Guarda compartilhada

No ano passado, quando soube que tramitava no Congresso um projeto sobre Guarda Compartilhada, escrevi um post no Blog do Desabafo de Mãe sobre o tema. Na época, ainda como editora de cultura infantil do portal colaborativo e colunista do blog, tinha as notícias ligadas à família muito fortes no meu cotidiano. Não sou separada, mas lá contei minha experiência como “filha de pais que se separaram, mantiveram informalmente uma guarda compartilhada dos 4 filhos e depois de alguns anos de divórcio se casaram novamente.” Tenho amigos que vivem experiências semelhantes (ou opostas) com suas separações e o que observo é que o importante é a forma como se encara e se vive a família apesar da separação.
Eis que seis meses depois o projeto virou lei, modificando o Código Civil e estabelecendo oficialmente a guarda compartilhada. Vi nesta decisão oportunidades para que o homem, que geração após geração tem assumido um papel de maior como co-gestor da educação dos filhos, pudesse exercer uma paternidade mais presente, independente do casamento. Não está tão longe a época em que o homem se contentava com o papel de provedor da família e de papai sabe-tudo, sendo no entanto uma pessoa nunca está disponível em casa.
Entendo esta lei como a percepção de que o homem se tornou mais participativo na vida familiar e agora é alguém que deseja um contato mais próximo com os filhos, mesmo se (ou depois) de separado.
Em novembro, quando escrevi sobre o tema, a Época citou projetos interessantes sobre a guarda. No orkut, por exemplo, há várias comunidades de pai que vive longe do filho, nas quais os homens compartilham a dificuldade de viver sem a presença efetiva na vida dos filhos. Após a aprovação da lei, em maio, o post que fiz voltou a ser muito procurado e tem recebido comentários diários, de mães reclamando da má-vontade dos pais de seus filhos e -pasmem!- sobretudo de homens que cobram o direito de estar presentes na vida dos filhos e de serem mais do pagadores de pensão que fazem visitas a cada 15 dias. Um dos testemunhos me pareceu sintetizar o que estes novos homens tentam dizer, pois o pai dizia que queria “o direito de poder visitar, buscar e ter opinião mais ativa no que diz respeito a saúde e educação dos filhos, decisão tomadas em conjunto para um bem maior, OS FILHOS.” Este rapaz, de 25 anos, se diz pai de uma bebê de seis meses e imagino que nem teve contato suficiente com a filha, mas quer amá-la, quer estar presente.
Com o caso Isabella Nardoni aumentaram as preocupações das mães sobre a cobrança de pensão alimentícia ou o direito de que a criança durma na casa do pai, temendo maus-tratos (psicológicos ou físicos) à criança. Sempre há este risco, infelizmente, e a mãe terá que provar que o pai não tem condições de conviver com o filho. Mas esta mudança na lei permitirá aos pais que estiverem aptos a esta convivência uma oportunidade que pode, a médio prazo, trazer consequências positivas para a sociedade, por reduzir a sobrecarga das “mães solteiras” e trazer maior segurança emocional à criança.
Com a guarda unilateral, até agora a mais comum no Brasil, quem fica com a criança é o responsável por tomar todas as decisões referentes a sua educação e dia-a-dia.
A guarda compartilhada traz a idéia - e a prática - da participação de ambos os pais em todas as decisões sobre a vida da criança. Não parece que este é o ideal? O tempo e a experiência destas primeiras famílias que optam formalmente por compartilhar os direitos e deveres nos mostrará.
![]()
P.S. A conscientização da sociedade sobre o tema contou com entidades como a Apase (Associação de Pais e Mães Separados), de Florianópolis. No site deles é possível encontrar boas informações sobre o assunto.
Últimos posts de Samantha Shiraishi
- Conexões urbanas
- Dia nacional de combate ao fumo
- Quem paga a conta da conta da violência?
- Nova classe média
- Web events
Popularity: 31% [?]
