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Archive for the ‘NEGÿCIOS E FINANÿAS’


O elo ignorado entre a satisfação dos trabalhadores e a lealdade dos clientes

As pessoas são o nosso principal patrimônio. Quantas vezes você já ouviu esta frase? Ela está presente nas políticas de recursos humanos e nos discursos de dirigentes, palestrantes e motivadores profissionais. Mas, com sinceridade, quantas vezes você já teve a oportunidade de ver este chavão transformado em ações efetivas e consistentes?

Com muita freqüência, esta frase expressa a necessidade e o desejo de se obter o pleno engajamento dos trabalhadores nos desafios de melhorar a produtividade e a rentabilidade da empresa. Se o papel dos trabalhadores na criação de valor fosse mais bem compreendido, os dirigentes se empenhariam mais em transformá-la em realidade.

A cadeia de criação de valor

A importância do engajamento dos trabalhadores começou a ser mais bem entendida a partir de 1994 com a publicação do artigo Putting the Service Profit Chain to Work por James Heskett e seus colegas da Harvard Business School.

O modelo que eles criaram não poderia ser mais intuitivo: a Satisfação dos Trabalhadores gera Retenção dos Trabalhadores que gera a Produtividade dos Trabalhadores que gera Valor nos Serviços que gera a Satisfação dos Clientes que gera a Lealdade dos Clientes que gera Rentabilidade e Crescimento.

Em resumo: trabalhadores engajados resultam em clientes leais que significam maiores lucros. Se os trabalhadores e os clientes estão felizes, os acionistas também estarão.

Os gerentes e o engajamento dos trabalhadores

Salários e benefícios generosos podem atrair pessoas talentosas e experientes, mas não são garantias de um genuíno engajamento. O segredo do verdadeiro engajamento está na criação de um clima organizacional em que as pessoas sintam que suas contribuições são valorizadas e que elas são estimadas pelo que são e reconhecidas pelo que produzem.

Os gerentes de linha, que formam as interfaces finais entre a organização e seus colaboradores, têm um papel vital na conquista de seus corações e mentes. Eles estão na melhor posição para conhecer e orientar cada um de seus colaboradores e, através de suas atitudes, criarem o clima de dedicação e compromisso com os clientes e resultados.

Elogiar os trabalhadores por realizações que às vezes passam despercebidas, fornecer feedback e orientação sobre como podem melhorar e propiciar oportunidades de desenvolvimento profissional são ações que os gerentes podem realizar no dia a dia e com enormes impactos no engajamento de sua equipe. Os gerentes de linha têm um papel fundamental para o perfeito funcionamento da cadeia de criação de valor, ou seja, em fazer com que trabalhadores engajados gerem clientes leais e acionistas contentes.

Os trabalhadores são leais às empresas que dizem que eles são valiosos e que realmente fazem o indispensável para tratá-los como tal.

Micro gerenciamento: como se livrar da obsessão pelo controle excessivo

O micro gerenciamento é um estilo de gestão em que o gerente exerce um controle excessivo sobre o trabalho de sua equipe, envolvendo-se demasiadamente com os detalhes de cada tarefa. ÿ claro que o gerente tem a responsabilidade de monitorar o progresso do trabalho, controlar a qualidade, avaliar o desempenho, tomar decisões, dar instruções e fornecer conselhos e orientação. O problema ocorre quando ele ignora as qualificações de sua equipe e se intromete desnecessariamente nos detalhes do trabalho de cada colaborador, de forma continuada e obsessiva.

No micro gerenciamento, o gerente prescreve não só o que seus subordinados devem fazer, mas como fazer; ele delega responsabilidade, mas não a autoridade, mesmo nas tarefas e decisões mais simples. Normalmente, esta falsa delegação vem acompanhada da exigência de relatórios detalhados e desnecessários. O foco nos resultados é desviado para trivialidades, que só geram ressentimentos e desconfiança e atrapalham a produtividade da equipe. Ter o controle se torna mais importante do que realizar os objetivos e resultados.

As causas do micro gerenciamento

A prática do micro gerenciamento pode ter várias causas:

  • Pessoais, como incompetência, insegurança e obsessão pelos detalhes.
  • Organizacionais, como a cultura da organização, instabilidade no cargo, pressões de tempo e políticas confusas.

Sejam quais forem as causas, o micro gerenciamento acarreta sérios danos ao gerente e aos seus subordinados. O gerente é prejudicado na sua ascensão dentro da organização, pois passa a ser visto como uma pessoa esforçada mas limitada e sem visão estratégica. Formas severas de micro gerenciamento criam medo dentro da equipe e minam a auto-estima. Torna extremamente difícil para a equipe desenvolver suas habilidades, aprender e crescer. O trabalho se torna uma fonte de estresse permanente.

