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Nossa Via

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Archive for the ‘TECNOLOGIA’


Conecte-se com a arte em São Paulo

Além de comportamento e cidadania, tenho uma paixão nada secreta: a cultura. Posso ser encontrada em museus da cidade tanto quanto nos eventos literários e entendo a arte como algo para se consumir.

Começa hoje uma ação online da qual sou embaixadora (sem qualquer remuneração, mas com um orgulho imenso) que a Nokia promove para lançar uma nova loja e na qual presenteará São Paulo com uma inusitada conexão.

Não sei o que pesou mais para eu me encantar com este projeto, o lado geek ou a paixão pela cultura. Costumo dizer que faço um trabalho de formiguinha no meu blog, que não à toa chama A Vida Como A Vida Quer (se analogia não lhe pareceu óbvia como é para mim, veja aqui minha explicação), em prol da democratização do consumo da cultura. Mesmo não sendo paulistana, tive a honra de guiar a primeira visita de vários amigos a museus importantes como Masp e Pinacoteca, além de sempre avisar quando há algo novo e interessante nos muitos espaços culturais da cidade. Até o Museu do Futebol outro dia mereceu meu destaque aqui mesmo no Nossa Via. 
Faço boa parte desta “evangelização em prol da cultura” conectada com meu smartphone ou notebook. Sim, sou muito geek. E ao me deparar com a proposta do Connetc Art que a Nokia sugere como um dos possíves presentes que oferecerá para São Paulo no lançamento de sua nova loja encontrei uma idéia que reune minhas duas paixões. Imaginei o passeio por um dos museus da cidade com um N95 (o celular será cedido ao museu para informar o visitante dos detalhes e curiosidades das obras pela quais passa) com o audio numa visita guiada pelas obras. 
Se você também acha que a maior cidade da América Latina merece esta imersão na arte com uso do melhor da tecnologia, visite o hotsite e faça parte do nosso grupo, juntos podemos dar este presente para São Paulo. 
P.S. E se você é geek, mas não fã de artes, pode optar por defender o Connect Book e o Connect USP

Sobre a transitoriedade das coisas.

Em uma semana de muito trabalho, acabei ficando longe da TV, do cinema e praticamente da web também. A correria do dia-a-dia offline acabou me levando para outros lugares e, logicamente, fiquei meio que sem assunto para postar por aqui. Acreditem, você não iriam querer saber da minha rotina de apresentações no interior do Paraná. Mas, eis que um comentário aqui no NossaVia, neste post aqui, acabou por me trazer um belo assunto para um novo post!

No comentário, o leitor Derek questionava minha opinião sobre “A Favorita”. Não se preocupem, não vou falar novamente da novela (não é importante saber o conteúdo do comentário!) e sim de como qualquer opinião pode mudar em tão pouco espaço de tempo.

Em tempo de internet e mídias sociais, adquirimos uma grande facilidade para “expressar” nossa opinião sobre tudo! Não que isso seja uma invenção moderna, mas as opiniões que anteriormente expressávamos em nosso círculo de amizades, agora são expostas a qualquer um que tiver acesso à elas em qualquer lugar do mundo. Basta uma busca no Holly Google que encontramos gente escrevendo sobre tudo em qualquer lugar do mundo. (Duvida?)

O caso é que, naturalmente, com o tempo sua opinião sobre determinado assunto pode mudar, variar, tornar-se inclusive oposta àquela inicial. No seu círculo de amizade você simplesmente acaba por deixar claro qual sua nova posição. (No caso específico da novela, acredito que ela se rendeu à mediocridade do seu público!) Mas, e na web? Você realmente vai voltar e linkar seus posts antigos com um “Ops, mudei de opinião!”?

No caso de um leitor assíduo de seu blog, aquela conversa informal acaba acontecendo naturalmente. Ele não é seu amigo, mas às vezes, pelo menos virtualmente, esse vínculo acaba acontecendo.

O problema é que em tempos de leitura não-linear, mecanismos de busca e TONELADAS de informação fica difícil saber exatamente onde você deixou registrada uma opinião sobre este ou aquele assunto. Não me lembro de todos os milhares de comentários que já deixei em blogs. Inclusive já cheguei a encontrar um comentário que havia deixado “por aí” e nem lembrava. (Tudo bem, eu tenho problemas! Admito!!)

Nem tenho uma opinião completamente formada sobre este assunto, mas me vi pensando sobre isso após ler uma famosa frase de Mario Quintana escrita após ele ter sido convidado a escrever algo para gravar abaixo de seu busto em uma homenagem em sua terra natal:

Um engano em bronze é um engano eterno!

E na web? Um engano cibernético é um engano o quê?

Elza Soares, inclusão digital e o bom senso!

Sim, eu sei! Assunto velho, mas que foi requentado por minha indignação nessa quarta-feira passada durante o show de Elza Soares no Centro Integrado de Cultura (CIC), aqui em Florianópolis, SC.