Posts Releacionados
-
No related posts

























junho 9th, 2008 at 05:06
Gostei muito da cara nova do “Nossa Via”, está mais simples, mais “clean”, confortável para os olhos.
Não sei, de fato, quanto a esse movimento de “retomada da paternidade”, por assim dizer, nem em que classes sociais isso acontece. Infelizmente, com as famílias próximas, a experiência que tenho é de pais que amam ãs mulheres atuais mais que a convivência com os filhos.
Acho que se interessam por saber como estão, até por uma questão de consciência, mas, sobretudo quando das novas uniões surgem filhos, muitos pais vestem a camisa da nova família e os filhos do casamento anterior ocupam uma posição secundária.
Mas espero que isso realmente esteja mudando.
Ótima matéria, muito bom discutir esse tema.
Um abraço!
Paloma
como lhe disse, venho de uma experiência pessoal como filha e isso foi há quase duas décadas. Mas vejo um movimento masculino por uma paternidade mais consciente, mais presente e mais feliz, percebo na maioria dos pais com quem convivemos (um grupo com estilo de vida semelhante ao meu) uma satisfação ao exercer o papel de pai, muitas vezes ultrapassando limites e parecendo, aos olhos mais antiquados e preconceituosos, um papel de mãe. Mas acima de tudo me parece um esforço por viver a vida em plenitude e isso vai se refletir nas crianças.
Abraço e obrigado por nos dar o feedback sobre o novo lay!
Sam
junho 9th, 2008 at 06:06
Já não era sem tempo que a nossa Justiça tomasse essa decisão. Como você (embora em circunstâncias diferentes, que você conhece), experimentei pessoalmente essa realidade e acho que isso é coisa pra gente civilizada e inteligente, e que quem tem a ganhar são todos, mas sobretudo os filhos.
Wagner
é fato que o judiciário só faz a parte de agora definir o que já era feito por algumas famílias, como a dos meus pais e a sua, mas é importante que esta alternativa exista porque há casos em que as crianças nascem sem que tenha existido uma familia dos pais juntos antes ou depois da chegada delas. Para estes casos a lei fará grande diferença, creio eu, pela oportunidade de convivência que não existiria de outra forma.
Fico com esperança de que estas crianças, sendo amadas com responsabilidade e harmonia por seus progenitores, sejam mais capazes de amar e de viver em familia quando forem adultas.
Sam
junho 9th, 2008 at 07:06
[...] minhas reflexões no Nossa Via e convido-os a passarem por lá também para ler e comentar o post Guarda compartilhada . Parabenizo o Desabafo de mãe por abrir sempre espaço para temas importantes para a família [...]
junho 9th, 2008 at 07:06
Impossível discordar da guarda compartilhada! Nada mais do que justo. Se o homem hoje tem grande participação nos afazeres de casa, na educação dos filhos e, principalmente compromisso com a pensão alimentícia êle também merece ter mais próximo de si os seus filhos!

A guarda compartilhada vai funcionar para os casais inteligentes , civilizados e que acima de tudo amam os seus filhos!
Mundo moderno, novas regras, novas leis!
Marcia
você sintetizou perfeitamente: impossível discordar. Mas há quem discorde, nos comentários do post que deu origem a este texto há opiniões diversas, interessantes e algumas são irrefutáveis. Pais, mães, madrastas, todos têm seu ponto de vista e sua razão.
Com sinceridade espero que pais e mães possam viver em harmonia e encontrar mais paz na vida familiar com estas novas regras e direitos do mundo moderno.