O micro gerenciamento tem cura

O controle excessivo é usualmente feito por chefes que não sabem como gerenciar e que não acreditam que sua equipe seja capaz de realizar as tarefas designadas para ela. Nem sempre é fácil sair desta armadilha de uma hora para outra. Eis aqui um plano para ajudá-lo a mudar seu estilo gerencial de forma progressiva, um passo de cada vez:

  1. Conheça sua equipe: no que eles são bons e podem dar conta do trabalho sozinhos e onde eles realmente precisam de orientação para realizar bem suas tarefas.
  2. Divida o projeto ou tarefa em etapas e defina os pontos de monitoramento dos progressos.
  3. Defina claramente os resultados desejados e os critérios para avaliação de desempenho.
  4. Pergunte onde eles se sentem inseguros e que tipo de ajudam e orientação esperam de você.
  5. Ao atingir cada ponto de monitoramento, reúna a equipe e faça a avaliação do desempenho, identificando aos acertos e as falhas que precisam ser corrigidas.
  6. Apóie e oriente a equipe na superação de suas deficiências.
  7. ÿ medida que for crescendo a confiança na equipe, vá espaçando as etapas e distanciando os pontos de monitoramento.

Com este plano, você se livra do vício do micro gerenciamento em pequenas doses, sem deixá-lo estressado e temeroso de fracassos. Lembre-se sempre que sua equipe fará exatamente aquilo que você acredita que ela seja capaz de fazer. Está em suas mãos torná-la uma equipe desmotivada e medíocre ou engajada, feliz e altamente produtiva.

Papo de Empreendedor

 

www.papodeempreendedor.com.br

www.papodeempreendedor.com.br

 

 

Os leitores da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, da Editora Globo, acabam de ganhar mais um canal de comunicação com a publicação. Entra no ar o Papo de Empreendedor, feito com a participação de toda a equipe de redação. Os assuntos abordados nas postagens estão organizados por tema ? bastidores da revista, empreendedorismo, finanças, franquias, inovação, leis & taxas, marketing, oportunidades, recursos humanos, sustentabilidade, tecnologia e varejo ? e também podem ser pesquisados pelo nome do autor. [da Assessoria de Imprensa da Editora Globo]

Juliano Spyer, autor do ótimo livro Conectado, em seu mais recente post publicado no blog Não Zero, argumenta sobre o porquê do jornalista ter dificuldades para blogar. Segundo Spyer, “o jornalista não se adapta à web porque está submetido a um mercado profissional que favorece a especialização técnica, não enxerga valor na prática do relacionamento e promove a anulação da personalidade do profissional. ” 

Estou vivendo uma experiência profissional das mais ricas, em que, como especialista em mídias digitais, tenho a oportunidade de levar, pela Coworkers, à redação da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios (Ed. Globo) um extenso trabalho de conversão de seu casting de jornalistas e redatores em blogueiros.

 

Helton Kuhnen, Roberta Rosseto e Samantha Shiraishi - Redação PEG

Helton Kuhnen, Roberta Rosseto e Samantha Shiraishi - Redação PEG

Dividimo-nos, Helton Kuhnen, Samantha Shiraishi e eu, respectivamente, em frentes de ações técnicas (edição de ferramentas, tagueamento e indexação de conteúdo, programação, etc), de conteúdo (trainamento, formatação de padrões de textos e de moderação de comentários) e de posicionamento estratégico como mídia essencial e verdadeiramente social. Transformamos a revista digital da PEGN em mídia social, onde cada um dos autores e editores foram preparados para, além de informar, interagir com os seus usuários na web.

 

Numa etapa por vir e já em fase de preparação, o novo blog da revista - entitulado Papo de Empreendedor - vai trazer aos seus usuários uma abertura que vai além do espaço de comentários; vai convidar empreendedores blogueiros para colaborar na ciação de conteúdo interativo. Vai ainda aportar nas suas páginas serviços que visarão facilitar a vida do pequeno e médio empreendedor, tudo de forma bastante interativa e colaborativa.

O Juliano Spyer está certo. Não é fácil esse aculturamento de jornalistas para essa nova realidade da comunicação interativa. Mas os nossos pupilos da PEGN, capitaneados pela Roberta Rosseto - diretora da revista-  não mediram esforços e demonstraram sempre muita força de vontade e progressos inegáveis nessa jornada ainda incipiente rumo à web 2.0. 

Queria dizer do meu orgulho em servir-lhes de degrau de acesso a esse novo e fervilhante mundo!

Ainda hoje publiquei no blog corporativo da Coworkers Mídias Sociais mais uma rodada do debate para o qual convidei, no Boombust, meu blog pesoal, alguns ícones da web para discutirmos juntos o atual cenário das comunicações digitais e sociais no Brasil e no mundo. O painel de hoje, moderado pelo Manoel Fernandes (Revista Bites) traz exatemente o tema “O encontro digital das mídias sociais e tradicionais“.

Perguntados se ?faz algum sentido a afirmação de que a mídia como conhecemos ainda vai acabar??, Silvio Meira, Cientista-chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar), Kaike Nanne, Diretor do Núcleo de Revistas Semanais da Editora Abril, Marcelo Coutinho, Diretor do Ibope Inteligência e Aloisio Sotero, BPO da Dufry e presidente do Teleporto de Educação narram, com base nas suas experiências, suas visões a respeito da convergência dos diversos formatos de mídia de forma a se complementarem.

