Nossa Via

O conteúdo passa por aqui!

Archive for the ‘Administração’


Como tornar-se mais criativo na solução de problemas

Obter soluções criativas e inovadoras para os problemas empresariais, sociais, políticos e econômicos tem sido um dos desafios sempre presentes nos dias atuais. Como analisar corretamente estes problemas e chegar às melhores soluções?

Qual a diferença entre boas e más soluções?

Uma boa resposta a esta questão pode ser obtida estudando alguns dos grandes fracassos políticos e empresariais dos últimos anos, excetuando, evidentemente, os notórios casos de fraude e corrupção devidos a ausência de ética e não a falta de criatividade. Examine alguns casos e em todos eles você encontrará pelo menos uma das três falhas mais comuns:

  • Estreiteza de visão: a falha em enxergar o todo, ignorando as complexidades, implicações e ramificações do problema em questão.
  • Desatenção aos detalhes, especialmente o desconhecimento daqueles de pouca visibilidade mas críticos.
  • Incapacidade de escapar da mesmice e gerar soluções inovadoras; falta de imaginação e coragem para romper as amarras com o passado e superar os preconceitos.

Barry Welford, consultor em criatividade, define duas condições básicas para uma boa técnica de solução criativa:

  • Ser agradável e fácil de usar.
  • Deve ajudar-nos a obter as melhores soluções.

Welford sugere um processo criativo bastante simples, formado de três passos:

1. Pesquise como a águia - olhe de cima.

Tenha uma visão de todo o quadro, inclua tudo que for relevante, veja as fronteiras, procure conhecer de modo global o que está acontecendo.

2. Analise como a coruja - com uma visão de 360º.

Esteja ciente de todos os fatores, mesmo os escondidos ou difíceis de localizar, que poderão afetar suas análises e decisões.

3. Solucione como humano - com engenhosidade e coragem.

Use toda a sua imaginação para escapar dos caminhos óbvios e encontrar soluções inovadoras.

PESQUISE COMO A ÁGUIA

AguiaEste passo requer a habilidade de se afastar do problema e ver a floresta além das árvores. Nesta etapa é importante não se deixar cegar pelos detalhes, tentar formar um quadro geral da situação e definir adequadamente o problema que deve ser resolvido. Este quadro geral deve mostrar as fronteiras do problema, as implicações e os impactos sobre outras unidades, pessoas e processos.

Este primeiro passo não tem recebido a atenção adequada no processo de análise e solução de problemas. Com muita freqüência as pessoas entram direto na discussão dos detalhes, negligenciando o conhecimento do todo. As conseqüências são a definição inadequada do problema e o desperdício de tempo e dinheiro em soluções erradas e ineficazes. Quando trabalhando em equipe, esta etapa permite que cada um expresse sua visão da situação, e assegurando a obtenção de consenso sobre o correto significado do problema que está sendo atacado.

ANALISE COMO A CORUJA

CorujaComo todos sabem, muitas corujas podem girar a cabeça num ângulo de 360º sem mover o corpo. Algumas podem detectar o ruído de pequenos animais se movimentando no mato e dar botes certeiros e mortais. O mesmo grau de precisão é necessário na análise de problemas, especialmente na identificação de suas possíveis causas.

Assim que o problema tenha sido corretamente definido, é importante encontrar todos os fatores que possam influenciar a solução. É neste ponto que o trabalho em equipe mostra toda a sua força, pois pessoas de diversas origens e formação estarão olhando o problema de diferentes ângulos. A discussão aberta e livre em que todos os pontos de vista possam ser representados, discutidos e registrados é, sem dúvida, a melhor abordagem. Todas as possíveis causas são identificadas e priorizadas.

SOLUCIONE COMO HUMANO

HumanoO passo final deve permitir a plena aplicação de todo o potencial criativo da mente humana. Aqui há espaço tanto para a abordagem fundamentada na lógica como na intuição e imaginação. Neste ponto, a equipe pode optar por usar algumas das ferramentas e técnicas de auxílio à criatividade, como o Mapa Mental, o Brainstorming e o SCAMPER. Contudo, o mais importante é a tomada de consciência das barreiras que inibem a criatividade: os bloqueios mentais, culturais, emocionais, intelectuais etc.

Ousar romper com os padrões estabelecidos, fazer uso inteligente das novas tecnologias e ir além dos métodos tradicionais, esta é a atitude que separa as soluções criativas da mesmice.

10 dicas que podem mudar sua imagem como líder

leader

Mediocridade, mesmice, inconsistência e indecisão são coisas intoleráveis para quem quer se tornar um líder respeitado. Aqui estão algumas dicas que podem ajudá-lo a melhorar seu desempenho como líder.

  1. Você não deve falar de valores e princípios se não estiver disposto a vivê-los.
  2. Você deve ver seu papel como um líder de talentos e dedicar cada dia ao aperfeiçoamento das competências de sua equipe.
  3. Você deve ouvir mais do que falar.
  4. Fale menos do passado e mais do futuro.
  5. Não seja um coveiro de idéias, mas procure sempre olhar para o que há de bom nelas. O mundo precisa mais de jardineiros do que de coveiros.
  6. Você deve dar feedback, mesmo que seja muito duro.
  7. Você deve ouvir o feedback, mesmo que seja muito duro.
  8. Não varra seus erros para debaixo do tapete, enfrente-os e procure aprender com eles.
  9. Não faça julgamentos apressados sobre as pessoas; não se deixe guiar pelas emoções e aparências, mas por fatos e dados.
  10. Pense sempre nesta pergunta: Você seria motivado por uma pessoa que age como você?