Sam
junho 9th, 2008 at 07:06
Oi Sam, acho esse assunto muito interessante, não enfrentei esse tipo de problema, porque meus filhos já eram pré adultos quando me separei. Digo pré porque homens nunca são adultos de fato. Mas acho que já era tempo de começarem a se preocupar com os filhos, afinal, acho que não basta apenas bancar financeiramente, isso as mulheres também são capazes de fazer, é preciso participar mais ativamente. Acredite, meu filho mais velho casou-se, é pai e eu achava que já tinha feito a minha parte e tive que ouvir de uma moça de vinte e poucos anos (acho que sabe de quem estou falando) que eu ainda tinha muito a contribuir para a vida do meu filho e foi graças a esse pensamento que me aproximei mais do meu filho e dos meus netos que hoje passam finais de semana aqui em casa e por observar isso é que eu acredito que esse assunto mereça enorme atenção e cuidado também porque não é nada fácil o homem participar do dia a dia do filho depois da separação. É preciso preparar os dois nesse sentido. Grande abraço e parabéns pelo excelente post e eu gostei muito desse novo visual do nossa via, ficou mais fácil ler os posts.

Marco
meu amigo, no fundo os filhos, homens ou mulheres, mantém sempre o vínculo com os pais. A diferença, creio, é que passamos a ter uma interdependência saudável quando nos tornamos adultos e podemos ser além de pais e filhos, verdadeiros amigos.
Você tem toda razão, as mulheres alcançaram um momento na história das relações em que podem arcar com as despesas sozinhas e ao tirar este ônus dos homens elas os liberaram para começar a pensar em outros papéis sociais.
Fico feliz que esteja convivendo tanto com seus filhos e netos. Em cada momento da vida temos uma função, nossa presença tem um sentido e a sua deve ser fundamental nesta fase da vida de seus familiares também.
Sam
P.S. Que bom que gostou do novo lay, o objetivo era mesmo facilitar, simplificar e aproximar o conteúdo dos leitores!
junho 9th, 2008 at 07:06
Lei nenhuma resolve a incapacidade do Judiciário e e má vontade dos juízes de familia.
Guarda compartilhada não precisa de Lei, porque é um direito que decorre da Constituição. No entanto, o Judiciário age como se o problema não é com ele, aplicando o máximo rigor da Lei contra os PAIS (nunca contra as mães) que não pagam pensão alimentícia, muitas vezes fixada em patamares absolutamente irreais, mas demoram ou simplesmente não analisam pedidos de guarda compartilhada desses mesmos pais.
Tive um caso em que o pai da criança pagava a pensão dentro das suas possibilidades, mas foi preso duas vezes porque a mãe encasquetou que queria o filho estudando na escola mais cara de Curitiba e a juíza tomou as dores dela. O rapaz ficou uns 3 anos sem ver a criança e quando chegava perto, a mão tratava de dar um jeito de sumir com ela. Um dia, a mãe morreu (talvez castigo pelos seus pecados) e ele descobriu não ser pai da criança… ficou com ela e a criou com carinho mesmo assim, mas passou o pão que o ruinzinho amassou, e o Judiciário não estava nem aí…
Nossa, Fábio, que história mais triste. Como diria uma amiga minha, história carmática.
Já falei várias vezes, minha mãe esteve na área de família na Defensoria Pública daí e eu lembro nitidamente dos casos, porque na época eu era digitadora dela.
Ao escrever o artigo hoje, um dos desejos que tive foi de ter alguém da área jurídica que topasse escrever sobre o tema, com foco profissional, porque eu na verdade escrevi como alguém que vê a coisa
de fora. Não vivo na pele nada disto, tampouco sou profissional de alguma área afim.
Um abraço, obrigado pela visita e boa semana,
Sam
junho 10th, 2008 at 11:06
Este sempre foi um assunto polêmico, principalmente porque muitos pais usam os filhos para atingir um ao outro. Quando advogava presenciei muitos casos assim. A mulher quer atingir o ex-marido e o impede de ver e compartilhar da vida dos filhos. O homem atinge a mulher dificultando na parte monetária. Na verdade, está mais do que na hora de haver um amadurecimento em relação a saber separar marido/mulher de pai/mãe/filhos.
