Decidir aos 17 anos os próximos 100
Dar-se tempo para definir uma coisa séria como a profissão deveria ser um direito, ter a oportunidade de experimentar o mundo do trabalho, de fazer um intensivo de inglês, gastronomia, moda. Dar-se afinal o direito de recomeçar, sempre, porque nossa vida, ao que tudo indica, será muito longa. Se vamos passar dos 100 anos, por que escolher o que será do resto da vida aos 17?
Em conversa com um amigo outro dia, ele me falava da preocupação com o filho que terminará o segundo grau e não está concentrado só em fazer faculdade já. Razões paternas deixadas de lado, o papo me fez divagar sobre minha própria experiência na escolha de uma profissão e no quanto a idade ou maturidade sobre o mundo à minha volta ajudaram a acertar - na segunda vez.
No ginásio eu queria ser pedagoga ou psicóloga - ugh - e li muito sobre o tema. Como já falei no meu blog ao citar Elizabeth Badinter, achava que tinha talento com crianças… risos. Depois, motivada por uma grade curricular com ênfase em história da arte e artes plásticas, encasquetei com a arquitetura. Fiz teste vocacional e o que deu? Nada de arquitetura ou exatas, só a área ligada ao que faço atualmente. Teimei: larguei uma escola excelente (particular) e prestei “vestibulinho” para o curso técnico secundário de Edificações, no Cefet-PR. Sofri anos lá, não tinha jeito para nada, de desenho arquitetônico a resistência dos materiais, tudo era dificílimo para mim, mesmo sendo aparentemente boa aluna. Concluí o curso de quatro anos e só admiti minha inaptidão quando comecei a estagiar num escritório de arquitetura. Passar o dia debruçada em desenhos, sem poder falar e, principalmente, sem escrever, foi a morte.
A dias da formatura do curso técnico vi que não queria aquele diploma, que, aliás, acabei nunca indo validar ou buscar. Daí foi uma saga. Fiz aula experimental no curso de gastronomia, de hotelaria, pensei em tradução (tinha concluído o curso de francês e a professora me indicou), mas não me via em nada. E meus pais pressionando, queriam que eu prestasse vestibular, afinal, a filha mais velha, tão boa aluna a vida toda, tinha que prestar vestibular. A segunda ia prestar, por que não fazerem juntas? Cedi e fiz um cursinho de um mês. No último dia escrevi na guia do vestibular: jornalismo, segunda opção letras.
Completei 20 anos dois dias depois do resultado - positivo - deste primeiro e único vestibular. Eram 22 vagas e entrei no penúltimo lugar, desclassificando alguém por conta da idade - sim, estas coisas que inventam para dar vagas são discutíveis, a idade é como as cotas raciais. Apesar de ser certinha demais para uma faculdade pública de comunicação social, pela primeira vez em muitos anos estive num lugar onde as aulas, os temas, até as conversas bobas do hall de espera (sobre cartoons e HQ, apocalípticos ou integrados, RPG e Tolkien ,McLuhan e Berman, toddy versus nescau) combinavam comigo, me entusiasmavam e eu fazia tudo - até ou principalmente sociologia e filosofia - sem sofrer, com prazer.
Muitos colegas entraram com 17 anos, uma até completou 18 apenas no final do primeiro ano letivo, era a mais nova da turma - e é uma excelente repórter de TV. Desta turma novinha, uma parte muito grande trocou de curso ou abandonou a faculdade. Os mais velhos nem tanto. Estatística minha, empírica ao extremo. No entanto, penso em mim aos 17 querendo fazer arquitetura.
Ao longo de nossa vida escolar, ao invés de focar no vestibular, na chance de ter um diploma, ranço português do tempo de Eça de Queiroz e Machado de Assis em que isto e um “Q.I.” garantia um servicinho público seguro e estável, a nos dar a - na época - sonhada estabilidade, creio que devíamos ter a chance de conhecer o mundo.
Não digo só fazer uma viagem de estudo no exterior, mas que tal ler obras clássicas ou novos mundos na literatura? Fazê-lo não porque os títulos estão no currículo ou porque vão cair no vestibular X ou Y. Devíamos ser exortados a ler para conhecer. Um professor meu de segundo grau (sim, do Cefet, o Silvio, que viu em mim uma não-arquiteta e me colocou numa publicação de talentos literários da escola) dizia para ler jornal de qualidade em voz alta para acostumarmos com o som do bom texto e a grafia de um vocabulário vasto. Tem conselho melhor? Tem. Ler a seção mundo ou a revista semanal que a família assina e pensar na forma como as coisas acontecem ao seu redor. Mesmo os jovens irão depreender disto o que cada profissional faz e vão se identificar com algum ou alguns.
Dar-se tempo para definir uma coisa séria como a profissão deveria ser um direito, ter a oportunidade de experimentar o mundo do trabalho, de fazer um intensivo de inglês, gastronomia, moda. Dar-se afinal o direito de recomeçar, sempre, porque nossa vida, ao que tudo indica, será muito longa. Se vamos passar dos 100 anos, por que escolher o que será do resto da vida aos 17?
[update] Tonobohn conta no texto Torta de limão, pudim e sorvete sua saga na escolha profissional, motivado por este post.
