As empresas têm o que merecem, talvez você também
O general alemão Erich Von Manstein costumava classificar seus oficiais em quatro categorias, baseadas na combinação da inteligência e na dedicação ao trabalho.
No primeiro grupo estão os preguiçosos e estúpidos. Seu conselho era deixá-los quietos, pois não fazem mal a ninguém.
No segundo estão os idiotas diligentes. Seu conselho: livre-se deles rápido, por que levam as outras pessoas a se dedicarem a tarefas inúteis.
No terceiro estão os diligentes e inteligentes. Ele dizia que estes se tornam bons oficiais, porque fazem com que tudo funcione sem problemas.
No quarto grupo estão os oficiais que são inteligentes e preguiçosos. Estes, von Manstein dizia, devem ser seus generais.
Esta é uma idéia interessante. Embora este tipo de modelo seja uma grande simplificação do complexo universo corporativo - aliás, como todos os outros modelos-, ele pode nos levar a algumas reflexões sobre o que encontramos nas empresas de hoje.
Os preguiçosos e estúpidos
Em tese, não deveriam ser encontrados, pois toda empresa afirma que se livra imediatamente dos indolentes. Mas, na verdade, muitas pessoas deste grupo têm uma grande capacidade de sobrevivência e algumas conseguem alcançar elevadas posições. Como não fazem muita coisa, não cometem muitos erros, são considerados inofensivos. Algumas são mestres em criar a aparência de que estão muito ocupadas ou em encontrar alguém poderoso que as proteja. Gerar uma torrente de e-mails irrelevantes e relatórios inúteis é uma forma de se mostrarem ocupadas e ativas.
Os estúpidos diligentes
Este é o grupo de pessoas que pode causar os maiores danos à empresa. Como são dedicadas ao trabalho, criam muitas oportunidades de fazerem coisas erradas. Quando chegam a uma posição de chefia, as pessoas deste grupo se tornam obcecadas em forçar suas equipes a se dedicarem a tarefas inúteis e sem sentido. São refratárias a mudanças, pois podem expor suas fraquezas.
Em muitos casos, foi a própria empresa que as tornou no que são, com suas políticas burras que promovem a acomodação e a mesmice. As pessoas são sistematicamente coagidas a agir como idiotas, a não fazer perguntas e não pensar no futuro.
Os inteligentes diligentes
Estas são as pessoas que transformam os planos em ações, perseguem e realizam seus objetivos com inteligência e perseverança. São mestres em contornar obstáculos e solucionar problemas. Normalmente, sobem na hierarquia até o nível de gerentes médios, onde estacionam, pois passam a serem consideradas indispensáveis. Se você está neste grupo, tome muito cuidado, pois as boas promoções estão reservadas para as pessoas do quarto grupo.
Pense em trabalhar um pouco menos, delegar mais, criar futuros substitutos e se dedicar mais a cultivar bons relacionamentos dentro e fora da empresa. De qualquer modo, não permita que a empresa faça pouco caso de sua inteligência e abuse de sua dedicação. Tome o controle da situação e comece a pensar também na sua carreira.
Os inteligentes preguiçosos
Aqui estão os delegadores naturais, que detestam e não querem se envolver com detalhes. Eles focam o essencial e ignoram tudo o mais que lhes pareça desnecessário, seja para eles ou para suas equipes. São criativos e estão sempre à procura de métodos de trabalho mais fáceis e simples. Tendem a se dedicar mais às questões estratégicas e políticas e ao cultivo de relacionamentos internos e externos.
Com o predomínio da cultura de fazer tudo rápido, eles podem ser um contraponto valioso àqueles que só pensam no curto prazo e só prestam atenção ao balancete trimestral. Uma certa dose de ócio criativo é necessária para escapar da armadilha do dia a dia, questionar a rotina e pensar também sobre o futuro, tanto o da empresa como o próprio.




















