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Porque o IE7 não pegou?

Ao lançar o Internet Explorer 7, a Microsoft colocou como requisito para instalação do sistema que a versão do Windows instalada na máquina fosse original. Como todos estão cansados de saber, no Brasil a maior parte das cópias de Windows instaladas em computadores pessoais é pirateada - apesar de este número estar diminuindo a cada ano.Mas você acha que as pessoas que tinham cópias piratas do Windows deixaram de instalar o IE7 por causa disso? Ora, sempre existe o “jetinho brasileiro”. Mal foi lançado o novo browser, começaram a pipocar diversos aplicativos que permitiam instalar o software mesmo com o Windows pirata. Então, por que mesmo sendo acessível através de cracks, o IE7 não pegou?

Segundo acredita a Microsoft, esta verificação automática de cópia legítima do Windows é a causa da sua baixa utilização no país, portanto, irão liberar o browser para instalação em toda e qualquer máquina, pirata ou não . Não passa pela cabeça de seus gerentes que as pessoas simplesmente não gostaram do Internet Explorer 7. Que esperavam mais. Que se realmente fosse bom, as pessoas iam atrás do crack e instalavam o navegador no computador, como acontece com vários softwares populares.

O fato de liberar a instalação para cópias piratas pode aumentar um pouco sua utilização. Mas não vai fazer muita diferença. O que a Microsoft deveria fazer, na verdade, era reescrever o Internet Explorer, começar do zero e fazer algo realmente diferenciado, que atendesse tanto às expectativas do usuário comum como do avançado, que obedeça às regras da W3C e que deixe de ser o pesadelo dos designers e a felicidade dos criadores de malwares.

O Firefox já conta com estas características, além da customização e as mais variadas ferramentas que são adicionadas através de extensões. ÿ bem mais provável que seja por isso e não por causa da verificação de originalidade do Windows que o IE7 não se popularizou, não acha? A minha resposta para a pergunta do título do post é: O IE7 não pegou porque tem um concorrente melhor.

Claro estréia rede 3G

A explicação é que a freqüência que a Claro usa permite implantar a rede sem necessidade de comprar novas licenças, o que é uma vantagem frente às concorrentes. A rede 3G opera em 850Mhz e terá até o final do ano, nove aparelhos habilitados.A questão do uso de pacotes de dados via rede celular está esquentando. Todas as operadoras oferecem atualmente planos com preços razoáveis, tanto para uso esporádico quanto para uso intensivo. Com a chegada do 3G, finalmente a rede celular passa a competir com as operadoras fixas que oferecem banda larga.

No dia 18 de Dezembro ocorrerá o leilão 3G da Anatel. As concorrentes certamente farão suas ofertas já que o mercado de internet rápida móvel é uma aposta importante nas comunicações. Quem sai ganhando somos nós, os consumidores.

Não tenha medo do Google

Uma das empresas que mais causa admiração e medo no mundo da tecnologia atualmente, certamente é o Google. Eles vão dominar o mundo? Guardam muitas informações sobre nós? Querem ser referência em termos de plataforma de desenvolvimento de aplicativos web em redes sociais? Sim, tudo isso e um pouco mais. A gigante de Montain View está na dianteira quando falamos de internet. Mesmo o Steve Ballmer achando o contrário.Claro, quando uma empresa começa a crescer de tal forma a dominar fortemente um mercado, acende-se a luzinha dizendo para nós tomarmos cuidado para não ficarmos refém de um único fornecedor. Mas diferente de outros monopólios, há algo que me faz acreditar que não precisamos ter medo do Google. Na internet, o concorrente está a um clique do mouse. Se não estamos satisfeitos com um serviço, partimos para outro similar, simples assim.

Ou seja, para o Google, a confiança que temos em seus serviços é talvez o ativo mais precioso. ÿ só eles cometerem um deslize grave que facilmente mudo para a concorrência. ÿ isso que tranqüiliza em manter todos meus dados, emails, documentos e o que mais for, nos servidores da gigante da propaganda contextual on-line.

Não é à toa que seu mantra interno é “Don’t be evil” (não seja/ faça mal). Eles sabem que nós temos outras opções.