Doutrina da telenovela
Geralmente nas polêmicas eu só falo quando não suporto as liberdades individuais sendo atacadas. Só me calo quando o exercício da liberdade causa prejuízo à sociedade, como no caso de crimes. Libertária sim, mas não sou louca. Quem me lê acostuma-se a ler expressões como títere e proselitismo, o que na minha opinião é uma relação simbiótica - porque o proselitismo cria títeres e vice-versa. Mesmo tão ciosa do meu espaço, aceito bem um bom chefe, se ele tiver as habilidades para sê-lo.
No Brasil, o grande chefe ainda é a TV, tão comentada e ovacionada, especialmente no mês do lançamento da TV digital em São Paulo. Mais que ideologia política, acreditamos ou discutimos a TV e ela tem sido um chefe prosélito muito eficiente. O melhor exemplo da doutrina da TV está nas telenovelas. Na semana passada vi en passent Duas Caras e, coincidência, a revista ÿpoca trouxe entrevista, no estilo “leitor faz as perguntas”, com o autor Aguinaldo Silva e foi interessante identificar o telespectador e confirmar a mania de novela do brasileiro.
Aguinaldo Silva afirmou que “Duas Caras é fortemente política, na medida em que dá as costas para o politicamente correto“, respondendo uma leitora que queria saber quando teríamos novamente novelas com conteúdo político, citando Que Rei Sou Eu e Vale Tudo.
Foi um petardo, como diria minha mãe. Ora, até eu que não acompanho a trama noto que a novela é completamente política - com o personagem de Fagundes como “dono” da favela Portelinha e protetor de Lázaro Ramos (primeiro galã negro da teledramaturgia brasileira, diz o autor) e o golpista vivido por Dalton Vigh. A universidade particular e outros cenários da novela servem para reforçar posições político-sociais da história fictícia e, como sempre, retratar a realidade do nosso país. Por isso mesmo não me atrai, porque vejo tantas mazelas como jornalista e moradora de uma grande cidade que prefiro entretenimento leve, para tirar o estresse e não para me deixar indignada.
Pergunto-me se esta necessidade de alienação é também a razão que faz a novela ser mais popular e educativa no Brasil do que outras formas de transmissão da cultura.
Se o for, espero que em alguns dias vejamos a trama de alguma novela discutindo o caso da menina do Pará ou a violência do trânsito em São Paulo, levado aos lares brasileiros pelo Fantástico no domingo passado. O cotidiano é comumente colocado em discussão em novelas de Gloria Peres, mas, no fundo, mesmo nas tramas divertidas das sete horas não deixa de nos conduzir ideologicamente. Quem achou “coincidência” Bang Bang, uma novela de faroeste, às vésperas do Referendo do Desarmamento? Da mesma forma que a tomada do poder pelo povo na novela Que Rei Sou Eu e Vale Tudo, ela antecedeu um momento crucial de escolha da nossa Nação. Se a vida imita a arte ou a arte imita a vida, o que virá a seguir?
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December 17th, 2007 at 01:12
A arte imita a vida | Nossa Via: o conteúdo passa por aqui!…
Mais que ideologia política, acreditamos ou discutimos a TV e ela tem sido um chefe prosélito muito eficiente. E o melhor da doutrina da TV está nas telenovelas.
…
December 17th, 2007 at 12:12
Sam, cada dia que passa assisto menos TV. Novelas hoje não me atraem, com suas histórias vazias e repetitivas.
Novelas de cunho político já tivemos aos montes. Pátria Minha, Roque Santeiro, Salvador da Pátria, Que Rei Sou Eu, dentre tantas outras se destacam por fazer isso de modo mais escancarado. Outras se destacam pelo cunho social, como as de Glória Peres e Manoel Carlos.
Por sua linguagem fácil e acessível, é compreendida por todos, que a torna facilmente popular. A novela está enraizada na cultura brasileira, atingindo desde a classe E a A, sendo uma arma tanto de divulgação quanto de manipulação de massas.
