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Archive for the ‘Empreendedorismo’


Papo de Empreendedor

 

www.papodeempreendedor.com.br

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Os leitores da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, da Editora Globo, acabam de ganhar mais um canal de comunicação com a publicação. Entra no ar o Papo de Empreendedor, feito com a participação de toda a equipe de redação. Os assuntos abordados nas postagens estão organizados por tema ? bastidores da revista, empreendedorismo, finanças, franquias, inovação, leis & taxas, marketing, oportunidades, recursos humanos, sustentabilidade, tecnologia e varejo ? e também podem ser pesquisados pelo nome do autor. [da Assessoria de Imprensa da Editora Globo]

Juliano Spyer, autor do ótimo livro Conectado, em seu mais recente post publicado no blog Não Zero, argumenta sobre o porquê do jornalista ter dificuldades para blogar. Segundo Spyer, “o jornalista não se adapta à web porque está submetido a um mercado profissional que favorece a especialização técnica, não enxerga valor na prática do relacionamento e promove a anulação da personalidade do profissional. ” 

Estou vivendo uma experiência profissional das mais ricas, em que, como especialista em mídias digitais, tenho a oportunidade de levar, pela Coworkers, à redação da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios (Ed. Globo) um extenso trabalho de conversão de seu casting de jornalistas e redatores em blogueiros.

 

Helton Kuhnen, Roberta Rosseto e Samantha Shiraishi - Redação PEG

Helton Kuhnen, Roberta Rosseto e Samantha Shiraishi - Redação PEG

Dividimo-nos, Helton Kuhnen, Samantha Shiraishi e eu, respectivamente, em frentes de ações técnicas (edição de ferramentas, tagueamento e indexação de conteúdo, programação, etc), de conteúdo (trainamento, formatação de padrões de textos e de moderação de comentários) e de posicionamento estratégico como mídia essencial e verdadeiramente social. Transformamos a revista digital da PEGN em mídia social, onde cada um dos autores e editores foram preparados para, além de informar, interagir com os seus usuários na web.

 

Numa etapa por vir e já em fase de preparação, o novo blog da revista - entitulado Papo de Empreendedor - vai trazer aos seus usuários uma abertura que vai além do espaço de comentários; vai convidar empreendedores blogueiros para colaborar na ciação de conteúdo interativo. Vai ainda aportar nas suas páginas serviços que visarão facilitar a vida do pequeno e médio empreendedor, tudo de forma bastante interativa e colaborativa.

O Juliano Spyer está certo. Não é fácil esse aculturamento de jornalistas para essa nova realidade da comunicação interativa. Mas os nossos pupilos da PEGN, capitaneados pela Roberta Rosseto - diretora da revista-  não mediram esforços e demonstraram sempre muita força de vontade e progressos inegáveis nessa jornada ainda incipiente rumo à web 2.0. 

Queria dizer do meu orgulho em servir-lhes de degrau de acesso a esse novo e fervilhante mundo!

Ainda hoje publiquei no blog corporativo da Coworkers Mídias Sociais mais uma rodada do debate para o qual convidei, no Boombust, meu blog pesoal, alguns ícones da web para discutirmos juntos o atual cenário das comunicações digitais e sociais no Brasil e no mundo. O painel de hoje, moderado pelo Manoel Fernandes (Revista Bites) traz exatemente o tema “O encontro digital das mídias sociais e tradicionais“.

Perguntados se ?faz algum sentido a afirmação de que a mídia como conhecemos ainda vai acabar??, Silvio Meira, Cientista-chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar), Kaike Nanne, Diretor do Núcleo de Revistas Semanais da Editora Abril, Marcelo Coutinho, Diretor do Ibope Inteligência e Aloisio Sotero, BPO da Dufry e presidente do Teleporto de Educação narram, com base nas suas experiências, suas visões a respeito da convergência dos diversos formatos de mídia de forma a se complementarem.

Helton, Samantha e eu somos mesmos uns felizardos pelas oportunidades que vimos conseguindo criar e empreender nesse cenário tão apaixonante das mídias sociais!

Formigas com Megafone

O empresário Miguel Abuhab, um empreendedor de mão cheia, é dessa estirpe de quem constrói o Brasil sem esperar favores de ninguém, nem que a sorte o abençoe. Simplesmente vai lá e faz. [por Antônio Machado de Barros, na biografia de Miguel Abuhab - Um homem que não pára, Ed. Saraiva]

A foto acima ilustra o encontro de empresários e blogueiros promovido no aconchegante restaurante Cigana, dia 26 passado, por Miguel Abuhab, empreendedor de sucesso, sócio fundador da Datasul, uma das mais bem-sucedidas empresas de softwares aplicativos da América Latina, por ocasião do lançamento do blog Formigas com Megafone. Encontro que o próprio Miguel chamou de “Experiência Formigas com Megafone“.

Convidados e presentes estavam, além de mim, alguns blogueiros de grande representatividade na mídia social brasileira, dentre os quais, Mário Soma, Guilherme Valadares, Pedro Doria, Eduardo Carvalho, Carol Costa, Cauã Taborda, Fernando Gouveia, Anderson Costa, Eduardo Vasques, Marco Aurélio Santos, Rafael SbaraiAlexandre Inagaki, Edney Souza e Ian Black.