Você está vendo a foto aí do lado? Linda, não é? Pois é… parece que o sonho de cada indivíduo que estava no bendito show era ter uma foto dessas para colocar no Orkut e dizer - Eu fuuuuui, la la la la lááááá! - Haja paciência. Muitas pessoas vão a um show para poder ver seus ídolos de perto. Outras vão porque querem assistir/escutar um trabalho de qualidade. De preferência sem interferências que nada tem a ver com o espetáculo.

Porque, pensem comigo: Se você vai a um espetáculo e o sistema de som começa a falhar, você tem o direito de reclamar! Se você está assistindo a este mesmo espetáculo e a iluminação começa a fazer coisas estranhas que o impeçam de ver o negócio tranqüilo, você vai reclamar. Se a interferência for muito grande você tem o direito de pedir o dinheiro do ingresso de volta. (Eu já fiz isso no cinema quando misturaram as latas da projeção e o filme saiu todo fragmentado, fora da seqüência normal.)

Agora, quando você está assistindo a um show e o incômodo vem da platéia? Como é que você faz? Sai arrancando as máquinas fotográficas da mão de cada indivíduo daquele? Sai catequizando as criaturas e explicando que em um espetáculo só se tira foto sem flash e que provavelmente a máquina digital bagaceira dele não conseguirá fazer isso de maneira decente? Sim, porque se ele tivesse uma máquina digital decente ele já saberia que, com as luzes do show, a foto só vai ficar boa se for feita sem flash!

E, se pararmos para pensar o negócio se amplia: são as malditas mensagens que fulano descobriu que pode fazer em “PPS”; as malditas correntes para salvar uma pessoa que você nem conhece; as fotos do filho lindo descobrindo o pintinho e que você não solicitou receber por e-mail!

Um pouco de bom-senso, por favor! Ninguém quer saber detalhes íntimos de sua vida e, se quiser, vai buscar em algum lugar. Não é à toa que as pesquisas com termos “sexo”, “fotos do bambam pelado” e “mulher melancia nua” são freqüentes no Google. Dessa forma, faça tudo o que quiser da sua vida: filme, descreva, escreva, fotografe (sem flash!) e guarde em algum site obscuro para você! Acreditem, os interessados vão encontrar. Mas, se você não resistir, coloque no Orkut de uma vez. Aquele amigo fofoqueiro logo vai dar um jeitinho de ver e contar para os outros amigos e você vira hype.

Sobre o show da Elza? Foi bom! Muito bom. Ela continua poderosa, com uma voz única e uma energia surpreendente. Não é uma realização tão bem acabada quanto “Do Cóccix até o Pescoço” que contava com uma direção mais segura e o trabalho requintado de Gringo Cardia. Teria sido uma agradável noite de quarta-feira se não fossem os flashes!

Maldita inclusão digital! Quem foi o idiota que inventou de colocar flashes também em câmeras de aparelho celular?

Papo de Empreendedor

 

www.papodeempreendedor.com.br

www.papodeempreendedor.com.br

 

 

Os leitores da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, da Editora Globo, acabam de ganhar mais um canal de comunicação com a publicação. Entra no ar o Papo de Empreendedor, feito com a participação de toda a equipe de redação. Os assuntos abordados nas postagens estão organizados por tema ? bastidores da revista, empreendedorismo, finanças, franquias, inovação, leis & taxas, marketing, oportunidades, recursos humanos, sustentabilidade, tecnologia e varejo ? e também podem ser pesquisados pelo nome do autor. [da Assessoria de Imprensa da Editora Globo]

Juliano Spyer, autor do ótimo livro Conectado, em seu mais recente post publicado no blog Não Zero, argumenta sobre o porquê do jornalista ter dificuldades para blogar. Segundo Spyer, “o jornalista não se adapta à web porque está submetido a um mercado profissional que favorece a especialização técnica, não enxerga valor na prática do relacionamento e promove a anulação da personalidade do profissional. ” 

Estou vivendo uma experiência profissional das mais ricas, em que, como especialista em mídias digitais, tenho a oportunidade de levar, pela Coworkers, à redação da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios (Ed. Globo) um extenso trabalho de conversão de seu casting de jornalistas e redatores em blogueiros.

 

Helton Kuhnen, Roberta Rosseto e Samantha Shiraishi - Redação PEG

Helton Kuhnen, Roberta Rosseto e Samantha Shiraishi - Redação PEG

Dividimo-nos, Helton Kuhnen, Samantha Shiraishi e eu, respectivamente, em frentes de ações técnicas (edição de ferramentas, tagueamento e indexação de conteúdo, programação, etc), de conteúdo (trainamento, formatação de padrões de textos e de moderação de comentários) e de posicionamento estratégico como mídia essencial e verdadeiramente social. Transformamos a revista digital da PEGN em mídia social, onde cada um dos autores e editores foram preparados para, além de informar, interagir com os seus usuários na web.