Cynara
você tem toda razão, são uma arma e um “produto” que atende a todos as classes de consumo, por ser altamente democrático e de acessibilidade indiscutível. Engraçado que por ter estudado a novela na época da faculdade ela perdeu o encanto para mim, passei a vê-la com olhos criticos demais.
Tinha esquecido do Manoel Carlos, ótima lembrança!
Sam
December 17th, 2007 at 12:12
O brasileiro nos últimos anos se dedicou a dizer que não assiste novelas e virou moda dizer que não vê televisão. ÿ a nova mania do intelectual. Eu assisto por tabela, porque minha mãe adora novela e assisti todas da Globo. Algumas coisas chamam a minha atenção justamente pelo cenário cotidiano e eu sempre achei que a televisão tivesse um caracter de distração. Você se cansa do dia a dia e liga a televisão, mas ultimamente virou continuidade.
A Lu que só “assisti” seriados (é o que a faz dormir geralmente) não gosta de televisão porque se ocupa de livros, mas é uma das poucas pessoas que conheço que não gosta, mas creio que no caso dela seja a falta do hábito, porque a televisão nunca ocupou o espaço das conversas e das páginas dos livros e mesmo assim, ela elogia a televisão brasileira e diz que que a tv mostra aquilo que as pessoas querem assistir e eu concordo com isso. Se tanta gente não assistisse televisão, com certeza a fórmula seria outra.
Marco, você tocou num ponto que considero importante na atualidade: a mania de dizer que não se vê televisão. Eu vejo, não tenho vergonha de dizer e só não sou mais habitué das novelas por falta de tempo, por conta da minha audiência mirim e porque, de fato, fui pega pelos seriadinhos como minha amiga Lu. São novelas também, mas num outro tempo de reciprocidade da audiência (uma vez por semana, com reprises) e mais dentro do meu tempo atual. No mais, mostram a realidade em que se inserem, exatamente como as nossas novelas fazem. Neste ponto reside a mágica da teledramaturgia, creio eu.
Eu também recebi a novela como herança familiar, em torno dela nos reuníamos e sobre ela surgiram debates pertinentes em minha família, creio que o mesmo se dará aqui se meus filhos se tornarem audiência deste tipo de mídia mais tarde. Ou será que homem não vê novela? (risos)
Abraços
Sam
December 17th, 2007 at 01:12
[...] brasileira é um importante meio de divulgação de idéias e ideologias, como falei em Doutrina da telenovela, meu artigo hoje no Nossa [...]
December 17th, 2007 at 01:12
Boas as observações que você fez Sam, infelizmente poucos percebem o que as telenovelas querem realmente transmitir, o “povão” que assiste MESMO, muitas vezes nem percebe que a história que está sendo transmitida é de um livro, uma crônica antiga, enfim, acham que é “só mais uma historia de amor e ódio”…

Helton, mas o mundo é uma história de amor e ódio, de busca pelo poder e de oprimidos e opressores… a mágica está justamente nisto. Para ser sincera, sinto saudade de quando eu via novela com minha mãe aproveitando a magia da história sem pensar no contexto sociológico… sorte de quem conserva esta leveza!
Abraço e valeu por comentar texto que foge da tua área de tecnologia
Sam
December 17th, 2007 at 01:12
como vc bem aponta aqui, Samantha, essa é uma relação simbiótica, retro-alimentadora. os poderosos e a rede globo lançam e o Brasil devora, sem nem se ponderar sobre o q anda ingerindo. é o “panes et circus” da Roma antiga, lembra?, só q em versão agora digital, né?! há muito mais imagens pra todo mundo se perder nelas.
a diferença estaria, mais uma vez, na educação. na educação q constrói conhecimento e não no empurra-empurra-com-a-barriga-pq-tenho-preguiça-d-pensar.
mas os culpados somos todos nós e ao mesmo tempo, nenhum d nós. é uma longa série d omissões. o governo se omite pela educação sem qualidade; nós, q tivemos uma educação já um pouco melhor, os próprios profissionais da mídia, os formadores d opnião, enfim… tudo num turbilhão d omissões e delegações d responsas p o próximo… afinal, apontar o erro do outro sempre foi muito mais fácil do q entender e aceitar o próprio.
depois vá lá e leia meu comment no txt do Max. o li primeiro pelo via6, depois q encontrei o seu aqui. eles dialogam. quem sabe vc não fica com mais vontade d estender esse assunto. seria legal ler vc.