A história de Miguel Abuhab é fascinante! Um modelo de determinação empreendedora recheado de sucesso, ao qual ele mesmo costuma se referir brincando, dizendo que “foi sem querer, desculpe-me, não tive a intenção”.

Acompanhado de dois de seus fiéis escudeiros - Carlos Alberto Campilongo, vice-presidente do Sindicato da Habitação (Secovi) e Maria José Paulin, especialista em consultoria tributária, além de lançar seu livro, com o qual fomos brindados com exemplares, o motivo principal do encontro era mesmo difundir o projeto Formigas com Megafone, ao qual o trio tem se dedicado com afinco, buscando arregimentar seguidores capazes de mobilizar a sociedade para as soluções por ele propostas - um enorme desafio.

Em síntese, sugiro uma simplificação tributária para o país, de maneira que todas as camadas da sociedade contribuam de forma mais equalizada e desfrutem dos benefícios da arrecadação de forma justa. [Miguel Abuhab]

Miguel chama de Projeto Brasil Forte sua proposta de repensar, de se fazer uma reengenharia no Brasil, utilizando a metodologia cujo primeiro passo é identificar onde estão as restrições e resolvê-las.

Aqui nesse link [Projeto Brasil Forte - três estratégias para melhorar o Brasil] você será lançado para um slideshare que detalha melhor sua idéia, mas, em síntese, a idéia passa por:

  1. o número das contas bancárias passariam a ser o CPF/CNPJ;
  2. todo recolhimento de tributos seria feito na data da cobrança pelo destaque do boleto do imposto;
  3. a unificação de tributos numa alíquota única, com determinação do valor geral a ser cobrado.

Pra mim, que não sou especialista em questões tributárias, depois de estudar a proposta do Miguel, não tive nenhuma dificuldade em entende-las e me pareceram factíveis. Se temos o cenário propício no Brasil para propô-las já é outra história. De um modo ou de outro, não é por acaso que o grupo de defensores da idéia se auto-intitula Formigas com Megafone.

Conheço histórias - algumas de perto - em que o sonho de empreendedores como Miguel Abuhab se tornam realidade e mudam a história de um país, ou, ao menos, modelam cenários, cultura,  segmentos da economia. Miguel e sua trupe não são exatamente o que se pode chamar, na realidade, de formigas; seriam, no mínimo, Titanus Giganteus, como se referiu a eles Rafael Sbarai.

Se você gostaria de saber mais sobre o projeto Brasil Forte e suas Formigas com Megafone, junte-se a nós nessa cruzada. Se quiser conhecer mais da vida e obra de Miguel Abuhab, irei sortear entre os comentaristas deste post o livro autografado que ganhei (tenho certeza de que quem o ganhá-lo não há de se importar com o fato dele já estar marcado pelo manuseio durante a minha leitura).

O lado B da mídia social

Acredito que poucos conhecem o meu Lado B, como a Sam intitulou em um de seus memes. Desde 2006, atuo em agências ligadas ? diretamente ou não ? com as mídias sociais e posso garantir que aprendi muita coisa sobre o assunto durante esse tempo. Não que eu seja uma especialista, muito menos, mas por convite e idéia da própria Sam, contarei um pouco desse dia-a-dia por aqui.

Depois da formatura na faculdade de jornalismo, sempre bate aquela dúvida: ó, o que farei da minha vida agora? Como as opções no mercado são escassas, encontrei oportunidade em uma área que nunca tinha trabalhado: assessoria de imprensa, para meu nervoso! Comecei a trabalhar na Fan, que é o braço de RP da Espalhe, que muitos de vocês devem conhecer. Nos primeiros meses penei bastante, por conta da inexperiência, mas o aprendizado foi extremamente recompensador. Depois de um tempo que comecei a entender o que era o tal do Marketing de Guerrilha, vi como ele funcionava dentro das mídias sociais e surgiu o deslumbre: ?Nossa, e não é que dá para ganhar dinheiro com esse tal de Orkut??.

Eu era ativista nesses meios há tempos. Tanto que logo depois que o Orkut abriu, eu criei a primeira comunidade do Felipe Massa por lá ? que é ativa e moderada até hoje. Nesse meio tempo também tive alguns blogs pessoais, tentativas de sites, mas não conseguia me firmar em nada. Com a volta do convívio com blogs e tudo mais, me empolguei e acabei criando o Velocidade, já que a vontade de falar sobre automobilismo crescia muito mais. Ok, estamos aqui para falar do Lado B.

No ano passado, surgiu a oportunidade de mudar de área na agência e comecei a interagir diretamente com o cotidiano das mídias sociais. ÿ impressionante notar como uma ação bem formulada nesses canais traz muito mais acessos para seu produto, no caso um site ou vídeo, do que a mídia tradicional.