Sou separada há 14 anos. Meus filhos tinham 9, 11 e 13 quando isso aconteceu, porém sabia que ele não era mais o meu marido, mas seria sempre o pai dos meus filhos e por isso sempre o recebi em casa, junto com a mulher dele nos aniversários das crianças, formaturas, Natal, Ano Novo… É claro que ela não foi a causa da separação =)
Adoro meus ex-sogros e ele adora minha mãe e vamos vivendo em harmonia. A mulher dele me respeita e nas ocasiões em que temos que agir como pais dos nossos filhos, ela compreende perfeitamente, como nas formaturas, no noivado da minha filha mais velha, e temos uma convivência saudável.
Se cada um ceder um pouco, tudo fica mais fácil.
Parabéns por enfocar tema tão importante.
bjs
junho 10th, 2008 at 02:06
Oi, Sam. Eu sou suspeito para falar sobre esse tema. Sou um tremendo pai coruja e não me vejo sem poder ter contato com elas. E mesmo se um dia não der mais certo, não der mais liga entre minha esposa e eu (o que eu espero não acontecer nunca), por tudo que vivemos, tenho a certeza de que ela não colocaria barreiras para que eu ficasse com as meninas. Claro que nem todo mundo é assim e nem todas as relações terminam amigavelmente. Mas mesmo assim defendo que os dois devem deixar claro para a criança que o casamento acabou, mas o amor dos dois por ela e o que eles representam para a formação dela não pode mudar. Assim como tem pai irresponsável, que não assume o seu papel como educador e figura importante na vida dos filhos, também existe mãe relapsa, que explora a situação para receber a pensão e deixa a criança de lado, como se fosse uma “vingança” contra o pai. Não digo isso da boca para fora, pois já vi exemplos do que digo: uma que só queria a pensão e andava com roupa cara, enquanto a filha ficava com o nariz melecado e largada; outra que esperou a criança nascer, deu um pé no pai da menina e praticamente passou a guarda para a avó; outra que deixa as crianças expostas ao que se vive na rua, etc, etc, etc.
Acho que a fórmula certa pode ser encontrada pelo casal, mas sem colocar só a emoção à frente. E em último caso, a justiça, pois é sempre traumático.
Parabéns pelo texto.
Abraços.
junho 10th, 2008 at 03:06
Bom, na minha humilde opinião, na guarda compartilhada, estando os pais separados ficaria difícil para o filhos assimilar regras diferentes impostas por duas pessoas diferentes. Afinal, se os pais se separaram é porque tinham maneiras de pensar diferentes. Enfim…
Acho também que o papel dos pais tem mudado nos últimos anos, não por conta do governo ou da justiça, mas por conta dos próprios pais. Sou pai, tenho um blog com muita informações atualizada sobre criação de filhos ( Pai de Plantao ) e amo me envolver na educação de minha filha. Acredito que a Justiça também está vendo esse aumento de interesse por parte dos pais.
Parabéns.
Abraço.
junho 13th, 2008 at 05:06
Temos que entender que mesmo havendo o compartilhamento das decisões, caberá aquele que maior tempo, efetivamente, tiver maior tempo ded convívio as principais e mais emergentes decisões.
Para que esta situação não fique, por demais, acentuada, é premente, quase visceral, que a parte menos presente, crie, ou utilize, instrumentos que, de fato, possa reduzir este hiato.
Alias, esta situação, de pouco contato, ou mesmo quase nenhum contato, je é uma realidade, mesmo em casais não separados, uma vez que, não nos é difícil encontrar casais, onde um, em função do próprio emprego, fica com os horários incompatíveis aos de seus filhos, provocando encontrtos ocasionais em dias não úteis.
Para este problema chamo a atenção para a Discussão **A importância do contacto diário mesmo que por telefone.**, http://www.via6.com/topico.php?tid=138355&cid=12067 , onde procuro chamar a atenção para a possibilidade, de mesmo à distância, participar ATIVAMENTE da VIDA daqueles a quem VOCE AMA.
No artigo utilizo o telefone, mas a internet tem sido, para muitos, o veículo mas adequado.