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December 3rd, 2007 at 12:12
Concordo completamente com você! Também entrei numa faculdade (Comércio Exterior) que embora me assegurasse (em minha cidade na época) uma boa colocação profissional, não tinha nada a ver comigo… levei uns 03 anos, no mínimo, para entender o que estava fazendo naquele curso que não gostava e descobrir o que queria fazer da vida!…. Em alguns casos, ainda existe a pressão familiar para que voc~e escolha algo que eles queriam ter feito e não conseguiram ou algo do gênero!!!
Com certeza, 17 anos não é momento para ninguém decidir nada! Talvez uma viagem de 03 anos anos, longe de casa, conhecendo o mundo deveria ser obrigatória!!! hehehehehehe
Max
nunca tinha pensado na sua idade. (risos)
Na minha familia temos um caso assim: ao final de uma bem-sucedida faculdade de Engenharia da Computação na PUC, a pessoa descobre-se infeliz e decide ser médica. Nem preciso dizer que médica feliz, né? Tenho uma amiga que se formou jovem e montou uma clinica de fisioterapia. Trocou tudo por uma faculdade de direito, que era o que desejava, mas o pai, da área médica, não aceitou. O tempo é bem relativo, mas não precisamos também desperdiça-lo.
Sam
December 3rd, 2007 at 01:12
Oi, Sam.
Pouco tempo atrás, aos 32 anos, entendi que, apesar de uma carreira sólida desenvolvida numa área que tem tudo a ver comigo, poderia me permitir outras experiências, “perder” algum tempo - 1, 2, 3, talvez 10 anos, desenvolvendo outras habilidades e aspectos adormecidos da minha personalidade.
Isso depois de perceber que a minha geração poderia se dar esse luxo porque tende a viver mais mesmo.
Aposentadoria aos 65 e decisão de qualquer coisa importante aos 17 me parecem mesmo coisas do passado.
O engraçado é que quando falo disso com muitas outras pessoas, uma grande parte delas não entende muito bem ou parece não acreditar muito - rs.
Por isso nossa recente conversa no metrô de SP foi útil não apenas em relação a como lidar com a situação do Vinícius, mas também me fez bem em relação à minha própria situação de vida. Como eu já lhe disse, qualquer hora dessa promovo você de amiga querida para oráculo japonês!
Wagner
eu não citei vocês, mas já que você se entregou… (risos)
Não chegamos neste momento que você vive com seu filho, os nossos têm 5 e 7 anos e Gui e eu ainda somos “papai/mamãe sabem tudo” no conceito deles, mas imagino o tamanho da responsabilidade. No entanto, ao relembrar nossa própria capacidade de discernimento nesta idade, com certeza conseguimos tranqüilizar o coração com relação às escolhas, mesmo as dos filhos.
Ainda espero -e desejo- ter muitas guinadas na minha vida profissional nos próximos (no mínimo) 70 anos. E a aposentadoria não está nestes sonhos.
Abraços e agradeça ao Vinícius pela inspiração.
Sam
December 3rd, 2007 at 10:12
Sabe SAM, não fui muito diferente em minhas escolhas, embora sempre tenha tido aptidão para a área da saúde, ababei decidindo que iria estar na faculdade de qualquer modo, então acabei tentando vestibulares em diversas áreas…até hj não sei pq tentei Comunicaçao Social na Federal…passei em biologia na PUC, economia da FAE…onde aliás cursei um ano…tbém tendo que admitir minha inaptidao para calculos avançados e discussöes sobre o futuro econômico do país e do mundo…moral da história? voltei para um cursinho decidida a tentar nutrição, e foi aí que me encontrei…A pressão de ter que estar numa faculdade, de decidir seu futuro é tanta e nossa experiência tão pouca que acabamos cometendo esses enganos. Por isso se um jovem me fala hj que quer esperar um pouco para tomar essa decisão eu não critico, até apoio se ele estiver perdido! excelente texto.
Simone
sua história confirma o desespero que a nossa geração sentiu, uma necessidade insana de estar na faculdade a qualquer custo. O pior é que em alguns casos, FAE e PUC, por exemplo, acabou saindo caro mesmo para os pais.
Abraços.
Sam
December 3rd, 2007 at 12:12
Decidir aos 17 anos o futuro dos próximos 100 | Nossa Via: o conteúdo passa…
Dar-se afinal o direito de recomeçar, sempre, porque nossa vida, ao que tudo indica, será muito longa. Se vamos passar dos 100 anos, por que escolher o que será do resto da vida aos 17?…
December 3rd, 2007 at 01:12
[...] leia o post completo aqui [...]
December 3rd, 2007 at 01:12
Sá,
Excelente texto e colocação. Também acho que decidir aos 17 é muito cedo. Eu, como você, fiz edificações no Cefet. Mas, diferente de você, acabei dando continuidade à minha escolha e fiz Engenharia Civil. E hoje, veja só, trabalho com Aeronáutica…
Se você me perguntar se estou feliz com estas escolhas, nem sei direito o que responder, mas acho que sim. E olhe que já tenho 34 anos!!! A paixão da minha vida sempre foi a música. E teria me dedicado a ela a vida toda se tivesse tido condições financeiras, apoio da minha família e não fosse um ser tão racional quanto sou (o que, muitas vezes, me atrapalha). Mas hoje não teria coragem de abandonar tudo pela música.
