Nossa Via

O conteúdo passa por aqui!

Archive for the ‘Internet’


Em defesa da inocência

Contra pedofilia, em defesa da inocência foi o tema, árduo e corajoso, que reuniu 240 blogs nesta semana. A falta de alguns blogueiros que não se omitiriam (mas estavam ocupados com os contatos offline no Cparty) não prejudicou a proposta da advogada Luma Rosa, do Luz de Luma, e divulgada pelos Amigos da Blogosfera. Não é a primeira vez que blogs se reúnem para falar sobre um tema único - Aleitamento Materno, Ordem e Progresso, Impunidade, Meio Ambiente, Operação Amazon, Um apelo à paz na terra, Religão e Saúde Pública são temas freqüentes das reuniões de pessoas de diferentes profissões que, mesmo estando locais diversos do globo se reúnem unicamente para ter mais força ao falar em conjunto.

Arrisco-me hoje a falar aqui da blogosfera, como quem conversa com amigos sobre amigos, para reforçar este fenômeno que envolve a mudança do texto opinativo - ou informativo - do profissional de mídia para o internauta “leigo”.

(more…)

O que são blogs, afinal?

Sexta-feira à tarde aconteceu um debate interessante via Twitter (não disse que ele é útil?). Juntamente com Nospheratt, Graveheart, Lu Freitas, Navarro, entre outros, houve uma grande discussão sobre o que são blogs.

Fala sério: Se nem nós sabemos definir blogs, como podemos ensinar a alguém?

A conversa nasceu sobre o fato de muitos blogs usarem tema “revista” - inclusive este no qual você está lendo. A moda pegou e muitos estão aderindo. Mas blogs podem ser revistas? Qual a diferença entre revistas eletrônicas e blogs? O que são blogs?

Este é um tema complexo. Para saber diferenciar revistas de blogs, é preciso primeiramente ter uma definição de blogs. Imagina se você hoje tivesse a missão de criar uma definição no Michaelis (cito-o porque acho mais cool dentre os dicionários brasileiros) sobre o que é um blog, o que você escreveria?

Primeiramente, vamos nos fazer algumas perguntas:

Blog é um site? Sim, todo blog é um site, mas o contrário não é verdadeiro.
O blog tem a visão de um autor? Depende. Pode ter um único autor, mas pode ter dois, três ou uma equipe inteira, tendo assim múltiplas perspectivas.
Blogs são interativos?
Depende do blog. Alguns são mais, outros são menos. Alguns permitem comentários, outros não. Alguns permitem envio de conteúdo (como o Nossa Via), outros não.
Blog é conversação? Simplista por demais. Além do que, como disse antes, alguns tem comentários, outros não. Se não tem comentário, dá para evidenciar conversação?
Blogs são amadores? Varia de blog para blog. Alguns são amadores e levantam esta bandeira. Outros são profissionais, com estrutura hierárquica, plano de negócios e estratégico.
Blogs são independentes? No Brasil ainda são, apesar das parcerias com portais que estão surgindo.

Baseado nisso, elaborei então uma definição:

Blog é um site, que pode ou não ser interativo através de participação dos leitores, escrito a partir do ponto de vista de uma ou mais pessoas,com independência, de forma profissional ou amadora.

E você como definiria? Concorda? Discorda? Quer complementar esta definição? Opine!

Os eletrônicos dominam as compras online

Foi-se o tempo em que as compras online se concentravam nos CDs ou DVDs. Se em 2002 eles representavam 40% das vendas na internet, hoje representam apenas 8%. A perspectiva é a de cada vez mais eletrônicos, celulares e produtos de informática cresçam suas vendas nos próximos anos.A leitura que faço desta notícia é de que finalmente as pessoas perderam o medo de comprar online, devido ao aumento de vendas de produtos de valores mais altos. Este é um mercado que movimentou 1 bilhão de reais neste ano, 45% a mais que no ano passado. E olha que apenas 25% dos internautas fazem compra na web.

A tendência é que para 2008 mais pessoas comprem e em uma quantidade cada vez maior. A pergunta que me faço é: As grandes lojas online estão preparadas para esta crescente demanda, tendo uma estrutura logística e de fornecedores suficientes para não atrasar suas entregas ou faltar produto na loja? Acredito que não.

Está correto chamar de Hacker?

Dicionário Michaelis: Hacker é a pessoa viciada em computadores, com conhecimentos de informática, que utiliza esse conhecimento para o benefício de pessoas que usam o sistema, ou contra elas. Para cracker, ainda não existe definição no dicionário.