ótimo txt, super pertinente! parabéns!!!
bjs,
myla
Myla
“panes et circus”, é verdade, bem dentro da dinâmica que a humanidade repete.
Sempre recaímos na educação como solução e não discuto que ela resolveria muitas questões da nossa sociedade, mas não creio que mudaria a forma como o brasileiro convive com a TV. A TV é o outro e você mesmo, uma convivência tão íntima que pode ser tida como irracional ou estanha, mas é o que muitos de nós tê, e prefere ter. Lembrei-me agora de um conto que li, as Damas do Sofá. Não vou contar o que ele tinha em comum com este tema para não estragar, mas retrata uma parte da relação da brasileira com a novela. Saudável ou não, isto é o que somos, o que podemos e queremos ser.
Gosto sempre de suas colocações, cara.
Abraço,
Sam
December 17th, 2007 at 01:12
concordo com o Marco Antonio.
e só pra lembrar, na França, por exemplo, cerca d 57% dos lares têm uma tv. aqui no Brasil chega a quase 90%. isso aí segundo minha professora d TI.
dá pra se desdobrar bastante em cima desses dados, né?!
December 17th, 2007 at 02:12
Sá,
Eu não gosto - nunca gostei - de TV. Não tenho paciência de ficar parada na frente da TV sendo bombardeada com tudo o que passa ali. Prefiro brincar com minha filhinha, ou ler, ou tocar meu violão, meu teclado, ou a internet, ou passear… Xi, são tantas coisas que gosto de fazer que nem sobra mesmo tempo pra ver TV. Mas não falo isso porque acho bonito, ou porque é moda, mas porque sempre fui assim, desde criança. E muitas vezes acabo me sentindo alienada, porque se numa roda de conversa começam a discutir a novela, ou os seriados, ou filmes (faz tempo que não vou ao cinema embora disso eu goste) eu fico de fora, não tenho o que dizer, porque raramente vejo.
E, pra piorar, nos poucos momentos em que a TV está ligada, passam tantas coisas violentas que me desanima ainda mais. Outro dia estava passando Duas Caras e vi uma cena de rapazes que começaram a correr atrás da Juliana Knust (não sei o nome da personagem) e iam surrá-la. Eu vi o que ia acontecer e desliguei, não queria ver uma cena horrorosa daquela. Aí, perguntei pra uma amigo: “Por quê mostrarem uma cena horrível daquelas?” E ele disse exatamente o que você apontou: pra discutir o tema em nossa sociedade, como o do caso da empregada doméstica que foi espancada, porque foi “confundidada” com prostituta (como se isso fosse desculpa pra espancar alguém…).
Mas o brasileiro é realmente apaixonado por telenovela, e justamente por isso ela é usada como elemento de manobra da massa…
E o mais engraçado é que hoje em dia uma parcela do telespectador já não simpatiza com os personagens de bom caráter, como ocorria há anos atrás. Tempos atrás li uma entrevista do Gilberto Braga na Revista Veja, onde ele dizia estar chocado com essa nova realidade: “Uma parcela das espectadoras já não valoriza tanto a retidão de caráter. Para elas, fazer o que for necessário para se realizar na vida é o certo”.
E percebo que quando o autor tenta inovar, trazendo conteúdos mais politicamente corretos, de maior nível cultural e intelectual, muitas vezes o tiro sai pela culatra e a novela - ou outro programa qualquer - acaba sendo um verdadeiro fracasso de ibope…
An
sou testemunha, nestes 19 anos de amizade, que você não vê televisão. Respeito seu jeito, como acho importante respeitarmos as opções de lazer das pessoas, não nos impor nem cobrar que elas sejam politicamente corretas ou educativas. O que a pessoa faz no seu lar, desde que não perturbe ninguém, é um direito e é nosso dever respeitar. Gilberto Braga faz excelentes novelas, mas os maiores personagens dele não eram politicamente corretos, aliás, os melhores personagens não o são. Imagine um livro de Jane Austen em que as personagens casam-se com seus pares românticos e sobre quem não pese qualquer preconceito social ou econômico que impeça sua felicidade. Que graça teria?