 

Numa etapa por vir e já em fase de preparação, o novo blog da revista - entitulado Papo de Empreendedor - vai trazer aos seus usuários uma abertura que vai além do espaço de comentários; vai convidar empreendedores blogueiros para colaborar na ciação de conteúdo interativo. Vai ainda aportar nas suas páginas serviços que visarão facilitar a vida do pequeno e médio empreendedor, tudo de forma bastante interativa e colaborativa.

O Juliano Spyer está certo. Não é fácil esse aculturamento de jornalistas para essa nova realidade da comunicação interativa. Mas os nossos pupilos da PEGN, capitaneados pela Roberta Rosseto - diretora da revista-  não mediram esforços e demonstraram sempre muita força de vontade e progressos inegáveis nessa jornada ainda incipiente rumo à web 2.0. 

Queria dizer do meu orgulho em servir-lhes de degrau de acesso a esse novo e fervilhante mundo!

Ainda hoje publiquei no blog corporativo da Coworkers Mídias Sociais mais uma rodada do debate para o qual convidei, no Boombust, meu blog pesoal, alguns ícones da web para discutirmos juntos o atual cenário das comunicações digitais e sociais no Brasil e no mundo. O painel de hoje, moderado pelo Manoel Fernandes (Revista Bites) traz exatemente o tema “O encontro digital das mídias sociais e tradicionais“.

Perguntados se ?faz algum sentido a afirmação de que a mídia como conhecemos ainda vai acabar??, Silvio Meira, Cientista-chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar), Kaike Nanne, Diretor do Núcleo de Revistas Semanais da Editora Abril, Marcelo Coutinho, Diretor do Ibope Inteligência e Aloisio Sotero, BPO da Dufry e presidente do Teleporto de Educação narram, com base nas suas experiências, suas visões a respeito da convergência dos diversos formatos de mídia de forma a se complementarem.

Helton, Samantha e eu somos mesmos uns felizardos pelas oportunidades que vimos conseguindo criar e empreender nesse cenário tão apaixonante das mídias sociais!

Nome Próprio - Ou você se identifica… ou?

Você já viu um filme que fala sobre blogueiros? Eu nunca tinha visto, até essa semana. Fui assistir a Nome Próprio, que recentemente ganhou o prêmio de Melhor Filme, Melhor Atriz (Leandra Leal) e Melhor Direção de Arte (Pedro Paulo de Souza) no Festival de Cinema de Gramado (RS).

Eu já havia ouvido falar muito bem do filme e da atuação de Leandra, assim como também havia ouvido falar muito de Clarah Averbuck, autora dos dois livros (Máquina de Pinball e Vida de Gato) que serviram de base para o roteiro. A verdade é que não li os livros dela, mas até achei que estaria ganhando pois não ficaria fazendo comparações (odiosas, sempre!) entre o “lido” e o “filmado”. De qualquer forma, parece que  ter lido os livros teria sido meio inútil (leia aqui e aqui).

Pois bem, no filme, encontramos Camila, uma jovem de Brasília que vai pra São Paulo com o namorado para viver na cidade. O filme começa com uma briga tremenda e Camila sendo expulsa da casa do rapaz por traição. O filme vai se passando e Camila vai se expondo cada vez mais na internet (através do tal blog!) até que decide escrever um livro. Álcool, drogas, muito sexo, nudez e traição é o que mais se vê no filme.

Das duas uma: ou a minha vida tem sido muito chata, ou já passei da idade!

Achei o filme clichê demais, gratuito demais! Achei que o roteiro fica dando voltas em si mesmo e acaba por não definir sobre o que quer falar. No site, o diretor (Murilo Salles) diz que quer falar do “transbordamento desse personagem feminino”. Pode ser… mas não me convenceu. A Camila do filme ficou parecendo mais uma burguesinha mimada que quer aquilo que não pode ter. A idéia que se reforça dos blogs ainda é a de um espaço de “diário” onde se lava roupa suja adolescente.

De qualquer forma, nem só de identificação vive um filme. Não precisei me identificar com um serial killer para acompanhar “O Silêncio dos Inocentes”.  Não preciso ser um drogado para me identificar com “Transpoitting”. Não me identifiquei com muitos outros personagens de outros filmes para poder reconhecer os méritos que eles podem ter ou para acompanhar a história que eles querem me contar.

Nesse sentido acho que o maior defeito de “Nome Próprio” é o roteiro de Elena Soarez, Melanie Dimantas e do próprio diretor. Junta-se a isso um ritmo arrastado e uma série de sequências gratuitas: alguém pode me dizer para que estava no filme aquela cena da transa de Camila com o cara do interior de São Paulo?

Enfim, eu devo estar ficando velho mesmo!

Trailer Oficial do filme “Nome Próprio”