O lado B da mídia social
Acredito que poucos conhecem o meu Lado B, como a Sam intitulou em um de seus memes. Desde 2006, atuo em agências ligadas – diretamente ou não – com as mídias sociais e posso garantir que aprendi muita coisa sobre o assunto durante esse tempo. Não que eu seja uma especialista, muito menos, mas por convite e idéia da própria Sam, contarei um pouco desse dia-a-dia por aqui.
Depois da formatura na faculdade de jornalismo, sempre bate aquela dúvida: ó, o que farei da minha vida agora? Como as opções no mercado são escassas, encontrei oportunidade em uma área que nunca tinha trabalhado: assessoria de imprensa, para meu nervoso! Comecei a trabalhar na Fan, que é o braço de RP da Espalhe, que muitos de vocês devem conhecer. Nos primeiros meses penei bastante, por conta da inexperiência, mas o aprendizado foi extremamente recompensador. Depois de um tempo que comecei a entender o que era o tal do Marketing de Guerrilha, vi como ele funcionava dentro das mídias sociais e surgiu o deslumbre: “Nossa, e não é que dá para ganhar dinheiro com esse tal de Orkut?”.
Eu era ativista nesses meios há tempos. Tanto que logo depois que o Orkut abriu, eu criei a primeira comunidade do Felipe Massa por lá – que é ativa e moderada até hoje. Nesse meio tempo também tive alguns blogs pessoais, tentativas de sites, mas não conseguia me firmar em nada. Com a volta do convívio com blogs e tudo mais, me empolguei e acabei criando o Velocidade, já que a vontade de falar sobre automobilismo crescia muito mais. Ok, estamos aqui para falar do Lado B.
No ano passado, surgiu a oportunidade de mudar de área na agência e comecei a interagir diretamente com o cotidiano das mídias sociais. É impressionante notar como uma ação bem formulada nesses canais traz muito mais acessos para seu produto, no caso um site ou vídeo, do que a mídia tradicional.
Em março desse ano, mudei totalmente meu foco de atuação e passei a me dedicar exclusivamente às mídias sociais, dessa vez na Riot. Era a decisão que eu precisava tomar de mergulhar ou não de cabeça nesse mercado e, até o momento, posso dizer que fiz a escolha certa. Esse é um mercado muito interessante e cheio de desafios. Primeiro, por termos uma área ainda em formação, acontecem muitos erros e os olhares e críticas são muito mais ferrenhos, especialmente pela nossa proximidade com o público-alvo. Por outro lado, é muito gostoso ver milhões de tecnologias e descobertas acontecendo a cada dia, o que enriquece e dá força a esse trabalho.
Pela minha percepção, as agências e clientes em potenciais estão muito interessados em entender como funciona essa tal de mídia social e nós, falo também como blogueira, precisamos urgentemente nos organizar para atender as suas demandas. Você pode escolher as suas regras e falar para o contratante – fazer ou não publieditorial, ganhar dinheiro e avisar ou não seu leitor, você quem decide isso tudo. Mas se organize, prepare seu material e se divulgue, pois quem está fazendo isso lucra bastante e, com certeza, está um passo à frente.
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