O que faço, então? Procuro fazer o melhor que posso no meu trabalho. Até mesmo porque, muitas vezes temos a ilusão de que se tivéssemos escolhido diferente, tudo seria mais bonito, que o mundo seria muito mais colorido. Mas esta certeza só podemos ter se realmente experimentarmos, em vez de alimentar o sonho e ficar vivendo de ilusão.
No final das contas, acho que eu ainda posso descobrir que nasci mesmo foi pra fazer cálculo estrutural - que era minha matéria preferida no Cefet. E deixar pra viver a música só como um hobby mesmo.
Andréa
sempre lembro de você como musicista… quem diria que a gente chegou a pensar numa bandinha juntas? Acho uma pena que você não tenha perseguido seu sonho. Sabe, um ex-colega de Cefet que parecia fadado à arquitetura é hoje músico profissional aqui em São Paulo, às vezes vejo no orkut dele fotos de shows ou fico sabendo pelos releases que recebo. Sempre sorrio, pensando em como ele parece feliz e realizado! No final, o que conta além disto?
Sam
December 3rd, 2007 at 02:12
Interessante seus dizeres minha cara…
Nunca achei faculdade algo importante (sou sincera dizer). Cursei psicologia e não me arrependo, mas tudo que estudei lá poderia tê-lo feito com minha mãe sentada na biblioteca pública de Londres que tem um acervo maravilhoso sobre o tema. Adorei a descrição das conversas, (toddy vs nescau). Perfeito.
Depois fiz jornalismo e letras - cursos que acrescentaram coisas singulares a minha rotina. Meu nono era jornalista e não fez faculdade de jornalismo. Era formado em Direito, mas vivia dizendo que tudo que aprendeu da profissão que exerceu por algum tempo veio da convivência com outros profissionais. Mas isso são diálogos. Acho que a faculdade deveria ser uma espécie de complemento e não para a juventude que precisa sim experimentar, desbravar, arriscar-se. O mercado de trabalho tem mostrado cada vez mais jovens arriscando-se em inovações e tornando-se milionários mundo afora. Porque é isso que precisam: do desbravamento que nenhuma sala universitária fornece. Lembro do segundo ano (porque não fiz o primeiro) de jornalismo que muitos estudantes tinham idéias inovadoras, grandes projetos e uma ambição por fazer algo diferente. No último ano estava robotizados: a unica idéia que brilhava era a possibilidade de trabalhar no jornal de grande repercussão, ser ancora do telejornal local e coisas do tipo. ÿ claro que toda regra tem a sua exceção, mas continuo achando que faculdade deveria ser objetivo final e não inicial…
Lunna
Gostei do que disse: “a faculdade deveria ser uma espécie de complemento e não para a juventude que precisa sim experimentar, desbravar, arriscar-se.” Quando entrei na faculdade de jornalismo li um artigo de uma japonesa em que ela comentava que a faculdade não era mais um lugar onde nos tratariam como filhotes de pássaros que precisam de comida levada à boca e sim o tempo de treinarmos as asas para o vôo. A analogia queria dizer que os professores não nos dariam mais as matérias (mastigadas, como se diz no Brasil) e sim diriam o que teríamos que pesquisar e conhecer. Meu professor de Teoria da Comunicação era assim: falava tanta coisa e apenas anotava no quadro os nomes que citava… pena que não tinha internet na época. E que sorte desta geração que tem, espero que saibam fazer uso. Mas tentei comprar e ler livros de quem ele citava, porque minha Federal tinha biblioteca precária, infelizmente. Ainda bem que tinha a de meu avô jornalista.
Abraços
Sam
December 3rd, 2007 at 03:12
Samantha, que post interessante, me recordo de quando tive que decidir, ateh hoje nao sei se fiz a escolha certa.
Bjs
Meiroca
obrigado pela visita. Quanto à sua profissão, não sei, mas quanto à sua atuação na blogosfera, acertou.
Abraços
Sam
December 3rd, 2007 at 04:12
Oi Sam, eu com 21 anos estou prestes a me formar em Sistemas de Informação. Sempre gostei do curso, informática, cálculos, logica, enfim, porém neste período - 6 semestre - notei que talvez não quero isso pro resto de minha vida… acho que todo jovem que se forma no Ensino Médio deveria ir a universidade, acompanhar algumas aulas ou até fazer cursos para ver se é realmente aquilo que deseja; claro que nunca é tarde para começar outro curso, mas quanto mais cedo, melhor….
abraço
Helton
outro dia li uma matéria na ÿpoca sobre fazer faculdade no exterior e achei interessante que lá se pode fazer um ou dois anos de matéria genérica para depois escolher uma área. Não parece perfeito?
December 3rd, 2007 at 05:12
Nossa!!! Me identifiquei bastante com sua história.
Decidi fazer psicologia aos 12 anos, mas era apaixonada por arquitetura. Fiz meu 1º vest na UFES aos 16 anos, p/ psi, e fiquei na suplência (no meu caso a idade, se fosse contar só iria atrapalhar! srrssr). Passei (em 3º lugar) e ingressei na UFES aos 17 anos. No mesmo ano passei (em 2º lugar) em Edificações no CEFET-ES, mas os horários conflitavam, e optei pela psi, que hoje é uma de minhas maiores felicidades!!!
