Se manda logo, você está atrapalhando o meu negócio”. O policial pisou no acelerador e se mandou. Ainda existe autoridade nesta cidade? Se ainda existe, ela mudou de lado e está nas mãos dos contraventores.

Cena 2: O segurança do PAC

Os jornais locais noticiaram com espanto que um conhecido e perigoso traficante foi contratado como segurança de uma das obras do PAC em uma das favelas do Rio. Só não entendi o espanto. Se os traficantes já controlam as favelas; determinam os horários de funcionamento do comércio, hospitais e escolas; expulsam ou matam os moradores inconvenientes; nada mais natural que assumam a segurança das obras do PAC em todas as favelas.

Cena 3: O descrédito das instituições

A mãe estava com o filho pequeno na fila do banco. O garoto viu os seguranças e perguntou: “Mãe, quem são aqueles homens armados, são polícias?” A mãe explicou que eram seguranças do banco e que estavam ali para impedir que o banco fosse assaltado.

“Então se os bandidos tentarem roubar o banco, eles prendem e fazem o quê?” - perguntou o garoto.

“Eles chamam a polícia, que leva os bandidos presos” - respondeu a mãe.

O garoto: “Bom mãe, depois de alguns dias a polícia solta os bandidos e eles voltam ao banco para roubar, não é?”

Com o sim da mãe, o garoto concluiu: “Então por que os seguranças já não matam os bandidos aqui mesmo?”

Com muita razão, você se preocupa com a corrupção em todos os níveis de governo e com a tolerância e subserviência dos governantes aos desmandos e violências contra as nossas instituições. Mas o que também me preocupa são as contravenções rotineiras que se passam nas ruas, nos lares e nos locais de trabalho. Elas revelam a que ponto chegamos no desprezo pelos valores morais e éticos e no descrédito de nossas instituições.

As palavras do garoto no banco me preocupam e amedrontam. Como todos os outros de sua geração, este garoto crescerá descrente das instituições democráticas. Ele e seus contemporâneos tornar-se-ão presas fáceis de demagogos com propostas fascistas adornadas com promessas de ordem, eficiência e segurança.

A descrença na justiça mostrada no raciocínio do garoto no banco me faz refletir sobre as palavras que Shakespeare coloca na boca de Brutus na peça Julio Cesar:

“Consideremo-lo ovo de serpente

que, chocado, por sua natureza,

tornar-se-á nocivo.

Assim matemo-lo enquanto está na casca.”

Brutus se referia à ameaça que as ambições de Cesar representavam para as instituições romanas e para a liberdade. De nada adiantou matar Cesar, pois a serpente já havia saído da casca e espalhado seus ovos. Depois de mais de 50 anos de corrupção e desmandos, os romanos já tinham perdido a confiança no Senado e nas outras instituições da República. Ansiavam por um líder forte e autoritário que colocasse a casa em ordem. Pouco depois do assassinato de Cesar, seu sobrinho-neto Otávio toma o poder, submete o Senado e inicia o regime imperial. É declarado Deus pelo Senado submisso e governa com poderes absolutos sob o nome de Augusto por 41 anos.

Que Deus, o Verdadeiro, nos livre desta triste sina. Mas, para isto, é necessário que cumpramos nossos deveres de cidadãos e zelemos pelos nossos direitos e pela credibilidade de nossas instituições. Nossa democracia ainda é muito frágil, mas muito valiosa para ser sacrificada no altar do terceiro mandato presidencial e outras manobras políticas que visam unicamente atender ambições e interesses particulares.

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A desculpa esfarrada do governador do Ceará

O “pedido de desculpas” feito pelo governador do Ceará por ter levado sua sogra em viagem ao exterior às custas do erário público ilustra com o fugir de uma desculpa sincera e tentar enganar a população. Ao dizer que pedia desculpas, mas que tinha a consciência limpa e a certeza de que não tinha feito nada de errado, ele ignorou deliberadamente os três elementos de uma desculpa sincera e genuína, conforme discutido em artigo anterior, A arte da desculpa:

  1. O reconhecimento do erro.
  2. A manifestação de pesar pelos danos causados.
  3. O reconhecimento da responsabilidade pelo erro cometido.

Além de não reconhecer que usou o dinheiro público indevidamente, ele não mostra arrependimento e coloca a culpa na sua assessoria. Pelo visto, está pronto para cometer erros semelhantes no trato da coisa pública. Na sua arrogância, ele faz pouco caso da inteligência do povo cearense. Com esta atitude, seria mais coerente que ele fosse à televisão e cantasse o grande sucesso de Edith Piaf “Non, Je Ne Regrette Rien” (Não, Eu Não Lamento Nada).

É mais um político que vem se juntar à camarilha que vê o estado como um meio de alimentar seus privilégios, de seus parentes, amigos e comparsas. Ao povo, as sobras. Até quando abusarão de nossa paciência? Até que ponto toleraremos ser tratados como imbecis dóceis?

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O bem amado cartão corporativo

cartaogoverno.jpg
Apesar de não existir só no Brasil, o sistema que administra e controla os gastos públicos talvez não tenha sido tão mal utilizado como aqui. Ou tenha, mas com reações públicas. Ainda fico triste por notar que nesta hora pouca gente se preocupa de fato em ver como funciona nos outros países, saem logo falando mal do jeito “tupiniquim” de fazer as coisas. Mas eu mesma me pergunto: e se fosse na França, no Japão, nos EUA?

Como na nossa rotina doméstica ou empresarial, o cartão evita burocracia e ajuda na fiscalização. Tenho uma amiga que usa para os gastos de família o mesmo cartão da sua empresa e só tem noção do que gasta juntando os papéizinhos na carteira. Eu prefiro me organizar com uma planilha feita no excell, mas no final, tanto eu quanto ela precisamos “dar conta” dos gastos no final do mês. O que nos separa dos usuários dos cartões do Governo - 7.145 funcionários públicos de vários escalões - é que, aparentemente, eles não prestam contas a ninguém, porque o “dono do dinheiro” está distraído demais com o BBB e o tapa-sexo que desgrudou da “modelo”em plena Sapucaí.

Por que não nos incomodamos mais com o que fazem com o nosso dinheiro? Será que não nos consideramos donos?

(more…)

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