Abraços e obrigado por sua opinião.
Sam
December 17th, 2007 at 02:12
Sam, assim com você, dei muito longo tempo em acompanhar novelas, não minto que acompanhei a penúltima das 8:00 que começa as 9:00, mas justamente por querer ver como seria mostrada a temática da vida de uma criança especial; me chamou muito a atenção a maneira, bem real, da romaria da mãe em busca da inclusão da sua filha numa escola regular…mas sinceramente não tenho idéia do que o Fagundes faz nessa novela, quem matou a tal Thaís então?! O Brasil todo queria saber…mas eu só sabia quem matou Odete Hoitmamm mesmo (vixi, denuncei minha idade agora, risos).
Mas uma coisa que sempre questionei muito, foi sobre essa hegemonia que uma única rede de TV detém sobre o “fazer novelas boas”, mas essa tendência histórica parece estar sendo rompida agora, ou pelo menos outras redes de televisão estão se empenhando bastante.
Mas entrando na questão da formação de opinião, indiscutívelmente as novelas têm um poder que não temos nem idéia do quão grande é. Mas o grande problema que vejo é que na maioria das vezes as pessoas assitem por não ter opção. Quem como nós tem acesso à TV paga, na maioria das vezes não pensa duas vezes entre assistir a novela ou um showzinho do sony, AXN, Warner, GNT…
Mas é a grande massa, aquela que é mais fácilmente influenciável que assiste essa TV (não estou dizendo aqui que eu não me deixo levar por nada que vejo, seja na TV aberta ou paga, mas não assisto simplesmente por “osmose”, assito, critico, discuto…que bom se nossa polícia tivesse todas as técnicas CSI para desvendar crimes…) Porém, nãoo usar essa força, a influência que se coloca sobre uma parcela enorme da população para algo mais crítico? ÿ isso que me parece descaso! Algo que não faça parecer que ser “moça da vida” seja glamuroso? (isso eu sei pq minha sogra falou outro dia) Muitas novelas já usaram sim essa força, seja na busca de crianças desaparecidas, transplantes de órgãos em fim… mas essa força popular (e podem me incluir aqui tbém) ainda é subutilizada…tudo bem que politicamente não seria nem um pouco viável utlizá-la, então acaba sendo mais facil manternos assim…com a atenção desviada para outros olhares. Nossa isso virou um post já! beijos e excelente tema.
Simone
vejo também que há, se não uma mudança na qualidade, pelo menos na variedade dos temas com o ingresso de novas emissoras na competição. Na teledramaturgia brasileira a qualidade é técnica é indiscutível e a qualidade dos temas, como mostraram os comentários, é, felizmente, discutível. Se além do lazer ela serve para discutirmos temas polêmicos ou para nos questionarmos sobre nossa conduta frente a novidades cotidianas, que bom.
Eu não temo medo de assumir minha idade: sempre dormi tarde e lembro de duas novelas das 22h que me fizeram pensar muito: Malu Mulher e Eu prometo. Tratavam e antecipavam temas dificeis, que hoje, felizmente, se tornaram mais naturais. Claro que aos 6 ou 10 anos eu não devia vê-las, mas foram formadores da minha opinião atual e os brasileiros, assumam-se público de TV e povo ou não, têm quase todos um resquício desta formação televisiva.
P.S. Eu também queria uma polícia forense CSI Vegas e uma equipe médica do House… risos!
December 17th, 2007 at 03:12
O seu texto está bem interessante, faz pensar (novidade? - não) - mas me vejo sem ter muito o que dizer. Realmente assisto pouquíssimo televisão. Talvez o Marco tenha razão ao dizer que falta-me o hábito. Não sei.
Mas acabei diante de algumas indagações: quem é o tal do povo nesse país? Segundo o dicionário, povo é um conjunto de pessoas que falam a mesma língua e vivem numa mesma região. Mas aqui, fala-se do povo como se fosse uma classe especifica da sociedade, a mais pobre, a mais rica…
As pessoas hoje acham lindo dizer que não assistem televisão, virou o socialmente correto do momento. E mais ainda, querem algo politicamente correto, que eduque e tudo mais.