No meu caso… sempre tive muito em mente o que queria, apesar de testes vocacionais. Mesmo estudando psi, volta e meia me pego desenhando plantas (minha casa, meu consultório…), e creio que acabando a graduação, ainda irei fazer só de Hobby algo na área de Edificações. Mas muita (e põe muita nisso) gente escolhe cursos por escolher, ou até mesmo por achar que vai gostar, e se descobre um patinho feio no meio do povo da graduação.
Infelizmente a idade em que somos obrigados a fazer essa escolha é a mesma em que estamos numa transição terrível, vivendo centenas de novidades ao mesmo tempo!!
Mas creio que mais importante não é acertar de primeira na escolha, mas ter coragem de fazer o que gosta, ainda que isto custe abrir mão de um diploma do qual não deseja fazer uso.
Parabéns pelo sucesso!!! Vou parar por aqui, se não escrevo um post! srsrrs
bj grande da Ká!!!!
PS: da uma olhadinha aqui: Um pouquinho de Direito nas escolas.
Karine,
eu tb ainda desenho moveis e faço projetinhos imaginários de vez em quando. Uma casa de campo pelo menos eu quero ter o prazer de fazer o croqui um dia, mas vou pedir para alguém desenvolver, com certeza!
Gostei muito do seu texto Um pouquinho de Direito nas escolas, a idéia é bárbara e deveria ser bem divulgada. Vou replicar no meu blog sua sugestão.
Abraços e valeu por replicar o texto em 7 posts que eu recomendo em Profissão - o homem branco nas palavras do nativo!
ÿtimo ver que minha idéia de criar uma discussão saudável para nos fazer pensar funcionou.
Sam
December 3rd, 2007 at 06:12
Sa, decidir que profissão seguir aos 17 anos não é o mais difícil, duro mesmo é fazer isso quando se é pressionado pela família a escolher determinada carreira, influenciado por amigos mais próximos ou ainda, decidir no susto seguindo a onda “das melhores e mais rentáveis profissões do momento” e/ou conselhos dos professores de cursinho, que como todo psicólogo, enxerga em você algumas características que as vezes você não possui.
Eu sou Relações Públicas formada pela PUC/PR (ainda dentro do estigma de que a PUC é colegião) especialista em Administração de Pessoas/RH e sinceramente, acho que poderia ter seguida tantas outras profissões/carreiras… até hoje penso nisso e não tenho mais 17 anos. Com 10 anos a mais ainda me flagro pensando em porque cargas d’água não fiz Direito? Seria uma excelente advogada, ainda mais depois de ter trabalhado no ramo por mais de 1 ano e gostado… Por que não fiz tal curso (como Biologia, minha primeira opção aos 17, quando fiquei na lista de espera na Federal) ou como cheguei a tentar fazer aquele (como Jornalismo, em que fiquei na lista de espera numa Universidade Estadual) são coisas que me pergunto sempre, mas faço valer a máxima de que se não deu na época era porque não era pra ser. E hoje, sou feliz como RP, sinto que sou boa no que faço, tenho habilidades pra isso e mesmo que possa escolher ainda, já que nunca é tarde para voltar a estudar, outras áreas de conhecimento, novas profissões, eu ainda me encaixaria no mesmo dilema dos jovens de 17 anos: mas e se eu não gostar? Mas, vou ser feliz fazendo isso? Será que vale a pena, serão tantos anos jogados fora ou muito bem investidos… a gente nunca sabe, estamos em constante transformação e seguidamente sendo colocados diante de dilemas, oportunidades e desafios. Se coloque diante disso que falei e analise se não é parte disso o que nossos jovens estão passando e, quem sabe, seus zelosos pais… De tudo que você escreveu, friso a possibilidade e importância de viajar e experimentar o novo, novos ambientes, culturas, conhecer pessoas, buscar raízes, diria até, se conhecer melhor, essa pode ser a chave para fazermos escolhas mais certeiras, na carreira e na vida!
Abraços.
Tiffany
olhe, eu sempre me perguntei a mesma coisa: porque cargas d’água ela não fez direito? Mas irmã mais velha não deve opinar, né? Soa mais chato e mandão do que pai e mãe falando.
Os jovens não sabem o que buscar por falta de informação ou porque anseiam um retorno rápido demais nas suas escolhas profissionais, o que é próprio desta fase da vida, da passagem dos “teen” para os vinte. Ontem eu revi uma comédia engraçadinha que toca neste tema: Em Boa Companhia, em que um menino prodígio (Topher Grace) de 26 anos se torna chefe de um experiente chefe de publicidade (Dennis Quaid) de uma revista esportiva. O cara tem 52 anos. A trama tem também uma filha (Scarlett Johansson) que está mudando de faculdade porque não quer mais a pressão de ser tenista, quer ser escritora e por aí vai. Interessante e nos faz pensar.
Abraço
Sam
December 3rd, 2007 at 06:12
Nossa, vim aqui conhecer e encontro um tema como este. Posso voltar outro dia? Brincadeira. Acho bom debater essa realidade porque jogam sobre as costas dos jovens, responsabilidades que alguns não estão preparados. São coisas demais num espaço bem curto de tempo. Definir uma vida inteira num momento em que você pensa apenas em si mesmo, porque eu acho que é a fase mais egoísta que vivemos. Só queremos saber do nosso umbigo.