Abraços,
Plinio Marcos
Plínio, visitei seu texto no via6 e gostei muito da sua postura e da sua sugestão. Eu e meu marido passamos o dia conectados pela internet, através de IM, e realmente estes artificios reduzem a distância e permitem que compartilhemos nossas vidas profissionais o que se reflete na relação pessoal. Escrevi até um post sobre o tema há um ano.
A internet aproximou também meus filhos do pai, que não almoça em casa, mas está sempre ciente de tudo na vida deles através da webcam e, agora que já digitam, o chat no msn. Você está certo, é uma forma de estar presente e poucos não conseguirão resultado na relação com os filhos adotando esta estratégia.
Parabéns pela sugestão e pela forma como tratou do tema!
Sam
junho 15th, 2008 at 12:06
cara sam,
estava navegando e procurando sobre o tema da guarda compartilhada. mesmo vc não escrevendo como uma “operadora jurídica”, acho que a sua experiência como filha numa guarda compartilhada, e agora mãe, e obviamente uma pessoa madura… é uma pérola de bom senso, que faz falta (em geral) nos momentos de separação dos casais. daí advirem tantas tempestades, num turbilhão que maltrata mais os filhos que os “adultos” do script…
apreciei muito teu post e também os comentários, considerando que o “ideal” seria obviamente a paternidade e a maternidade responsáveis e maduros. isso qto às críticas aos pais ausentes ou inexistentes (sim, sei bem o que é isso), às mães relapsas ou interessadas em dinheiro etc etc.
mas também sei bem o que é ser mãe e pai ao mesmo tempo, ser mãe que respeita tanto o filho que coloca muita coisa em segundo plano para preservar e construir uma relação de co-parentalidade com o pai (e vice-versa, óbvio) focada no bem-estar do filho.
afinal, pra que é que a gente tem filho, e ama, e cuida??? certamente não é pra ficar torturando…
prazer.
junho 19th, 2008 at 09:06
Sam, tenho uma amiga, a Denise (que alias participou ativamente na vitoria dos brasileirinhos apátridas)
Nesse link tem ela e a familia justamente numa reportagem sobre a guarda compartilhada
http://www.camara.gov.br/internet/TVcamara/default.asp?selecao=MAT&velocidade=100k&Materia=65936
E nesse link quando a a guarda virou lei
http://www.camara.gov.br/internet/TVcamara/default.asp?selecao=MAT&velocidade=100k&Materia=67317
Não me encaixo em nada…não tenho pais separados, nem sou separada, mas acho sinceramente que isso foi muito bom!
Abraços, Carmen
junho 23rd, 2008 at 11:06
Pois é, eu como vice presidente do Movimento Pais para Sempre Brasil, ong com sede em BH não poderia de dar u mas pitacas aqui. Foram quase 7 anos de luta,só Deus sabe como, para sancionar a Lei da GC..Foi suado mas valeu e queremos mais porque a Guarda Unilateral é algo fora da vida. Vamos em frente. na realidade, o ideal seria a Guarda Alternada mas os operadores do direito e anexos a ele ainda têm que passar pelos traumas do afastamento do convivio com os filhos para , data vênia, se ater aos anseios da natureza humana.

Cordiais saudações,
Enéas Ferreira - BH MG
Enéas
fico feliz com sua presença aqui. A Guarda Unilateral realmente me parece desumana, porque a criança é fruto de duas pessoas e precisa do contato com ambos. Se tiver vontade de escrever sobre a idéia da guarda alternada, o espaço do Via Aberta pode acolher e divulgar seu texto!