Nesse ponto, nem consigo entender porque a Cultura faliu. Também não entendo porque ela prefere transmitir programas sem nexo (salvo raras excessões).
Aqui, se fala mal da globo, porque lidera a audiência. Já perdi a conta de quantos Big Bobos foram ao ar. E muitos outros irão, porque o tal do “povo” (eu, você e muitos milhares mais) assistem.
Eu assisto seriados, o que me leva pra fora da minha realidade e me permite respirar outros ares por alguns (poucos) instantes e não estou procuro coisas educacionais. Estou procurando por coisas me arranquem de mim mesmo. Educação e cultura eu encontro nos livros e nas minhas pesquisas.
A televisão pra mim é isso: distração. Por exemplo, não faço a menor idéia desse assunto a cerca do fantástico. Pra mim a realidade não precisa ser mais cruel do que já é.
Acho que o conceito hoje em dia é muito da boca pra fora, porque como uma novela consegue atingir tantos lares, com tanta gente dizendo que não assiste?
December 17th, 2007 at 03:12
Um dia fui chamada de alienada por uma amiga pq não sabia o que se passava na novela das 20:00 horas….não sabia quem tinha assassinado a tal da Paula! Puxa..fiquei pensando alienada…eu… sabe leio bastante e vejo outros programas na televisão…menos novela! Não olhar novela me deixa com uma marca de alienada sim…muitas pessoas assistem e não entendem a fundo o que as novelas são realmente!
Gostei muito do teu artigo…..esclarecedor!
beijos meus
December 17th, 2007 at 06:12
há uma frase famosa do Paulo Freire, “conhecimento não se transmite, conhecimento se constrói”. imagine uma sociedade pautada, realmente, por esse entender…
não haveria e nem há necessidade d se mudar a forma como nós brasileiros convivemos com a tv.
se conseguissemos ensinar da forma como o Freire propôs, o *conteúdo* das novelas, da tv e o das nossas próprias vidas, seria diferente.
chances são q haveria menos lugar para o “panes et circus” e para aqueles - às vezes muitos d nós - q levam a vida entorpecida pela tv.
December 17th, 2007 at 06:12
A úniva novelista que traz fatos efetivamente reais à discussão nos seus folhetins, é a Glória Perez, muito embora o faça sob a batuta do clichê, o que acaba estragando a discussão.
As novelas brasileiras não são feitas com vias à realidade. São uma válvula de escape do povão que quer ver gente bonita, carrões, espaços bem decorados e a eterna luta do bem contra o mal, com aquele vencendo sempre.
Anos atrás, o SBT tentou fazer uma novela ambientada na sociedade real. Casas simples, personagens simples, o dia a dia de gente comum do país. Foi um estrondoso fracasso a ponto de, com 1/3 dos capítulos, aparecer um núcleo de “bacanas” maus para levar o folhetim até o final, salvando alguma audiência.
Enfim, novelas não discutem política e muito menos a realidade, elas apenas tiram o espectador comum da realidade em que vive.
December 17th, 2007 at 07:12
Já usei televisão quando não podia ou não queria pensar. Já fui viciada em quase tudo de TV. Programas culinários, de entrevistas, novelas etc, etc. Um dia a paranóia acabou. Dei graças a Deus. Uma fase que não tenho saudade. E com a violência estampada nos jornais, telenovelas mais programa evngélico de manhã, meio dia e de noite,,, Sem chances pra ver tv.
Uma pena. Podia ser um espaço pra ensinar, pra aprender…Ai, ai!
E tem mais, não é porque é moda não ver tv, é que finalmente compreendi como é bom escolher o que é bom pra mim.
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[...] numa entrevista dele (com perguntas de leitores) na ÿpoca, que motivou um texto no Nossa Via - A doutrina da telenovela - e notei que a simpatia por ele aumentou. Blogueiro, atento ao público, aberto à interatividade [...]
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