Helton, Samantha e eu somos mesmos uns felizardos pelas oportunidades que vimos conseguindo criar e empreender nesse cenário tão apaixonante das mídias sociais!

Felicidade no trabalho: o que os trabalhadores me ensinaram

Felicidade no trabalho

Para muitos trabalhadores, o trabalho não passa de sacrifício que têm que suportar para assegurar seu sustento e sobrevivência. Para as empresas, as conseqüências são a alta rotatividade, a baixa produtividade, erros e desperdícios crônicos. Para outros, o trabalho pode significar uma fonte de felicidade e de oportunidades para se viver uma vida equilibrada e plena de significado e as empresas são recompensadas pelo entusiasmo e por valiosas contribuições ao crescimento dos negócios.

Mas o que distingue um ambiente de trabalho agradável e estimulante de ambientes estressantes e apáticos? Como conquistar os corações e mentes dos trabalhadores e torná-los felizes e engajados no trabalho? Tendo trabalhado em projetos de melhoria da qualidade e produtividade com mais de 300 equipes em diversas empresas, formei minha opinião sobre o que faz as pessoas dedicadas e felizes no trabalho. Eis minha lista:

  1. Reconhecimento: um elogio sincero e oportuno não mexe no bolso e tem um impacto muito positivo sobre a auto-estima dos trabalhadores. Quando eles concluem uma tarefa com êxito, é o que eles esperam de seu chefe.
  2. Respeito: tratar os trabalhadores como adultos responsáveis e ser justo e leal nos seus tratos e negociações com eles.
  3. Confiança: o lado prático do respeito. As pessoas podem necessitar de orientações, mas devem saber que seu chefe confia nelas para realizar as suas tarefas com responsabilidade
  4. Crescimento individual: as pessoas querem evoluir e enfrentar novos desafios. Elas devem ter oportunidades para aplicar seus talentos, aprender coisas novas e desenvolver suas habilidades.
  5. Ambiente saudável: trabalhar com pessoas que respeitamos e gostamos, chefe e colegas, é muito importante para manter o equilíbrio emocional e ter um dia de trabalho estimulante, agradável e produtivo.
  6. Sentimento de propósito: as pessoas gostam de saber que estão contribuindo para alguma coisa valiosa. Elas necessitam saber quais são as intenções estratégicas da organização e como suas contribuições particulares se encaixam no todo.

Neste momento, em que as empresas enfrentam uma enorme deficiência de trabalhadores qualificados, e travam uma dura batalha para recrutar e manter os trabalhadores mais experientes e talentosos, é de vital importância estarem atentas às suas necessidades e aspirações profissionais. Além da justa remuneração, um ambiente de trabalho saudável e estimulante é a diferença que atrairá e conquistará os talentos necessários para se aproveitar as grandes oportunidades que o momento oferece.

Problemas? Deixe de lado os gurus e chame os trabalhadores

Em artigo recente, Motivação no trabalho: mitos e realidades, vimos o que muitos gerentes pensam sobre as atitudes e motivações dos trabalhadores. Mitos e preconceitos influem de maneira perniciosa no modo como os gerentes lidam com seus problemas diários, levando-os a ações inócuas. Quando confrontados com problemas de baixa qualidade e produtividade, estes gerentes atribuem automaticamente seus problemas à desmotivação dos trabalhadores. “Eles são preguiçosos, não vestem a camisa da empresa”, bradam os gerentes desanimados.

Inevitavelmente, começam a pensar em estratégias para injetar motivação nos trabalhadores preguiçosos ou desinteressados. As “soluções” não fogem muito das receitas oferecidas pelos gurus da motivação:

  • Seminários e palestras de motivadores profissionais.
  • Palestras de velejadores ou técnicos de times de futebol ou vôlei.
  • Acampamentos no mato, com exercícios de escaladas e subidas em árvores.
  • Prêmios como viagens, eletrodomésticos e jantares com o presidente.
  • Participação nos lucros da empresa.

No entanto, sem atacar as verdadeiras causas dos problemas de desempenho, todas estas ações de manipulação podem ser muito divertidas e interessantes, mas têm efeitos limitados e temporários.

Como já afirmou Deming, somente 15% dos problemas são devidos as atitudes dos trabalhadores, 85% são causados por métodos de trabalho disfuncionais e ineficazes. Como os métodos de trabalho são estabelecidos pelos gerentes, as soluções estão na mudança de métodos para remoção dos obstáculos que impedem os trabalhadores de realizarem um trabalho bem feito.

Ao invés de apostar em “soluções” fantasiosas, os gerentes pragmáticos promovem a participação dos trabalhadores na investigação das causas dos problemas e na melhoria dos métodos de trabalho. Agindo assim, não só solucionam seus problemas de qualidade e produtividade, como possibilitam ao trabalhador obter o respeito e o justo reconhecimento por um trabalho bem feito.