Gostei do seu estilo. Interessante.
Hellen
obrigado por estar aqui e pelo bom humor.
ÿ verdade, pode ser que dois ou três anos não façam tanta diferença, mas enfim, são muito bons se bem vividos e muito ruins se perdidos no que não gostamos de fazer.
Volte sempre e use o via aberta para postar suas idéias aqui também!
Sam
December 3rd, 2007 at 08:12
Quando eu era adolescente, estudei contabilidade, porque meu pai sabiamente me adiantou que é uma daquelas profissões que abrem caminhos em outras, basicamente porque ela consiste em entender empresas.
Daí, tímido pra caramba, resolvi estudar DIreito. Me ajudou muito em termos de acabar com a timidez, mas, sendo absolutamente sincero, o Direito só me trouxe decepções, porque por meio dele descobri que no Brasil não existe mérito, aqui, só se dá bem o safado. Descobri também que muita gente estudou Direito não por gostar dele, mas por saber que tinha emprego público garantido à guisa do sobrenome. E descobri, principalmente, que a Justiça brasileira é incompetentes e dissociada da realidade nacional.
Hoje trabalho com contabilidade. A advocacia não é mais que um bico para mim… mas continuo insatisfeito, as vezes penso que se tivesse estudado em outra área, talvez estivesse mais feliz
Fabio
você é um excelente blogueiro, está aí uma outra vertente profissional que segue sem notar. Seus textos de politica, sempre com a visão que mescla suas duas profissões, são ótimos e por isso ainda vou ler você aqui.
E convenhamos, as faculdades de direito de Curitiba desanimam…
Abraços
Sam
December 3rd, 2007 at 11:12
Conheço esse filho do seu amigo - rs.
Puxa, eu tenho a sensação de conhecê-lo muito bem, de tanto que meu amigo é um pai coruja! Sabia que o filho chama Anjo?
Abraços e valeu por deixar um oi aqui!
Sam
December 3rd, 2007 at 11:12
Hehehe, hoje o dia foi looongo e já entro tarde nesta lista de testemonials, mas foram tantos e tão diversos q me faço e refaço num breve resumo:
pai é um excelente cirurgião; eu, filha mais velha, sempre ótima aluna. junte a + b.
muito novinha e com nem um pingo da maturidade q hoje tenho, literalmente fugi da fac. d medicina. depois d um ano, prestei, escondido, pra jornalismo. era Puc, meus pais solenemente disseram não. no segundo ano, escondido de novo, fiz pra filosofia. federal. meus pais tiveram q engolir a seco.
gastei quase dois anos pra perceber q filosofia não era “a” menina-dos-olhos. foi mais na rebeldia. daí, larguei sem nem olhar pra trás. fui dar aula.
mais exatos dois anos, uma loucura pq na metade do tempo: mas por completa escolha: graduei em letras; e mais três, num mestrado complicado.
e hoje estudo também administração pública. já no maior namoro com a web, Efigênia, e direito. ahhh, sem contar q não morro sem antes fazer o curso d cozinheiro, no Senac, d sete meses. sei q ali vai ser um sonho ganhando corpo. próximas inscrições em janeiro. torça aí pra ver se eles me selecionam; as espátulas lá são afiadas! rs
excelente texto, Sam!!!
Ah, o curso do Senac Myla é o que espero fazer um dia também só pelo prazer de aprender. Como vou passar dos 100, ainda tenho mais duas vezes o que já vivi para fazer estas e mil outras coisas!
Você fez uma bela viagem na sua busca por seu caminho. Agora entendi porque duas pessoas que “parecem” (como diz seu texto de Relacionamentos Virtuais, na internet não sabemos bem, né?) ter certa profundidade andaram me falando que você tem uma cultura incrível…
Abraços
Sam
December 4th, 2007 at 12:12
[...] texto da Samantha, ?Decidir aos 17 anos os próximos 100? me estimulou a escrever um pouco aqui sobre a minha breve [...]
December 4th, 2007 at 12:12
Olá Samantha, através da Lunna descobri seu espaço e gostei de suas idéias, que se fossem aplicadas na escolas e também desenvolvidas junto com a família, talvez não houvesse a famosa evasão das faculdades. Abraços e parabéns pelo blog.
Madalena
a Lunna me falou de você. De certa forma, ao defender tanto a cultura no meu blog, eu falo muito de educação mesmo!
Obrigado pela visita.
Sam
December 4th, 2007 at 09:12
Sam.
Me sinto com “17″ até hoje, uma vez que ainda não corri atrás da minha paixão profissional, agradei meus pais prestando vestibular e fazendo faculdade com 18. Agora cá estou, cumprindo minha obrigação, dia após dia em uma rotina administrativa. Adorei o seu texto e, mais que isso, a sua coragem. PARABÿNS!!
December 4th, 2007 at 09:12
Sam,
meu pai é médico, portanto cresci em hospitais e achando que queria ser ?médica?
Claro!