Há algo pior do que um gerente pessimista?

Uma pessoa jamais deve ser indicada para um cargo gerencial se sua visão foca as deficiências das pessoas em vez dos pontos fortes.

Peter Drucker

Nosso pessoal é o nosso mais valioso patrimônio. Quantas vezes você já ouviu este chavão? Toda empresa “moderna” se sente na obrigação de incluir uma variante desta frase nas suas declarações de políticas e princípios. No entanto, com muita freqüência, não passam de frases vazias, conversa fiada.

Peter Drucker tocou num ponto crítico. A escolha dos gerentes, líderes de equipes, é uma das decisões mais importantes para a empresa demonstrar, ou não, seu genuíno compromisso com a valorização de seu patrimônio humano.

Pelo meu entendimento, o verdadeiro líder encoraja e ajuda aqueles que lidera a se tornarem o melhor que eles podem ser. Ele une as pessoas e faz com que cada habilidade individual contribua para a realização do objetivo comum. O gerente-líder identifica os talentos da sua equipe e a orienta no aprimoramento destes talentos. Ele é uma fonte de inspiração e motivação de atitudes de dedicação, cooperação e de aprendizado permanente.

Um gerente que só vê defeitos e é cego para os pontos fortes das pessoas é incapaz obter e manter um alto desempenho em qualidade e produtividade. Pior do que isso, ele se torna um fator de desvalorização e de desatualização do patrimônio humano, uma fonte de estresse e desagregação. Como gerente, ele pode realizar as tarefas, mas com resultados que dificilmente compensarão os estragos sobre o moral e auto-estima de sua equipe.

Qual o remédio? O que as empresas podem fazer é investir no desenvolvimento das competências gerenciais de seus gerentes potenciais, especialmente nas habilidades de liderança.

É claro que nem todos nasceram para ser grandes líderes, mas pelo menos podem aprender a tratar seus colaboradores e colegas com respeito, dignidade e mais confiança no potencial de cada um. É claro também que nada disso tem algum valor se a alta direção não adotar a mesma postura em relação a seus gerentes. O exemplo que vem de cima é sempre a lição que realmente vale e permanece. O discurso deve ser confirmado pela prática.

Criatividade: Mitos e realidade

criatividade

Algumas idéias erradas sobre a criatividade têm levado as pessoas a ignorarem o potencial criativo que existe em cada um de nós. Os mesmos enganos têm levado as empresas a adotarem práticas inadequadas para fomentar a criatividade de suas equipes.

Antes de abordar estas idéias erradas é aconselhável esclarecer o significado do termo criatividade. No contexto deste artigo, criatividade é a habilidade de gerar idéias originais e úteis e solucionar os problemas do dia-a-dia. Ser criativo é olhar para as mesmas coisas como todo mundo, mas ver e pensar algo diferente.

O primeiro mito é que a criatividade é um dom especial que somente algumas poucas pessoas têm. O talento, a persistência e a concentração podem ser um dom, mas o potencial para ser criativo é algo disponível para todos nós. Muitas pessoas deixam este potencial ser anulado por bloqueios culturais e ambientais e pelo medo de errar e parecerem tolas. Estes bloqueios podem ser eliminados e a criatividade é uma habilidade que pode ser desenvolvida.

O segundo mito é que as pessoas se tornam mais criativas quando trabalham sobre pressão. A experiência mostra que, sob certas condições especiais, isto pode ser verdade. Contudo, a experiência mostra também que sobre muita pressão, especialmente do tempo, as pessoas se contentam com as primeiras idéias que lhes ocorrem, as mais óbvias. Muita pressão pode reduzir a originalidade das soluções.

O terceiro mito é sobre o poder do dinheiro como motivador da criatividade. O reconhecimento material é um motivador extrínseco, isto é, vem de fora da pessoa. Estudos conduzidos por Teresa Amabile, da Universidade de Harvard, mostraram que a grande força acionadora da criatividade está na motivação para a tarefa executada, no interesse e paixão que as pessoas sentem pelo trabalho. O dinheiro pode influenciar a motivação intrínseca (interna), mas não pode criá-la.

O quarto mito: competição é melhor do que colaboração. Esta idéia pode ser válida para a competição entre empresas, mas é um desastre quando aplicada a grupos dentro de uma organização. A competição interna leva ao isolamento, politicagem, restrições ao fluxo de informações e desperdícios de recursos. De outro lado, a colaboração favorece a polinização cruzada de idéias, importante fator para a geração de idéias originais.

Inovação inteligente: Como liberar a energia criativa de sua empresa

InovaçãoNesta década, vimos o início de uma importante mudança nas estratégias empresariais que predominaram nas duas décadas anteriores, marcadas pelo forte foco na redução de custos, pelas fusões e aquisições. Em pesquisa realizada pela consultoria Booz Allen and Hamilton, 90% dos executivos disseram que a introdução de novos produtos serviços é crucial para o crescimento rentável. Na média, eles esperam melhorar em 30% o desempenho em inovação no prazo de três anos.

Onde eles podem encontrar estas melhorias? Que forças internas e externas eles podem acionar para mudar o foco em redução de custos para a inovação de seus produtos e serviços? Como mudar uma cultura organizacional focada na segurança e nos resultados no curto prazo para um ambiente focado no futuro e em resultados incertos? Em resumo, como equilibrar crescimento e inovação com segurança e previsibilidade? (more…)