Como evitar os cacoetes lingüísticos em suas apresentações?
“Expressões como ?né??, ?tá??, ?entendeu??, ?sabe??, ?ah?, ?eh?, entre outras de utilização comum na comunicação do dia-a-dia, quando utilizadas numa palestra podem estragar a sua apresentação. “
Durante nossas conversas informais, utilizamos uma série de pequenas palavras que não cumprem, por assim dizer, nenhuma função comunicativa. São palavras ou pequenas expressões que usamos de maneira quase involuntária (por força do hábito), por acreditarmos que elas possuem algum poder enfático em nossa fala. Expressões como ?né??, ?tá??, ?entendeu??, ?sabe??, e cacos verbais como os intermináveis ?eh? e ?ah? são recursos que os especialistas chamam de ?palavras muletas? (crutch-words), que também podem ser chamadas em nosso país de cacoetes lingüísticos.
Porém, com o tempo e o descuido, o uso recorrente destes artifícios podem gerar problemas, sobretudo nos casos em que falamos em público e é necessário transmitir com clareza e objetividade uma informação. Nestes momentos em que nos deparamos com uma grande audiência atenta a tudo o que falamos, cada ?palavra muleta? soa como uma bomba que detona a credibilidade do palestrante e ofusca a qualidade do conteúdo.
Pessoas acostumadas a falar em público sabem bem da dificuldade de se evitar essas palavrinhas perigosas. Sem uma consciência deste problema e o devido preparo anterior para tais situações, dificilmente o orador consegue evitar os cacos verbais durante sua apresentação. Quais são as dicas para evitar esse problema?
A idéia chave para contornar esse problema é:
Não tenha medo do silêncio!
Pratique o silêncio ? Os cacoetes lingüísticos surgem porque o orador naturalmente possui medo do silêncio. O orador está acostumado a pensar que a sua função é preencher o vazio da apresentação, ou seja, afastar a todo custo o silêncio.
Admitir que o silêncio é bom é um ótimo começo para melhorar suas apresentações.
Tenha consciência de seu papel - Diferente de uma conversa informal entre dois amigos, na qual é possível ter um feedback imediato do interlocutor, numa apresentação somos forçados a conduzir o assunto de forma individual, sem o estímulo pontual e recorrente do bate-papo.
Saiba bem o roteiro de sua fala - Você deve conhecer a sua fala do começo ao fim. Se em algum momento de sua apresentação você pensar em qual deverá ser a próxima frase, há uma grande chance de você apelar para um cacoete para preencher o espaço vazio do seu raciocínio.
O caco verbal aparece justamente no momento em que o apresentador não esta certo da próxima frase. A sua mente ainda trabalha para articular o que vai ser falado e neste contexto você sente uma compulsão de jogar alguns retumbantes ?ah? e/ou ?eh? para preencher os espaços vazios da fala.
Não use o cacoete para ligar frases ? No espaço entre elas, respire. Isso também dá tempo para o seu interlocutor assimilar as suas informações. Lembre-se, o silêncio é bom, ajuda o espectador a digerir a informação que você está apresentando.
Planeje bem as partes complicadas ? saiba de cor a introdução e a conclusão de sua fala, palavra por palavra. Tenha o mesmo cuidado com as partes delicadas do assunto que você aborda.
O entusiasmo diminui o cacoete ? quanto mais envolvido e convicto de sua fala, menos necessidade você irá sentir de usar um caco para dar ênfase ao que está dizendo.
Qualidade é melhor que quantidade - Nas apresentações, vale mais uma pequena idéia bem trabalhada e fixada no público do que muitas informações dispersas e mal articuladas perante a platéia.
Fonte: Lifehack.org
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November 12th, 2007 at 09:11
“saiba de cor a introdução e a conclusão de sua fala, palavra por palavra.”
Não concordo em decorar parte da apresentação sob nenhuma hipótese. Soa mal. ÿ perceptível facilmente.
Mas temos que ver caso a caso. Convivo com vários professores na faculdade, e cada um tem seu estilo. Alguns são assim: decoram e fazem bem seu trabalho.
No meu caso para as partes difíceis eu prefiro esquemas, tabelas ou figuras, onde eu posso discorrer sobre o assunto, com um modelo lógico na lousa ou projetor. Os ouvintes não se perdem e nem eu.
De qualquer forma, para novatos em apresentações, decorar é um erro. Principalmente porque se der branco e fracasso será retumbante.