ÿ comum vermos em jornais e revista manchetes neste estilo: “Hacker infecta 250 mil pcs e pode pegar 60 anos de prisão” ou “PF prende 30 hackers de classe média“. As pessoas já se acostumaram a associar que aquele que invade computadores é chamado de hacker. Mas o termo hacker na verdade não é um termo pejorativo, mas sim um elogio.

Hacker não é cracker

Na comunidade de informática, hacker é a pessoa que é expert em alguma área da computação, o cara. Por exemplo, Linus Tovalds, criador do Linux é considerado um hacker. Bill Gates, inventor do Windows também é (apesar de alguns não concordarem). A origem da palavra veio a partir de “hacks”, que são modificações inteligentes no código de um software, termo utilizado até hoje por programadores.

Existe então aqueles que se especializaram em invadir computadores com a finalidade de ou destruir sites ou cometer crimes, como roubo de dinheiro e informações de empresas. Para estas pessoas, a denominação correta é cracker. Eles não são necessariamente experts, então não devem ser chamados de hackers. Há também os script kiddies, garotos que aprendem técnicas básicas de invasão e se auto-denominam hackers, mas que dificilmente causam grandes estragos.

Apesar disso, a palavra hacker é associada a qualquer tipo de crime cibernético, tanto que este ato é chamado de “hackear”. Porém, é tão correto chamar de hacker quem invade computadores quanto falar “gratuíto”, como alguns grandes apresentadores de telejornais diziam até bem pouco tempo ao tentar se referir a algo gratuito.

Convergência tecnológica não é coisa do futuro

“A convergência tecnológica é um caminho sem volta. As empresas que não investirem nisso virarão fortes candidatas a ver seus produtos no Museu da Tecnologia.”

No começo, eram só telefones. Eles serviam para ligar para parentes e amigos, eram fixos e custavam uma fortuna, sendo considerado bens. A revolução começou quando eles viraram portáteis: agora uma pequena parcela de pessoas com grandes recursos podia se orgulhar de carregar um imenso tijolo na cintura. Estes celulares eram simples: apenas ligavam e recebiam chamadas. Não tinham ícones, não eram coloridos nem tinham música personalizada.

Com o tempo eles foram se aperfeiçoando: ganharam novos toques, alguns ícones, passaram a enviar mensagens SMS e barateou seu preço. Ganharam mais um a boa fatia do mercado. Mas as melhorias não pararam por aí. Depois disso, adicionou-se jogos, cores e papel de parede. Nesta época começou um boom dos celulares - todos corriam para comprar o seu, principalmente se o plano fosse pré-pago. Surge uma geração que não sabe mais como seria sua vida sem um celular por perto.

telefones.jpg

A definição de telefone mudou com o passar do tempo

A necessidade de ter cada vez mais recursos acabou incluindo novas funcionalidades no aparelho. Ele agora entra na internet, roda aplicativos, tira fotos, permite escutar MP3, tem touchscreen, é gravador de voz e em breve poderá assistir TV Digital no celular. Ele faz tudo, inclusive serve para ligar. Hoje esta cena já é realidade: você faz um filme, entra no site do YouTube, envia o vídeo, entra no messenger, avisa aos amigos, enquanto escuta as melhores músicas do U2 no seu celular.

Este é o principal exemplo de como anda a tecnologia hoje no mundo. A convergência de tecnologias é uma tendência de mercado, devido às necessidades cada vez mais exigentes de seus consumidores. Porquê comprar 4 produtos (MP3 player, PDA, câmera digital e celular) se eu posso ter um só?

Esta mudança de comportamento dos consumidores irá se refletir nos demais setores, além da telefonia. As pessoas desejam ter um carro que já venha adaptado para poder usar o seu iPhone, com um GPS de fábrica mostrando os caminhos que estão congestionados enquanto assiste um DVD de sua banda favorita. Desejam também ter uma televisão que tenha entrada USB para conectar-se ao seu pendrive e assistir seus vídeos diretamente nela, assim como ter acesso à internet e poder conferir se chegou um email e um grande HD interno para gravar seus programas favoritos, que aliás, não teriam mais horário para passar, era só ligar e assistir a qualquer momento. Ou uma câmera digital superpotente com Wi-Fi para enviar suas fotos para o Flickr apertanto apenas um botão.

As empresas do mundo todo estão investindo pesado em pesquisa para trazer estes novos produtos que atendam às necessidades deste consumidor 2.0. A convergência tecnológica é um caminho sem volta, onde as empresas que não acompanharem o ritmo, virarão fortes candidatas a ver em breve seu produto no Museu da Tecnologia.

E você, o que acha desta convergência? Que produto ainda inexistente gostaria que inventassem?