Sam
junho 23rd, 2008 at 01:06
Li hoje dois posts interessantes sobre o tema:
- Carlos Messa http://psic.com.br/blog/?p=110
- Denise Miguel no Desabafo de Mãe http://www.desabafodemae.com.br/home.php?acao=desabafos&subact=desabafo&cod=400
junho 25th, 2008 at 10:06
oi sam, li todos os comentarios do seu blog.Estou vivendo esta situaçao a 3 meses. Posso dizer que só existe guarda compartilhada quando há entendimento entre os pais,mas quando isto nao existe não adianta ,todos sofrem independente do que a lei determina.O pai dos meus filhos era uma pessoa muito dificil e continua ainda pior, deu para namorar e exibir a namorada para os filhos o que nao acho legal para a educaçao deles . Nos momentos em que sai com os filhos quer levar a namorada (que foi o motivo da separaçao),acha que tenho que engolir isso?Acho que a lei deveria criar algumas regras neste sentido a fim de preservar as crianças. Pois acredito que se eles convivendo com uma pessoa promíscua aprenderao a fazer o mesmo,tornando assim a guarda compartilhada um prejuizo e nao um beneficio. devo salientar tambem que a liberdade do pai em visitar quando quer resulta em falta de compromisso, ou seja , as visitas se tornam cada vez mais raras. abraços
junho 26th, 2008 at 03:06
[...] mais participativo na vida familiar e agora ? algu?m que deseja um contato mais pr??ximo com os fhttp://www.nossavia.com.br/comportamento/guarda-compartilhadaAmazon.com: Vida Familiar: Books: Multigeneracional, Nuevas …Online shopping for vida familiar [...]
junho 26th, 2008 at 06:06
Gostei muito do texto acima, muito bem escrito. Contudo, tenho uma pequena ressalva quanto a um parágrafo (transcrito abaixo). O parágrafo diz que há o risco de maus tratos do pai à criança… Eu gostaria de salientar que o pai não representa maior risco à criança que o risco que a mãe representa, afinal homens e mulheres são seres humanos, um não é melhor que o outro. O parágrafo também colocou a questão de o homem assumir mais responsabilidades junto aos seus filho e destacou isso como sendo bom por permitir às “mães solteiras” que vivam mais livremente, destacou positivamente tal atitude dos homens por parecer conveniente para as mulheres… Eu entendo que os homens estejam fazendo isso não para melhorar a vida de suas ex-esposas mães de seus filhos, mas porque entendem que estão fazendo o melhor para seus filhos, ou seja, para melhorar a vida de todos. O homem não é um ser humano desprovido de sentimentos e amor por seus filhos, ele sentimento tanto quanto as mulheres.
“Com o caso Isabella Nardoni aumentaram as preocupações das mães sobre a cobrança de pensão alimentícia ou o direito de que a criança durma na casa do pai, temendo maus-tratos (psicológicos ou físicos) à criança. Sempre há este risco, infelizmente, e a mãe terá que provar que o pai não tem condições de conviver com o filho. Mas esta mudança na lei permitirá aos pais que estiverem aptos a esta convivência uma oportunidade que pode, a médio prazo, trazer consequências positivas para a sociedade, por reduzir a sobrecarga das “mães solteiras” e trazer maior segurança emocional à criança.”
junho 26th, 2008 at 07:06
Também acredito que sendo a guarda unilateral ou compartilhada é preciso haver entendimento entre os pais. Muitos criticam a nova lei dizendo que não vai mudar nada, pois é preciso entendimento. De fato, é preciso entendimento. Mas também é preciso institucionalizar e formalizar tal possibilidade, pois é uma maneira justa de dizer que o pai, homem, é igualmente necessário na vida dos filhos. Se homens e mulheres, pais e mães, têm direitos iguais, isso deve constar da lei objetivamente e claramente. Dessa forma, a formalização deste direito do homem contribuirá para exterminar com a idéia errônea de que somente mãe é quem pode cuidar dos filhos.
junho 27th, 2008 at 05:06
Prezado André,
Me parece que a questão do gênero, realmente, isoladamente não tem, em essência, a capacidade de ientificar qual é o Melhor para o(s) Filho(s).
Como exemplo, cito o fato concreto de que Meu Fakecido e Estimado Pai, quando da separação de seu primeiro casamaneto, nos idos de 1947, ficou com a guarda de seus 2 (dois) filhos.