Contudo, aos 15 anos, conheci a Escola Técnica Federal de Química no RJ, fiz prova e passei. E escolhi me especializar em Alimentos porque tinha muitas matérias bio (bioquímica, bioisso, bioaquilo?) e eu ia fazer ?. medicina.
Aí, ao me formar fui de cara trabalhar na Kibon (sorvetes) e não parei mais, estudei Química e acabei me dedicando ao setor de panificação. Me apaixonei tanto que desisti de fazer medicina e foi a melhor coisa que me aconteceu porque eu não tenho a menor vocação.
Realmente, a gente, na pós adolescência não tem a menor condição de escolher uma carreira para o resto da vida.
Salvo exceções e vocações, claro.
Ana
tenho primos que são filhos de um casal de farmacêuticos-bioquimicos… eles seguiram, naturalmente, o pendor familiar. Impressionante como isto acontece, né? E os cursos técnicos, estes sim, são excelentes para nos mostrar o que não (no meu caso) e o que sim (no seu caso) pode ser a verdadeira vocação.
Abraços
Sam
December 4th, 2007 at 10:12
Oi, Sam!
Adorei seu texto!!! Deveria ser passado para todos os alunos que estão prestes a passar pelo vestibular…
Bem, acho que todos nós passamos por essa angústia da escolha da profissão, como a maioria que deixou recadinhos aí em cima, não adianta conselho de pai e mãe, não adianta querer acompanhar a escolha do melhor amigo, não adianta ter quase certeza de que é aquilo que queremos… a dúvida sempre fica!
Eu prestei meu primeiro vestibular para Publicidade e Propaganda, passei, cursei, mas não me identifiquei; acho que a gente perde o encanto, não sei explicar ao certo… fiz escola técnica de comunicação e adorava!!! A faculdade veio meio sem graça, sem os trabalhos que eu adorava fazer… perdeu o encanto!
No próximo domingo vou prestar vestibular novamente, 16 anos depois do primeiro, e certa de que é o que quero agora, prestar vestibular para Letras!
Beijos.
Então a escritora vai fazer Letras? Que coisa boa!
Agradeço a visita com comentário e espero que volte.
Abraços
Sam
December 4th, 2007 at 11:12
Oi Samantha:
Mais um assunto envolvente. Inclusive com Elizabeth Badinter, Amor Conquistado. O nome é este mesmo? Um dos livros comprados quando escolhi ser mãe. Ah, instruções não me faltaram…Segui todas. Modernas, já que a minha não era suficiente. E lá fui eu. Quando veio o primeiro fillho, fiz tudo dreitinho. No segundo também.
Meus filhos eram exemplo em tudo. E ficava com vergonha, quando me pediam a receita. O tempo passou e chegou a hora, a bendita hora do vestibular. Sabe como é? Você aprende e vê que com 16 - 17 anos ninguém com o juízo no lugar, vai saber o que fazer da sua vida. Sabia disto. Esta consciência não vale sózinha. A decisão é a dois. E só porque fez, seu filho não precisa repetir. E repetiu. E se meu filho é feliz, fazendo o que faz hoje, ainda não sei. Só sei que trabalha muito. E está juntando dinheiro para ter o seu “Canto do mundo “. Isto me deixa feliz, mas que pai e mãe devem deixar para o próprio filho a oportunidade de experimentar o mundo. De errar e fazer de novo e de novo. A vida começa todos os dias. ÿ isto…
Anna
interessante seu foco como mãe, eu ainda não vivo esta realidade com meus filhos, vejo-me como filha.
Meus pais foram muito generosos conosco e sinto que na sua permissividade foram acertivos.
Obrigado por visitar e comentar.
Abraços
Sam
December 4th, 2007 at 03:12
Samantha, eu concordo inteiramente com você.
Eu tenho 16 anos e estou prestando vestibular pra jornalismo e pretendo futuramente fazer letras.
Na minha concepção juvenil, a universidade é um espaço que prepara seus alunos pra pensar e não pra que sejam aceitos conceitos mastigados e pré-fabricados. Eu acredito na universidade como um local de formação de pessoas que vão reestabelecer e repensar os postulados de seus respectivos cursos.
Também aposto nessa ousadia como guia. Eu escolhi jornalismo porque gosto muito de literatura e não quero me afastar dela. E depois ainda farei letras, para me aprofundar.
Gostei muito do seu artigo.
Yuri.
Yuri
seu blog é muito bom e você me passou a sensação de ser daqueles poucos privilegiados que aos 16 sabem a que vieram!
Uma metáfora que hoje eu faria da universidade é que é um lugar onde descobrimos o que googlar e daí saem hiperlinks que nos levarão por caminhos novos e aventureiros ou conhecidos e seguros. Sua escolha parece óbvia para mim e desejo boa sorte na sua “viagem”.
Abraços,
Sam
December 4th, 2007 at 06:12
Oi Samantha,
Realmente seus argumentos são muito bons e eu não teria como ser diferente do pessoal que deixou um recado pra vc, concordo contigo literalmente.
Além disso, fico feliz em ser lembrado nestes momentos quando vc está escrevendo ou trabalhando em algo produtivo.! E por isso, muito obrigado pela atenção.!
Bem, fico por aqui refletindo um pouco mais sobre as palavras que vc escreveu.