Em março desse ano, mudei totalmente meu foco de atuação e passei a me dedicar exclusivamente às mídias sociais, dessa vez na Riot. Era a decisão que eu precisava tomar de mergulhar ou não de cabeça nesse mercado e, até o momento, posso dizer que fiz a escolha certa. Esse é um mercado muito interessante e cheio de desafios. Primeiro, por termos uma área ainda em formação, acontecem muitos erros e os olhares e críticas são muito mais ferrenhos, especialmente pela nossa proximidade com o público-alvo. Por outro lado, é muito gostoso ver milhões de tecnologias e descobertas acontecendo a cada dia, o que enriquece e dá força a esse trabalho.

Pela minha percepção, as agências e clientes em potenciais estão muito interessados em entender como funciona essa tal de mídia social e nós, falo também como blogueira, precisamos urgentemente nos organizar para atender as suas demandas. Você pode escolher as suas regras e falar para o contratante ? fazer ou não publieditorial, ganhar dinheiro e avisar ou não seu leitor, você quem decide isso tudo. Mas se organize, prepare seu material e se divulgue, pois quem está fazendo isso lucra bastante e, com certeza, está um passo à frente.

Inovação inteligente: Como liberar a energia criativa de sua empresa

InovaçãoNesta década, vimos o início de uma importante mudança nas estratégias empresariais que predominaram nas duas décadas anteriores, marcadas pelo forte foco na redução de custos, pelas fusões e aquisições. Em pesquisa realizada pela consultoria Booz Allen and Hamilton, 90% dos executivos disseram que a introdução de novos produtos serviços é crucial para o crescimento rentável. Na média, eles esperam melhorar em 30% o desempenho em inovação no prazo de três anos.

Onde eles podem encontrar estas melhorias? Que forças internas e externas eles podem acionar para mudar o foco em redução de custos para a inovação de seus produtos e serviços? Como mudar uma cultura organizacional focada na segurança e nos resultados no curto prazo para um ambiente focado no futuro e em resultados incertos? Em resumo, como equilibrar crescimento e inovação com segurança e previsibilidade? (more…)

(Des)Atendimento ao Cliente

Domingo à tarde, nada melhor que passear com a família no shopping. Lá estava eu, olhando as vitrines, completamente de bobeira e sem compromisso. Entro na livraria ? meu destino favorito ? e paro, primeiramente, na seção de revistas. Em menos de dez segundos, uma atendente me aborda com um grande sorriso nos dentes: ?Boa tarde, senhor! Está procurando alguma coisa específica??. Educadamente, respondi com o tradicional ?estou apenas olhando, obrigado?. A atendente se coloca à disposição e me entrega uma fichinha com o seu nome e um código, algo de extremo mau gosto (a moda nessa livraria é entregar essas fichas para que as vendas sejam computadas ao atendente, independente dele prestar um atendimento ao cliente ou não).

Seleciono três revistas, e me dirijo à seção de livros de negócios. Ao me ver, a mesma atendente me aborda novamente: ?chegaram muitas novidades essa semana! Está procurando algum título específico??. Começo a pensar que ela é dotada de algum tipo de radar, ou sensor de movimento. Dispenso outra vez a sua ajuda com a mesma cordialidade, e inicio a leitura da contra-capa de um livro de marketing. ?Quer uma cestinha pra colocar as revistas??, quase grita no meu pé do ouvido, sempre sorrindo. ?Isso não pode estar acontecendo?, penso eu. Mais uma vez, agradeço a atendente, e me dirijo ao fundo da livraria, com a intenção de me esconder e poder ler em paz a sinopse do livro. ?Agora eu me livro dela?, falo com os meus botões.

Encontro uma confortável cadeira, sento-me e cruzo as pernas. Acho fantástico esse ambiente que as livrarias modernas inventaram pra nos deixar bastante à vontade. O livro de marketing não era lá essas coisas. Começo a folhear as páginas de um almanaque dos anos 80 que alguém havia deixado na mesa à minha frente. Que interessante! Tinha o Bozo, o Ploc Monster, a Turma do Balão Mágico… ?O SENHOR JÁ VIU O ALMANAQUE DOS ANOS 70??, me desperta do transe nostálgico a maldita sorridente. ?Não, obrigado!?, respondo já sem paciência.

Pior do que a falta de atenção ao cliente, só o excesso de atenção ao cliente. As empresas acreditam que impondo metas ou cotas de vendas a seus atendentes irão vender mais. Ledo engano. Fazendo isso, só conseguem transformá-los em chatos de galochas. ÿ preciso deixar um espaço para os clientes respirarem. O processo de compra não é algo linear que começa com ?Olá! Posso ajudá-lo?? e termina com ?Muito obrigado e volte sempre!?. Envolve variáveis tão desconexas quanto lembrar da infância (eu estava quase comprando o almanaque dos anos 80!), ou imaginar o que a turma da faculdade vai achar do ?meu novo computador?. Empresas, aprendam de uma vez: deixem seus clientes à vontade!

Fim da história: despistei a atendente sorridente, deixei as revistas e o almanaque dos anos 80 em uma prateleira e saí da loja de mãos abanando.

* Esse episódio é verídico e ocorreu em uma loja de uma grande rede nacional de livrarias, que recentemente foi comprada por outra rede maior ainda.