Acho que a questão dos gêneros esta de certa forma abordada nas discussões Estrutura Social Machista como forma de violência contra a mulher, http://www.via6.com/topico.php?cid=12067&tid=134354 , Sociedade “Machista” um produto do “EGO’ da Mulher Mãe, http://www.via6.com/topico.php?cid=12067&tid=137042 , e Síndrome do Ninho Vazio, http://www.via6.com/topico.php?cid=12067&tid=126915.
Portanto, não estamos falando da guarda, como realidade, apenas e tão somente, pela Mãe, pois, exemplos vários, nos dão a certeza, de que muitos Homens, são capazes, e estão, efetivamente, com a guarda de seu(s) Filho(s), mas, mesmo, neste casos, poderá, haver algum, em que a Mãe, por incapacidade financeira, “perdeu” na Justiça dos Homens, muito embora, possa ser a “vencedora” na Justiça Divina, o que nos traz, a realidade a possibilidade desta mesma justiça dos homens, não precisar, pura e simplesmente, ter que decidir entre um e outro.
Muito embora, não seja Pai, acredito que Voce esta com a razão, ao afirmar que é “idéia errônea de que somente mãe é quem pode cuidar dos filhos”.
Abraços,
Plinio Marcos
junho 27th, 2008 at 02:06
Caro Plínio. Há muito da questão de gênero envolvida na questão de guarda. Não sou jurista, mas acho que a lei também tem o papel de educar, de contribuir para que determinados costumes e até valores sejam modificados. Não é de se esperar que uma lei vai mudar a situação em 1 ano, mas em 5, 10 ou 15 anos, podendo se a precursora de uma nova lei daqui a 20 anos. A evolução das leis precisa ser pautada por marcos, por leis que ainda que aparentemente inócuas, serão o passo para outra mais importante anos depois. Hoje, depois da guarda compartilhada aprovada, as crianças que nascerem não vão conhecer um mundo onde só havia a guarda unilateral, vão conhecer um mundo da guarda compartilhada… quando eles se casarem e se separarem poderão usufruir da guarda compartilhada. Nestes aspectos, a lei tem o caráter educativo. Sou pai e sou separado… estou enfrentando vários problemas para poder visitar o meu filho… No ápice de minha angústia, as vezes, pessoas me falam:” André, não se preocupe, leve a sua vida, filho fica com mãe!”… Mãe é mulher, pai é homem…portanto há uma relação de gênero associada, há também machismo. Não acho que a maneira mais saudável de criar uma criança seja somente com a mãe ou somente com o pai, um não faz, necessariamente, o papel do outro: são papéis complementares. Tal complementaridade precisa ser reconhecida (assim como já está sendo) fazendo com que os filhos continuem com seu papai e sua mamãe. Deve sempre se priorizar o bem estar da criança, mas papai e mamãe também têm sentimentos. Dói muito ser pai de final de semana.
junho 27th, 2008 at 06:06
Prezado André,
Como disse antes, voce esta coberto de razão. Portanto, espero que Voce e seu(s) Filho(s) possam, em momento breve, possam usufruir desta evolução jurídica, que, em princípio, é reflexo de algo ja praticado por alguns casais separados.
Um Abraço, com votos de sucesso.
Tambem não sou Advogado, e nem estudant de Direito.
Plinio Marcos
junho 28th, 2008 at 12:06
Caro Plínio. Também não sou advogado, nem estudante de direito, sou apenas pai.
julho 5th, 2008 at 09:07
olha eu vivo uma situação muito critica, sou casada com uma pessoa que tem um filho de um relacionamento errado. deste relacionamento nasceu uma criança , a mãe não deixa o filho ter contato nenhum com o pai e ele sofre por isso. paga a pensão mas ver e muito raro ate mudou de cidade
com este novo projeto quero muito qure ele venha ter contato com o filho.
afinal ele e pai.