Um GRANDE abraço para todos ai.
Le.
Lê, você é realmente daqueles raros que já sabem o que querem muito cedo. Parabéns pelo Cultimar.
Sam
December 4th, 2007 at 07:12
Aproveito-me da ausência de sua amiga para conhecer um pouco mais sobre você. Jornalistas sempre me impressionam. Como todo engenheiro sou dado a análises e ponderações e vocês preferem as elocuções. Há sabedoria nos dois sentidos.
Mas o tema aqui descrito por você é realmente interessante. E vou me ater ao comentário da Lu porque me fez lembrar do meu filho caçula que decidiu cursar Mecatrônica e abanondou porque não estava certo do que pretendia. Começou marketing e também abandonou porque não gostou.
Eu escolhi engenharia porque meu pai era engenheiro e sempre gostei de mecânica e números, mas sempre quis ser piloto. Terminei engenharia porque não abandono o que começo e antes de terminar o curso já estava empregado. Mas tirei brevê de piloto que é uma paixão pessoal, mas virou hobby.
Concordo com a Lu quando ela diz que a faculdade deveria ser um complemento, seja ao talento ou a escolha feita.
December 4th, 2007 at 09:12
[...] semana li um post sobre quão cedo o ritmo de nossa vida nos requer a escolha de uma profissão. Pensei um pouco sobre [...]
December 5th, 2007 at 02:12
Oi Sam.
Entrei na universidade com 16 anos! Me formei com 20!
Eu queria ser médica, mas na última hora decidi por Processamento de Dados. Comecei a trabalhar aos 18 como programadora…Hoje sou Analista de Sistemas/Negócios e Tradutora (uma paixão descoberta mais tarde). ÿ cedo? é sim, entretanto, somos seres que constantemente nos modificamos…Eu acredito que há tempo para tudo. Ainda sonho com minha carreira de escritora e já tenho 40! Acontece que precisamos viver cada pequena coisa que nos acontece porque é destas pequenas coisas que formam o que somos hoje. A vida tem que ser experimentada…fazer o que se não era o que sonhavamos ou que é que tem se trocamos de idéia no meio da vida…flexibilidade é a chave-mestra da nossa vida…e claro, sempre, sempre pronto para RECOMEÿAR. ÿ o ciclo da vida…
No filme História de uma Abelha (em cartaz nos cinemas) a abelha novata e recem formada quer mais do que um emprego na sua colméia…risos…e sabes…tem muito de nós lá…bem interessante.
Leia sobre o filme aqui.
Beijos, sucesso para ti…
Aline
December 6th, 2007 at 03:12
[...] Hei, este papo está parecendo as lembranças do texto Decidir aos 17 anos os próximos 100. [...]
December 6th, 2007 at 08:12
[...] parte de uma tropa de elite. Seus administradores, os pobres mortais chamados blogueiros, poderiam escolher qualquer profissão. Ser professor, zootecnista, médico, jornalista, advogado, poliglotas (também conhecidos como [...]
December 7th, 2007 at 01:12
Adorei seu texto, embora não me identifico sobre a escollha da profissão aos 17 anos. Já sabia o que queria, desde o dia que minha professora de português no interior de Minas me chamou de Clarice Lispector (risos). Tinha apenas 11 anos. Dizia que tinha grandes anseios que não comportava aquela pequena cidade. Parecia com Clarice, uma personalidade sempre em busca de algo. Nos idos dos anos 70 mulheres do interior faziam o Normal e se casavam.
Fiquei como uma louca, na biblioteca,que pouco me supria para saber tudo sobre ela. O nome já achava super chique! A vida, nem se fala uma mulher de vanguarda, viajada, admirada pelos intelectuais etc. Mas o mais importante a partir de um texto na sala de aula descobri o mundo de Clarice e o meu também. O dever de casa era escolher um texto e trancrevê-lo com suas palavras e ler em voz alta ( minha professora tb era de vanguarda) de forma que seus colegas entendesse a sua mensagem. O gosto pelas letras ja estava em mim, daí foi só um pulo. Foi tão bom, modéstia a parte, que meus colegas me aplaudiram no final. No fundo só disse o que todos queriam escutar. Imagina todos adolecentes e cheios de sonhos numa cidade sem muitos recursos.
O texto escolhido foi : O SONHO
O SONHO
Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que quer.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas.
Minah versao está guardada no meu Baú ainda inerte.
Olhando para traz minha turminha de 5a serie foi de todas a mais bem sucedida. Não necessariamente no sentido literal da palavra sucesso mas na busca dos sonhos.
O que uma massagem no ego pode causar nao é?
