Sobre a transitoriedade das coisas.
Em uma semana de muito trabalho, acabei ficando longe da TV, do cinema e praticamente da web também. A correria do dia-a-dia offline acabou me levando para outros lugares e, logicamente, fiquei meio que sem assunto para postar por aqui. Acreditem, você não iriam querer saber da minha rotina de apresentações no interior do Paraná. Mas, eis que um comentário aqui no NossaVia, neste post aqui, acabou por me trazer um belo assunto para um novo post!
No comentário, o leitor Derek questionava minha opinião sobre “A Favorita”. Não se preocupem, não vou falar novamente da novela (não é importante saber o conteúdo do comentário!) e sim de como qualquer opinião pode mudar em tão pouco espaço de tempo.
Em tempo de internet e mídias sociais, adquirimos uma grande facilidade para “expressar” nossa opinião sobre tudo! Não que isso seja uma invenção moderna, mas as opiniões que anteriormente expressávamos em nosso círculo de amizades, agora são expostas a qualquer um que tiver acesso à elas em qualquer lugar do mundo. Basta uma busca no Holly Google que encontramos gente escrevendo sobre tudo em qualquer lugar do mundo. (Duvida?)
O caso é que, naturalmente, com o tempo sua opinião sobre determinado assunto pode mudar, variar, tornar-se inclusive oposta àquela inicial. No seu círculo de amizade você simplesmente acaba por deixar claro qual sua nova posição. (No caso específico da novela, acredito que ela se rendeu à mediocridade do seu público!) Mas, e na web? Você realmente vai voltar e linkar seus posts antigos com um “Ops, mudei de opinião!”?
No caso de um leitor assíduo de seu blog, aquela conversa informal acaba acontecendo naturalmente. Ele não é seu amigo, mas às vezes, pelo menos virtualmente, esse vínculo acaba acontecendo.
O problema é que em tempos de leitura não-linear, mecanismos de busca e TONELADAS de informação fica difícil saber exatamente onde você deixou registrada uma opinião sobre este ou aquele assunto. Não me lembro de todos os milhares de comentários que já deixei em blogs. Inclusive já cheguei a encontrar um comentário que havia deixado “por aí” e nem lembrava. (Tudo bem, eu tenho problemas! Admito!!)
Nem tenho uma opinião completamente formada sobre este assunto, mas me vi pensando sobre isso após ler uma famosa frase de Mario Quintana escrita após ele ter sido convidado a escrever algo para gravar abaixo de seu busto em uma homenagem em sua terra natal:
Um engano em bronze é um engano eterno!
E na web? Um engano cibernético é um engano o quê?
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October 11th, 2008 at 02:10
Sobre a transitoriedade das coisas. | Nossa Via: O conteúdo passa por aqui!…
Um comentário em um texto meu me fez pensar na quantidade de opiniões que expressamos por aí… gravadas eternamente nos ambientes virtuais que nem sonhamos onde podem nos levar!…
October 11th, 2008 at 09:10
achei legal o texto quando vcs tiverem assunto relacionado com amor ou sexo me mande por imal obrigada
October 13th, 2008 at 02:10
Max
Penso que você valorizou demais (de modo negativo) o fato de mudarmos de opinião sobre esse ou aquele assunto. A grande “sacada” é podermos mudar de opinião ao longo do tempo. Isso nada tem a ver com estarmos envelhecendo ou, como se dizem, ser Maria-vai-com-as-outras. E também nem sei dizer ao certo se é uma questão de recebermos essa TONELADA de informações. Algumas opiniões adquirimos em casa, com a família, de acordo com a convivência ou religião de cada um, talvez até as questões políticas entrem nesse âmbito familiar nos impedindo ou influenciando a aceitarmos esse ou aquele candidato…
O que penso, Max, é que é maravilhoso podermos mudar de idéia e, se pudermos comunicá-la, expressá-la a tempo, teremos um grande ganho. Vejo isso como evolução.
Um exemplo pessoal (segredinho): Eu tinha uma certa bronca de jogar vídeo game de estratégia, atirar nos bonecos, essas coisas. Poxa, sou professora…Mas…Mas depois de uns tirinhos….rsrsrs…me senti bem pra caramba! Mudei de opinião e estou confessando aqui nesse super blog.
Quanto a editar ou não esse comentário, fica por sua conta. Opine! Deixo vc mudar de opinião caso queira mais tarde…rsrs
Grande abraço
October 13th, 2008 at 03:10
Olá Cristina…
Talvez não tenha ficado claro, mas eu não sou contra mudar de opinião. De maneira nenhuma… aliás, vivo mudando ded opinião sobre as coisas.
O post falava um pouco sobre as pessoas lerem uma opinião minha escrita há um tempo atrás e me verem de acordo com aquele prisma, que no caso nem é mais o ponto de vista que tenho no momento.
E também sobre a falta de controle dessa bolha chamada “web” que vai inflando de opiniões e pareceres e etcsssss….
October 14th, 2008 at 01:10
Max,
eu vejo cada espaço nesse mundo virtual como uma biblioteca. A ponto de me ver sempre como uma mantenedora, do que dona de algumas comunidades no orkut. Até no meu blog mesmo, por agora também ter textos de convidados, me vejo assim.
E a cada postagem, ela vai deixando uma emoção nossa ali. Muito mais que o lado racional. Se foi por uma zanga no momento, que bom que mais a frente, olhamos por outro ângulo, inclusive podendo estar mais receptivo. Eu por exemplo, não gostava de jiló, hoje já gosto
Brincadeiras à parte… e com as devidas proporções…
Aquele vídeo, com Saramago em lágrimas ao lado do Meirelles, onde dizendo sentir a mesma emoção quando terminou o livro.
Nossa! Isso vem reforçar o lance de que não devemos reeditar não. A menos claro que comprometeu outra pessoa em seu texto.
Beijo grande,