Duffy

Duffy ? Rockferry (2008)
Quem disse que eu não gosto de pop? Gosto sim, mas ao meu gosto (trocadilhos infames…). Aimee Anne Duffy, mais conhecida pelo último nome, estourou nas paradas européias - a começar pelo Reino Unido, como de praxe ? no final do ano passado. A jovem galesa de apenas 24 anos (não estou tão velho assim, vai) pegou todo o soul que tinha em suas veias e jogou com glamour em suas músicas. Espero, no entanto, que Duffy não entre no mesmo beco sem saída que Amy Winehouse se enfiou sem hesitar.
Quando a vi pela primeira vez, lembrei de como a Debbie Harry do Blondie estava enxuta tanto na sua voz como no seu corpinho, lá na década de 80. ÿ óbvio que a banda dessa loira não tem nenhuma relação sonora com a loira de quem lhes falo agora. A única semelhança é o pop embutido nas canções aparentemente alternativas, provando que ainda dá para ser um pouco original - hoje em dia nada se cria, tudo se copia ? sem perder sua total autenticidade musical. Como já falei, o soul dos anos 70 (misturado com um pouquinho de disco music) rege o álbum de Duffy do começo ao fim. Sua voz grave e potente tem seus altos e baixos, dando o clima certo para as faixas mais calminhas (Syrup & Honey é a música ideal para você pegar seu amor e começar a dançar bem juntinho).
Veja o vídeo de Mercy, o single que estendeu o tapete vermelho da fama para Duffy. Você vai dançar até seus pés pegarem fogo (assista e você vai entender o que eu quis dizer).
N. da E. Para quem estranhou o fato de ter dois posts sobre o mesmo tema, vou contar a história. Os dois autores, José Luiz Brandão, o Zé Offline, e Nadja Pereira, escreveram textos da Duffy e ao ver, decidimos postar ambos, no mesmo dia, dando ao leitor a oportunidade de conhecer duas críticas diferentes, além otar que a artista mereceu o olhar atento dos dois!
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