Não sou escritora mas desejo muito. Segui um mundo paralelo que é o de contar histórias através da noticia. Nem sempre com a liberdade do escritor, mas foi meu caminho , com certeza irei publicar meus rabiscos, não sei quando, afinal tenho outras prioriades antes de chegar aos 100 anos. Viajo pelo mundo e moro do outro lado do mundo, estou ainda na confecção de meu SONHO
December 8th, 2007 at 04:12
Sam,
A minha vida acadêmica, para amigos como você, já é mais velha que andar pra frente! Mas, enfim, como tem gente que vai ler esse comentário, não custa resumir: tentei medicina (porque minha mãe trabalhava em hospital e eu adorava espiar a sala do PS) e veterinária (porque sempre adorei bicho de estimação - leia-se cachorro e gato), mas não passei. Dois anos depois, entrei pra jornalismo (porque não tinha publicidade como opção) e não passei pra letras (que realmente foi minha escolha, por causa das aulas de literatura). Larguei jornalismo no último semestre, tanto pela falta de paixão pela área quanto pelo descaso das docentes que (des)orientaram minha monografia. O baque foi tão grande que eu surtei e tentei engenharia química (embora o interesse maior fosse pela arquitetura). Cursei dois anos até admitir que exatas nunca foi e nunca será minha praia. Aí, finalmente, entrei pra letras. Licenciatura em inglês. E ESTOU AMAAAAAAAANDO! De quebra, entrei agora pra pedagogia, aproveitando algumas disciplinas do jornalismo. Uma coisa puxou a outra: eu queria trabalhar com idiomas e surgiu a chance de ensinar inglês. Eu passei a lecionar, gostei e vou complementar meu currículo com a pedagogia. Se antes de passar por isso tudo eu já concordava com o que você escreveu, imagine agora que sou a prova cabal dessa realidade. ÿ verdade que na minha história se entrelaçam fatores como falta de opção (jornalismo por falta de cinema e, depois, de publicidade), orgulho ferido (tentar exatas após uma decepção tremenda com as humanas) e a atitude corajosa pra uns e covarde pra outros de abandonar um curso na monografia. Mas o fato é que não me arrependo do que fiz, aos poucos fui sendo compreendida pelos meus pais (que hoje me apoiam em tudo), e vivo a melhor fase da minha vida. Eu até brinco dizendo que se soubesse que chegar aos 30 anos seria tão maravilhoso, eu teria pulado os 20! A impressão que eu tenho é a de que a vida começa agora e acho que é isso que conta quando alguém se vê realizado profissionalmente. Acredito que todos temos o direito de traçar nosso caminho, buscar a carreira que queremos seguir, mas, claro, sempre com a responsabilidade pelo ônus e pelo bônus que as decisões podem trazer. Lamento que tantos jovens sejam massacrados por essa ditadura de prestar vestibular para cursos que ostantam status/carreira, abrindo mão de valores importantes pra qualquer ser humano, como vocação/realização. Não tenho mais aquela visão utópica do mundo, de quando entrei na universidade pela primeira vez, pra achar que essa mentalidade vai mudar a curto ou longo prazo. Hoje sou mais realista e mais feliz. Mas espero que as pessoas se dêem conta o quanto antes de buscar a realização profissional através daquilo que realmente as agrada e não a seus pais ou à sociedade. Que elas aprendam com seus erros e experimentem logo a maravilhosa sensação de fazer o que se gosta e porque se gosta. A palavra de ordem é CARPE DIEM!
December 9th, 2007 at 10:12
Olá Sam…
Que bom que gostou!! Acho que a blogosfera tem muito a contribuir para a Educação brasileira… e parece que estamos no caminho!!
bjs
December 20th, 2007 at 05:12
Quem te falou que vc vai passar dos 100 ? Tá, e vc acredita mesmo nisto?
May 11th, 2008 at 10:05
Olá nossa gostei muito do seu texto =) tenho 16 anos presto vestibular este ano (faço 17 no final do ano) e como é dificil escolher desde os 13 já sei o que quero e o que vou prestar meu colégio é cursinho tbm e ouço as palavras provas e vestibular milhoes de vezes por dia talvez seja por isso que muitos amigos saem e bebem ou outros namoram serio achando que sao maiores por que se temos que decidir o que faremos p resto da vida decidimos se transamos e nos drogamos agora .. por mais que queira conhecer o mundo todo vou fazer faculdade logo e concretizar isso.. bom é isso parabens vc sabe interagir com o leitor hehehe
Bjos
May 16th, 2008 at 11:05
Oi Sam,
Confesso que li seu artigo meio tardiamente desde a sua publicação, mas infelizmente não conhecia sua página, e felizmente meu namorado me mostrou justamente por EU não saber o que quero fazer na faculdade.
Acabo de completar 18 anos e eu realmente me sinto muito perdida,engraçado, que quando eu estava lendo seu artigo senti que estava escrito para mim, como uma indireta..Deve-se claro ao fato de que eu me encontro na sua situação de anos atrás..
Queria te fazer uma pergunta : Você acha válido fazer teste vocacional ?
ÿtimo artigo ! Valheu-me muito, muito mesmo !
August 6th, 2008 at 08:08
…tenho uma filha com 16 anos, está confusa ou melhor não sabe o que vai fazer, ja fez uma inscrição para administração,mas não sabe se é o que quer…gosta de moda, mas não tem faculdade em nosso estado…enfim o que mais pesa é o preconceito todos tem prenconceito quando se diz “quero fazer moda”, já sua irmã é médica e ela detesta medicina e direito, são os cursos que tem certez que não quer fazer…mas tem hora que ela diz que vai fazer doierito pq tem um leque de opções maiores…
já nem sei o que estou escrevendo, na realidade entrei hoje no google com intenção de ajudar minha filha, depois de quase 2 horas de leituras e artigos, ficou mais confuso, são muitos questionamentos